O Amor É Dor Que Doi E Não Se Sente?

O Amor É Dor Que Doi E Não Se Sente
Análise e interpretação – Camões desenvolve o seu poema de amor através da apresentação de ideias opostas: a dor se opõe ao não sentir, o contentamento que é descontente. O poeta usa esse recurso de aproximação de coisas que parecem distantes para explicar um conceito tão complexo como o amor.

Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. Por meio da aproximação dos opostos , o poeta nos traz uma série de afirmações sobre o amor que parecem contraditórias, mas que são inerentes à própria natureza do sentimento amoroso.

Esse recurso linguístico é chamado antítese. Outro ponto importante é que o poema do mestre português é baseado num raciocínio lógico que leva a uma conclusão. Essa argumentação fundamentada na apresentação de afirmações que levam a uma consequência lógica é chamada silogismo.

No poema de Camões, as afirmações são feitas nos dois quartetos e no primeiro terceto, sendo a última estrofe a conclusão do silogismo, como podemos observar. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor O formato do soneto clássico e a sonoridade estão diretamente relacionados ao conteúdo do poema.

Nas onze primeiras estrofes temos o desenvolvimento de um raciocínio e observamos uma sonoridade próxima por conta das rimas e da pausa na sexta sílaba métrica.

Qual é a visão de Camões sobre o amor?

As discussões a cerca de Camões são inúmeras, visto que o poeta possui obras complexas e de difícil entendimento. Porém, entre extremo romantismo, idealização da pessoa amada e frustração diante da rejeição, Camões defendia algo que poucos estudiosos perceberam: reciprocidade de amores realistas.

  • Diferente do que se pensa, Camões não era um romântico iludido, nem pregava um amor platônico inatingível;
  • Pelo contrário, para o autor o amor deveria ser tão intenso quanto recíproco;
  • Como o próprio poeta dizia “coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las”;

A história nunca teve grandes informações da vida do poeta e, as poucas que possuía, eram especulações. Resumindo: conhecemos Camões por seus versos e, com exatidão, somente por eles. Camões está mais perto da sua realidade do que você imagina. Há até um famoso questionamento que afirma: “o que seria da Língua Portuguesa sem Camões?”.

  1. Ele é o autor de “Os Lusíadas” (aquele poema épico de 8;
  2. 816 versos que você foi obrigado a ler no Ensino Médio e que, provavelmente, odiou) e o grande inspirador da música de Renato Russo, Monte Castelo, que você canta alto, como se não houvesse amanhã;

O amor de Camões é intenso, extremo, forte, mas coerente. Se, por um lado o poeta enfatiza que, para viver um grande amor, é preciso intensidade; por outro, utiliza-se de antíteses para demonstrar a fragilidade humana perante o amor. Para Camões o amor é “um fogo que arde sem se ver”, e, por isso mesmo, deve ser pensado antes de ser sentido.

  • Segundo o próprio poeta, o amor “é ferida que dói, e não se sente;
  • É um contentamento descontente;
  • É dor que desatina sem doer;
  • É um não querer mais que bem querer;
  • É um andar solitário entre a gente;
  • É nunca contentar-se e contente;

É um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade. É servir a quem vence; o vencedor. É ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor. Nos corações humanos amizade. Se tão contrário a si é o mesmo amor?”. Nota-se que, enquanto para muitos autores o amor é visto como cura para os cansados, para Camões a antítese é encarada como uma faca de dois gumes: de um lado, remédio para as almas sãs, do outro, veneno para as doentes.

  1. Cabendo a, cada um, escolher o lado que prefere;
  2. Camões entendia que, por mais que o amor doesse, não poderia ser dividido “o amor é um só, não pode ser partido” e a continuidade da vida necessária, visto que somos passíveis de mudança e que, sofrer era uma opção e não uma condição: “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades;

” A leitura das obras não é fácil, a linguagem não é agradável e as obras são extensas. Mas, se eu pudesse lhe dar um conselho, seria: leia! Arrisque-se, permita-se, cresça intelectualmente. Camões é tão complexo, quanto encantador.

