Quem Teve Pancreatite Pode Ter Diabetes?

Quem Teve Pancreatite Pode Ter Diabetes
Pancreatite pode causar diabetes? – O pâncreas é o órgão que produz insulina, hormona que regula os níveis de açúcar (glicose) no sangue. Quando deixa de a conseguir produzir, o açúcar acumula-se no sangue ( hiperglicemia ) e, desta forma, diabetes. A pancreatite aguda raramente causa diabetes, ao contrário da pancreatite crónica.
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Quem teve pancreatite pode desenvolver diabetes?

Pancreatite pode causar diabetes? – O pâncreas é o órgão que produz insulina, hormona que regula os níveis de açúcar (glicose) no sangue. Quando deixa de a conseguir produzir, o açúcar acumula-se no sangue ( hiperglicemia ) e, desta forma, diabetes. A pancreatite aguda raramente causa diabetes, ao contrário da pancreatite crónica.
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Quais são as sequelas da pancreatite?

Pancreatite – Pancreatite é a inflamação do pâncreas. O pâncreas é uma glândula grande situada atrás do estômago e perto do duodeno – a primeira parte do intestino delgado. Ele secreta sucos digestivos, ou enzimas, para o duodeno através de um tubo chamado ducto pancreático.

As enzimas pancreáticas juntam-se com a bile, um líquido produzido no fígado e armazenada na vesícula biliar – para digerir os alimentos. O pâncreas também libera os hormônios insulina e glucagon na corrente sanguínea. Estes hormônios ajudam o corpo a regular a glicose tomada dos alimentos para a energia.

Normalmente, as enzimas digestivas secretadas pelo pâncreas não se tornam ativas até atingirem o intestino delgado. Mas quando o pâncreas está inflamado, as enzimas no seu interior atacam e danificam os tecidos que as produzem. A pancreatite pode ser aguda ou crônica.

Qualquer uma das formas é grave e pode levar a complicações. Em casos graves, podem ocorrer hemorragia, infecção e dano tecidual permanente. A vesícula biliar e os ductos que transportam a bile e outras enzimas digestivas do fígado, vesícula biliar e pâncreas para o intestino delgado são denominados de sistema biliar.

Ambas as formas de pancreatite ocorrem mais frequentemente em homens do que em mulheres. Pancreatite aguda é a inflamação do pâncreas que ocorre de maneira súbita e geralmente se resolve em poucos dias com o tratamento. A pancreatite aguda pode ser uma doença fatal com complicações graves.

Cada ano, milhares de pessoas são admitidas em hospitais com a doença. A causa mais comum de pancreatite aguda é a presença de cálculos biliares – pequenas “pedras” formadas por bile que endureceu – que causam a inflamação no pâncreas, assim que passam através do ducto biliar comum. O uso crônico e pesado de álcool também é uma causa de pancreatite, havendo discussão na literatura médica se ele pode causar a forma aguda da doença ou ser, desde o princípio, a manifestação de uma pancreatite crônica.

A pancreatite aguda pode ocorrer dentro de horas ou até 2 dias depois de consumir álcool. Outras causas de pancreatite aguda são o trauma abdominal, medicamentos, infecções, tumores e anormalidades genéticas do pâncreas. Sintomas A pancreatite aguda geralmente começa com uma dor gradual ou súbita no abdômen superior que às vezes se irradia para o dorso.

abdome distendido e sensível náuseas e vômitos febre pulso rápido

A pancreatite aguda grave pode causar desidratação e pressão baixa. O coração, pulmões ou rins podem falhar. Se o ocorrer hemorragia no pâncreas, o choque e até mesmo a morte podem se seguir. Diagnóstico Na consulta médica será avaliado o histórico médico da pessoa, realizado exame físico minucioso e o doutor requisitará exames de sangue para auxiliar o diagnóstico.

Durante a pancreatite aguda, o sangue contém pelo menos três vezes a quantidade normal de amilase e lipase, enzimas digestivas produzidas no pâncreas. Outras alterações também podem ocorrer no estudo bioquímico como a glicose, cálcio, magnésio, sódio, potássio e bicarbonato. Ao melhorar a condição clínica da pessoa os níveis geralmente retornam ao normal.

O diagnóstico de pancreatite aguda muitas vezes é difícil devido à localização profunda do pâncreas. O médico poderá solicitar um ou mais dos seguintes exames:

Ultrassom abdominal: As ondas sonoras são enviadas para o pâncreas através de um dispositivo portátil que o médico desliza sobre o abdômen. As ondas sonoras ricocheteiam no pâncreas, vesícula biliar, fígado e outros órgãos, e seus ecos fazem os impulsos elétricos criar uma imagem – chamado sonograma – em um monitor de vídeo. Se os cálculos biliares estão causando inflamação, as ondas sonoras também ricocheteiam neles, mostrando sua localização. Tomografia computadorizada (TC): A tomografia computadorizada é um raio-x não-invasivo que produz imagens tridimensionais de partes do corpo. A pessoa deita-se em uma mesa que desliza, em uma máquina em forma de túnel. O teste pode mostrar os cálculos biliares e a extensão dos danos ao pâncreas. Ultrassom endoscópico (USE): Depois de pulverizar uma solução para adormecer a garganta do paciente, o médico insere um endoscópio – um tubo fino, flexível e iluminado – através da garganta para o estômago e intestino delgado. O médico liga um ultrassom anexado ao endoscópio, que produz ondas sonoras, para criar imagens do pâncreas e vias biliares. Colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM): A CPRM utiliza a ressonância magnética, um teste não invasivo que produz imagens de seção transversal de partes do corpo. Após ser levemente sedado, o paciente deita-se em um tubo de cilindro, para o exame. O técnico injeta contraste nas veias do paciente que ajuda a mostrar o pâncreas, vesícula biliar, vias biliares. e ducto pancreático.

Tratamento O tratamento da pancreatite aguda requer internação por alguns dias no hospital para administração de soros intravenosos (IV), antibióticos e medicamentos para aliviar a dor. A pessoa não pode comer ou beber, para que o pâncreas possa descansar.

Se ocorrerem vômitos, uma sonda pode ser introduzida através do nariz até o estômago para remover o líquidos e ar. Se não ocorrer complicações, a pancreatite aguda geralmente resolve em poucos dias. Em casos graves, a pessoa pode necessitar de alimentação por sonda nasoenteral — uma dieta líquida, especial, é administrada através de um tubo longo e fino, inserido através do nariz e da garganta até o intestino delgado— por várias semanas, enquanto o pâncreas se recupera.

Antes de deixar o hospital, a pessoa será informada para não fumar, ingerir bebidas alcoólicas ou refeições gordurosas. Em alguns casos, a causa da pancreatite é clara, mas em outros, pode ser necessário mais exames depois que o pâncreas está recuperado e a pessoa receber alta hospitalar.

Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada Terapêutica (CPER) para Pancreatite Aguda e Crônica A CPER é uma técnica especializada utilizada para exibir o pâncreas, vesícula biliar e ductos biliares e tratar complicações da pancreatite aguda e crônica – cálculos biliares, estreitamento ou obstrução do ducto pancreático ou dos ductos biliares, vazamentos nos ductos biliares e pseudocistos — acúmulos de líquidos e detritos teciduais.

Logo depois que a pessoa é internada em hospital com suspeita de estreitamento do ducto pancreático ou ductos biliares, um médico com formação especializada executa CPER. Depois de sedar o paciente e dar medicação para aliviar a garganta, o médico insere um endoscópio — um tubo longo, flexível e iluminado com uma câmera – através da boca, garganta e estômago para o intestino.

Esfincterotomia: Usando um pequeno fio de um acessório passado através do endoscópio, o médico encontra o músculo que rodeia o ducto pancreático ou ductos biliares e faz um pequeno corte para ampliar a abertura do mesmo. Quando um pseudocisto estiver presente, o ducto é drenado. Retirada de cálculos de colédoco: O endoscópio é usado para remover pedras (cálculos) do ducto pancreático ou biliar com uma pequena cesta ou balão. Às vezes, a remoção da vesícula biliar é realizada juntamente com uma esfincterotomia. Introdução de próteses (stents): Usando o endoscópio, o médico coloca um pequeno pedaço de plástico ou de metal (prótese), parecido com um canudinho, em um estreitamento do ducto pancreático ou biliar para mantê-lo aberto. Dilatação com balão: do ducto pancreático ou biliar. Uma prótese temporária pode ser colocada por poucos meses para manter o ducto aberto. As pessoas que se submetem à CPER terapêutica apresentam um pequeno risco de complicações, como pancreatite grave, infecção, perfuração do intestino ou hemorragia. As complicações da CPER são mais comuns em pessoas com pancreatite aguda ou recorrente. Um paciente que tem febre, dificuldade para engolir ou sente a garganta aumentada, dor no peito ou dor abdominal após o procedimento, deve notificar imediatamente ao médico.

