Porque A Diabetes É Um Problema De Saude Publica?

Porque A Diabetes É Um Problema De Saude Publica
O Diabetes é um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo e responde por cerca de 25 mil óbitos anuais, sendo classificado como a sexta causa de morte no país. Os fatores de risco são a predisposição genética, idade, obesidade e sedentarismo.
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Porque a diabetes é um problema de saúde pública?

Diabetes Mellitus O Diabetes Mellitus (DM) é considerado um sério problema de saúde pública e essa afirmativa pode ser, facilmente, comprovada quando se busca informações sobre o assunto. Na verdade, o DM é considerado um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos, o qual necessariamente apresenta em comum a hiperglicemia.

Por sua vez, o aumento da glicemia pode estar relacionado a um defeitona secreção do hormônio insulina (liberado através das células beta pancreáticas), na ação do próprio hormônio ouem ambas as situações. Sabe-se que a classificação do DM não está mais baseada em seu tipo de tratamento e, sim, na etiologia, merecendo destaque os seguintes tipos: Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e o Diabetes Gestacional (DG).

Por estar presente de forma mais expressiva na população, o DM2 vem sendo rotina na vida de muitas pessoas em todo o mundo e, no Brasil,a situação não poderia ser diferente. Os dados epidemiológicos demonstram que, no mundo, a cada seis segundos uma pessoa morre de diabetes e, dentro desse contexto,o Brasil ocupa hoje o quarto lugar no ranking de países com o maior número de casos, uma vez que se estima que 14,3 milhões de brasileiros sejam diabéticos (1),

Esse crescente aumento de casos pode ser justificado ao ser levado em consideração o fato da situação de saúde do nosso país vivenciar uma forma de transição epidemiológica bastante singular, diferente da transição clássica dos países desenvolvidos. Vivenciamos uma tripla carga de doenças pois temos, ao mesmo tempo, uma agenda não concluída de infecções, desnutrição e problemas de saúde reprodutiva; as doenças crônicas (dentre elas o diabetes); e o forte crescimento das causas externas (2),

Responsável por cerca de 90 a 95% dos casos de diabetes, o DM2 merece atenção no que se refere ao quesito prevenção. O excesso de peso (sobrepeso e obesidade), o sedentarismo e os maus hábitos alimentares (consumo exagerado de açúcar e baixo consumo de frutas e vegetais) são alguns dos fatores de risco modificáveis que devem ser trabalhados no sentido da identificação precoce e, consequentemente, da implementação de medidas de controle.

  1. Um dos fatos mais curiosos é que antigamente tínhamos os casos de DM2 concentrados na população com idade superior aos 40 anos.
  2. Porém, essa realidade já vem sendo modificada e, atualmente, as crianças e os adolescentes já vêm apresentando números significativos no que tange à presença dos fatores de risco para diabetes, o que acaba por aumentar, de forma expressiva, as chances desse jovem se tornar um adulto com a doença.

Outro aspecto que merece destaque é a adesão da pessoa com diabetes aos medicamentos prescritos. Mesmo após a implantação do Programa Saúde da Família (1994) e do Plano de Reorientação da Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus – HIPERDIA (2001), é comum identificarmos que os pacientes não seguem as recomendações no que se refere à tomada dos remédios, seja pela constatação do não controle metabólico da doença ou, simplesmente, pelo acúmulo de fármacos nas próprias residências, situação verificada durante as visitas domiciliares.

Dentro desse contexto, nos faz surgir o seguinte questionamento: Qual o sentido de se entregar gratuitamente tantos medicamentos e não controlar a adesão medicamentosa dos pacientes? Tal questionamento vem sendo objeto de pesquisa em todo o país. Pesquisadores já têm constatado, por exemplo, que a não adesão aos antidiabéticos orais pode chegar a 86,3%, dependendo do teste utilizado (3),

Além disso, já se sabe qual teste indireto é o mais adequado para ser utilizado em pacientes diabéticos da Atenção Básica de Saúde, cabendo aos profissionais de saúde e à gestão o seu uso rotineiro (4), A não adesão é preocupante, uma vez que não fazer uso adequado dos fármacos, aumenta significativamente as possibilidades de surgimento das complicações crônicas, como: retinopatia, nefropatia e neuropatia diabética, o que eleva drasticamente os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS), além de reduzir a qualidade de vida dos pacientes e impactar, de forma negativa, na saúde de toda a família.

