Dipirona Serve Para Que Tipo De Dor?

Dipirona Serve Para Que Tipo De Dor
Perguntado por: Carlos Leonardo Macedo Oliveira Correia   |  Última atualização: 13. März 2022 Pontuação: 4. 4/5 ( 58 avaliações ) A dipirona é um anti-inflamatório não-esteroidal com ação analgésica e antitérmica. Ela é indicada para agir contra febre, dor de cabeça, dor muscular e cólicas.

Que tipo de dor serve a dipirona?

O que é a dipirona e para que serve – A dipirona é um anti-inflamatório não-esteroidal com ação analgésica e antitérmica. Ela é indicada para agir contra febre , dor de cabeça, dor muscular e cólicas. Essa droga integra o grupo dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs).

Quando se deve tomar dipirona?

Dipirona gotas de 500 mg/mL – A dipirona gotas de 500 mg/mL deve ser usada por via oral, sendo indicada para crianças ou bebês com mais de 3 meses de vida. Crianças menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg não devem ser tratadas com dipirona. A dose recomendada da dipirona gotas de 500 mg/mL depende do peso da criança, devendo ser seguidas as orientações do esquema seguinte:

Peso do bebê ou criança (faixa de idade) Número de gotas Dose máxima total por dia
5 a 8 kg (3 a 11 meses) 2 a 5 gotas, 4 vezes ao dia 20 gotas (4 doses de 5 gotas)
9 a 15 kg (1 a 3 anos) 3 a 10 gotas, 4 vezes ao dia 40 gotas (4 doses de 10 gotas)
16 a 23 kg (4 a 6 anos) 5 a 15 gotas, 4 vezes ao dia 60 gotas (4 doses de 15 gotas)
24 a 30 kg (7 a 9 anos) 8 a 20 gotas, 4 vezes ao dia 80 gotas (4 doses de 20 gotas)
31 a 45 kg (10 a 12 anos) 10 a 30 gotas, 4 vezes ao dia 120 gotas (4 doses de 30 gotas)
46 a 53 kg (13 a 14 anos) 15 a 35 gotas, 4 vezes ao dia 140 gotas (4 doses de 35 gotas)

Para adolescentes com mais de 15 anos e adultos, são recomendadas doses de 20 a 40 gotas, administradas 4 vezes por dia.

Pode tomar dipirona para qualquer tipo de dor?

A dipirona é um fármaco que tem ação antipirética (febre) e analgésica ( dor ), sendo indicada para dores de cabeça, dores musculares, cólica renal, cólica menstrual, pós-operatórias e de outras origens.

Porque dipirona tira a dor?

A dipirona é a base de medicações amplamente utilizadas em diversos países. No Brasil, essa substância tem grande importância na prática clínica, sendo indicada frequentemente para o tratamento dos sintomas da dengue. Isso acontece porque dipirona serve para febre e tem potencial analgésico, o que possibilita a inibição de dores, como dor de cabeça e dores reumáticas 1.

Você sabe exatamente como a dipirona age no organismo? Confira! Para que serve dipirona? Entenda sua atuação no corpo humano A dipirona é um medicamento com ações analgésicas e antitérmicas e cuja atuação tem início cerca de 30 minutos após a administração oral.

2 Essa substância atinge o seu pico na concentração sanguínea 2 horas após a ingestão e é metabolizada pelo fígado e expelida pelo trato urinário. 3 A capacidade analgésica da dipirona se deve à inibição da síntese de nociceptores, terminações nervosas sensíveis à dor.

4 5 Além disso, essa substância atua no manejo da febre pois possui um efeito inibitório sobre os centros termorreguladores (responsáveis pela manutenção da temperatura corporal em torno dos 37ºC), promovendo uma normalização na produção de calor.

6 A dipirona no tratamento pediátrico Segundo o Formulário Terapêutico Nacional, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a FDA, agência dos Estados Unidos vinculada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos, a dipirona é indicada para tratamento pediátrico em casos de febre ou dor.

  1. No entanto, por se tratar de uma medicação de venda livre, é comum observar o uso indiscriminado da dipirona principalmente no meio pediátrico;
  2. 7 Portanto, faz-se necessário o uso racional de dipirona em crianças;

7 Em casos indicados, a duração do tratamento deve ser a mais curta possível, assim como deve ser para o uso de qualquer outra medicação analgésica.

Quantos minutos demora para o dipirona fazer efeito?

Como funciona a dipirona monoidratada?  – Além de se entender o que é dipirona monoidratada, é imprescindível compreender de que forma esse medicamento funciona!   A dipirona é uma pró-droga, que se decompõe espontaneamente após a administração oral.