É ferida que dói é não se sente Camões?

‘Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente ; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer.

Por que o amor arde é dói?

Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que se ganha em se perder.

O que significa o amor é fogo que arde sem se ver é ferida que dói é não se sente?

Interpretação do soneto Amor É Fogo Que Arde Sem Se Ver – Segue uma interpretação mais objetiva sobre o poema e a análise da letra do poema, estrofe por estrofe. Como já dito, cada estrofe corresponde a uma ideia, seu desenvolvimento e conclusão. Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer.

Nesse trecho, a aproximação de sentidos impossíveis, como o fogo que não se vê, a dor de ferida que não dói, a alegria triste e a dor que é sentida, sem que se sinta, mostra a natureza do que é o amor: um sentimento que nos leva a ideias controversas sem que se perca seu sentido.

Aqui, há também uma ideia causal: primeiro o fogo, depois a ferida, depois a dor. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. Na segunda estrofe do poema, ainda há a aproximação de ideias opostas, mas, dessa vez, de maneira ao alcançar um “estado máximo”: “não querer mais do que”, “nunca” e “ganhar” são ideias com sentidos absolutos, que mostram a força desse sentimento.

É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Ainda por meio das antíteses, nessa estrofe o poeta explora um tema muito comum nas cantigas: a guerra.

Aqui, de modo aproximar o Amor às tradições medievais – mas, para ele, o Amor é como um inimigo ao qual desejamos nos unir com todas as forças. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor. Nessa estrofe conclusiva, a ideia que se exprime é exatamente a da maravilha da possibilidade de dualidades do Amor, essa dor que consegue ser tão prazerosa.

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Como Camões retrata o amor?

Análise e interpretação – Camões desenvolve o seu poema de amor através da apresentação de ideias opostas: a dor se opõe ao não sentir, o contentamento que é descontente. O poeta usa esse recurso de aproximação de coisas que parecem distantes para explicar um conceito tão complexo como o amor.

Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. Por meio da aproximação dos opostos , o poeta nos traz uma série de afirmações sobre o amor que parecem contraditórias, mas que são inerentes à própria natureza do sentimento amoroso.

Esse recurso linguístico é chamado antítese. Outro ponto importante é que o poema do mestre português é baseado num raciocínio lógico que leva a uma conclusão. Essa argumentação fundamentada na apresentação de afirmações que levam a uma consequência lógica é chamada silogismo.

No poema de Camões, as afirmações são feitas nos dois quartetos e no primeiro terceto, sendo a última estrofe a conclusão do silogismo, como podemos observar. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor O formato do soneto clássico e a sonoridade estão diretamente relacionados ao conteúdo do poema.

Nas onze primeiras estrofes temos o desenvolvimento de um raciocínio e observamos uma sonoridade próxima por conta das rimas e da pausa na sexta sílaba métrica.

Quem diz que o amor é falso ou enganoso?

Quem diz que Amor é falso ou enganoso, Ligeiro, ingrato, vão desconhecido, Sem falta lhe terá bem merecido Que lhe seja cruel ou rigoroso. Amor é brando, é doce, e é piedoso. Quem o contrário diz não seja crido; Seja por cego e apaixonado tido, E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.

Porque o amor É um contentamento descontente?

Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente ; É dor que desatina sem doer.

Quem escreveu o amor É fogo que arde?

Referências – BELLINI, L. Notas sobre Cultura, Política e Sociedade no Mundo Português do Século XVI. Tempo. Revista do Departamento de História da UFF, Rio de Janeiro, v. 4, n. 7, p. 143-167, 1999. CAMÕES, Luiz Vaz de. Amor é fogo que arde sem se ver. São Paulo: Editora Ediouro, 1997.