Complicações Os cálculos biliares que provocam pancreatite aguda exigem a remoção cirúrgica das pedras e da vesícula biliar. Se a pancreatite for moderada, a remoção da vesícula biliar – chamado de colecistectomia – pode ser realizada enquanto a pessoa está no hospital.

Se a pancreatite for grave, os cálculos biliares podem ser removidos usando a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada terapêutica (CPER) — uma técnica especializada utilizada para ver o pâncreas, a vesícula biliar e os ductos biliares e tratar as complicações da pancreatite aguda e crônica. A colecistectomia é adiada por um mês ou mais para permitir a recuperação completa.

Se uma infecção se desenvolve, a CPER ou a cirurgia pode ser necessária para drenar a área infectada, também chamada de abscesso. A cirurgia exploratória também pode ser necessária para encontrar a fonte de qualquer hemorragia, para descartar condições que se assemelham à pancreatite ou remover tecido pancreático necrosado.

  • Pseudocistos – são acúmulos de líquidos e detritos de tecido — que pode desenvolver-se no pâncreas e podem ser drenados por CPRE ou ultrassom endoscópico (USE).
  • Se os pseudocistos são deixados sem tratamento, as enzimas e toxinas podem entrar na corrente sanguínea e afetar o coração, pulmões, rins ou outros órgãos.

A pancreatite aguda algumas vezes pode causar insuficiência renal. Pessoas com insuficiência renal necessitam de tratamentos para limpar o sangue, chamados de diálise ou um transplante de rim. Em raros casos, a pancreatite aguda pode causar problemas respiratórios.

1Russo MW, Wei JT, Thiny MT, et al. Digestive and liver disease statistics, 2004. Gastroenterology.2004;126:1448–1453.

Pancreatite crônica é uma inflamação do pâncreas que não melhora ou cura — piora ao longo do tempo e leva a lesões permanentes. A pancreatite crônica, assim como a pancreatite aguda, ocorre quando as enzimas digestivas atacam o pâncreas e os tecidos vizinhos, causando episódios de dor.

A pancreatite crônica geralmente se desenvolve em pessoas que estão entre as idades de 30 e 40 anos. A causa mais comum de pancreatite crônica é o uso pesado de álcool por muitos anos. A forma crônica da pancreatite pode ser desencadeada por um ataque agudo que danifica o ducto pancreático. O ducto danificado faz com que o pâncreas se torne inflamado.

A cicatriz tecidual se desenvolve e o pâncreas é lentamente destruído. As outras causas de pancreatite crônica são:

Desordens hereditárias do pâncreas Fibrose cística – a mais comum das desordens hereditárias que levam à pancreatite crônica hipercalcemia – altos níveis de cálcio no sangue hiperlipidemia ou hipertrigliceridemia – níveis altos de gorduras no sangue alguns medicamentos certas condições autoimunes causas desconhecidas

A pancreatite hereditária pode ocorrer em uma pessoa mais jovem, abaixo de 30 anos, mas pode não ser diagnosticada por vários anos. Episódios de dor abdominal e diarréia que duram vários dias, vêm e vão ao longo do tempo e podem progredir para pancreatite crônica.

O diagnóstico de pancreatite hereditária é provável se a pessoa tem dois ou mais membros da família com pancreatite em mais de uma geração. Sintomas A maioria das pessoas com pancreatite crônica apresentam dor em abdome superior, embora algumas pessoas podem não ter nenhuma dor. A dor pode se irradiar para as costas, piorar ao comer ou beber e tornar-se constante e incapacitante.

Em alguns casos, a dor abdominal vai embora quando essa doença piora, provavelmente porque o pâncreas não está mais produzindo enzimas digestivas. Outros sintomas são:

náuseas vômitos perda de peso diarreia fezes gordurosas

Pessoas com pancreatite crônica, muitas vezes, perdem peso, mesmo quando seu apetite e hábitos alimentares estão normais. A perda de peso ocorre porque o corpo não secreta enzimas pancreáticas suficientes para digerir o alimento, sendo que então os nutrientes não são absorvidos normalmente.

A má digestão leva à desnutrição devido a excreção de gordura nas fezes. Diagnóstico A pancreatite crônica é frequentemente confundida com a pancreatite aguda, porque os sintomas são semelhantes. Como na pancreatite aguda, o médico irá realizar uma minuciosa história clínica e exame físico. Exames de sangue podem ajudar a saber se o pâncreas ainda está fazendo enzimas digestivas suficientes, mas às vezes, estas enzimas parecem normais mesmo que a pessoa tenham pancreatite crônica.

Em estágios mais avançados, quando pode ocorrer má absorção e diabetes, o médico poderá solicitar exames de sangue, urina e de fezes para ajudar a diagnosticar a pancreatite crônica e monitorar sua progressão. Após solicitar raios-x do abdômen, o médico irá realizar um ou mais dos testes usados para diagnosticar a pancreatite aguda – CPRM, USE, tomografia computadorizada e ultrassom abdominal.

  • Tratamento O tratamento da pancreatite crônica pode necessitar hospitalização para tratamento da dor, hidratação IV e suporte nutricional.
  • A alimentação por sonda nasoenteral pode ser também necessária, por várias semanas, se a pessoa continuar a perder peso.
  • Quando é retomada a dieta normal, o médico pode receitar enzimas pancreáticas sintéticas se o pâncreas não secreta o suficiente.

As enzimas devem ser tomadas junto a cada refeição para ajudar a digerir os alimentos e a pessoa recuperar peso. O próximo passo é planejar uma dieta nutricional com baixo teor de gordura, refeições pequenas e frequentes. A nutricionista pode ajudar a desenvolver um esquema de refeições.

Também é importante ingerir líquidos em abundância e limitar bebidas cafeinadas. Pessoas com pancreatite crônica devem ser fortemente aconselhadas a não fumar ou consumir bebidas alcoólicas, mesmo se a pancreatite for moderada ou nas suas fases iniciais. Complicações Pessoas com pancreatite crônica, que continuam a consumir grandes quantidades de álcool, podem desencadear crises súbitas de dor abdominal.

Como na pancreatite aguda, CPER é utilizada para identificar e tratar as complicações associadas com a pancreatite crônica como cálculos biliares, pseudocistos e estreitamento ou obstrução dos ductos. Pancreatite crônica também pode levar à calcificação do pâncreas, que significa que o tecido pancreático endurece de depósitos de sais de cálcio insolúveis.

A cirurgia pode ser necessária para remover a parte do pâncreas. Em casos com dor persistente, pode ser recomendado cirurgia ou outros procedimentos para bloquear os nervos da região abdominal que causam dor. Quando, na pancreatite crônica, o tecido pancreático for destruído e as células produtoras de insulina do pâncreas danificadas, chamadas células beta, pode ocorrer a diabetes.

Pessoas com histórico familiar de diabetes são mais propensas a desenvolver a doença. Se o diabetes ocorrer, será necessário insulina ou outros medicamentos para manter a glicose no sangue em níveis normais. O médico, juntamente com o paciente, irá desenvolver um plano medicamentoso, de dieta e monitoramento frequente da glicose no sangue A pancreatite crônica em crianças é rara.

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, fazendo com que as enzimas digestivas fiquem ativas dentro do pâncreas e causem danos ao tecido pancreático. A pancreatite tem duas formas: aguda e crônica. As causas comuns de pancreatite são cálculos na vesícula e etilismo pesado. Em algumas ocasiões a causa da pancreatite pode não ser encontrada. Os sintomas de pancreatite aguda são: dor abdominal, náuseas, vômitos, febre e pulso rápido. O tratamento da pancreatite aguda inclui líquidos intravenosos (IV), antibióticos a analgésicos. A cirurgia algumas vezes pode ser necessária para tratar complicações. A pancreatite aguda pode tornar-se crônica se o tecido pancreático for destruído permanentemente e se desenvolva uma cicatriz fibrosa. Os sintomas de pancreatite crônica incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, perda de peso, diarreia e fezes gordurosas. No tratamento para pancreatite crônica pode ser necessário líquidos intravenosos, analgésicos, dieta hipogordurosa e suplementos enzimáticos. A cirurgia pode, eventualmente, ser necessária para retirar parte do pâncreas.