  • Depois de ser metabolizada pelo corpo, ela se torna ativa;
  • Além de seu efeito analgésico (contra a dor), o medicamento é um agente antipirético (ou antitérmico);
  • O seu mecanismo de ação pode agir bloqueando a enzima COX-2, que promove os processos orgânicos que causam a dor e a febre;

A dipirona também possui efeito espasmolítico, que tem o poder de prevenir a ocorrência de espasmos no estômago, intestino, útero ou bexiga. O efeito espasmolítico da dipirona está associado à liberação inibida de Ca2+ intracelular como um resultado da síntese reduzida de fosfato de inositol.

Quanto tempo dura o efeito da dipirona no corpo?

Entenda como a dipirona funciona – A dipirona possui excelente farmacocinética, ou seja, independentemente da apresentação, ela é rapidamente absorvida e distribuída pelos tecidos, até que chega a seu alvo, efetua sua ação, se transforma em um produto excretável (metabolização) e finaliza sua tarefa, saindo do corpo pela via renal.

Porque o dipirona dá sono?

Alguns princípios ativos atuam no sistema nervoso central e diminuem os reflexos, causando sonolência’, afirma o neurologista Shigueo Yonekura. Apesar de aumentarem o sono, essas medicações não devem ser utilizadas para driblar a dificuldade de dormir, que deve ser tratada individualmente, com acompanhamento médico.

O que é melhor dipirona ou paracetamol?

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  • Paracetamol Se Torna Melhor Que Dipirona? Ou Não Há Diferença?

1 respostas Paracetamol se torna melhor que dipirona? Ou não há diferença? Olá! Ambas as medicações são analgésicas. Se não há contraindicação para o uso de uma ou outra, a dipirona mostrou-se, em alguns estudos, mais eficiente para dor que o paracetamol. Porem, é muito importante levar em conta o risco de alergias e as doenças do paciente, por exemplo, doença dos rins ou fígado.

Qual é o efeito colateral da dipirona?

Distúrbios hepatobiliares –

  • Lesão hepática (lesão do fígado) induzida por medicamentos, incluindo hepatite aguda (inflamação do fígado), icterícia (cor amarelada da pele e olhos), aumento das enzimas hepáticas (enzimas do fígado) podeocorrer com frequência desconhecida.
  • Pare de usar este medicamento e imediatamente contacte um médico se você vivenciar alguns dos sintomas abaixo:
    • Náusea ou vômito , febre, sensação de cansaço , perda de apetite, urina de cor escura, fezes de cor clara, aparecimento de cor amarelada na pele ou na parte branca dos olhos, coceira, erupção na pele ou dor na parte superior do estômago. Esses sintomas podem ser sinais de lesão hepática (do fígado).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Qual é o remédio mais forte para dor?

O vício em analgésicos se tornou prática comum entre muitas pessoas. A droga é usada para dormir, diminuir dores ou tentar sair de algum problema. Nesta semana, cientistas americanos divulgaram um novo composto químico experimental, que já foi testado em animais, e pode ser a esperança para quem faz uso deste tipo de remédio.

O que é mais forte dipirona ou ibuprofeno?

ARTIGO ORIGINAL Comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris Ana Maria Magni I ; Daniel Kashiwamura Scheffer II ; Paula Bruniera III I Mestre, Pediatria. Professor instrutor, Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), São Paulo, SP.

  • Chefe, Serviço de Pediatria Ambulatorial, Hospital São Luiz Gonzaga, ISCMSP, São Paulo, SP;
  • Assistente, Gastroenterologia Pediátrica, ISCMSP, São Paulo, SP;
  • II Mestre, Estatística;
  • Instituto de Matemática e Estatística, Universidade São Paulo (USP), São Paulo, SP;

Professor instrutor, FCM, ISCMSP, São Paulo, SP. III Doutor, Pediatria. FCM, ISCMSP, São Paulo, SP, Brazil. Chefe, Hematologia Pediátrica, ISCMSP, São Paulo, SP. Correspondência RESUMO OBJETIVO: Analisar o comportamento da temperatura em crianças febris medicadas com dose oral única do ibuprofeno (10 mg/kg), dose recomendada para febre alta, comparado à dipirona (15 mg/kg), dose preconizada pelo fabricante, após 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas da medicação antitérmica.

  1. MÉTODOS: Ensaio clínico, aberto e randomizado (1:1), em crianças de ambos os sexos, com doenças febris, com idade entre 6 meses e 8 anos, temperatura axilar basal entre 38,0 e 40,3 °C, e divididas em dois grupos: febre alta (> 39,1 °C) e febre baixa (38,0 a 39,1 °C);

A análise do comportamento baseou-se nos critérios de descontinuidade, segurança, resposta ao tratamento, tolerabilidade e eficácia terapêutica. RESULTADOS: Das 80 crianças, 31 permaneceram afebris ao longo de 8 horas (38,8%), 100,0% obtiveram decréscimo da temperatura com ambas as medicações nas 2 primeiras horas.

