O Que É Doença Sistemica?

O Que É Doença Sistemica
Doenças sistêmicas e suas manifestações – Uma doença sistêmica é, simplesmente, uma doença que afeta todo o corpo humano, ao invés de apenas um órgão ou região, como nos demais casos. Um excelente exemplo é a gripe, que causa efeitos variados, como problemas de respiração, dores musculares e de cabeça entre outros.

O que significa patologia sistêmica?

A Patologia dedica-se ao estudo de alterações estruturais, bioquímicas e funcionais das células. É uma ponte entre as ciências básicas e a medicina clínica, sendo a base científica de toda medicina ( Robbins & Cotran, 2015 ). O Que É Doença Sistemica O estudo da patologia está dividido entre Patologia Geral e Patologia Sistêmica, A Patologia Geral trata das reações das células e tecidos aos eventos nocivos, que, na maioria das vezes, não são específicas para um determinado tecido. Já a Patologia Sistêmica estuda as doenças específicas de cada órgão.

O que é uma doença sistêmica em cachorro?

Caro, cliente! Hoje vou trazer algumas informações sobre alguns fungos com implicação infecciosa em pequenos animais. Esse assunto é particularmente interessante porque tem havido um aumento no reconhecimento de infecções fúngicas (micoses) em cães e gatos.

  1. Embora algumas vezes os sinais clínicos sejam sugestivos para as infecções localizadas, os quadros sistêmicos podem surgir como oportunistas (pacientes imunocomprometidos) e o diagnóstico precoce influencia muito na progressão das lesões e eficácia terapêutica.
  2. Os agentes etiológicos para micoses sistêmicas mais comuns são os fungos dimórficos, considerados patógenos sistêmicos primários.

Os dimórficos patogênicos mais comuns em cães e gatos são Blastomyces dermatitidis e Histoplasma capsulatum, Além destes, temos ainda o Cryptococcus neofromans, que é um fungo leveduriforme. Cães e gatos de livre circulação apresentam maior risco para infecção por estes fungos, possivelmente relacionado ao maior contato com solo contaminado.

Não obstante, micoses sistêmicas também foram diagnosticadas em animais domiciliados, associadas à exposição a solo contaminado em ambientes de construção, vasos de plantas e porões inacabados. A blastomicose, doença causada pelo Blastomyces dermatitidis, geralmente cursa com doença respiratória autolimitante.

Entretanto, a infecção pode se dispersar para corrente sanguínea a partir dos pulmões de pacientes imunodeprimidos. O quadro sistêmico pode incluir doença respiratória, ocular, claudicação, linfadenopatia e lesões cutâneas proliferativas. De forma mais incomum, também podem ser acometidos SNC, glândulas mamárias e próstata.

  1. A histoplasmose produz acometimento pulmonar inicialmente, mas pode se disseminar por via hematógena ou linfática para trato gastrointestinal, medula óssea e olhos.
  2. A quantidade inalada de esporos de Hystoplasma capsularum e o grau de imunodepressão do paciente exposto são determinantes para a dispersão sistêmica e gravidade dos sinais clínicos.

A criptococose, infecção causada pelo Cryptococcus neoformans, afeta principalmente animais imunocomprometidos. A levedura apresenta elevado tropismo neurológico, mas também infecta trato respiratório (cavidade nasal e pulmões), olhos e pele. Corresponde à micose sistêmica mais comum em gatos, frequentemente relatada para acometimento de trato respiratório superior e lesões cutâneas.

  • Entretanto, menos comumente são observados sinais neurológicos, oculares e de trato respiratório inferior.
  • Embora essas infecções fúngicas também sejam reportadas para o homem, as micoses sistêmicas em cães e gatos não são consideradas zoonóticas, uma vez que geralmente não são transmitidas pelo contato entre animal acometido e o homem, assim como também não são veiculadas entre paciente infectado e animal saudáveis.

A investigação dos agentes através de cultura fúngica pode ser útil. Porém, o crescimento de Blastomyces dermatitidis e Histoplasma capsulatum é lento e pode demandar cerca de quatro semanas ou mais. Em contrapartida, a cultura de Cryptococcus neoformans geralmente é produtiva, porque o fungo apresenta crescimento rápido.

Quanto tempo vive uma pessoa com esclerose sistêmica?

Recursos do assunto

A causa da esclerose sistêmica não é conhecida. Pode se desenvolver inchaço dos dedos, frieza intermitente e descoloração azul dos dedos, articulações travadas em posições permanentes (geralmente flexionadas) (contraturas) e danos ao sistema gastrointestinal, pulmões, coração ou rins. As pessoas geralmente têm anticorpos característicos de uma doença autoimune. Não existe cura para a esclerose sistêmica, mas sintomas e disfunção de órgãos podem ser tratados.