  1. HUE, Sheila Moura;
  2. O encontro de Luís de Camões e Garcia de Orta nas páginas iniciais de um livro;
  3. Revista Camoniana, v;
  4. 18, p;
  5. 5, 2006 RENNÓ, A;
  6. A linguagem metafórica no diálogo entre a tradição e a modernidade: Camões, Gregório de Matos e Oswald de Andrade;

Revista Travessias, v. 01, p. 01-15, 2007. O Amor É Dor Que Doi E Não Se Sente.

É uma dor que vem não sei de onde É nem porquê?

Amor um fogo que arde sem se ver, ferida que di, e no se sente; um contentamento descontente, dor que desatina sem doer. um no querer mais que bem querer; um andar solitrio entre a gente; nunca contentar-se de contente; um cuidar que ganha em se perder. querer estar preso por vontade; servir a quem vence, o vencedor; ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos coraes humanos amizade, se to contrrio a si o mesmo Amor? Eu cantarei de amor to docemente    Por uns trmos em si to concertados, Que dois mil acidentes namorados Faa sentir ao peito que no sente. Farei que amor a todos avivente, Pintando mil segredos delicados, Brandas iras, suspiros magoados, Temerosa ousadia e pena ausente. Tambm, Senhora, do desprzo honesto De vossa vista branda e rigorosa, Contentar-me-ei dizendo a menor parte. Porm, para cantar de vosso gesto A composio alta e milagrosa, Aqui falta saber, engenho e arte. Mudam-se os tempos,    Mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiana; Todo o Mundo composto de mudana, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperana; Do mal ficam as mgoas na lembrana, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o cho de verde manto, Que j coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudana faz de mor espanto: Que no se muda j como soa. No mundo quis um tempo que se achasse o bem que por acerto ou sorte vinha; e, por experimentar que dita tinha, quis que a Fortuna em mim se experimentasse. Mas por que meu destino me mostrasse que nem ter esperanas me convinha, nunca nesta to longa vida minha cousa me deixou ver que desejasse. Mudando andei costume, terra e estado, por ver se se mudava a sorte dura; a vida pus nas mos de um leve lenho. Mas (segundo o que o Cu me tem mostrado) j sei que deste meu buscar ventura, achado tenho j, que no a tenho. Transforma-se o amador na coisa amada,  Por virtude do muito imaginar; No tenho logo mais que desejar, Pois em mim tenho a parte desejada. Se nela est minha alma transformada, Que mais deseja o corpo de alcanar? Em si somente pode descansar, Pois consigo tal alma est ligada. Mas esta linda e pura semidia, Que, como o acidente em seu sujeito, Assim como a alma minha se conforma, Est no pensamento como idia; O vivo e puro amor de que sou feito, Como a matria simples busca a forma. Busque Amor novas artes, novo engenho,    para matar-me, e novas esquivanas; que no pode tirar-me as esperanas, que mal me tirar o que eu no tenho. Olhai de que esperanas me mantenho! Vede que perigosas seguranas! Que no temo contrastes nem mudanas, andando em bravo mar, perdido o lenho. Mas, conquanto no pode haver desgosto onde esperana falta, l me esconde Amor um mal, que mata e no se v. Que dias h que n’alma me tem posto um no sei qu, que nasce no sei onde, vem no sei como, e di no sei porqu. Tanto de meu estado me acho incerto,    que em vivo ardor tremendo estou de frio; sem causa, juntamente choro e rio, o mundo todo abarco e nada aperto. tudo quanto sinto, um desconcerto; da alma um fogo me sai, da vista um rio; agora espero, agora desconfio, agora desvario, agora acerto. Estando em terra, chego ao Cu voando, numa hora acho mil anos, e de jeito que em mil anos no posso achar uma hora. Se me pergunta algum porque assim ando, respondo que no sei; porm suspeito que s porque vos vi, minha Senhora.     Um mover de olhos, brando e piedoso, Sem ver de qu; um riso brando e honesto, Quase forado; um doce e humilde gesto, De qualquer alegria duvidoso; Um despejo quieto e vergonhoso; Um repouso gravssimo e modesto; Uma pura bondade, manifesto Indcio da alma, limpo e gracioso; Um encolhido ousar; uma brandura; Um medo sem ter culpa; um ar sereno; Um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura Da minha Circe, e o mgico veneno Que pde transformar meu pensamento. Horas breves de meu contentamento Nunca me pareceu quando vos tinha, Que vos visse mudadas to asinha Em to compridos anos de tormento. As altas trres, que fundei no vento, Levou, em fim, o vento que as ss tinha; Do mal que me ficou a culpa minha, Pois sbre cousas vs fiz fundamento. Amor com brandas mostras aparece: Tudo possvel faz, tudo assegura; Mas logo no melhor desaparece. Estranho mal! Estranha desventura! Por um pequeno bem, que desfalece, Um bem aventurar, que sempre dura!   Lus Vaz de Cames (1524?-1580) Lus Vaz de Cames, o mais representativo poeta portugus. Nasceu provavelmente em Lisboa, cidade onde morreu. Sua obra Os Lusadas, publicada em 1572 aps passar pela censura da Inquisio, consolidou a lngua portuguesa e considerada o poema pico nacional lusitano. Alm de Os Lusadas, Cames s publicou, enquanto viveu, mais trs poemas.