  • No grupo de febre alta, 11 crianças medicadas com ibuprofeno foram mantidas até a 5ª hora (100,0%), e 11 com dipirona até a 3ª hora (100,0%);
  • A eficácia antipirética na febre alta foi estatisticamente significante a favor do ibuprofeno na 3ª e na 4ª hora, e, na febre baixa, na 3ª hora após a medicação;

CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou que, em dose oral única, o ibuprofeno proporciona atividade antipirética mais acentuada do que a dipirona, principalmente na febre alta. Ambas as medicações foram bem toleradas e seguras em curto prazo. Palavras-chave: Febre, ibuprofeno, dipirona, anti-inflamatórios não esteroides, criança.

Introdução Na prática pediátrica, a febre sempre foi motivo de frequentes consultas aos serviços de emergência 1. Ela gera ansiedade aos pais e aos cuidadores, decorrente da percepção de que a criança está doente ou possa apresentar crise convulsiva 2.

Aproximadamente 2/3 das crianças até os 3 anos de idade que procuram atendimento médico o fazem por causa de doença febril 3. Elas representam 30% das consultas pediátricas 4 e 20% dos telefonemas em horários inadequados 5. Febre é a elevação da temperatura corpórea controlada pelo sistema nervoso central em resposta a estímulo exógeno ou endógeno 3.

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Ela é sintoma de várias doenças, infecciosas ou não 5,6 , e é decorrente de ajuste no ponto termorregulador, localizado no hipotálamo, em um patamar elevado. As aferições têm demonstrado faixas de temperaturas normais ou subfebris que variam entre 36,0 e 37,9 °C.

Quando a temperatura corporal se eleva acima dos 40,5 °C, muitas células se danificam. O desconforto que ela causa na criança tem sido, para muitos pediatras, justificativa suficiente para que se busquem medidas para aliviá-la 7,8. A escolha do melhor medicamento antitérmico sempre foi motivo de controvérsias.

Os mais utilizados na prática pediátrica são ibuprofeno, paracetamol, também denominado acetaminofeno, e dipirona, também denominado metamizol. Existem muitos estudos sobre os dois primeiros e poucos que compararam a ação antipirética do ibuprofeno em relação à dipirona, talvez por a dipirona não ser comercializada mundialmente 9-11.

O ibuprofeno é derivado do ácido propiônico, inibidor da prostaglandina, prescrito na dose de 5 mg/kg para febre baixa e 10 mg/kg para febre alta. Ele é recomendado a partir dos 6 meses de idade, faz parte da lista de medicações essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é o anti-inflamatório que menos provoca sangramento gastrointestinal 9-12.

A dipirona é derivada da fenilpirazolona, prescrita na dose de 15 mg/kg (0,6 gotas/kg), recomendada a partir dos 3 meses de idade. O risco de ocorrência de agranulocitose e anemia aplástica, relacionadas à dipirona, é uma questão extensamente discutida por Schönhöfer et al.

13 e ainda não esclarecida. Ambas as medicações têm ação com início após 30 minutos, em média, com pico plasmático em 2 horas após ingestão oral, metabolização hepática e excreção renal 9-11. O objetivo foi analisar o comportamento da temperatura em crianças febris medicadas com dose oral única do ibuprofeno (10 mg/kg) versus dipirona (15 mg/kg) em 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas após medicação antitérmica em relação à temperatura inicial.

Casuística e método Trata-se de ensaio clínico, randomizado por meio de envelopes lacrados não transparentes previamente numerados, aberto, comparativo de dose única de ibuprofeno versus dipirona em grupos paralelos, constituído por crianças febris atendidas no Serviço de Emergência do Hospital São Luiz Gonzaga, pertencente à Santa Casa de São Paulo (SP), Brasil, no período de setembro de 2000 a março de 2001.

O cálculo do tamanho amostral foi realizado levando em consideração a comparação da temperatura média entre os dois grupos e a diminuição dela ao longo do tempo. Os critérios de inclusão foram: crianças de ambos os sexos, idade entre 6 meses e 8 anos, peso > 6 e < 22 kg, febre há pelo menos 4 horas e no máximo 48 horas, temperatura axilar basal entre 38,0 e 40,3 °C, e termo de consentimento livre e esclarecido lido e assinado pelos pais ou responsáveis. Foram excluídas as crianças que receberam analgésicos, antipiréticos ou anti-inflamatórios nas 6 horas anteriores e antibióticos nas 12 horas que antecederam ao estudo, as que apresentavam doença de base, as alérgicas às medicações estudadas e as com contraindicação à administração oral de medicamentos.

Os pacientes elegíveis foram incluídos quando a temperatura atingiu valores > 38,0 °C, definida como a segunda de duas leituras consecutivas aferidas com intervalo de 15 minutos entre uma e outra. A segunda medida foi considerada o valor aproximado da temperatura basal do estudo, desde que a oscilação fosse 0,3 °C, realizava-se a terceira leitura.