A esclerose sistêmica pode ser categorizada como

Esclerose sistêmica limitada (síndrome CREST) Esclerose sistêmica generalizada Esclerose sistêmica sem esclerodermia

A esclerose sistêmica limitada afeta apenas a pele ou, principalmente, apenas certas partes da pele e também é chamada síndrome CREST síndrome CREST A esclerose sistêmica é uma doença reumática autoimune crônica, rara, caracterizada por alterações degenerativas e formação de cicatrizes na pele, articulações e órgãos internos, além de anormalidades. leia mais As pessoas que têm esse tipo desenvolvem pele espessada (esclerodermia) na face, nas mãos, nos antebraços, nas regiões inferiores das pernas e nos pés. As pessoas também podem ter a doença do refluxo gastroesofágico Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) Na doença do refluxo gastroesofágico o conteúdo estomacal, incluindo ácido e bile, retorna do estômago para o esôfago, o que provoca inflamação no esôfago e dores na parte inferior do tórax. Esse tipo progride lentamente sendo frequentemente complicado por hipertensão pulmonar Hipertensão pulmonar A hipertensão pulmonar é um quadro clínico em que a pressão nas artérias dos pulmões (artérias pulmonares) é anormalmente alta. A hipertensão pulmonar pode ser causada por várias doenças.

As. leia mais, um quadro clínico em que a pressão nas artérias dos pulmões (artérias pulmonares) está anormalmente alta. Esclerose sistêmica sem esclerodermia raramente ocorre sem o endurecimento cutâneo da esclerodermia. Contudo, as pessoas têm anticorpos no sangue característicos de esclerose sistêmica e apresentam os mesmos problemas internos.

O sintoma inicial comum de esclerose sistêmica é o inchaço, seguido pelo espessamento e endurecimento da pele nas extremidades dos dedos. Também é comum o fenômeno de Raynaud Síndrome de Raynaud A síndrome de Raynaud, uma doença arterial periférica funcional, é um quadro clínico no qual pequenas artérias (arteríolas), geralmente nos dedos das mãos ou dos pés, se estreitam (contraem)., em que os dedos, repentina e temporariamente, tornam-se muito pálidos com formigamento ou ficam dormentes, dolorosos ou ambos em resposta ao frio ou ao estresse emocional.

You might be interested:  O Que É Cirurgia Eletiva?

Como fica uma pessoa com esclerose sistêmica?

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que causa a produção exagerada de colagênio, provocando alteração da textura e aparência da pele, que fica mais endurecida, resultando em sintomas como dor nas articulações, placas vermelhas na pele, espessamento e rigidez da pele, por exemplo.

  • Além disso, em alguns casos, a doença também pode afetar outras partes do corpo, causando endurecimento de outros órgãos importantes, como o coração, rins, pulmões e vasos sanguíneos.
  • A esclerose sistêmica não tem causa conhecida, mas sabe-se que é mais frequente em mulheres entre os 30 e 50 anos, mas também pode ocorrer em homens e crianças, e pode ser classificada em diferentes tipos, como a esclerose sistêmica cutânea limitada, que afeta somente a pele, e esclerose sistêmica difusa e esclerose sistêmica sine esclerodermia, que afetam a pele e os órgãos internos.

O tratamento da esclerose sistêmica deve ser feito com orientação do reumatologista ou dermatologista, de acordo com a gravidade dos sintomas e tipo de esclerose sistêmica, podendo ser indicado o uso de remédios corticoides ou imunossupressores, por exemplo. O Que É Doença Sistemica

Qual a doença que afeta as articulações?

Artrite reumatoide é uma doença crônica das articulações ( juntas ). Essa inflamação é provocada por alterações no sistema de defesa do organismo, o chamado sistema imune.

O que pode causar a Covid?

Sistema respiratório Falta de ar, garganta inflamada, congestão nasal, espirros, tosse, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), expectoração excessiva, chiado, fibrose pulmonar, pleurisia, dor ao respirar, parada respiratória, asma.

O que é esclerose isquémica?

Trata-se de uma doença reumática crónica caracterizada por alterações vasculares, produção de anticorpos dirigidos ao próprio organismo e aumento da produção de tecido fibroso quer na pele, quer em órgãos internos. Na Esclerose Sistémica “para além da pele, dos vasos periféricos e do tubo digestivo, os pulmões, o coração e os rins também são frequentemente envolvidos”, começa por explicar Isabel Almeida, especialista em Medicina Interna no Hospital de Santo António.