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Pouco se sabe sobre a vida de Lus Vaz de Cames. Acredita-se que tenha estudado na Universidade de Coimbra, onde teria se formado em Artes. Apesar de no ser rica, sua famlia freqentava a corte, o que lhe valeu a chance de aproximar-se de Dom Joo III.

Porm, uma aventura amorosa com uma das damas-de-companhia da rainha Catarina de Atade levou-o ao desterro no Ribatejo. Estudiosos da obra de Cames acreditam que seus versos de amor foram inspirados nesta paixo tumultuada e perdida. Em 1547, afastado da capital, Cames decidiu seguir a carreira militar e partiu para o norte da frica.

  • Combatendo em Ceuta, perdeu o olho direito;
  • Em 1550, retornou a Lisboa onde intercalou sua vida entre a corte, que voltara a lhe abrir as portas, e noitadas bomias;
  • Em uma briga de rua, feriu um cavalario do rei e foi condenado a um ano de priso;

Nesta poca, j havia comeado a trabalhar em Os Lusadas, um canto de louvor ao descobrimento da rota martima para as ndias pelo navegador Vasco da Gama. Libertado em 1553, Cames partiu para combater na ndia. Depois, foi transferido para Macau. Em 1559, acusado de extorso, enviaram-no para a ndia, viagem em que sobreviveu a um naufrgio.

Em 1570, voltou a Portugal, via Moambique, com o manuscrito de Os Lusadas ainda indito. Aps a publicao apesar da fama transitria e de uma penso que lhe foi outorgada pelo rei Dom Sebastio Cames iniciou um caminho de decadncia em que chegou a comer por favor de amigos.

Morreu pobre e esquecido. Os Lusadas, escrito em dez cantos de versos octasslabos, foi influenciado tanto pela Eneida, de Virglio, como por Orlando Furioso, do poeta italiano Ludovico Ariosto. Entrelaadas com a histria da viagem de Vasco da Gama, Cames louva a histria portuguesa, as idias crists e os sentimentos humanistas.

Mas, ainda que exalte as faanhas dos lusitanos, Os Lusadas tambm reflete a viso crtica e amarga de seu autor sobre a poltica colonialista de Portugal. A fama de Lus Vaz de Cames tambm se deve a numerosos poemas publicados postumamente: 211 sonetos, 142 redondilhas, 15 canes, 13 odes, nove glogas, cinco oitavas, incontveis cartas e trs peas teatrais, duas das quais baseadas em modelos do teatro clssico.