A terceira leitura foi considerada o valor aproximado da temperatura basal quando a oscilação foi 39,1 e 40,3 °C). Nos casos em que, após 2 horas do início do tratamento, houve aumento da temperatura após redução inicial, a observação foi interrompida e ofereceu-se outro antitérmico (paracetamol).

Nos pacientes com diagnóstico de doença infecciosa bacteriana, foi introduzido o antibiótico pertinente. Foram realizados anamnese e exame físico completo, conforme ficha de avaliação clínica padronizada.

A inclusão foi realizada após aferição da temperatura basal de acordo com a ordem cronológica de captação dos casos, e a sequência dos envelopes era desconhecida pela pesquisadora. De acordo com a intensidade da febre, os pacientes foram randomizados (1:1) para o subgrupo do ibuprofeno ou da dipirona.

  1. As aferições foram realizadas com termômetro clínico digital Becton Dickinson ® , de precisão e qualidade aprovadas pelo Instituto Nacional de Metrologia (INMET), padrão validado no tempo basal 10, 20, 30, 45 minutos e de hora em hora até 8 horas após a administração da medicação;

Para este estudo, consideraram-se as aferições a partir do pico máximo de efeito dos medicamentos descrito na literatura como sendo após 2 horas da oferta da medicação. O frasco da medicação e o termômetro eram exclusivos por paciente. Uma enfermeira foi previamente treinada para seguir o protocolo e permaneceu durante todo o período de hospitalização (8 horas) exclusivamente para aferir a temperatura, supervisionada pela pesquisadora.

Os dados (peso, estatura, idade) obtidos neste estudo foram analisados por meio do índice de massa corporal (IMC), baseado em gráficos e tabelas para ambos os sexos. As crianças maiores de dois anos foram analisadas e comparadas com os dados das tabelas e gráficos do IMC segundo o gênero e idade por padronização elaborada por Must et al.

14 e pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) 15. As crianças entre 6 meses e 2 anos foram analisadas por meio de gráfico de peso para estatura de 0 a 36 meses 16. Para análise do comportamento da temperatura, consideraram-se descontinuidade, segurança, resposta ao tratamento baseada em critérios quantitativos, tolerabilidade e eficácia terapêutica.

  • O caso foi descontinuado quando, após 2 horas, houve falha terapêutica (temperatura manteve-se igual ou maior que a basal) ou elevação da temperatura (para igual ou maior que 38,0 °C, após ter atingido patamares menores, ou para mais de 0,3 °C entre uma aferição e outra);

A resposta ao tratamento foi avaliada de hora em hora e classificada como: excelente, quando houve queda da temperatura ( 38,0 °C, isto é, febril 6. A tolerabilidade foi verificada por meio de relatos dos cuidadores sobre qualquer intercorrência que os pacientes tivessem apresentado durante o período de observação.

A eficácia terapêutica foi analisada por meio da duração da ação antitérmica e por comparação das temperaturas ao longo do tempo em resposta às medicações para cada grupo. O estudo e o termo de consentimento livre e esclarecido foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e pela Comissão Nacional de Pesquisa (CONEP).

Utilizaram-se os testes qui-quadrado, t de Student, Mann-Whitney e Análise de Variância para Medidas Repetidas (ANOVA). O nível de significância foi de 5%. Resultados No presente estudo, 81 crianças preencheram os critérios de inclusão. Uma criança apresentou vômitos logo após a ingestão da dipirona e foi excluída da pesquisa.

  • Das 80 crianças, 41 foram medicadas com ibuprofeno (51,2%) e 39 com dipirona (48,8%);
  • De acordo com a temperatura inicial, 22 foram randomizadas para o grupo de febre alta (27,5%), dipirona (n = 11) ou ibuprofeno (n = 11), e 58 para o grupo de febre baixa (72,5%), dipirona (n = 28) e ibuprofeno (n = 30);

A média de idade foi de 27 meses com desvio padrão de 20 meses. Havia 45 crianças do sexo masculino (56,2%) e 35 do sexo feminino (43,8%). Quanto à raça, havia 47 crianças caucaisanas (58,7%) e 33 afrodescendentes (41,3%). E quanto ao estado nutricional, havia 64 crianças eutróficas (80,0%) e 16 desnutridas (20,0%).

Não houve diferença estatisticamente significante na distribuição dos pacientes por idade, sexo, raça, estado nutricional ou diagnóstico nos quatro grupos estudados, o que demonstra homogeneidade entre eles.

Os diagnósticos definitivos foram: 48 casos de infecção das vias aéreas superiores (60,0%), sendo 40 de quadros gripais, 5 de otite média aguda e 3 de laringite; 27 (33,7%) casos na mesma proporção, sendo 9 de gastroenterocolite, 9 de pneumopatia, e 9 de tonsilite; e 5 casos de outras doenças (6,3%).

