Quais Os Orgaos Que Mais Sao Atingidos Com A Diabetes?

Quais Os Orgaos Que Mais Sao Atingidos Com A Diabetes

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Resposta do especialista 1 Pessoa perguntou Publicado em 26 de setembro de 2014 Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (2004). Concluiu no ano de 2008 a Residência em Clínica. i Respondido em 16 de novembro de 2015 Os orgãos mais afetados são os rins, os olhos – mais especificamente a retina, os nervos periféricos – pés e mãos, o coração e o cérebro, pelo risco de infarto e derrames.
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Quais são os órgãos mais afetados pela diabetes?

Alguns órgãos importantes para o funcionamento do corpo podem ser afetados pela doença, como afirma a endocrinologista Mariana Guerra: ‘Existem alguns locais que são alvos principais do diabetes. Os mais acometidos são os olhos e os rins, além dos membros inferiores’.
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Quais são os órgãos que a diabetes atinge?

Diabetes (diabetes mellitus) Info É uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose(açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo.

  • O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos.
  • Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
  • De acordo com a, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional.

A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Comportamentos saudáveis evitam não apenas o diabetes, mas outras doenças crônicas, como o câncer.

A causa do tipo de diabetes ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é com práticas de vida saudáveis (alimentação, atividades físicas e evitando álcool, tabaco e outras drogas). O diabetes mellitus pode se apresentar de diversas formas e possui diversos tipos diferentes. Independente do tipo de diabetes, com aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure com urgência o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento.

Sabe-se que, via de regra, é uma doença crônica não transmissível, hereditária, que concentra entre 5% e 10% do total de diabéticos no Brasil. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. O diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também.

Pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue. O tratamento exige o uso diário de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose no sangue. A causa do diabetes tipo 1 ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é com práticas de vida saudáveis (alimentação, atividades físicas e evitando álcool, tabaco e outras drogas).

O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida, A causa do diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão.e hábitos alimentares inadequados. Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes.

Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo. Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA): Atinge basicamente os adultos e representa um agravamento do diabetes tipo 2. Caracteriza-se, basicamente, no desenvolvimento de um processo autoimune do organismo, que começa a atacar as células do pâncreas.

É quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2, É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com alterações nos lipídios.

  • Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes que ainda pode ser revertida, prevenindo a evolução da doença e o aparecimento de complicações, incluindo o infarto.
  • No entanto, 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes, mesmo com as devidas orientações médicas, desenvolvem a doença.

A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. Ocorre temporariamente durante a gravidez, As taxas de açúcar no sangue ficam acima do normal, mas ainda abaixo do valor para ser classificada como diabetes tipo 2.

  • Toda gestante deve fazer o exame de diabetes, regularmente, durante o pré-natal.
  • Mulheres com a doença têm maior risco de complicações durante a gravidez e o parto.
  • Esse tipo de diabetes afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê.

Tipo: 1

Fome frequente;Sede constante;Vontade de urinar diversas vezes ao dia;Perda de peso;Fraqueza;Fadiga;Mudanças de humor;Náusea e vômito.

Tipo: 2

Fome frequente;Sede constante;Formigamento nos pés e mãos;Vontade de urinar diversas vezes;Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele;Feridas que demoram para cicatrizar;Visão embaçada.

Além dos fatores genéticos e a ausência de hábitos saudáveis, existem outros fatores de risco que pode contribuir para o desenvolvimento do diabetes.

Diagnóstico de pré-diabetes;Pressão alta;Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;Doenças renais crônicas;Mulher que deu à luz criança com mais de 4kg;Diabetes gestacional;Síndrome de ovários policísticos;Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos – esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar;Apneia do sono;Uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

: Diabetes (diabetes mellitus)
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O que a diabetes pode causar nos órgãos?

Quais os sintomas do diabetes? – Sintomas do diabetes tipo 1:

Fome frequente; Sede constante; Vontade de urinar diversas vezes ao dia; Perda de peso; Fraqueza; Fadiga; Mudanças de humor; Náusea e vômito.

Sintomas do diabetes tipo 2:

Fome frequente; Sede constante; Formigamento nos pés e mãos; Vontade de urinar diversas vezes; Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele; Feridas que demoram para cicatrizar; Visão embaçada.

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Quais as complicações causadas pela diabetes não controlada?

O diabetes e a hipertensão são os maiores fatores de risco à saúde no Brasil. O alerta foi feito pelo Ministério da Saúde, na terça-feira (22), com base em resultados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel).