O tema principal da poesia de Cames o conflito entre o amor apaixonado e sensual e a idia neoplatnica de amor espiritual. Sua obra, de notvel perfeio e simplicidade formal, levou Wilhelm Storck a cham-lo de “filho legtimo do Renascimento e humanista dos mais doutos e distintos de seu tempo”. Fonte: Enciclopdia Encarta – 2000 Microsoft

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Quais os sintomas de sofrer por amor?

Por que choramos por amor?

Chorar é diminuir a profundidade da dor. Os deuses queriam chorar por amor. Se fosse só eu a chorar de amor, sorria. ” Não é proibido chorar por amor, nem feio e muito menos humilhante. Quando choramos por amor, demonstramos que temos sentimentos sinceros, e que não temos vergonha em demonstrá-los.

“Chorar por amor é a forma encontrada pelos olhos de exprimir felicidade. ” Não irei mais chorar Apenas amor sairá do meu olhar Porque de lágrimas conto meus contos Faço meus encantos Lágrimas assim, não mais desejo Apenas as despejo Numa rua de saudade Por um pouco de humildade Saudade sentirei Eternamente lamentarei O tempo perdido Que jamais aproveitei Deus nos fala no silêncio.

Ouça! Não temas chorar de amor, tema chorar por não ter coragem de amar, pois não são covardes aqueles que choram por amor. Triste não é chorar por amor, e sim nunca ter recebido, um sorriso e um olhar apaixonado. Que se engane o homem que diz! “Nunca irei chorar por amor” Chorar por amor é viver em contradição.

  • Querendo entender a razão, nos motivos de um coração;
  • Chorar de amor, quando a saudade vem te procurar;
  • E a lembrança te machuca quando pensa no que passou;
  • Sentimento estranho esse tal de amor;
  • Traz tanta alegria, causa tanta dor;

Mas eu acredito tem o seu valor. Se foi verdade não foi em vão. Se fosse só eu a chorar por amor, sorriria. Pior do que chorar por amor é chorar por solidão. Agora se chorar por amor for bobagem, chore bobamente com intensidade. Prefiro Chorar de Amor. Do que sorrir de Mentira.

  1. “e eu que um dia me pensei poeta, e somente eu me pusesse a chorar por amor;
  2. ” Se tiver que chorar por amor, que seja pelo amor que tem de si mesmo;
  3. Que não seja pela falta ou perda do amor alheio, pois isso é muita coisa exceto amor;

O amor só é capaz de trazer sofrimento para alguém que não si ama mais. Por mais que seja ruim , a melhor coisa do mundo é amar , a segunda melhor é chorar por amor Por amor, deixei de amar. Por amor, deixei de chorar. Por amor, eu larguei tudo. Por amor, tranquei minha vida Num calabouço escuro.

  • Onde só á noite, Pudestes me enxergar;
  • Porquê o sol havia se tornado para mim A arma mortal que eu havia forjado;
  • Minha vida se opusera na escuridão Para nunca mais sair de lá;
  • E no meio de tantos homens, Eu só conseguia enxergar você;

E eu estaria convencida de que Enquanto eu estivesse com você, Por mais que fosse na escuridão, Eu seria iluminada. Mas nunca veio á minha mente Que um dia você partiria para sempre Ao reino dos mortos, Porquê apesar de vampiro, Era tão mortal quanto eu.

Agora sem você Choro pensando que maldição É ser vampira. E todo dia ao me acordar, Eu sinto que já não sou mais a mesma. Mas o que foi noite feliz Junto de ti, Se transformou em várias Noites tristes sem ti.

Seria ótimo se eu já tivesse Nascido deste jeito. Mas o desejo de viver um romance Com um vampiro, Agora se transforma em tristeza Ao olhar pela janela o pôr do sol E lembrar do tempo em que eu era feliz E não sabia. Chorar por amor é a forma mais triste de amar.

Como é a dor de amor?