  1. A resposta ao tratamento, analisada de maneira global e com ambas as medicações, foi excelente em 48,8, 61,0, 57,4, 63,0, 55,6, 64,3, e 67,7%, respectivamente para 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas;
  2. Ela foi estatisticamente significante a favor do ibuprofeno no grupo de febre alta após 3 (p = 0,014) e 4 horas (p = 0,047) da medicação;

Em relação à febre baixa, a resposta ao tratamento ficou no limite da significância, a favor do ibuprofeno, após 3 horas da medicação (p = 0,106). A Figura 1 demonstra que no grupo de febre alta observou-se diferença estatisticamente significante com p = 0,019 entre as duas medicações. Em ambos os grupos ocorreu diminuição da temperatura ao longo do tempo (p < 0,001). Nas Figuras 1 e 2, observou-se que, no início da atividade antipirética, houve queda da temperatura para os dois grupos tratados desde a aferição aos 10 minutos, porém, mais acentuada no grupo de febre alta. Na Tabela 1 , evidenciou-se que 100% das crianças no grupo de febre alta, medicadas com ibuprofeno, foram mantidas até a 5ª hora e que 100% das medicadas com dipirona foram mantidas até a 3ª hora.

No grupo de febre baixa, conforme Figura 2 , observou-se diferença estatisticamente significante com p = 0,022 entre as duas medicações. Após a 5ª hora, houve descontinuidade com ambas as medicações, sendo maior no grupo da dipirona.

Na febre baixa, houve descontinuidade do estudo a partir da 3ª hora, porém, ela se acentuou após a 6ª hora. Todos os critérios deste estudo foram cumpridos em 31 crianças, totalizando 38,8%. Na Tabela 1 , também são observadas as médias e desvio padrão para todas as medidas das temperaturas aferidas.

Houve diferença do efeito antipirético estatisticamente significante, a favor do ibuprofeno, para o grupo de febre alta, em relação às 3 e 4 horas (p = 0,007 e p = 0,025, respectivamente). Na febre baixa, o efeito antipirético foi estatisticamente significante com 3 horas de tratamento (p = 0,004).

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Na aferição de 2 horas para febre baixa, o efeito antipirético ficou no limite da significância (p = 0,067). Houve descontinuidade por falha terapêutica em 14 pacientes (17,5%), e por elevação da temperatura, em 29 (36,2%). O consentimento foi retirado por 6 pais, após 6 horas do estudo, por as crianças estarem afebris (7,5%).

  • A descontinuidade ocorreu em todas as doenças, com perdas semelhantes quando comparadas entre si: 25/48 infecções de vias aéreas superiores (52%), 5/9 gastroenterocolites agudas (55,6%), 5/9 pneumopatias (55,6%), com exceção nas tonsilites (7/9), em que a descontinuidade atingiu 77,7%, em ambos os grupos e com ambas as medicações, sem diferenças estatisticamente significantes;

Houve ocorrência de 5 eventos adversos (6,3%). Dois foram considerados graves (internação), porém, não relacionados aos medicamentos, mas motivados pelas doenças apresentadas ( Tabela 2 ). As medicações foram bem toleradas durante todo o período de observação.

Discussão A literatura é vasta em trabalhos que comparam o acetaminofeno com o ibuprofeno e contempla estudos com a dipirona com acetaminofeno, porém, é restrita quanto aos que relacionam o ibuprofeno com a dipirona.

Os estudos de Wong et al. 9 , com aferição da temperatura timpânica por 6 horas, e Prado et al. 11 , com aferição da temperatura retal por 2 horas, são os dois únicos trabalhos disponíveis que comparam a eficácia antipirética e a tolerabilidade do ibuprofeno em relação à dipirona pela via oral.

  • Yilmaz et al;
  • 10 compararam a eficácia da dipirona intramuscular (10 mg/kg) com o ibuprofeno oral (10 mg/kg) e a nimesulida oral, com aferições axilares por 2 horas;
  • Portanto, não há na literatura publicação comparando os dois medicamentos, utilizando as mesmas doses, a duração do estudo, a via e o local de aferição preconizados neste trabalho;

A dose por nós utilizada para o ibuprofeno foi de 10 mg/kg e é referida na literatura como a melhor dose no combate a febre 8,10,17,18 e, em metanálise, elaborada por Perrot et al. 19 Quanto à dipirona, optamos por 15 mg/kg, dose preconizada pelo fabricante e utilizada em outros estudos 9,11,20-22.

Muitos cuidadores e pediatras utilizam a dipirona na dose de uma gota/kg/peso (equivalente a 25 mg). Provavelmente esse fator contribua para a percepção de eficácia antipirética superior da dipirona em relação a outras medicações 21.

Wong et al. 9 compararam a eficácia antipirética do ibuprofeno (5 mg/kg na febre baixa e 10 mg/kg na alta), da dipirona (15 mg/kg) e de um terceiro medicamento (acetaminofeno-12 mg/kg). Os autores consideraram eficácia quando houve decréscimo de 1,5 °C na temperatura e não criança afebril, assim como nós.