  • Embora as suas causas ainda sejam desconhecidas, “as alterações vasculares, a acumulação de colagénio e a ativação do sistema imune são consideradas as principais características da doença”.
  • As infeções víricas ou bacterianas, irritantes do meio ambiente “como o tabaco” e a hiperlipidemia são alguns dos fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento.

Por outro lado, e à semelhança do que acontece com a maioria das doenças autoimunes, as Esclerose Sistémica atinge sobretudo o sexo feminino, pressupondo-se, deste modo, que o ambiente hormonal é um dos “fatores contributivos” ao seu desenvolvimento, “principalmente em mulheres após a menopausa”.

  • De acordo com a especialista, “as características clínicas são heterogéneas e a sua evolução é variável”.
  • A esclerose, ou endurecimento, da pele é um sinal cardinal da doença, permitindo distinguir dois subtipos de acordo com a sua extensão: o limitado e o difuso”, esclarece.
  • O Fenómeno de Raynaud, que se caracteriza por uma descoloração das extremidades e, nos casos mais graves, por úlceras que demoram a sarar, “é observado em mais de 90% dos casos, sendo frequentemente o primeiro sinal da doença.

As feridas nos dedos atingem cerca de metade do número total de casos. “O atingimento gastrointestinal também afeta 90% dos doentes, sendo a sua extensão e gravidade variáveis. Apesar de todo o tubo digestivo poder estar envolvido, o esófago é o órgão mais atingido e associa-se à presença de pirose (azia) e alterações da deglutição”, acrescenta Isabel Almeida.

  1. O diagnóstico é feito com base num exame físico rigoroso com “valorização dos sintomas e sinais referidos pelos doentes e no exame realizado pelo médico”.
  2. Em fase muito precoce pode ser necessária a realização de exames auxiliares de diagnóstico para confirmar a suspeita da doença.
  3. Tratamento alivia sintomas e evita progressão da doença O tratamento para a Esclerose Sistémica baseia-se, essencialmente, “em medicamentos dirigidos aos vasos, como é o caso dos vasodilatores em doentes com Fenómeno de Raynaud; e às alterações imunológicas ou inflamatórias existentes nos diferentes órgãos, como os imunossupressores no caso de atingimento pulmonar intersticial”.

Por outro lado, a especialista adianta que os transplantes de medula óssea e pulmonar, indicados em casos muito específicos, têm vindo a ser cada vez mais utilizados. Em fase de teste, os medicamentos usados para diminuir a fibrose (“por deposição excessiva de colagénio nos tecidos) apresentam-se como uma nova solução para alguns destes casos.

Tem cura variola do macaco?

A varíola dos macacos tem cura? – A varíola dos macacos tem cura e, de forma geral, não é necessário tratamento específico, já que o vírus costuma ser eliminado pelo próprio sistema imunológico depois de cerca de 4 semanas. No entanto, em alguns casos, para acelerar a cura, o médico pode indicar o uso de medicamentos específicos para combater o vírus.

You might be interested:  Vitaminas De A A Z Para Que Serve?

Qual a doença de cachorro que não tem cura?

O que é cinomose canina? – A cinomose é uma doença causada pelo vírus conhecido como CDV, ou Canine Distemper Virus, traduzido para o português como “vírus da esgana canina”. A doença é conhecida por afetar principalmente filhotes ou canídeos que possuem o sistema imunológico debilitado.

É bom dormir com o cachorro?

Dormir com bichinho faz muito bem para os tutores – Não há nada melhor que estar junto do companheiro de quatro patas. Segundo estudo da University of Missouri-Columbia, nos Estados Unidos, interagir com um bichinho faz com que o cérebro libere oxitocina, o hormônio do bem-estar.

Qual a vacina mais indicada importada ou nacional?

Ao adotar um cãozinho, é importante saber se todas as vacinas dele estão em dia. E se não estão, quais devem ser feitas. Principalmente para os filhotes, a vacinação garante o cachorro não contraia doenças comuns entre os animais, que podem ser muito prejudiciais para a saúde deles.

Por isso que veterinários e donos de canis reforçam sempre que podem: é importante estar bem informado sobre quais vacinas devem ser aplicadas e qual a diferença entre os diferentes tipos que existem no mercado. Para ajudar na disseminação de informações sobre o tema, Luiz Manoel de Amorim explica uma dúvida muito comum entre os donos de pet: qual a diferença entre as vacinas importadas e as nacionais.