  1. A publicação do Ministério da Saúde apresenta estimativas sobre a frequência e distribuição sociodemográfica de doenças nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, entre 2006 e 2020.
  2. Além de apresentar indicadores relacionados às doenças e à autoavaliação de saúde, o levantamento permite a implementação e o acompanhamento de políticas públicas para a redução e o controle das doenças crônicas não transmissíveis.

Na edição desta quarta-feira (23) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou quais são as principais complicações associadas ao diabetes. A doença é causada por uma insuficiência na produção de insulina pelo pâncreas ou pela dificuldade de uso da insulina produzida pelo corpo.

Nós temos um órgão dentro da cavidade abdominal chamado pâncreas, que tem a função de produzir um hormônio chamado insulina. Nas células, a insulina influencia a entrada da glicose. Então, você come, ingere os nutrientes que são absorvidos no aparelho digestivo, e na corrente sanguínea você tem a glicose, que entra dentro das diversas células do corpo através do trabalho desse hormônio”, explica Gomes.

O aumento da glicose no sangue pode causar danos aos olhos, rins e nervos, além de aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e os derrames vasculares. “O diabetes não tratado a longo prazo pode causar malefícios para o corpo, como problemas na retina, problemas relacionados ao coração e ao cérebro,

Em longo prazo, até amputações podem acontecer”, disse. Um dos valores de referência que indica o desenvolvimento da doença é o resultado do teste de hemoglobina glicada, capaz de medir os níveis de açúcares no sangue também chamado de índice glicêmico. “A taxa normal de hemoglobina glicada é de até 5,7% da hemoglobina total, a molécula que carrega oxigênio no sangue.

Valores entre 5,7% e 6,5% o indivíduo é considerado com pré-diabetes. Acima de 6,5% é considerado um quadro de diabetes”, explica Domingos Malerbi, presidente do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
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Porque quem tem diabete incha?

Quais são os efeitos do diabetes no corpo humano? Pode-se dizer com convicção: quanto melhor e mais cedo o diabetes for tratado, menos efeitos ele terá sobre o corpo. Caso o diabetes seja muito bem controlado, é bem possível que nenhum efeito negativo seja sentido! Porém, uma administração relaxada ou tardia da doença acarreta conseqüências bastante sérias.

  • Elas costumam aparecer a longo prazo, gerando grandes danos.
  • Vasos sangüíneos e nervos são alvos primários, porém o organismo inteiro pode sentir os efeitos do diabetes.
  • Os efeitos danosos de longo prazo do diabetes são conhecidos como complicações do diabetes,
  • Caso uma pessoa com diabetes controle com cuidado sua glicemia, nível de colesterol e pressão sangüínea, ela pode escapar destas complicações sem maiores problemas.

Outros fatores que ajudam a fugir das complicações diabéticas são: evitar fumar e beber álcool em demasia, praticar exercícios físicos regularmente e adotar uma dieta saudável. Vejamos agora alguns conhecidos e comuns efeitos do diabetes mal cuidado em alguns órgãos do corpo. QUAIS SÃO OS EFEITOS DO DIABETES NOS OLHOS? O efeito mais comum do diabetes nos olhos é a retinopatia diabética, A retinopatia é uma doença séria que, quando não tratada, pode levar à cegueira ou descolamento da retina. Ela acontece devido a danos nos vasos sangüíneos próximos à retina (daí o nome da doença), que incham e extravasam sangue.

O diabetes, com suas altas taxas de açúcar na corrente sangüínea, e a pressão alta são fatores de risco para que a retinopatia ocorra. Em termos um pouquinho mais detalhados : a retinopatia diabética atinge a retina, que é a região inteira dos olhos que percebe a luz, e a mácula, uma pequena porção central da retina essencial à visão nítida.

Existem dois estágios da retinopatia. No primeiro, chamado de não-proliferativo, o maior problema é o edema macular. Isto ocorre quando vasos sangüíneos da região começam a apresentar porções mais “fracas”, nas quais há vazamento de sangue, resultando em uma visão embaçada ( como mostra a figura acima ).

No segundo estágio, chamado de retinopatia diabética proliferativa, o maior risco é o de perda severa de visão. Ela decorre de vasos sangüíneos anormais que crescem na retina e podem encher o olho de sangue, formar tecido cicatricial e estimular o seu deslocamento. É fundamental que quem tenha diabetes controle cuidadosamente sua taxa de açúcar no sangue, e também sua pressão.