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Quem teve pancreatite fica com sequelas?

Pancreatite (CID 10 – K85) é a inflamação no pâncreas. O pâncreas é uma glândula localizada atrás do estômago no abdome superior. Entre as suas funções está fazer a digestão das gorduras e carboidratos que ingerimos usando o suco pancreático, substância que contém enzimas digestivas. Quem Teve Pancreatite Pode Ter Diabetes Foto: Getty Images Pancreatite ocorre quando as enzimas digestivas produzidas no pâncreas tornam-se ativadas enquanto no interior do pâncreas, causando danos ao órgão. Saiba mais: Abandone 10 hábitos que favorecem a má digestão Durante a digestão normal, as enzimas pancreáticas inativadas se movem através de dutos em seu pâncreas e viajam para o intestino delgado, onde as enzimas são ativadas e ajudam na digestão.

  • Na pancreatite, as enzimas são ativadas quando ainda no pâncreas.
  • Isto faz com que as enzimas destruam as estruturas das células, causando inflamação e os sinais e sintomas associados com a pancreatite.
  • Com acessos repetidos de pancreatite aguda, o dano ao pâncreas pode ocorrer e levar a pancreatite crônica,

O tecido cicatricial pode se formar no pâncreas, causando a perda da função. Um pâncreas que não funcionam bem pode causar problemas de digestão e diabetes. Segundo o gastroenterologista Henrique Perobelli Schleinstein, as causas de pancreatite mais comuns são cálculos na via biliar, alcoolismo e hipertrigliceridemia (triglicérides altos).

  • Além disso, causas autoimunes também estão envolvidas mais raramente, assim como deformidades embriológicas como o pâncreas divisum.
  • Os casos leves de pancreatite podem desaparecer sem tratamento, mas casos graves podem causar complicações com risco de vida.
  • O nível elevado de triglicérides – que pode provocar a pancreatite, como dito anteriormente – é a principal característica da Síndrome da Quilomicronemia Familiar (SQF), uma doença rara de origem genética e que acomete um a dois indivíduos por milhão de pessoas.

Isso acontece porque pessoas com SQF não produzem a quantidade ideal de lipase lipoproteica, uma enzima que ajuda a quebrar as moléculas de gordura dos alimentos. Assim, a circulação sanguínea fica com excesso de quilomícrons, uma lipoproteína responsável por transportar a gordura para os tecidos que vão transformá-la em energia.

Normalmente, os quilomícrons são eliminados rapidamente após a refeição. Porém, nessa condição genética, isso não acontece, eles permanecem na circulação de uma maneira indefinida, mesmo com 12 a 14 horas de jejum”, explica a cardiologista Maria Cristina Izar. Na SQF, quando a gordura dos alimentos não é decomposta, os triglicérides se acumulam no sangue, atingindo valores acima de 1.000 mg/dl.

Além de causar crises de pancreatite recorrentes ou agudas, esse distúrbio pode ocasionar xantomas eruptivos (excesso de gordura na pele), dores abdominais, sangue com aparência cremosa, infiltração gordurosa do fígado, alterações na retina, sintomas neurológicos e aumento anormal do fígado e baço.

Algumas dessas complicações, principalmente a pancreatite, podem levar à morte. Ainda não existem medicamentos disponíveis para tratar a Síndrome da Quilomicronemia Familiar. Por isso, a principal maneira de controlar a doença é através de uma alimentação com baixo teor de gordura. Existem dois tipos de pancreatite: a aguda e a crônica.

Entenda mais a seguir: O início da pancreatite aguda é, frequentemente, muito repentina. A inflamação geralmente desaparece dentro de poucos dias, uma vez que o tratamento começa. De acordo com o DATASUS, no Brasil são registrados cerca de 15,9 casos a cada 100 mil habitantes todos os anos.

  • Saiba mais: Consumo de álcool aumenta as chances de pancreatite O cálculo biliar é a causa mais comum da pancreatite aguda.
  • O cálculo biliar é uma massa pequena e sólida que forma a partir de bile na vesícula.
  • O pâncreas e a vesícula biliar se ligam pelo ducto biliar, através do qual a bile e outras enzimas digestivas passam para o intestino durante a digestão.

Os cálculos, quando escapam da vesícula biliar e passam pelo ducto biliar podem causar inflamação no pâncreas. A outra causa comum de pancreatite aguda é a ingestão de álcool, às vezes de forma intensa, condição conhecida como pancreatite alcoólica, Diversas outras situações podem causar pancreatite como traumas, uso de remédios e aumento do triglicérides no sangue.

  • A pancreatite crônica é uma inflamação que não acaba e se perpetua.
  • Os pacientes com pancreatite crônica podem sofrer danos permanentes ao pâncreas.
  • Sua incidência é estimada entre cinco e 10 casos para cada 100 mil indivíduos por ano.
  • O tecido cicatricial se desenvolve a partir de inflamação de longa duração e pode fazer o pâncreas parar de produzir a quantidade normal de enzimas digestivas.

Como resultado, é provável que você tenha problemas para digerir gorduras. Em casos avançados a parte endócrina pode ser acometida e os pacientes evoluem com diabetes mellitus. O abuso de álcool é a causa mais comum de pancreatite crônica em adultos. Doenças autoimunes e doenças genéticas, tais como a fibrose cística, também podem causar a pancreatite crônica em alguns pacientes.

Dor abdominal superior; Dor abdominal que se irradia para as costas; Dor abdominal que se sente pior depois de comer; Náusea; Vômitos; Febre,

Sintomas de pancreatite crônica incluem:

Dor abdominal superior intensa; Perder peso sem esforço; Fezes gordurosas e fedorentas (esteatorreia).

Outros sintomas de pancreatite incluem:

Ritmo cardíaco acelerado; Suor; Pele ou a parte branca dos olhos com cor amarelada ( icterícia ); Choque.

Outras condições que têm sintomas semelhantes: obstrução intestinal, apendicite, colecistite, úlcera péptica, e diverticulite, Se o médico acha que você tem pancreatite, ele ou ela vai fazer perguntas sobre seu histórico médico e fazer um exame físico, juntamente com exames laboratoriais e de imagem.

Alcoolismo ; Cálculos biliares; Cirurgia abdominal; Certos medicamentos; Tabagismo ; Fibrose cística ; Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, quando usado no tratamento de cálculos biliares; História familiar de pancreatite; Níveis elevados de cálcio no sangue (hipercalcemia), que podem ser causadas por uma glândula paratireoide hiperativa (hiperparatiroidismo); Altos níveis de triglicérides no sangue (hipertrigliceridemia); Infecção; Lesão no abdômen; Câncer de pâncreas,

O médico gastroenterologista Henrique Perobelli Schleinstein, indica que a pancreatite pode sim ser hereditária. existem casos de pancreatite crônica hereditária, uma doença autossômica dominante que acontece pela falha na produção de tripsinogênio, uma enzima pancreática e pode afetar jovens.

Amilase sérica: Um aumento de amilase no sangue geralmente indica pancreatite; Lipase sérica: Pancreatite aguda geralmente aumenta o nível de lipase no sangue. Às vezes na pancreatite crônica estes índices podem estar normais.

Outras análises de sangue podem ser feitas, tal como:

Hemograma completo : O número de células brancas do sangue aumenta durante um ataque de pancreatite, por vezes de forma dramática; Testes de função hepática: Elevação das enzimas hepáticas, particularmente de alanina aminotransferase e fosfatase alcalina, pode ser um sinal de pancreatite aguda causada por cálculos biliares; Bilirrubina : O nível de bilirrubina no sangue pode aumentar se o ducto biliar comum é bloqueado, devido a inflamação no pâncreas.

Os exames de imagem que podem ser feitos incluem:

Ultrassonografia abdominal; Tomografia computadorizada com contraste; Ultrassonografia endoscópica; Ressonância magnética ; Colangiopancreatografia por ressonância magnética.

