O Que É Cirurgia Bariátrica?

O Que É Cirurgia Bariátrica
Cirurgia bariátrica ( cirurgia de redução do estômago ) A cirurgia bariátrica é um procedimento indicado para tratar casos de obesidade grave*. Ela ficou conhecida como ‘redução do estômago’ porque muda a forma original do órgão e reduz sua capacidade de receber alimentos, dificultando a absorção de um número exagerado de calorias.

Como é feita a cirurgia bariátrica?

Como é feita a cirurgia bariátrica Ricardo Cohen explica que a cirurgia bariátrica pode ser feita através de cortes grandes, conhecidos como cirurgias abertas ou convencionais, ou por videolaparoscopia, quando pequenas incisões de 0,5 a 1,2 cm são feitas no abdômen do paciente.

Como convencer o médico a fazer bariátrica?

5 – O procedimento cirúrgico – É importante que o paciente conheça de antemão todo o procedimento e as suas fases. Conversar com o médico é fundamental para sanar todas as dúvidas e estar ciente de todos os detalhes que envolvem a bariátrica, desde os riscos até os benefícios. O paciente precisa passar pelo procedimento com um médico em quem sinta confiança.

Como fica o corpo de quem faz bariátrica?

Muitas pessoas têm curiosidade em saber como é o período pós-cirurgia bariátrica. A verdade é que a vida depois da realização de uma cirurgia bariátrica é bem diferente. As mudanças no corpo são nítidas e a autoestima volta a se fortalecer. A saúde também se torna mais resistente e, como consequência, o bem-estar é, literalmente, sentido na pele.

Como é a vida depois da cirurgia bariátrica?

Novos hábitos – O paciente pós-bariátrica precisa adquirir e manter novos hábitos. Portanto, ser um bariátrico inclui a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, acompanhamento médico constante, para cuidados físicos e emocionais. Dessa forma, é um novo estilo de vida que começa a surgir e vai sendo construído com dedicação no dia a dia.

Quem faz bariátrica muda a personalidade?

Características de personalidade de mulheres que se submeteram à cirurgia bariátrica Personality Characteristics of women who underwent bariatric surgery Flávia Langaro I ; Ana Paula Kroeff Vieira II ; Letícia Carol Poggere II, 1 ; Clarissa Marceli Trentini II ; I Universidade do Vale do Rio dos Sinos II Universidade Federal do Rio Grande do Sul RESUMO O presente trabalho tem como objetivo investigar características psicológicas de mulheres que realizaram cirurgia bariátrica mediante a elaboração de um perfil de médias construído com base no Inventário Fatorial de Personalidade (IFP), no Inventário de Depressão de Beck (BDI) e no Inventário de Ansiedade de Beck (BAI).

  1. Participaram 24 mulheres submetidas a cirurgia bariátrica há pelo menos 90 dias, com idades entre 20 e 56 anos.
  2. Os traços de personalidade mais característicos encontrados incluem alta deferência e baixa agressão.
  3. As participantes obtiveram escores de intensidade de depressão e ansiedade mínimos e nenhuma delas apresentou níveis de intensidade considerados graves.
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A relevância do estudo consiste em analisar os perfis de personalidade de mulheres que realizaram cirurgia bariátrica, o que pode auxiliar no preparo pré-cirúrgico e indicar uma melhor adesão das pacientes às recomendações da equipe multiprofissional após o procedimento.

ABSTRACT This manuscript aims to investigate the psychological characteristics of women that had bariatric surgery through the construction of a mean profile made from IFP, Beck Depression Inventory (BDI), and Beck Anxiety Inventory (BAI). Twenty four women, aged between 20 and 56, that underwent bariatric surgery not more than 90 days before participated in this study.

The outstanding personality traits found include high deference and low aggression. The participant’s depression and anxiety intensity were minimum and none of them presented intensity levels considered severe. The relevance of this study lies in analyzing the personality profile of women that underwent bariatric surgery and it can help in the pre-surgery preparation and also indicate a better contribution of the patients with the professional team after the procedure.

Introdução A obesidade é considerada uma doença de prevalência crescente e representa, atualmente, um dos maiores problemas de saúde pública mundial em razão dos riscos associados (Anderi Jr., Araújo, Fuhro, Godinho & Henriques, 2007; Magdaleno Jr., Chaim & Turato, 2009; Oliveira, Linardi & Azevedo, 2004; Vasconcelos & Neto, 2008), tais como: fatores de risco cardiovascular (Feliciano- Alfonso, Mendivil, Ariza & Pérez, 2010), hipertensão sistêmica, diabetes (Cercato, Mancini, Arguello, Passos, Villares & Halpern, 2004) e doenças cardíacas, entre outros (Buchwald & cols., 2004; Li & cols., 2006).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (WHO, 2006), no ano de 2015, haverá 700 milhões de adultos obesos no mundo. No Brasil, a obesidade vem crescendo – cerca de 8% dos adultos são obesos –, causando complicações à saúde de seus portadores, sendo considerada a doença metabólica mais comum (Matos, Aranha, Faria, Ferreira, Bacaltchuck & Zanella, 2002; Pinheiro, Freitas, & Corso, 2004) em adultos no todo o mundo (Buchwald & cols., 2004; Magdaleno Júnior, Chaim & Turato, 2010; Papelbaum, Moreira, Gaya, Preissler & Coutinho, 2010).

Qual a duração de uma cirurgia bariátrica?

Quanto tempo leva a recuperação? – Mesmo se tratando de uma cirurgia que altera drasticamente o volume do estômago e toda a maneira com que o organismo irá responder ao que é consumido, a técnica por Sleeve é um procedimento realizado rapidamente. Ela dura em média 1 hora e o tempo médio de hospitalização é de 24 a 36 horas.