A retinopatia é uma doença de avanço lento, então ela geralmente ocorre em pessoas com diabetes que passaram vários anos não tratando direito da sua saúde. Tanto isto é verdade que os risco de adquirir a doença são de 5% se a pessoa for diabética há até 3 anos, e pulam para 80% em quem tem diabetes há mais de 15 anos.

Visão embaçadaDores nos olhosPerda de visãoPerda de visão noturnaVisão duplaMudanças repentinas na visãoEnxergar pontos negros

Caso acredite ter algum destes sintomas, não deixe de consultar o oftalmologista em breve! Quais são as outras complicações oculares do diabetes? Além da retinopatia, quem está com diabetes e não se cuida corretamente é mais propenso a adquirir outras duas condições nos olhos: a catarata e o glaucoma,

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A catarata é o “embaçamento” da lente ocular, o que impede a luz de chegar corretamente ao fundo dos olhos. Com isso, a visão fica embaçada e perde a nitidez. Diabéticos são 60% mais propensos a desenvolver a doença, e isto costuma acontecer mais cedo durante a vida do que o normal. Quanto ao glaucoma, diabéticos têm risco 40% maior de contrair a doença – e uma forma mais severa dela, chamada “glaucoma neovascular”, também é mais encontrado neste grupo.

O glaucoma é caracterizado por danos ao nervo óptico, decorrentes do aumento na pressão de fluidos intraoculares. QUAIS SÃO OS EFEITOS DO DIABETES NOS RINS? O efeito mais comum do diabetes nos rins é a nefropatia diabética, Apesar do nome feio, este é um termo genérico para a deteriorização do funcionamento normal dos rins. Ao longo do tempo, cerca de 40% dos diabéticos terão um probleminha ou outro com seus rins, e portanto estarão com nefropatia.

  1. Se não for bem cuidada, a nefropatia pode acabar em falência renal, e então não há opção a não ser realizar um transplante ou diálises constantes.
  2. A boa notícia é que demora cerca de 20 anos para que uma nefropatia evolua até a falência renal, o que fornece bastante tempo para se identificar e tratar a doença! A causa da nefropatia é, basicamente, hipertensão (ou pressão alta).

Diabéticos são mais propensos a serem hipertensos, então para eles é fundamental checar e controlar sempre a pressão sangüínea, além de serem super cuidadosos com a administração do diabetes em si. Uma complicação chata das nefropatias é que os sintomas costumam aparecer tarde demais, quando a doença já está em estágio avançado.

Inchaço dos membros inferiores (tornozelos, pés, pernas) e das mãos, por causa da retenção de águaFalta de ar ao realizar atividades corriqueiras, como subir uma escadaUrina mais escura que o normal, devido a sangueCansaçoNáusea e vômitos

QUAIS SÃO OS EFEITOS DO DIABETES NOS NERVOS? O efeito mais comum do diabetes nos nervos é a neuropatia diabética, Este é mais um nome estranho, mas que significa simplesmente “dano nos nervos”. Os nervos são como cabos de energia no nosso corpo, levando sinais elétricos de uma parte à outra.

Inclusive, quando sentimos dor, são os nervos que transmitem esta informação até o cérebro. Portanto, neuropatias costumam ser bastante dolorosas. Os danos nos nervos ocorrem em diabéticos que constantemente deixam a taxa de açúcar no sangue atingir níveis muito altos. A glicemia elevada danifica os vasos sangüíneos que nutrem os nervos, e, como conseqüência, os próprios nervos são afetados.

Felizmente, existem bons tratamentos hoje em dia para neuropatias. Além de medicações, recomenda-se adotar hábitos saudáveis de vida, como deixar o cigarro e o álcool. E, claro, redobrar os cuidados com o controle da glicemia. Os danos nos nervos são, geralmente, observados primeiro nas extremidades do corpo, como pés e mãos.

Falta de sensibilidade, ou formigamento, nas mãos e pésSuor excessivoSensação de queimadura em alguma região do corpoDores fortes, espasmódicas, em certas regiõesFalta de estímulo nos órgãos sexuais

QUAIS SÃO OS EFEITOS DO DIABETES NO CORAÇÃO? Como vimos, o diabetes anda juntinho com outros dois problemas de saúde: a pressão alta e o colesterol alto. Estes dois, por sua vez, não se dão bem com o nosso coração, e aumentam muito as chances de doenças coronárias e de ataques cardíacos.