Nos casos de pancreatite crônica grave, uma análise de fezes pode ser feita para observar se há gordura nas fezes, o que é um sinal de que você pode não estar absorvendo nutrientes o suficiente. Isso acontece quando o pâncreas não produz as enzimas necessárias para digerir a gordura. Especialistas que podem diagnosticar a pancreatite são:

Clínico geral; Gastroenterologista clínico; Cirurgião geral ou do Aparelho Digestivo.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram; Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade; Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Quando você começou a sentir os sintomas? Seus sintomas são contínuos ou ocasionais? Quão severos são seus sintomas? O que, se alguma coisa, parece melhorar seus sintomas? O que, se alguma coisa, parece piorar seus sintomas? Você já teve esses sintomas antes? Você já foi diagnosticado com pancreatite no passado? Você bebe álcool? Se sim, com que frequência e quantas vezes você bebe? Você começou algum medicamento novo antes do início dos sintomas? Você tem história de pedra na vesícula ou triglicérides altos?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para pancreatite, algumas perguntas básicas incluem:

O que provavelmente está causando meus sintomas ou condição? Quais são outras possíveis causas para meus sintomas ou condição? Que tipos de testes eu preciso fazer? Minha condição é provavelmente temporária ou crônica? Qual é o melhor tratamento? Eu tenho outras condições de saúde. Como posso administrar melhor a pancreatite juntamente com essas condições? Há alguma restrição que eu precise seguir?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta. Marque uma consulta com seu médico se você tiver dor abdominal persistente. Procure ajuda médica imediatamente se a dor abdominal é tão grave que você não pode ficar parado ou encontrar uma posição que o torna mais confortável.

  • A dor e o mal estar da pancreatite aguda geralmente levam a pessoa para o pronto socorro de forma urgente.
  • Quando a dor abdominal é descrita como uma dor intensa em faixa, no meio do abdômen, que se irradia para as costas pode indicar problemas no pâncreas.
  • Saiba mais: Entenda os padrões e riscos do consumo de álcool O tratamento para a pancreatite geralmente requer hospitalização.

Uma vez que sua condição está estabilizada e a inflamação no pâncreas é controlada, os médicos podem tratar a causa subjacente de sua pancreatite. Medidas iniciais para controlar a inflamação no pâncreas são:

Jejum, para deixar o pâncreas em repouso; Hidratação venosa; Analgesia, já que não existem medicações eficientes para melhorar a inflamação no pâncreas. A inflamação melhora espontaneamente na maioria dos pacientes; Uma vez que a inflamação no pâncreas é controlada, você pode começar a beber líquidos claros e comer comidas com pouca gordura e proteína. Com o tempo, você pode voltar a sua dieta normal; Se a pancreatite persistir e você ainda sentir dor ao comer, o médico pode recomendar alguns medicamentos no sentido de controlar a dor e/ou repor as enzimas pancreáticas.

Quanto tempo você ficar no hospital dependerá de sua situação e da melhora do quadro da inflamação. Algumas pessoas se recuperam rapidamente, enquanto outras desenvolvem complicações que exigem uma internação mais longa. Saiba mais: Sete métodos ajudam a parar de fumar Uma vez que a pancreatite está sob controle, a equipe de cuidados de saúde pode tratar a causa subjacente de sua pancreatite.

Cirurgia para retirar cálculos da vesícula biliar cirurgia; Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica; Cirurgia para drenar o líquido do pâncreas ou remover tecido doente; Tratamento para a dependência do álcool.

A pancreatite crônica pode exigir tratamentos adicionais, dependendo da sua situação. Outros tratamentos para pancreatite crônica podem incluir:

Medicamentos para aliviar a dor; Dor severa pode ser aliviada com cirurgia para bloquear os nervos que enviam sinais de dor do pâncreas para o cérebro; Suplementos de enzimas pancreáticas para ajudar seu corpo a quebrar e processar os nutrientes nos alimentos que você come; Alterações em sua dieta. Um nutrólogo ou nutricionista pode ajudar a planejar refeições de baixo teor de gordura e ricas em nutrientes.

O tratamento para pancreatite aguda frequentemente exige hospitalização do paciente. Uma vez que a inflamação no pâncreas foi estabilizada e estiver sob controle, os médicos poderão investigar e tratar uma possível causa subjacente. O tratamento da condição que causou pancreatite aguda pode evitar crises repetidas da doença.

Analgésicos; Líquidos intravenosos; Interrupção da alimentação pela boca para limitar a atividade do pâncreas.

Em alguns casos, a terapia é necessária para:

Drenar líquido que tenha se acumulado dentro e ao redor do pâncreas; Remover cálculos biliares; Aliviar bloqueios do duto pancreático.

O medicamento mais usado para o tratamento de pancreatite é o:

Genfibrozila,

Porém, somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

De acordo com o gastroenterologista Henrique Schleinstein, tem cura para pancreatite, desde que seja tratada adequadamente e precocemente. Existem vários métodos endoscópicos como a colangiopancreatografia endoscópica que pode extrair cálculos e drenar a via biliar em casos graves. Você não pode impedir completamente a pancreatite causada por cálculos biliares.

Mas você pode ser capaz de reduzir o risco de cálculos biliares se formarem mantendo um peso saudável, fazendo uma dieta equilibrada e praticando exercício físico regular. Você pode reduzir a sua chance de ter pancreatite moderando seu consumo de álcool.

Pare de ingerir álcool: Caso você seja incapaz de interromper o uso de álcool sozinho, procure ajuda; Pare de fumar: Caso você seja incapaz de interromper o tabagismo sozinho, procure ajuda; Mude sua dieta: Faça uma dieta com baixo teor de gordura e prioriza frutas e vegetais, grãos integrais e proteínas magras frescas; Beba mais líquidos: A pancreatite pode causar desidratação, por isso é necessário beber mais líquidos durante todo o dia.

A pancreatite pode ser controlada com um estilo de vida saudável e tratamento médico, quando necessário. Entretanto, alguns pacientes desenvolvem complicações. Estas complicações são raras, mas são mais comuns em pessoas com pancreatite crônica:

Câncer de pâncreas ; Diabetes ; Subnutrição; Infecção pancreática.

Pacientes que têm pancreatite aguda também podem estar em risco de desenvolver Diabetes Mellitus no futuro. Revisado por: Décio Chinzon, gastroenterologista do laboratório Atalaia – CRM SP 49552 Henrique Perobelli Schleinstein – Gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo Mayo Clinic Ministério da Saúde
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Quem teve pancreatite pode ter uma vida normal?

Homepage Doenças Pancreatite Crônica É Possível Conviver Com Pancreatite Crônica? Viver Por Muitos Anos?

1 respostas É possível conviver com pancreatite crônica? Viver por muitos anos? Sim. O paciente com pancreatite crônica, desde que realize um acompanhamento e tome as medicações de forma adequada, além do tratamento da causa da pancreatite (geralmente a abstenção do suo de álcool) pode ter uma vida normal assim como qualquer outro paciente portador de doenças crônicas como os hipertensos e diabéticos por exemplo.
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Quantas vezes a pessoa pode ter pancreatite?

A causa da pancreatite deve ser levada em consideração, mas pode sim haver um novo episódio. O importante é você manter um acompanhamento médico regular, definir as causa e diminuir as chances de um novo episódio.
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Quantos anos vive uma pessoa com pancreatite?

O prognóstico da pancreatite crônica depende de vários fatores, como a idade do diagnóstico, tabagismo, uso contínuo do álcool, presença de doenças associadas como a cirrose. A sobrevida geral é de aproximadamente 70% em 10 anos, e de 45% em 20 anos.
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Quem tem pancreatite pode tomar café?

Homepage Doenças Pancreatite Quem Tem Pâncreatite Pode Tomar Café Puro Caféina Ou Café Descaféinado Que Não Tem Caféina?

2 respostas Quem tem pâncreatite pode tomar café puro caféina ou café descaféinado que não tem caféina? O tratamento de pancreatite é jejum e hidratação com internação hospitalar, caso você tenha se referido a gastrite apenas pode ser consumido café descafeinado.
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Quanto tempo leva para se curar de pancreatite?

Normalmente, em menos de uma semana o quadro de pancreatite aguda é resolvido. Porém, casos graves de pancreatite aguda podem exigir a internação do paciente por mais de um mês. Deve-se ficar atento a recorrências da doença.
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Quem tem pancreatite não pode mais beber?