  1. Acrescenta-se, ainda, que existe um interesse crescente de pessoas com DM2 e de estudiosos dessa doença no uso da medicina alternativa e complementar (MAC) no controle glicêmico e na prevenção de complicações diabéticas.
  2. Um grande exemplo é o uso da farinha da casca do maracujá amarelo, mostrando-se bastante promissor.

Outras ações, não menos importante, recai sobre o desenvolvimento de novas tecnologias, como aplicativos móveis para serem usados em celulares e tabletes, com o intuito de promover o autocuidado. Diante desse cenário, a comunidade científica, os profissionais de saúde, as Instituições de Ensino Superior, através de seus docentes e discentes, e principalmente, as pessoas com DM2 devem unir esforços no sentido de controlar a enfermidade, reduzindo os fatores de risco modificáveis, aderindo a um estilo de vida saudável, o que inclui a prática regular de exercícios físicos, além da adesão ao tratamento medicamentoso dispensado.
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O que é considerado um problema de saúde pública?

O que é “um problema de saúde pública”? DEBATE O que é “um problema de saúde pública”? Ao introduzir no buscador Google, no dia 25.08.05, a expressão “problema de saúde pública” as seguintes respostas foram encontradas na primeira página: estresse, distúrbio do sono, acidentes de trânsito, filariose linfática, ruído, esquizofrenia, infecções sexualmente transmissíveis, sífilis e abortamento.

  • Vale indagar se temas tão diferentes podem ser caracterizados como verdadeiros “problemas de saúde pública”.
  • Na tentativa de encontrar definição sobre o que constitui um “problema de saúde pública” recorreu-se a uma breve revisão de alguns textos clássicos de medicina preventiva e de saúde pública.
  • Alguns textos consultados omitiram a definição procurada 1-3, provavelmente porque não previam o amplo uso da expressão.

O Dicionário de Epidemiologia de Last, por exemplo, não inclui a expressão entre seus inúmeros termos, porém define saúde pública como “um dos esforços organizados pela sociedade para proteger, promover e restaurar a saúde de populações. É a combinação de ciências, habilidades e crenças que estão direcionadas para a manutenção e melhora dos níveis de saúde de todas as pessoas através de ações coletivas ou sociais.

Os programas, serviços e instituições envolvidas enfatizam a prevenção das doenças e as necessidades de saúde de toda a população. As atividades de saúde pública mudam de acordo com as inovações tecnológicas e dos valores sociais, mas os objetivos permanecem os mesmos: reduzir na população a quantidade de doença, de mortes prematuras, de desconforto e incapacidades produzidas pelas doenças” 4,

Tal definição pode ajudar na conceituação de interesse, uma vez que enfatiza os aspectos preventivos inerentes à saúde pública, assim como valoriza ações direcionadas para o controle de mortes precoces e seqüelas evitáveis. Deve-se ressaltar que no texto de Leavell e Clark a definição de problema de saúde é expressa a partir de sua natureza, extensão, severidade e significância 5,

  1. No livro de Morley verificou-se que os critérios que definiriam problemas prioritários seriam: o interesse da comunidade, a prevalência, a gravidade e a possibilidade de controle 6,
  2. Na consulta ao Oxford Textbook of Public Health 7 não foi encontrada uma definição específica para “problema de saúde pública”, entretanto chama a atenção que o primeiro princípio que deve ser atendido para implantação de qualquer medida de rastreamento é que a condição investigada seja “um importante problema de saúde pública”.

O texto enfatiza que ao se julgar sobre recomendações de rastreamento deve-se considerar a “carga de mortalidade, morbidade e sofrimento causados pela condição”. Segundo os autores esta carga é caracterizada em duas amplas áreas: 1. O impacto no indivíduo em termos de anos potenciais de vida perdidos, a extensão de incapacidade, dor e desconforto, o custo do tratamento, e o impacto na família do indivíduo.2.