  • SP no Ar
  • 17/11/2014 – 08h31 (Atualizado em 22/10/2018 – 01h02)

–> Para ver este vídeo, ative o JavaScript e considere atualizar para um navegador da Web que suporta vídeo HTML5 Sofrer por amor é mais sério do que se imagina. Conhecida como Síndrome do Coração Partido, a doença tem sintomas parecidos com os de infarto: fortes dores no peito. Mulheres acima de 50 anos, que já passaram pela menopausa, têm maior probabilidade de ter esse problema. Veja!.

O que significa o amor é fogo?

Interpretação Do Soneto De Camões “Amor É Fogo Que Arde Sem Se Ver” – Segue uma interpretação mais objetiva sobre o poema e a análise da letra do poema, estrofe por estrofe. Como já dito, cada estrofe corresponde a uma ideia, seu desenvolvimento e conclusão.

  • Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer;
  • Nesse trecho, a aproximação de sentidos impossíveis, como o fogo que não se vê, a dor de ferida que não dói, a alegria triste e a dor que é sentida, sem que se sinta, mostra a natureza do que é o amor: um sentimento que nos leva a ideias controversas sem que se perca seu sentido;
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Aqui, há também uma ideia causal: primeiro o fogo, depois a ferida, depois a dor. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. Na segunda estrofe do poema, ainda há a aproximação de ideias opostas, mas, dessa vez, de maneira ao alcançar um “estado máximo”: “não querer mais do que”, “nunca” e “ganhar” são ideias com sentidos absolutos, que mostram a força desse sentimento.

É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Ainda por meio das antíteses, nessa estrofe o poeta explora um tema muito comum nas cantigas: a guerra.

Aqui, de modo aproximar o Amor às tradições medievais – mas, para ele, o Amor é como um inimigo ao qual desejamos nos unir com todas as forças. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor. Nessa estrofe conclusiva, a ideia que se exprime é exatamente a da maravilha da possibilidade de dualidades do Amor, essa dor que consegue ser tão prazerosa.

Qual o poema mais famoso de Camões?

Em língua portuguesa, Os Lusíadas, de autoria de Luís Vaz de Camões, é o poema épico mais famoso.

Que não seja imortal posto que é chama?

Vinícius de Moraes escreveu os seguintes versos: “Eu possa me dizer do amor (que tive) Que não seja imortal posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure”. Determinando o significado dos versos de Vinícius, chegamos à conclusão de que ele pretendia estabelecer uma indicação de causa: – o amor não é imortal porque é chama, fogo.

  • – já que o amor é chama, morre;
  • O que ocorre, porém, é que a locução ” posto que” não é causal, e sim concessiva, ou seja, inicia uma oração subordinada que exprime oposição ao que é dito na oração principal, não sendo capaz, porém, de anular ou impedir o fato mencionado;

As conjunções e as locuções conjuntivas concessivas são as seguintes: embora, conquanto, apesar de que, se bem que, mesmo que, ainda que, em que pese, por mais que, posto que. Exemplos: – Embora seus pais sejam contra, casar-nos-emos no fim do ano. – Ele não se decidiu pela carreira artística posto que tivesse talento (= embora tivesse talento).

– Não concorreu ao cargo em que pese tivesse condição de conquistá-lo (= embora tivesse condições). Vinícius errou, então? Não. Ele se utilizou do que chamamos de licença poética , que é a liberdade que toma o poeta, algumas vezes, de transgredir as normas da poética ou da gramática.

Caso ele não se utilizasse dessa prerrogativa e quisesse escrever dentro das normas cultas da Língua Portuguesa, teria de usar uma conjunção (ou uma locução conjuntiva) causal, que são as seguintes: porque, porquanto, já que, visto que, se, como (só no início de frase), uma vez que.

  1. Teria, então, de fazer isto, dentre outras possibilidades: Eu possa me dizer do amor (que tive) Que não seja imortal visto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure;
  2. O leitor atento deve ter percebido que registrei a conjunção “se” entre as causais;

É certo isso? Veja o seguinte exemplo: – Se suas riquezas foram a causa de sua perdição, seria melhor que as não houvesse conseguido”. Aparentemente a conjunção “se” é condicional, conjunção bastante estudada e facilmente memorizada pelos jovens alunos.