TRATAMENTO – Drauzio – Como pode ser tratada a pancreatite aguda? José Eduardo Monteiro da Cunha – Basicamente, o tratamento é clínico e requer internação hospitalar. O doente deve ficar em jejum, com hidratação por soro na veia. Como não existe nenhum medicamento capaz de desinflamar o pâncreas, é preciso deixá-lo em repouso até que a inflamação regrida, o que acontece em 80% dos casos.

  • Os outros 20% evoluem para uma forma grave da doença, com lesão de outros órgãos, como pulmões e fígado, além do pâncreas.
  • Esses doentes podem entrar em choque e têm de ser levados para a unidade de terapia intensiva.
  • No que se refere especificamente ao pâncreas, a principal complicação é que ele pode necrosar e infectar, o que requer tratamento cirúrgico para a retirada desse material morto, necrosado e infectado.

Drauzio – Isso quer dizer que a pancreatite aguda pode tornar-se uma doença gravíssima? José Eduardo M. da Cunha – Gravíssima e com mortalidade muito alta. Nos casos mais graves, a mortalidade que era de 1% passa para 60%. Drauzio – Como é o tratamento da pancreatite crônica? José Eduardo M.

da Cunha – Inicialmente, o tratamento também é clínico. Além do controle da dor, é preciso deixar o pâncreas em repouso, evitando alimentos gordurosos e respeitando uma dieta à base de hidratos de carbono. O uso de analgésicos deve ser prescrito com cuidado, sempre evitando o uso crônico de opioides, o que pode facilitar o desenvolvimento de eventual dependência da droga.

Pacientes com diarreia que apresentam insuficiência exócrina recebem por via oral as enzimas pancreáticas (amilase, lipase etc.) que não produzem. Nos diabéticos, é fundamental o controle do metabolismo da glicose com dieta e, frequentemente, com a administração de hipoglicemiantes por via oral ou, se houver agravamento do quadro, de insulina.

  1. Drauzio – Álcool, nunca mais? José Eduardo Monteiro da Cunha — O indivíduo que teve pancreatite alcoólica não pode tomar álcool nunca mais, para não agravar o quadro e evitar a progressão da doença.
  2. É preciso reforçar que, ao contrário do que ocorre na pancreatite aguda causada por cálculo biliar, em que o pâncreas volta ao normal e não surgem complicações como insuficiência pancreática, nem diabete, na pancreatite crônica, ele está lesado pelo resto da vida.

Não só não se recupera mais, como o quadro irá progressivamente piorando, se a pessoa continuar bebendo.
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Como curar pâncreas de diabetes?

Para restaurar a produção normal de insulina e melhorar o controle de açúcar no sangue, o transplante de pâncreas pode ser uma opção. A maioria dos transplantes de pâncreas é realizada para tratar a Diabetes tipo 1. Um transplante de pâncreas pode ser capaz de curar essa condição.
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Como são as fezes de quem está com pancreatite?

Homepage Doenças Pancreatite Crônica Qual A Característica Das Fezes De Um Paciente Com Pancreatite?

1 respostas qual a característica das fezes de um paciente com pancreatite? As alterações das fezes de pacientes com pancreatite crônica acontece apenas nas fases mais avançadas da doença. No início, as fezes podem ser normais. Com a evolução da pancreatite crônica, as fezes podem se tornar mais claras (às vezes acinzentadas), pegajosas e menos densas pela presença de maior quantidade de gordura, passando a boiar na água do vaso sanitário.
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Quem teve pancreatite pode ter câncer?

A pancreatite crônica, uma inflamação a longo prazo do pâncreas, está associada a um risco aumentado de câncer de pâncreas.
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Tem como regenerar o pâncreas?

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia do Sul descobriu que é possível restaurar o pâncreas com uma dieta. Quando o órgão – que ajuda a controlar a taxa de açúcar no corpo – se regenera, os sintomas da doença consequentemente desapareceram. O estudo foi publicado na revista científica Cell.
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Porque a pancreatite crônica pode levar ao diabetes?

Além disso, a pancreatite crônica também pode causar ao aumento dos níveis de açúcar no sangue, pois o pâncreas deixa de produzir insulina em quantidade suficiente, o que pode levar ao desenvolvimento da diabetes mellitus ou tipo 1.
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Quem tira a vesícula pode ter diabetes?

Homepage Doenças Cálculos Na Vesícula Biliar Depois De Retirada Vesícula, Posso Vir A Desenvolver Diabetes Pela Falta Da Vesícula Biliar?

1 respostas Depois de retirada vesícula, posso vir a desenvolver diabetes pela falta da vesícula biliar? OLá. Boa tarde. A retirada da vesícula não implica em risco para o desenvolvimento de Diabetes. O Diabetes tipo 2 por exempolo é uma doença sistêmica e que tem como principais fatores de risco: obesidade, sedentarismo, histórico familiar de Diabetes tipo 2, Diabetes Gestacional entre outros.
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Quem tem pancreatite pode tomar metformina?