Essa queda foi mais acentuada entre 2 e 3 horas em 78% dos casos com o ibuprofeno e em 82% com a dipirona, diferença não estatisticamente significante. Após esse tempo, a temperatura elevou-se, porém, estatisticamente significante em menor intensidade com a dipirona.

A elevação para a exclusão para Wong et al. 9 era de 0,5 °C, maior que a que preconizamos (0,3 °C); e a taxa de descontinuidade e desistência foi de 23% para ambos os medicamentos, bem menor que a taxa constatada por nós, porém com critérios diferentes.

No estudo de Prado et al. 11 , as aferições foram até 2 horas, com o propósito de verificar se a dipirona (15 mg/kg) intramuscular oferecia melhor resposta antitérmica do que a dipirona (15 mg/kg) e o ibuprofeno (10 mg/kg) via oral, baseado no mito popular e, por que não dizer, até médico, de que a via intramuscular oferece melhor resposta terapêutica antitérmica.

A autora e seus colaboradores demonstraram que o decréscimo médio foi semelhante (1,2, 1,1, e 1,0 °C, respectivamente, para o ibuprofeno, dipirona oral e intramuscular). Neste estudo, obtivemos decréscimo médio de 2,3 e 1,9 °C na febre alta e 1,5 e 1,3 °C na febre baixa para ibuprofeno e dipirona, respectivamente.

  • Yilmaz et al;
  • 10 concluíram que a dipirona intramuscular foi mais efetiva que o ibuprofeno oral, embora refiram que a via oral seja a mais indicada em crianças;
  • Apesar de este estudo ter tido início 2 horas após a ingestão dos medicamentos, as temperaturas foram aferidas aos 10, 20, 30, 45 minutos e 1 hora após a ingestão, para termos controle rigoroso sobre a criança febril, e para serem tomadas medidas, se fossem necessárias;

É de conhecimento médico que o pico máximo dos antitérmicos estudados ocorre, mais ou menos, 2 horas após sua ingestão. Essa constatação repete a farmacocinética dos medicamentos analisados e nada acrescentaria aos estudos anteriores porque, para a medicação ser eficaz, considera-se o seu efeito antitérmico por 6 a 8 horas.

As porcentagens de descontinuidade neste estudo devem-se principalmente aos critérios estabelecidos, pois essa elevação talvez pudesse comprometer o bem-estar das crianças 23. Neste estudo, ficou evidente que, em uma fase inicial da doença, nem sempre conseguimos combater a febre por um período de 8 horas, semelhante a outros autores 9,17.

Em 25 dos casos (31,3%), foi introduzido o antibiótico pertinente, pois não seria considerado ético deixarmos a criança sem tratamento adequado em um período de 8 horas. Devido à escassez de estudos científicos, procuramos comparar outros ao nosso, desde que houvesse conclusões isoladas sobre os medicamentos por nós pesquisados e não resultados comparativos com outros medicamentos.

  1. Walson et al;
  2. 17 avaliaram os medicamentos ibuprofeno nas doses de 5 e 10 mg/kg para febre alta (temperatura oral entre 39,2 e 40 °C) e febre baixa (38,3 a 39,1 °C), e acetaminofeno (10 mg/kg);
  3. Após 8 horas do ibuprofeno na dose de 10 mg/kg, observaram que 54,1% das crianças permaneceram com valores menores do que a temperatura basal na febre alta e 38% na febre baixa;

Nossos resultados foram de 36,4 e 43,3%, respectivamente para febre alta e febre baixa. O estudo de De Chiara 21 com paracetamol (13 mg/kg) e dipirona (15 mg/kg) em crianças febris constatou que 32,5% das crianças mantiveram o descréscimo de 1,5 °C em relação à temperatura basal na 6ª hora.

Neste trabalho, no grupo de febre alta (dipirona/6 horas), o decréscimo foi verificado em 54,5% e em 67,9% na febre baixa. Estudo realizado com ibuprofeno por Martinón et al. 24 revelou que a magnitude do efeito antipirético foi maior na febre alta na 3ª e na 4ª hora da ingestão do medicamento, a favor do ibuprofeno.

Resultado esse semelhante aos achados de Walson et al. 17 e de Nahata et al. 18 , em que houve diminuição da temperatura após 2 horas da medicação, com decréscimo máximo na 4ª hora do estudo. Os autores constataram que, mesmo se a temperatura se elevasse após 4 horas, ela não atingiria os patamares da temperatura basal.

A resposta terapêutica foi baseada em critério quantitativo e submetida à análise estatística, o que torna o seu resultado mais preciso. A avaliação realizada por Autret et al. 25 foi por meio de dados subjetivos (grau de desconforto apresentado pela criança, tal como choro e expressão facial interpretada pelos responsáveis); e a de Lomar & Ferraz 20 , por meio da opinião do pesquisador.