Segundo ele, a vacina ética, como é chamada comumente, ou importada, é a mais recomendada para todos os cães. Isto porque essa vacina tem verificação de eficácia muito maior quando comparada com o modelo nacional. A vacina nacional é comprovadamente, através de dados clínicos e práticos, mais “fraca” que a importada, possuindo um número de anticorpos mais baixo, e assim, podendo não ser 100% eficaz para o cãozinho Além disso, a regulamentação e cuidado com a vacina ética é muito maior do que com o produto nacional, podendo ser aplicada somente por um veterinário capacitado na clínica.

  1. Já a nacional pode ser aplicada tanto pelo balconista da clínica, como pode ser adquirida e levada para casa em um saco com gelo, sendo o dono quem faz a própria aplicação.
  2. A aplicação caseira, por mais eficiente que seja a vacina adquirida, pode ser aplicada errada, sendo completamente ineficaz na imunização do animal.

Além disso, quando feita na clínica, o veterinário confere uma carteira de vacinação completa para o seu cãozinho, que irá servir para diversos fatores no futuro, até na realização de viagens com o seu pet.

Qual é a causa da esclerose sistêmica?

Causas – A esclerose sistêmica acontece devido a uma alteração nos tecidos conjuntivos do corpo, que são aqueles que se encontram embaixo da pele e ao redor dos órgãos internos e vasos sanguíneos. Ocorre, nesta doença, um acúmulo de tecido conjuntivo fibroso, semelhante a uma cicatriz que se forma depois que nos machucamos.

Qual a diferença entre esclerose múltipla é esclerose sistêmica?

Esclerose sistêmica – Existem dois tipos de esclerose sistêmica: a cutânea limitada e a cutânea difusa. A diferença entre elas está na extensão do acometimento da pele. Na esclerose sistêmica limitada, o espessamento da pele envolve somente mãos e antebraços, pernas e pés.

  • Na difusa, mãos, antebraços, braços, pés, pernas, coxas e tronco são afetados.
  • Na face, as manifestações aparecem nas duas formas clínicas da doença.
  • É importante, no entanto, fazer a distinção entre uma forma e outra da doença.
  • Sua extensão pode refletir o grau de dano de órgãos internos.
  • Diversas características clínicas podem ocorrer tanto na forma difusa quanto na limitada da doença, como o fenômeno de Raynaud que acomete mais de 95% dos pacientes.

Trata-se de uma situação clínica onde os dedos se tornam pálidos ou azulados quando expostos ao frio e voltam a ficar corados após o aquecimento. Estes episódios são causados por um vasoespasmo dos pequenos vasos sanguíneos dos dedos que, com o passar do tempo, podem ficar danificados, comprometendo a circulação nessa área.

O esôfago também costuma ser afetado em quase todos os pacientes esclerodérmicos. A perda de sua capacidade de se movimentar espontaneamente (motilidade) pode acarretar engasgos frequentes nas refeições e o refluxo do ácido gástrico para o esôfago pode causar queimação na “boca do estômago”. Outra característica da doença são as telangiectasias, pequenas manchas vermelhas que aparecem nas mãos, braços, face e tronco.

Essas manchas não trazem nenhuma consequência mais grave, mas são desagradáveis do ponto de vista estético, especialmente quando ocorrem na face. A presença de telangiectasias em esôfago, estômago e intestinos pode ocorrer em alguns pacientes e causar sangramentos.

  1. Pessoas com a forma difusa da esclerose sistêmica também podem desenvolver fibrose pulmonar (causando espessamento dos pulmões e interferindo na respiração) e acometimento renal e intestinal.
  2. Todos os pacientes esclerodérmicos devem fazer teste periódico de função pulmonar a fim de monitorar o desenvolvimento da fibrose pulmonar.

Sintomas de doença pulmonar incluem tosse seca persistente e falta de ar. Nos estágios iniciais da doença, o paciente pode não manifestar sintomas, daí a importância da prevenção. O acometimento renal ocorre mais frequentemente na esclerose sistêmica difusa, especialmente nos primeiros cinco anos após o diagnóstico, e geralmente se inicia com um súbito aumento da pressão arterial, que no começo pode ser assintomático.

You might be interested:  Alergia A Bugre O Que Fazer?

Se não detectado e tratado, este aumento da pressão pode danificar os rins em questão de semanas, o que é conhecido como crise renal esclerodérmica. O risco de extenso acometimento do tubo digestivo, com lentificação da motilidade de esôfago, estômago e intestinos, é maior nos pacientes com esclerose sistêmica difusa.

Estes sintomas incluem a sensação de ficar “estufado” por tempo prolongado após as refeições, diarreia e alternância de diarreia e constipação intestinal. Também pode ocorrer calcinose, presença de depósitos de cálcio nas estruturas da pele.