Autor: Rodrigo Antonio Brandão Neto Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Última revisão: 21/12/2016 Comentários de assinantes: 0 Pancreatite crônica A pancreatite crónica é uma síndrome associada a alterações inflamatórias progressivas no pâncreas, que evoluem com alterações estruturais e comprometimento da função exócrina e posteriormente endócrina do órgão. Esta síndrome envolve um amplo espectro de doenças fibroinflamatórias do pâncreas exócrino. O termo Pancreatite crônica é utilizado principalmente quando os pacientes apresentam o quadro da chamada Pancreatite crônica calcificada. Os pacientes com Pancreatite crônica pode apresentar-se assintomático por longos períodos de tempo, as elevações de enzimas pancreáticas como a amilase e a lipase também não são acentuadas e mesmo os achados histológicos são fundamentalmente diferentes dos pacientes com pancreatite aguda, com infiltrado mononuclear e fibrose com acometimento apenas focal, ao contrario da pancreatite aguda, que acomete grandes porções do órgão com infiltrado neutrofílico. Definições A pancreatite crónica descreve uma vasta gama de doenças fibro-inflamatórias progressivas do pâncreas exócrino que, eventualmente, levam a danos da glândula. O dano ao pâncreas pode causar disfunção exócrina e endócrina e muitas vezes necessita de tratamento. A Pancreatite crônica pode ser dividida em 3 formas principais: A Pancreatite crônica calcificante ( representa a grande maioria dos casos), pancreatite obstrutiva crônica, e pancreatite esteróide-responsiva (Pancreatite crônica auto-imune). A história natural e apresentação clínica de Pancreatite crônica variam de acordo com a forma e o mecanismo causal, embora a dor abdominal esteja presente na maioria dos pacientes. Os estágios iniciais da Pancreatite crônica são caracterizados por pancreatite aguda clinicamente aparente. À medida que a doença progride, há desenvolvimento de litíase intraductal (no ducto pancreático principal ou dos seus ramos laterais, de distorção ductal pancreática), estenoses, e atrofia pancreática. Destruição extensa do parênquima pancreático leva a esteatorreia e diabetes. Comparado com a pancreatite calcificante crônica, as outras formas de Pancreatite crônica (obstrutiva, auto-imune), muito raramente evoluem com calcificações. O termo pancreatite obstrutiva crónica é utilizado para a forma de pancreatite crónica, que resulta de uma lesão primária ou é secundária a pancreatite ductal obstrutiva. Obstrução parcial ou completa ocorre após uma constrição do ducto pancreático causada por lesão do ducto pancreático (durante procedimentos endoscópicos ou cirúrgicos, depois de pancreatite necrotizante aguda, ou após trauma abdominal); causa estenoses nas anastomoses pancreático-entéricas; e os tumores que obstruem o ducto pancreático (por exemplo, adenocarcinoma ductal e tumor mucinoso papilar intraductal). A pancreatite esteróide-responsiva (Pancreatite crônica auto-imune), mais conhecida como pancreatite auto-imune, é uma forma única de Pancreatite crônica em que a inflamação responde rapidamente aos corticosteróides. A pancreatite auto-imune tem sido classificados em dois subtipos: tipo 1 e tipo 2, que parecem ser duas doenças distintas. A pancreatite auto-imune tipo 1 é a manifestação no pâncreas de uma síndrome fibro-inflamatória multiorgânica conhecido como doença relacionada a imunoglobulina G4 (IgG4), que é caracterizada por um aumento das concentrações séricas de IgG4, o envolvimento de múltiplos órgãos com histologia típica. A doença afeta múltiplos órgãos incluindo o pâncreas, ductos biliares, glândulas salivares, retroperitôneo, rins, e linfonodos. A doença do pâncreas na pancreatite auto-imune tipo 1 assemelha-se a observada em outros órgãos afetados em doenças relacionadas com a IgG4 e é caracterizada por um infiltrado mononuclear em torno dos ductos pancreáticos com uma fibrose peculiar, com uma inflamação que envolve veias e poupa artérias adjacentes. A apresentação clínica mais comum da pancreatite auto-imune tipo 1 é a icterícia obstrutiva simulando câncer de pâncreas; menos comumente se apresenta com dor abdominal. Dor clinicamente aguda não é uma característica proeminente e, se presente, resolve rapidamente com o tratamento com esteróides. A calcificação pâncreas é rara a pancreatite auto-imune e geralmente ocorre na forma recidivante da doença. A Pancreatite crônica auto-imune tipo 2 difere substancialmente da pancreatite auto-imune tipo 1. Histologicamente, caracteriza-se por infiltração neutrofílica no epitélio pancreático, que pode levar a obliteração ductal. Epidemiologia As características epidemiológicas da Pancreatite crônica não estão bem definidas. Estudos mais recentes relatam uma maior incidência de pancreatite, variando a incidência nos países europeus varia de quatro casos a treze casos por 100.000 pessoas no Reino Unido. Estudos norte-americanos revelam incidência de 5 casos por 100.000 pessoas-ano. Os homens têm uma incidência maior do que as mulheres. Pacientes da etnia negra tem um risco maior de Pancreatite crônica do que os caucasianos. O principal fator de risco da doença é o etilismo. Estudos epidemiológicos dos EUA notaram que o álcool é o agente causal de mais de 50% dos casos de Pancreatite crônica, este risco sendo maior em homens. O aumento do risco associado com etilismo é dependente da dose. O risco de Pancreatite crônica é significativa com quatro ou cinco doses de destilados por dia. Embora a incidência de Pancreatite crônica em pessoas que consomem regularmente álcool em excesso é relativamente baixa (5-15%), não está claro se há realmente qualquer limite seguro de consumo de álcool em relação a Pancreatite crônica. A patogênese da Pancreatite crônica alcoólica é mal compreendida mas pensa-se que o consumo crônico de álcool sensibiliza a célula acinar para lesão. O tabagismo é um fator de risco independente para Pancreatite crônica, com risco mais de 2 vezes maior de desenvolver Pancreatite crônica em tabagistas. Semelhante ao álcool, a associação entre tabagismo e Pancreatite crônica também é dependente da dose. A estimativa de risco de Pancreatite crônica para ex-fumantes é menor em comparação com fumantes atuais, implicando um possível papel da cessação do tabagismo na redução do risco de Pancreatite crônica Os efeitos prejudiciais do tabagismo parecem sinérgicos ao uso de álcool. Nas últimas duas décadas, vários estudos têm identificado genes específicos que predispõem ao desenvolvimento de Pancreatite crônica, quer por ativação prematura do tripsinogênio ou falha para inativar a tripsina pancreática durante a inflamação. Mutações com ganho-de-função no gene catiónico tripsina levam à ativação prematura do tripsinogênio como a causa de pancreatite hereditária. O inibidor de protease sérica, SPINK1, é expresso em células acinares pancreáticas durante uma resposta inflamatória e codifica um inibidor de tripsina, embora uma mutação no SPINK1 não é um fator de risco independente para Pancreatite crônica, tem propriedades modificadoras da doença e tem sido implicada na progressão da pancreatite aguda recorrente para Pancreatite crônica. Em uma grande parte dos casos de Pancreatite crônica uma causa subjacente não é encontrada. Antes de ser definida uma Pancreatite crônica como idiopática, uma investigação completa para identificar a presença de causas comuns é justificada. Outra forma de Pancreatite crônica é a pancreatite tropical, também referida como diabetes pancreática fibrocalculosa, é uma forma de Pancreatite crônica idiopática de aparecimento precoce nos trópicos. Principais etiologias Alterações da função pancreática são associadas a várias doenças além das já citadas, sendo a principais etiologia o uso de álcool, sendo responsável por cerca de 70-80% dos casos, ainda assim apenas 5 a 10% dos etilistas importantes desenvolvem pancreatite o que sugere participação de fatores genéticos, como as alterações genéticas já citadas. Outros fatores associados ao uso são o tabagismo e outras toxinas. A obstrução de ducto pancreático por pseudocistos, cálculos biliares, tumores ou trauma é outra causa importante. A pancreatite pode ainda ser hereditária com transmissão autossômica dominante, causada por doenças sistémicas como LES, doenças auto-imune como Sjogren, cirrose biliar primária e doença inflamatória intestinal e doenças genéticas como a fibrose cística. A hipertrigliceridemia e hipercalcemia podem estar ainda associados principalmente no caso da última em pacientes com hiperparatireoidismo. A pancreatite tropical que apresenta etiologia desconhecida, como já comentada é mais frequente em países como a Índia. Patogênese A patogênese das diferentes formas de Pancreatite crônica depende de sua etiologia adjacente. Geralmente, ductos interlobulares e intralobulares apresentam obstruções secundárias a uma falha no aumento compensatório da secreção ductal de bicarbonato, o que resulta em um ambiente ductal viscoso, com isto pode ocorrer obstrução ductal e inflamação, que posteriormente leva à fibrose do parênquima pancreático. Obstrução dos ductos também pode levar à hipertensão ductal pancreática com hipoperfusão resultante e lesão isquêmica das células acinares. Alguns pesquisadores acreditam que um evento inicial de pancreatite aguda é um elemento chave na patogênese da Pancreatite crônica. Manifestações Clínicas A dor abdominal é a manifestação dominante nestes pacientes, com dor epigástrica frequentemente com irradiação para dorso, com alivio parcial ao se sentar ou inclinar para frente. A dor em geral é pior nos 15 a 30 minutos após a alimentação. O padrão varia muito, mas costuma ter piora progressiva com a evolução da doença, o paciente pode apresentar dor leve por algum tempo intercalada com períodos de dor severa durando cerca de 10 dias, mas 10-15% dos pacientes com Pancreatite crônica não referem dor abdominal. Muitas vezes os pacientes apresentam-se com quadro de sintomas de pancreatite aguda recorrente. Ao longo de um intervalo de tempo variável (que varia de anos a décadas) mudanças progressivas aparecem no pâncreas. Eventualmente, os pacientes com pancreatite crónica desenvolver a tríade clínica de dor abdominal, insuficiência pancreática exócrina, e diabetes. A dor abdominal pode ser associada a insuficiência exócrina com manifestações como esteatorreia e em casos graves, perda de peso, desnutrição e deficiência de vitamina solúvel em gordura. A insuficiência exócrina só ocorre após perda funcional de mais de 90% do órgão, com deficiência de vitaminas lipossolúveis como A, D, E e K, alem da vitamina B12, mas raramente a deficiência destas vitaminas nos pacientes com Pancreatite crônica é o suficiente para causar manifestações clínicas. Insuficiência endócrina ocorre devido a diabetes pancreatógeno, que é uma forma de diabetes secundário, a intolerância a glicose é comum menos em estágios iniciais de Pancreatite crônica, mas necessidade de insulinoterapia é em evento tardio. O risco de hipoglicemia com tratamento do diabetes é maior nestes pacientes devido à perda concomitante de hormônios contra-reguladores, como glucagon e polipeptídeo pancreático. A indicação clínica de insuficiência pancreática exócrina é o desenvolvimento de esteatorreia. O pâncreas tem uma reserva funcional grande, e esteatorréia pancreática não costuma ocorrer até a secreção da lipase pancreática cair abaixo de 10-15% dos níveis normais. Assim, má absorção e esteatorreia são características de estágios avançados de Pancreatite crônica. O aparecimento de gordura nas fezes do paciente é um indicador pouco confiável da esteatorreia e a pesquisa de 72 horas de gordura fecal, feita quando o paciente está tomando uma dieta restrita a 100 g de gordura por dia, é muitas vezes necessária para estabelecer o diagnóstico. Esteatorreia pode estar associada com outras doenças como a pancreatite crónica, tais como supercrescimento bacteriano intestinal, doença celíaca, e síndrome do intestino irritável. Na ausência de outras características clínicas e radiológicas, esteatorreia isoladamente quase nunca é secundária a Pancreatite crônica. Complicações comuns em pacientes com Pancreatite crônica de longa data incluem pseudocistos; estenose de ducto biliar comum; estenose duodenal; derrame pleural; trombose da veia porta; trombose da veia esplênica com formação de varizes gástricas; pseudoaneurisma de artérias esplênica, hepática, gastroduodenal e artérias pancreaticoduodenais; e ascite pancreática. Os pacientes com Pancreatite crônica também estão em maior risco de adenocarcinoma