  • Pressão e colesterol altos são também fatores de risco para derrames, então quem está com diabetes deve ter atenção redobrada quanto ao controle da sua saúde.
  • Apesar de serem problemas sérios, tanto a pressão alta quanto o colesterol alto podem ser administrados.
  • Basta acompanhar seria e diligentemente as recomendações médicas! QUAIS SÃO OS EFEITOS DO DIABETES NO ESTÔMAGO? Algumas reclamações muito comuns entre diabéticos são a falta de apetite, dificuldade de ir ao banheiro, ou então que o estômago “não está funcionando direito”.

Haveria realmente uma influência do diabetes na digestão ou seriam esses efeitos colaterais das medicações? A resposta é que são as duas coisas! O diabetes, quando não tratado, pode vir a danificar nervos e vasos sangüíneos. Quando nervos do nosso trato digestivo são afetados, isso pode, sim, levar a náuseas, constipação ou até mesmo diarréia.

Problemas estomacais são geralmente causados por alguns remédios de controle do diabetes tipo 2. A boa notícia é que os efeitos negativos somem assim que o corpo se acostuma com os medicamentos, então é bom ter um pouquinho de paciência e conversar bastante com o médico! QUAIS SÃO OS EFEITOS DO DIABETES NA PELE? A pele é o maior órgão do corpo humano.

É um tecido complexo, que precisa constantemente de nutrição pelos vasos sangüíneos. São esses vasos também que, além de nutrir a pele, vão ajudá-la a defender nosso corpo. Isso porque a pele é o meio de contato entre o interior do organismo e o meio externo – muitas bactérias e fungos, por exemplo, que adorariam viver dentro de nós, são barrados pela pele.

  1. Os vasos sangüíneos funcionam, nesses casos, como rodovias através das quais as células de defesa do corpo alcançam o local da pele onde uma infecção está se iniciando e destróem os invasores.
  2. Imagine então o que acontece se esses vasos sangüíneos estiverem danificados É o que pode acontecer em casos de diabetes não tratado corretamente.

Danos nos vasos sangüíneos prejudicam suas funções em relação à pele. Daí, ela fica mais seca, menos vistosa, infecções de fungos e bactérias tornam-se mais comuns e machucados e queimaduras demoram muito mais para sarar. Além disso, neuropatias só complicam o quadro descrito, levando, por exemplo, à falta de sensibilidade na pele de alguns membros, como os pés.
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Quem tem diabetes pode deixar de ter?

O diabetes é uma doença que afeta mais de 16,8 milhões de Brasileiros, segundo a International Diabetes Federation. E, além de ser muito comum, suas complicações são bastante temidas: amputações, hemodiálise ou perda da visão, além de infartos ou derrames.

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Diante da gravidade do problema, é natural que busquemos incessantemente a cura do diabetes. Mas será que realmente o diabetes tem cura? Quando analisamos pela óptica da medicina, na realidade, o diabetes não tem cura. O que pode acontecer é que a pessoa passe a apresentar, durante ou depois de um tratamento, níveis controlados de açúcar no seu sangue, que podem até serem níveis normais.

Mas, uma vez que a pessoa já foi diagnosticada com diabetes, ela será sempre diabética, podendo ser bem controlada, mas terá que ter os cuidados e monitoramento regulares. Muitas vezes, fala-se em cura do diabetes quando, no caso do diabetes tipo 2, a pessoa desenvolve a doença devido ao aumento de peso e ao emagrecer seus níveis de açúcar se normalizam.

  • No entanto, é importante entendermos que o que acontece na verdade é um bom controle da doença e, caso a pessoa volte a ganhar peso, muito provavelmente a doença voltará a dar sinais nos exames de sangue.
  • Além disso, o corpo sente em longo prazo os efeitos do açúcar elevado na corrente sanguínea, mesmo que este aumento seja por um período curto de tempo.

Se uma pessoa teve o diagnóstico de diabetes e mudou seus hábitos, normalizando as taxas de açúcar em cerca de 3 meses, por exemplo, mesmo assim o seu corpo sentirá os efeitos desta descompensação no futuro, é a chamada memória metabólica do organismo.

  1. Dessa forma, mesmo que a pessoa com diabetes esteja com suas taxas de açúcar normais e não esteja tomando nenhum medicamento, os exames de rotina anuais como fundo de olho para avaliar a retina, microalbuminúria para avaliar o rim, controle da pressão e colesterol devem ser feitos.
  2. Atualmente novas técnicas de transplante de pâncreas ou das ilhotas pancreáticas – que são as estruturas que produzem insulina – podem ser usadas para o tratamento da pessoa com diabetes tipo 1 e menos comumente no tipo 2.