  1. Todo bom estudante sabe que a frase ” Se você estudar, aprenderá” equivale à frase ” Caso você estude, aprenderá” ou à frase ” Desde que você estude, aprenderá” ou ainda à frase “Na condição de que você estude, aprenderá”;

Ocorre, porém, que a conjunção ” se” não é apenas condicional; ela também pode ser causal. Esta é bastante utilizada por nós, mas raramente a percebemos como causal. Já houve, inclusive, questões de vestibulares anuladas porque a banca examinadora, desatenta, apresentara uma frase com a conjunção causal, mas, equivocadamente, a denominara de condicional.

– Se será conjunção condicional quando iniciar uma oração subordinada em que se expressa uma hipótese ou condição necessária para que se realize ou não a ação principal. As conjunções condicionais são as seguintes: se, caso, desde que, etc.

Veja este exemplo: – Se você não estudar, nada aprenderá = Caso você não estude, nada aprenderá = Desde que não estude, nada aprenderá. – Se será conjunção causal quando, obviamente, indicar causa, podendo ser substituída por outra conjunção (ou locução conjuntiva) causal.

  1. São elas: porque, porquanto, já que, visto que, como (só no início de frase), uma vez que;
  2. Veja este exemplo: – Se você não me amava, não deveria ter-me conquistado”;
  3. Essa frase equivale às seguintes: – Já que você não me amava, não deveria ter-me conquistado;

– Uma vez que você não me amava, não deveria ter-me conquistado. – Você não deveria ter-me conquistado porque não me amava. A frase apresentada, portanto, não indica condição, mas sim causa: – Já que suas riquezas foram a causa de sua perdição, seria melhor que as não houvesse conseguido “.

Porque o amor é um contentamento descontente?

Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente ; É dor que desatina sem doer.

Qual o poema mais famoso de Camões?

Em língua portuguesa, Os Lusíadas, de autoria de Luís Vaz de Camões, é o poema épico mais famoso.

Qual é o tema do poema do soneto de Camões?

A medida velha em Camões:  – A medida velha se apresentava nas redondilhas, ora chamadas de menores – quando possuíam cinco sílabas poéticas –, ora de maiores – quando possuíam sete. Em Camões, as redondilhas apresentam primeiramente um mote, que é o tema do poema e pode ser de autoria do poeta ou vir da sugestão de alguém (mote alheio).

  1. Na sequência, aparecem uma ou mais estrofes, conhecidas como glosas ou voltas, nas quais se desenvolve a ideia apresentada no mote;
  2. Na maioria das vezes, o poeta era desafiado a compor um poema a respeito de um dado mote, a fim de mostrar o próprio talento;

A redondilha, conforme sua organização, podia receber designações específicas, como trova, cantiga, vilancete etc. – essas formas eram famosas nas produções do Trovadorismo. Camões compôs redondilhas, em sua maioria, amorosas, sobre um sentimento associado à beleza e à calmaria das paisagens bucólicas.

  • Os modelos de beleza feminina, em especial, oscilam entre a graciosa camponesa e a refinada dama da Corte, às quais o poeta dirige seus versos de amor, às vezes mais espiritual, outras mais sensual;
  • Além do amor, a medida velha camoniana explora um tema que remonta às origens da poesia lírica ocidental: o desconcerto do mundo;

Por meio dele, o poeta explora a visão de um mundo absurdo, de natureza dinâmica, muitas vezes difícil de compreender, e revela o quanto o eu lírico é frágil e inconstante. Muda-se o tempo todo, e a mudança gera um sentimento de tensão e desconforto. Devido a isso, tudo sempre parece dar errado, um fracasso total – não há nada a ser feito para evitar o fado (o destino).

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