do pâncreas e esse risco parece ser maior para a doença de início precoce em pacientes com pancreatite hereditária e pancreatite tropical. Diagnóstico e Exames Complementares O diagnóstico da pancreatite crónica é muitas vezes evidente em casos avançados, mas pode ser difícil em outros casos, pois as enzimas pancreáticas como amílase e lípase podem ser normais. Os pacientes com pancreatite biliar podem apresentar aumento de fosfatase alcalina, bilirrubinas e gama glutamil-transferase, também pode ocorrer aumento de enzimas hepáticas e enzimas canaliculares e bilirrubinas também podem aumentar quando ocorre compressão da porção intra-pancreática do ducto biliar por edema, fibrose ou câncer pancreático. Na fase inicial do diagnóstico da doença é um desafio e muitas vezes baseada em uma combinação de apresentação clínica, imagiologia e testes de função pancreática. Na ausência de critérios diagnósticos estabelecidos, a Pancreatite crônica precoce continua a ser um diagnóstico díficil. Além de fibrose e consequente perda de parênquima, inflamação lobular e mudanças ductais são importantes características histológicas de diagnóstico. Na Pancreatite crônica, inflamação pancreática pode estar ausente. A histologia é raramente usada para estabelecer um diagnóstico de Pancreatite crônica na prática clínica. Os pacientes com Pancreatite crônica podem evoluir com insuficiência pancreática exócrina, testes para confirmar a síndrome de má-absorção de gorduras incluem: – Teste quantitativo de gordura fecal: Quantidade de gordura presente nas fezes acumuladas em 72 horas (período no qual o paciente terá ingerido uma dieta rica em gorduras, pelo menos 100g-dia). Em uso desta dieta indivíduos normais secretam menos de 7g-dia. – Teste qualitativo de gordura fecal: Usando o corante para gorduras Sudan III. – Teste da Bentiromida: É um peptídeo sintético ligado a um ácido, o PABA. Esta ligação é desfeita pela quimiotripsina, enzima pancreática. O PABA é excretado na urina na forma de arilaminas. Se após a ingestão de 500mg de bentiromida a excreção de arilaminas for menor que 50%, diagnostica-se insuficiência pancreática exócrina. – Dosagem da tripsina sérica: É um mais específico e menos sensível que o teste da bentiromida urinária. Quando menor que 20 ng/ml sugere o diagnóstico de insuficiência pancreática. -Pesquisa da elastase fecal: Resultados diminuídos sugerem o diagnóstico de insuficiência pancreática. -Teste da secretina: Considerado o melhor teste para diagnóstico de insuficiência pancreática exócrina. Inicialmente é realizado uma dose teste de 2 mcg de secretina, posteriormente uma dose de 2 mcg/Kg é realizada e alíquotas do suco duodenal a cada 15 minutos, os pacientes com insuficiência pancreática apresentam pico de concentração de bicarbonato menor que 80 meq/l na secreção duodenal em todas as aliquotas. O teste da colecistocinina com dosagem posterior de tripsina, amilase e lipase também é usado paro diagnóstico, valores de tripsina menores que 50 mcg/Kg/hora sugerem o diagnóstico, mas pode ser normal em 10% dos casos. O teste isoladamente é pouco usado atualmente, mas o teste combinado de colecistocinina e secretina é adotado em alguns centros. Outros exames laboratoriais incluem a dosagem de imunoglobulina G4, Fator anti-núcleo, Fator reumatóide, VHS e colesterol total e frações e triglicérides podem ser utilizados para o diagnóstico da causa da pâncreatite crônica. Cálcio aumentado pode estar associado tanto a sarcoidose como a hiperparatireoidismo, neste últimi caso a dosagem de PTH é necessária. Radiografias simples de abdome mostram calcificações em cerca de 30% dos casos. A ultrassonografia de abdome por sua vez apresenta sensibilidade de 60-70% dos casos e especificidade de 80-90%. A tomografia ( TC) por sua vez apresenta sensibilidade de cerca de 80-905 e especificidade para o diagnóstico de 85%. A colangioressonância magnética tem sido progressivamente mais utilizada e pode revelar calcificações e obstruções de ductos pancreáticos. A colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) quando utilizada com administração de secretina aumenta a sensibilidade para detectar mudanças ductais na Pancreatite crônica. Atualmente, nenhum teste isoladamente é diagnóstico de Pancreatite crônica precoce. Anormalidades na ultrassonografia endoscópica e testes de função do pâncreas, na ausência de sinais e sintomas de inflamação pancreática clínicos não são específicos e não devem ser utilizados para diagnosticar a Pancreatite crônica. Tratamento O tratamento clínico da pancreatite inclui o manejo da dor, da insuficiência exócrina e endócrina e as complicações (obstrução biliar, sangramento, ou malignidade). Nutrição e modificação de estilo de vida são os principais componentes de um plano de manejo bem sucedido. Intervenções endoscópicas e cirúrgicas podem ter um papel em alguns pacientes cuidadosamente selecionados. A dor abdominal melhora com abstinência ao álcool e o uso de analgésicos, frequentemente incluindo o uso de opióides. O controle da dor é o mais difícil desafio no tratamento de doentes com Pancreatite crônica. O uso a longo prazo de opióides deve se possível ser evitado, pois leva a tolerância e dependência. Medicações adjuvantes para a dor, tais como os antidepressivos tricíclicos, a gabapentina, pregabalina, e inibidores seletivos da recaptação de serotonina têm sido utilizados isoladamente ou em combinação com opióides, com resultados variáveis. Um estudo controlado com placebo por três semanas mostrou que a pregabalina era mais eficaz para o controle da dor do que o Tramadol associado com placebo e parece ter uma eficácia semelhante à morfina dose equivalente com um melhor perfil de efeitos colaterais. Outras terapias médicas para a dor incluindo a terapia de substituição de enzimas pancreáticas, octreotide, montelucaste, alopurinol e não são eficazes no tratamento de dor crônica na pancreatite. Por causa da natureza inócua percebida da terapia de substituição de enzimas pancreáticas. O uso de antioxidantes nestes pacientes são comuns ??para tratamento da dor e incluem betaína, selênio ou beta-caroteno mas pouca evidência de benefício. A interrupção do uso de álcool e tabagismo, pode reduzir a dor em pacientes com Pancreatite crônica. Em pacientes com controle da dor sub-ótimo, causas que contribuem para a piora da dor devem ser procuradas, como pseudocistos, estenose duodenal, ou tratamento das complicações relacionadas, como disfunção intestinal induzida por opióides ou aderências intra-abdominais pós-operatórias. Algumas terapias especializadas podem ser tentadas e incluem bloqueio do plexo celíaco, terapia endoscópica para desobstrução de ductos biliares e em pacientes com dor refratária procedimentos cirúrgicos como cirurgia descompressiva em pacientes com grandes obstruções ductais e a pancreatojejunostomia lateral, que leva a alivio da dor em 60 a 90% dos pacientes. Os cenários clínicos comuns que justifiquem a intervenção endoscópica em pacientes com Pancreatite crônica são pedras intraductais na região da cabeça do pâncreas, a principal estenose do ducto pancreático e pseudocisto sintomático. Grandes pedras geralmente necessitam de litotripsia extracorpórea (LECO). As estenoses dominantes no ducto pancreático principal são manejados pela colocação de stent no ducto pancreático por endoscopia. A neurolise do plexo celíaco por ultrassonografia alivia a dor em cerca de 50% dos pacientes, o efeito dura no máximo algumas semanas e esta abordagem não é recomendada para pacientes com pancreatite crónica dolorosa. Modificação de técnicas cirúrgicas tais como a excisão longitudinal em forma de V do pâncreas ventrais foram descritos para pacientes com uma conduta não-dilatado, mas não são amplamente aceites como sendo úteis. Os procedimentos de drenagem mais comuns são o procedimento de Puestow modificado, também conhecidos como pancreatico-jejunostomia lateral. e o procedimento de Frey, que para além de uma jejunostomia pancreatico inclui a desobstrução da cabeça do pâncreas. Ambos os procedimentos são relativamente seguros (mortalidade <1%) e eficaz. Em um estudo envolvendo 146 pacientes, houve apenas uma morte intra-hospitalar durante o procedimento. Em pacientes com inflamação persistente da cabeça do pâncreas sem dilatação ductal a montante, uma cirurgia de ressecção como a pancreatoduodenectomia (cirurgia de Whipple) ou um ressecção da cabeça do pâncreas com preservação do duodeno ( Beger) pode ser realizada. Em pacientes com pancreatite crónica estabelecida e dor incapacitante que não melhoraram com outras modalidades terapêuticas e têm doença difusa, a pancreatectomia com auto-implante de ilhotas podem ser usada. Uma revisão sistemática de pancreatectomia total com auto-implante de ilhotas de Pancreatite crônica incluiu cinco estudos que relataram os resultados em 296 pacientes. Dois estudos incluídos nesta revisão relataram uma diminuição no uso de opióides no pós-operatório, dependência de insulina diminuiu ao longo do tempo, variando de 64% dos pacientes em cinco anos de seguimento médio de apenas 10% em 8 anos de seguimento. A relação custo-eficácia do procedimento tem sido questionada e os riscos, que incluem a morbidade cirúrgica, mortalidade, dependência de insulina, e dor refratária no pós-operatório, deve ser cuidadosamente ponderados e os pacientes selecionados criteriosamente. O manejo da dor na Pancreatite crônica é um desafio e muitas vezes requer a participação ativa de um especialista em manejo de dor como parte de uma equipe multidisciplinar. Embora o momento ideal de cirurgia em Pancreatite crônica é amplamente debatido, evidência favorece a intervenção precoce antes do início da dependência de insulina. Pacientes com Pancreatite crônica avançada com insuficiência pancreática exócrina tem como base do tratamento é a reposição das enzimas pancreáticas (principalmente lipase e protease). A má absorção de gordura (esteatorréia) e má digestão de proteínas ocorrem quando o pâncreas perde mais de 90% da sua capacidade de produzir e/ou secretar para o lúmen intestinal enzimas digestivas. Estas anormalidades podem ser resolvidas com cerca de 20000 a 40000 unidades internacionais (USP) de lipase por refeição. Deve-se utilizar preparações que comecem a ter atividade ao nível de duodeno e jejuno proximal. As formas mais utilizadas no nosso meio são as enzimas sem revestimento contra ácido. Estas devem ser ingeridas junto com os alimentos devido ao efeito tampão dos alimentos, que impede a inativação das enzimas. Pode ser ainda necessário o uso de inibidores da secreção ácida (antagonistas H2 ou IBP), para diminuir a inativação das enzimas. Alguns pacientes podem necessitar de até 90000 unidades USP em cada refeição. O tratamento deve ser iniciado com uma dose baixa e titula-se com base na resposta clínica. para otimizar a digestão das calorias, a dose deve ser dividida igualmente em três a cinco refeições por dia e os comprimidos de enzimas distribuídos através das refeições e bem misturado com alimentos para afetar a digestão. Se não houver melhora na esteatorreia com doses máximas, em seguida, causas alternativas de diarreia devem ser exploradas, uma vez que a conformidade com a dosagem recomendada foi estabelecida. As causas mais comuns de falha de reposição enzimática em pacientes compatíveis incluem supercrescimento bacteriano intestinal e inativação pelo ácido gástrico. A terapia enzimática de substituição de pâncreas e a educação adequada do paciente sobre a sua utilização e benefícios é essencial. O monitoramento das concentrações séricas de vitaminas lipossolúveis A, D, e E e suplementação adequada é importante no tratamento da insuficiência pancreática exócrina. Em relação a insuficiência pancreática endócrina, a metformina é muitas vezes a droga de primeira linha no tratamento da diabetes em Pancreatite crônica, especialmente em pacientes que não são francamente desnutridos e têm hiperglicemia leve. No entanto, a metformina parece mal tolerada nesta coorte. Com o tempo a maioria dos pacientes necessitam de insulinoterapia. Pacientes com diabetes secundário a Pancreatite crônica também são mais propensos a hipoglicemia e precisa acompanhar de perto o tratamento com o ajuste da dose apropriada. Em pacientes com diabetes o uso de uma bomba de insulina sob a supervisão de um endocrinologista especialista é muitas vezes necessário. Referências 1-Majumder S et al. Chronic pancreatitis. Lancet 2016; 387: 1957-1966.2- Steer ML, Waxman I, Freedman S. Chronic pancreatitis. N Engl J Med 1995; 332:1482.