Mesmo assim, neste caso, com a total normalização dos níveis de glicose no sangue, o acompanhamento nos anos seguintes com os exames importantes para o diabetes deverá continuar a ser feito. Muito também tem se falado sobre a cirurgia bariátrica promover a cura do diabetes.

E aqui o raciocínio é o mesmo da perda de peso. Mesmo que uma pessoa com diabetes tipo 2 se submeta à cirurgia e pare de usar medicamentos, se seus níveis de açúcar ficarem normais, mesmo assim ela ainda, a rigor, continuará sendo diabética – bem controlada, mas diabética. Nestes casos os especialistas chamam de remissão da doença e não de cura.

Então, devemos desanimar? Claro que não! Na prática, para a qualidade de vida do paciente, a remissão do diabetes é tudo que um médico deseja para seu paciente. Quanto mais os níveis de glicose forem normais no sangue, menos complicações e melhor qualidade de vida.
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Qual é a função do pâncreas no corpo humano?

O pâncreas de um adulto pode pesar cerca de 100 gramas e medir entre 15 e 25 centímetros. Localizado atrás do estômago e entre o baço e o duodeno, na região do abdômen, esse órgão é responsável pela produção de enzimas, que ajudam na digestão dos alimentos, e de insulina, regulando os níveis de açúcar no sangue.
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O que é a nefropatia diabética?

A nefropatia diabética corresponde a esclerose e fibrose glomerulares causadas por alterações metabólicas e hemodinâmicas do diabetes mellitus. Manifesta-se como albuminúria lentamente progressiva com agravamento da insuficiência renal e hipertensão. O diagnóstico se faz com base em história, exame físico, exame de urina e relação albumina/creatinina urinária.

Duração e grau da hiperglicemia Certos polimorfismos que afetam o eixo renina-angiotensina-aldosterona História familiar de nefropatia diabética Variáveis genéticas (número diminuído de glomérulos)

Como o diabetes tipo 2 está presente durante anos antes de ser reconhecido, a nefropatia geralmente desenvolve-se em < 10 anos após o diagnóstico do diabetes. A insuficiência renal normalmente leva ≥ 10 anos após o início da nefropatia se desenvolver. A patogênese inicia-se com doença de pequenos vasos. A fisiopatologia é complexa, envolvendo glicosilação de proteínas, liberação influenciada por hormônios de citocinas (p. ex., fator de crescimento transformador beta), deposição de matriz mesangial e alteração da hemodinâmica glomerular. A hiperfiltração, uma anormalidade funcional precoce, é apenas um fator preditivo relativo da falência renal. A hiperglicemia causa a glicosilação das proteínas glomerulares, que pode ser responsável pela proliferação de células mesangiais e expansão da matriz e lesão vascular endotelial. A membrana basal glomerular torna-se classicamente espessada. A nefropatia diabética inicia-se com hiperfiltração glomerular (aumento da taxa de filtração glomerular); a taxa de filtração glomerular normaliza-se com a lesão renal Lesão renal aguda Lesão renal aguda (LRA) é a diminuição rápida da função renal ao longo de dias a semanas, causando acúmulo de produtos nitrogenados no sangue (azotemia) com ou sem redução na quantidade de débito. leia mais inicial e hipertensão Hipertensão Hipertensão é a elevação sustentada em repouso da pressão arterial sistólica (≥ 130 mmHg), diastólica (≥ 80 mmHg) ou de ambas. A hipertensão de causa desconhecida, classificada como primária. leia mais leve, que se agrava ao longo do tempo. A seguir, observa-se microalbuminúria, excreção urinária de albumina com limites entre 30 e 300 mg de albumina/dia. A albumina urinária nessas concentrações é denominada microalbuminúria porque a detecção de proteinúria nas fitas de imersão no exame de urina de rotina necessita de > 300 mg de albumina/dia para ser detectada. A microalbuminúria progride para macroalbuminúria (proteinúria > 300 mg/dia com curso variável), geralmente ao longo de anos. Síndrome nefrótica (proteinúria ≥ 3 g/dia) precede a doença renal em estágio terminal, em média, por cerca de 3 a 5 anos, mas esse estágio também é altamente variável.
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