A resposta excelente e estatisticamente significante ocorreu, na febre alta, a favor do ibuprofeno na 3ª e na 4ª hora do estudo. Semelhante a outros estudos, a tolerabilidade foi excelente para as duas medicações 9,19,20,26. A eficácia terapêutica na febre baixa foi semelhante aos estudos de Walson et al.

17 , com diferença estatisticamente significante a favor do ibuprofeno após 3 horas, e se manteve até a 5ª hora. Os grupos foram homogêneos em relação a idade, sexo, raça, estado nutricional e diagnóstico, e essas variáveis parecem não interferir nos resultados do estudo, segundo Brown et al.

27. Como não conseguimos manter 49/80 crianças (61,2%) afebris por 8 horas, sugerimos que, quando há sintomatologia ou febrofobia, talvez deva ser considerada a alternância de medicações antitérmicas. Essa alternância é apoiada por Mayoral et al. 28 e pela metanálise de Sarrel et al.

29 , os quais preconizam que, em fase inicial das doenças que frequentemente acometem as crianças que procuram os serviços de emergência, os antitérmicos sejam administrados a cada 4 horas, e consideraram que essa conduta não gera efeitos adversos, embora deva ser realizada com supervisão médica para que se evite superdosagem 6,30.

Neste estudo, o qual analisou o comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris, demonstrou-se que dose oral única de ibuprofeno proporciona atividade antipirética mais acentuada do que dose oral única de dipirona, principalmente na febre alta.

Ambas as medicações foram bem toleradas e seguras em curto prazo. Agradecimentos Os autores agradecem à Dra. Marta Pessoa Cardoso, Farm. Roberta Trefiglio e Farm. Patricia Monteiro pelo apoio operacional. Referências 1.

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  • Correspondência: Ana Maria Magni Rua Boquim, 304 CEP 05454-000 – São Paulo, SP Tel. : (11) 3021. 1007, (11) 9641. 1248 E-mail:
  • Artigo submetido em 02. 08. 10, aceito em 06. 10. 10. Este estudo foi realizado por intermédio de fundo de pesquisa patrocinado pela Janssen Cilag Farmacêutica. Apoio financeiro: Janssen Cilag Farmacêutica. Como citar este artigo: Magni AM, Scheffer DK, Bruniera P. Antipyretic effect of ibuprofen and dipyrone in febrile children.

    Qual é o melhor remédio para dor?

    Remédios para dor no ouvido – Dipirona Serve Para Que Tipo De Dor A dor de ouvido deve ser sempre avaliada por um otorrinolaringologista porque, na maioria dos casos, é provocada por uma infecção dentro do canal auditivo que deve ser tratada com o uso de antibióticos e anti-inflamatórios. Alguns dos remédios que podem ser usados para aliviar a dor são:

    • Analgésicos, como o paracetamol (Tylenol) ou a dipirona (Novalgina);
    • Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno (Advil, Ibupril), diclofenaco (Voltaren) ou nimesulida (Neosulida, Nimesilam);
    • Removedores de cera em gotas, como o Cerumin, caso a dor seja causada pelo acúmulo de cera em excesso.

    Na presença de sintomas como saída de líquidos com mau cheiro, febre ou problemas de audição, é importante que o otorrinolaringologista seja consultado para que seja iniciado o tratamento mais adequado. Veja outros remédios que podem ser indicados para a dor de ouvido.

    Qual é o melhor Dorflex ou dipirona?

    Ele é o melhor amigo, o companheiro nas horas difíceis e está sempre por perto. Os mais de 1,3 milhão de fãs no Facebook confirmam que ele é o remédio mais popular do Brasil. No começo dos anos 2000, já figurava no noticiário como um dos medicamentos mais vendidos no País.

    Com a popularidade em ascensão, deixou para trás remédios centenários, como a Aspirina, ganhou força entre os brasileiros e criou uma nova onda de consumo: a “febre” Dorflex. Nos últimos cinco anos, ele esteve entre os dez medicamentos mais vendidos e, entre 2013 e 2016, pulou da nona para a quinta posição no ranking da QuintilesIMS.

    O sucesso do Dorflex está nos princípios ativos de ação rápida e, em parte, na publicidade bem direcionada. Como todo remédio, porém, o uso abusivo é perigoso. Quando utilizado para um problema que não é indicado, ele anula os efeitos e cria um ciclo vicioso de dor intensa e consumo excessivo. Mariana Machado/Estadão Composto por três substâncias, o Dorflex é um analgésico combinado e pode ser mais perigoso do que um remédio simples A neurologista Thais Villa, chefe do Setor de Investigação e Tratamento das Cefaleias da Unifesp, diz que o tipo de analgésico consumido varia conforme a classe social, mas confirma: a “febre” Dorflex existe. “Remédios combinados tendem a ser os preferidos porque são mais eficazes do que a dipirona pura”, diz. Além da dipirona, cada comprimido contém relaxante, que reduz a tensão muscular, e cafeína, que diminui a pulsação da artéria e da dor latejante. A combinação produz um efeito rápido e alivia a dor.