Qual o tratamento para esclerose sistêmica?

RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA Recomendações sobre diagnóstico e tratamento da esclerose sistêmica * * Trabalho realizado com a chancela da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Percival Degrava Sampaio-Barros I,II, ** ** Autor para correspondência.

E-mail: [email protected] (P.D. Sampaio-Barros). ; Adriana Fontes Zimmermann III ; Carolina de Souza Müller IV ; Cláudia Tereza Lobato Borges V ; Eutília Andrade Medeiros Freire VI ; Giselle Baptista Maretti VII ; João Francisco Marques Neto VIII ; Maria Cecília Fonseca Salgado IX ; Maria de Fátima Lobato da Cunha Sauma X ; Mário Newton Leitão de Azevedo XI ; Sheila Fontenelle XII ; Cristiane Kayser XIII I Presidente da Comissão de Esclerose Sistêmica da Sociedade Brasileira de Reumatologia (2012-2014), São Paulo, SP, Brasil II Disciplina de Reumatologia, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil III Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil IV Hospital das Clínicas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil V Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA, Brasil VI Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil VII Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil VIII Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil IX Centro de Ciências Biológicas, Escola de Medicina e Cirurgia, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil X Universidade Federal do Pará, Belém, PA, Brasil XI Serviço de Reumatologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil XII Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil XIII Disciplina de Reumatologia, Departamento de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil Introdução A esclerose sistêmica (ES) é uma doença crônica do tecido conjuntivo caracterizada por manifestações ligadas à fibrose e disfunção vascular da pele e dos órgãos internos.

Acredita-se que sua prevalência possa variar entre 30 e 300 indivíduos acometidos por milhão de pessoas adultas. Os critérios classificatórios propostos em 1980 pelo American College of Rheumatology (ACR) são eficientes em identificar os pacientes com doença bem definida, 1 posteriormente classificados em forma clínica limitada e difusa.2 No século XXI, com a proposição dos novos critérios para ES sine escleroderma, 3 ES precoce 4 e ES muito precoce, 5 o espectro da doença foi consideravelmente aumentado, também permitindo o diagnóstico precoce de um número significativo de pacientes.

Quem tem esclerose sistêmica tem direito a aposentadoria?

Entre as enfermidades incluídas na lista, que dariam direito à aposentadoria por invalidez, estão esclerose sistêmica e doença pulmonar crônica. Beto Oliveira Chico Lopes: proposta se baseia em pesquisas e em consultas a especialistas. A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (4) proposta que aumenta a lista de doenças incapacitantes, que dão direito à aposentadoria por invalidez.

O texto inclui: hepatologia grave; doença pulmonar crônica com insuficiência respiratória; amputação de membros inferiores ou superiores; miastenia (perturbação da junção neuromuscular) grave; acuidade visual, igual ou inferior a 0,20 em um ou nos dois olhos, quando ambos forem comprometidos; e esclerose sistêmica.

Atualmente, duas leis definem as doenças graves, contagiosas ou incuráveis que dão direito à aposentadoria: a 8.112/90, que se refere aos funcionários públicos, e a 8.213/91, que regulamenta os planos da Previdência Social para o setor privado. “A proposta se baseia em pesquisas efetuadas em unidades de juntas médicas e em consultas a especialistas que atestam tratar-se de doenças que comprometem seriamente a capacidade laboral”, sustenta o relator na comissão, deputado Chico Lopes (PCdoB-CE).

Ele chama a atenção para um possível vício de iniciativa em relação à parte que trata dos servidores públicos, uma vez que a iniciativa deveria ser do Poder Executivo e não do Legislativo. A proposta aprovada é o Projeto de Lei 4082/12, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). “Como cabe a essa comissão analisar apenas o mérito, votamos pela aprovação”, reiterou Lopes.

Pelo projeto, ficam isentos do Imposto de Renda os valores do benefício recebido a título de aposentadoria ou pensão por doença incapacitante de caráter permanente. A isenção aplica-se também a planos de previdência complementar e seguro de vida. Ainda segundo a proposta, havendo sequelas físicas ou psicológicas, o segurado continuará recebendo o benefício mesmo após tratamento que afaste os sintomas da doença.

A lei 8.112/90 relaciona como incapacitantes as seguintes doenças: tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante (lesão entre as vértebras da coluna), nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante) e Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids).

A lei que regula o setor privado (8.213/91) traz praticamente as mesmas doenças. Exclui apenas tuberculose ativa e hanseníase, mas inclui contaminação por radiação. Tramitação O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será ainda analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

0
Adblock
detector