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Como fica o estômago após a cirurgia bariátrica?

O Que É Cirurgia Bariátrica Pesquisadores descobrem efeito colateral do procedimento de by-pass gástrico. Ilustração: O. Silva / Foto: Gustavo Arrais/SAÚDE é Vital Publicidade Publicidade Há mais de uma década um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que se dedica a estudar as cirurgias para tratamento da obesidade se inquietava com uma questão: o que acontece com um órgão que fica escanteado e sem serventia dentro do corpo? Melhor explicando: quando se grampeia o estômago de uma pessoa obesa, numa cirurgia bariátrica, e deixa-se uma parte desse órgão sem uso, como será que ele reage? Depois de anos investigando o assunto, os especialistas do time do professor Dan Waitzberg publicaram, na prestigiosa revista científica Nature, as conclusões inéditas a que chegaram.

Eles identificaram que o órgão abandonado, longe de ficar no maior marasmo, abriga uma intensa atividade lá dentro. Só que uma atividade nada bem-vinda para o organismo: o ambiente ali torna-se potencialmente propício ao surgimento de um câncer, A descoberta, e a descrição pioneira de como isso acontece, foi feita a partir da avaliação minuciosa de 20 mulheres submetidas ao by-pass gástrico, a cirurgia mais utilizada no tratamento da obesidade hoje.

As voluntárias passaram por um tipo especial de endoscopia (exame que averigua o estado do estômago) acompanhados de biópsias, antes e depois do procedimento. As alterações descritas foram observadas apenas três meses após a operação. Entrevistamos três dos 17 autores do estudo: a nutricionista e educadora física Graziela Ravacci, o professor Dan Waitzberg e o endoscopista Robson Ishida, do Serviço de Endoscopia do Hospital das Clínicas de São Paulo, que realizou os complexos exames nos estômagos desativados.

Quanto tempo demora para cicatrizar o estômago após cirurgia bariátrica?

O tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, quando indicado, pode ser realizado por duas técnicas distintas, ambas podendo ser realizadas por via laparoscópica ou robótica, e que alteram de maneira diferente a anatomia normal do paciente para promover o emagrecimento.

  • São elas o By-pass Gástrico em Y-de-Roux e a Gastrectomia Vertical (Sleeve), não havendo diferença nos riscos para o paciente e sua escolha envolve fatores específicos para cada caso e avaliação do cirurgião para a melhor técnica a ser empregada.
  • No By-pass, o estômago que possui um volume estimado em 1000 ml (que pode aumentar no momento da alimentação), é reduzido a um volume de 25 ml (aproximadamente meio copo de café), através do uso de grampeadores cirúrgicos, formando uma pequena bolsa chamada de “pouch”.

O restante do estômago (chamado “estômago excluso”) continua no abdome do paciente e ao lado no novo estômago reduzido, no entanto os alimentos são desviados e não passam mais por ele. A produção de suco gástrico no estômago excluso continua, e seguirá pelo duodeno até unir-se ao alimento mais abaixo no intestino.

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A avaliação endoscópica do estômago no pré-operatório é fundamental, já que a maior parte do estômago antigo não poderá ser visualizada por endoscopia tradicional. Se necessário, este acesso poderá ser feito através de cirurgia. A cicatrização ocorre no primeiro mês, atingindo sua melhor resistência após cerca de 4 semanas, daí a importância da dieta líquida indicada neste período.

Como o estômago excluso não é retirado, o by-pass é considerada uma cirurgia reversível, no entanto é um procedimento muito raramente indicado, e apresenta riscos muito mais elevados. A dilatação do pequeno estômago formado pode ocorrer, mas de forma mínima e não afeta os resultados na perda de peso.

Em alguns pacientes, eram utilizados anéis ao redor do “pouch”, para aumentar a restrição na alimentação, mas estes caíram em desuso, e não são mais empregados nas técnicas atuais. Na Gastrectomia Vertical, o estômago é reduzido de 1000 ml para aproximadamente 200 ml ou menos (cerca de 20% do total permanece), através da retirada do fundo e do corpo do estômago, também com uso de grampeadores cirúrgicos.

Não há desvio na passagem de alimentos, e não há estômago excluso, já que há a retirada do excesso de estômago grampeado, não havendo, portanto, reversibilidade. Pode ocorrer dilatação do estômago que permanece, em um grau um pouco maior que no by-pass, e a cicatrização ocorre também em cerca de 4 semanas, havendo necessidade de dieta líquida neste período.

Onde é o corte da cirurgia bariátrica?

Cirurgia Laparoscópica – Técnica cirúrgica em que se realiza a mesma cirurgia através de pequenos orifícios, nos quais se introduz longas pinças cirúrgicas e se realiza o procedimento através de uma televisão ou monitor cirúrgico. E considerada “minimamente invasiva”, aplicável em todas as técnicas cirúrgicas a videolaparoscopia representa uma das maiores evoluções tecnológicas da medicina.

  • No tratamento da obesidade, as cirurgias do gênero se diferenciam da convencional, aberta (laparotomia), em função do acesso utilizado.
  • Na cirurgia aberta, o médico precisa fazer um corte de 10 a 20 centímetros no abdômen do paciente.
  • Na videolaparoscopia são feitas de quatro a sete mini incisões de 0,5 a 1,2 centímetros cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo.

Das quase 60 mil cirurgias bariátricas realizadas em 2010 no Brasil, 35% foram feitas via videolaparoscopia. A taxa de mortalidade média é de apenas 0,23% – abaixo do índice de 1% estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, contra 0,8% a 1% da cirurgia aberta (laparotomia).

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