    Quantas gotas de dipirona pode matar?

    Adultos e adolescentes acima de 15 anos

    Peso (média de idade) Dose Gotas
    16 a 23kg (4 a 6 anos) Dose máxima diária 60 (4 tomadas x 15 gotas )
    24 a 30kg (7 a 9 anos) Dose única 8 a 20 gotas
    Dose máxima diária 80 (4 tomadas x 20 gotas )
    31 a 45kg (10 a 12 anos) Dose única 10 a 30 gotas

    .

    Como a dipirona sabe onde está doendo?

    Como o medicamento sabe onde está a dor? – Os medicamentos utilizados no tratamento para a dor podem ser administrados de diferentes formas, como por via intravenosa, intramuscular ou oral. Como a maioria das pessoas faz uso de medicamentos por via oral, utilizaremos essa forma de administração para entendermos melhor o caminho que o medicamento faz em nosso corpo. Dipirona Serve Para Que Tipo De Dor A utilização de medicamentos para controlar a dor pode mascarar doenças importantes. Não se automedique! O princípio ativo do medicamento, ou seja, a substância que apresenta o efeito terapêutico , atua em locais predeterminados do nosso organismo. Isso ocorre porque, nesses locais, existem receptores específicos e o efeito do medicamento só ocorre quando o princípio ativo liga-se a esses receptores.

    1. Quando ingerimos um medicamento para dor, ele segue pelo nosso sistema digestório , sendo absorvido, principalmente, no intestino;
    2. Os componentes desse medicamento seguem então para a corrente sanguínea, onde terão acesso a diferentes partes do nosso corpo, incluindo a região na qual estamos sentindo dor;

    Após realizar a ligação, os princípios ativos desencadeiam diferentes respostas no organismo, como o fim da dor. De maneira geral, o mecanismo de ação dos analgésicos (medicamentos usados em casos de dor) baseia-se na inibição da síntese das chamadas prostaglandinas , mediadores químicos que são responsáveis pela dor.

    1. As prostaglandinas são produzidas, geralmente, em locais onde há infecções ou danos teciduais;
    2. Como o medicamento está circulando pela corrente sanguínea, ao chegar a esses locais, passa a atuar de modo a impedir a continuação da liberação dessa substância, eliminado, dessa forma, a dor;

    Por Vanessa Sardinha dos Santos Professora de Biologia.

    O que é melhor dipirona ou paracetamol?

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    • Paracetamol Se Torna Melhor Que Dipirona? Ou Não Há Diferença?

    1 respostas Paracetamol se torna melhor que dipirona? Ou não há diferença? Olá! Ambas as medicações são analgésicas. Se não há contraindicação para o uso de uma ou outra, a dipirona mostrou-se, em alguns estudos, mais eficiente para dor que o paracetamol. Porem, é muito importante levar em conta o risco de alergias e as doenças do paciente, por exemplo, doença dos rins ou fígado.

    Qual é a reação da dipirona?

    A dipirona pode causar choque anafilático, reações anafiláticas/anafilactóides que podem se tornar graves com risco à vida e, em alguns casos, serem fatais. Estas reações podem ocorrer mesmo após a dipirona ter sido utilizada previamente em muitas ocasiões sem complicações.

    Qual é a diferença entre dipirona e paracetamol?

    O que são a dipirona e o paracetamol? – A dipirona é um fármaco de fórmula um tanto quanto complexa: 2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-ilmetilamino. Ela foi sintetizada pela primeira vez na Alemanha, por volta dos anos 20. Essa substância, também conhecida como metamizol, hoje é uma das mais populares de todo o planeta.

    De modo geral, ela pode ser ministrada tanto de forma oral (como estamos habituados) quanto por via intravenosa. A excreção do remédio ocorre pelos rins e a sua ação está diretamente relacionada à inibição de certas enzimas que, quando ativadas, causam a reação de dor.

    Já o paracetamol, chamado de acetaminofeno, tem uma fórmula um tanto quanto mais simples (N-(4-hidroxifenil)etanamida). O fármaco começou a ser comercializado na década de 50. Na maioria das vezes ele é vendido juntamente a outros compostos, que ajudam a potencializar os seus efeitos ou servem para tratar vários sintomas de maneira simultânea.

    Quantas gotas de dipirona pode matar?

    Adultos e adolescentes acima de 15 anos

    Peso (média de idade) Dose Gotas
    16 a 23kg (4 a 6 anos) Dose máxima diária 60 (4 tomadas x 15 gotas )
    24 a 30kg (7 a 9 anos) Dose única 8 a 20 gotas
    Dose máxima diária 80 (4 tomadas x 20 gotas )
    31 a 45kg (10 a 12 anos) Dose única 10 a 30 gotas

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