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Quem tem pancreatite pode fazer esforço físico?

É a inflamação de longa duração do pâncreas. Causa/Fator de Risco – voltar ao topo A pancreatite crônica não é uma doença transmissível. A causa mais comum é o alcoolismo. Predisposição hereditária e a obstrução do ducto pancreático, resultante do estreitamento do ducto ou de um câncer pancreático também são fatores de risco.

  • Principais sinais e sintomas – voltar ao topo As três principais manifestações da pancreatite crônica são dor, diarréia e diabetes.
  • A dor acontece nos momentos de crise da doença.
  • Por causa da inflamação, o pâncreas atrofia fazendo com que ele perca as funções exócrina e endócrina, diminuindo assim, a produção da enzima responsável pela digestão de gorduras.

O resultado dessa deficiência é a diarréia de intensidade variável. Na fase mais avançada da doença, o pâncreas deixa de produzir insulina, causando diabetes. Ao contrário da pancreatite aguda, causada por cálculo biliar, em que o pâncreas volta ao normal e não surgem complicações como insuficiência pancreática, nem diabete, na pancreatite crônica o pâncreas fica lesado para o resto da vida.

  1. Diagnóstico e Tratamento – voltar ao topo O médico suspeita de pancreatite crônica baseando-se nos sintomas do pacientes ou no relato de episódios de pancreatite aguda.
  2. Exames de sangue podem revelar índices elevados de lípase (enzima responsável pela ingestão de gordura) e podem ser utilizados também para verificar a concentração de glicose no sangue.

As radiografias abdominais e a ultrasonografia podem mostrar a presença de cálculos no pâncreas. A partir do resultado desses exames o médico pode confirmar a doença. Inicialmente, o tratamento é clínico. Durante uma crise, a abstinência de álcool é essencial.

  • O paciente é submetido a um jejum alimentar e recebe líquidos apenas pela via intravenosa.
  • Esse procedimento pode promover um repouso ao pâncreas e ao intestino e pode aliviar a dor.
  • Freqüentemente, é necessária a administração de analgésicos e narcóticos para aliviar a dor.
  • Quando a dor persiste o médico investiga a possibilidade de complicações.

Uma massa inflamatória na cabeça do pâncreas pode exigir uma intervenção cirúrgica. Numa outra fase do tratamento o paciente ingere de quatro a cinco refeições por dia compostas por alimentos pouco gordurosos, com baixo conteúdo de proteína e ricos em carboidratos.

Esse tipo de dieta ajuda a reduzir a freqüência e a intensidade das crises. Se o paciente apresentar dor continua e não tiver complicações, o médico realiza o bloqueio dos nervos que inervam o pâncreas para impedir que os estímulos dolorosos cheguem ao cérebro. Caso esse procedimento não apresente um bom resultado, pode ser necessária uma cirurgia de retirada parcial do pâncreas.

Entre os alcoolistas a cirurgia é realizada apenas naqueles que conseguem controlar o diabetes que ocorrerá em conseqüência da cirurgia. Para não agravar o quadro e evitar a progressão da doença o paciente que teve pancreatite alcoólica não poderá ingerir álcool nunca mais.

Prevenção – voltar ao topo Seguir uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, controlar o peso e evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas são medidas de prevenção da pancreatite crônica. Fonte: Biblioteca Virtual em Sade, do Ministrio da Sade, Manual Merck, Hospital Universitrio de Braslia, site oficial dr.

Drauzio Varella. (sites consultados no dia 27 de fevereiro de 2007) Autor: Thas Vieira Contedo aprovado pelo coordenador tcnico cientfico do Portal Unimed
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