O impacto na sociedade – mortalidade, morbidade e custos do tratamento para a sociedade. De forma semelhante, Daly et al.8 apontam como critérios definidores de problema de saúde pública na área de saúde bucal a prevalência da condição, o impacto da condição no nível individual, seu impacto na sociedade (do ponto de vista econômico) e se a condição pode ser prevenida ou se existe um tratamento efetivo disponível.

Cabe ainda salientar como possível critério para definir um problema de saúde pública o seu potencial epidêmico. Por exemplo, a gripe aviária, embora até o momento em que este texto esteja sendo escrito tenha atingido apenas um reduzido número de indivíduos, precisa ser tratada como problema de saúde publica devido a seu enorme potencial de expansão.

  1. Mais recentemente, o aumento vertiginoso dos custos de assistência tem promovido a realização de estudos de economia em saúde, com a pretensão de auxiliar a definição de investimentos e de racionalizar gastos limitados diante de necessidades ilimitadas.
  2. Em função de necessidades metodológicas para estudos de custo-efetividade e custo-utilidade, foi proposto o indicador denominado de QALY ( quality-adjusted life years ), que leva em conta o impacto da morbidade sobre os a expectativa de vida livre de doença 9,

Outro indicador similar, ainda relacionado à proposta do Banco Mundial para o investimento racional de recursos escassos, é o DALY ( disability-adjusted life years ) que incorporou aos anos potenciais de vida perdidos (YPLL) uma medida de tempo de incapacidade.

Assim, os anos de vida de incapacidade ajustados agregam aqueles perdidos pela mortalidade precoce assim como por morbidade ou incapacidade, o que permitiu o cálculo da carga global de doenças (GBD – The Global Burden of Disease ) 10, Sem entrar no mérito da metodologia usada para tais cálculos – diversos autores criticam o uso de ajustes arbitrários e julgamentos subjetivos de valores 11,12 – uma metodologia deste tipo, se devidamente validada, pode contribuir para a definição do que efetivamente constituiria um problema de saúde pública.

Voltando a nossa busca inicial, vale perguntar se distúrbios de sono, esquizofrenia ou filariose linfática podem ser efetivamente caracterizados como “problemas de saúde pública”. Sem dúvida são condições importantes que precisam ser adequadamente tratadas em nível individual, mas colocá-las no mesmo nível de prioridade do que, digamos, causas externas, câncer de mama ou tabagismo não contribui para uma efetiva priorização de ações sanitárias.

  1. Embora a contextualização de problema de saúde pública seja ampla, e uma determinada condição não precise certamente preencher ou atingir todos os critérios simultaneamente, sugere-se que a utilização desta terminologia seja resguardada pela análise dos princípios básicos descritos acima.
  2. Juvenal Soares Dias da Costa
  3. Cesar G. Victora
  4. Departamento de Medicina Social
  5. Universidade Federal de Pelotas
  6. Referências

1. Clark DW, MacMahon B. Preventive Medicine, Boston: Little, Brown and Company; 1967.2. Ferrara FA, Acebal E, Paganini JM. Medicina de la Comunidad, Buenos Aires: Inter-Médica; 1976.3. Sonis A. Medicina Sanitária y Administracion de Salud, Buenos Aires: El Ateneo; 1978.4.

  • Last JM. A Dictionary of Epidemiology,
  • New York: Oxford University Press, 1988.5.
  • Leavell HR.
  • Planejamento para a Saúde Comunitária,
  • In: Leavell HR, Clark EG.
  • Medicina Preventiva.
  • São Paulo: MacGraw-Hill do Brasil; 1976.
  • P-666-677.6. Morley D.
  • Pediatria no mundo em desenvolvimento: prioridades,
  • São Paulo: Edições Paulinas; 1980.7.

Fowler G, Austoker J. Screening. In: Detels R, Holland WW, McEwen J, Omenn GS. Oxford Textbook of Public Health. New York: Oxford University Press; 1997.p.1583-1599.8. Daly B, Watt R, Batchelor P, Treasure E. Essential Dental Public Health. New York: Oxford Press University; 2002.9.

  1. Russel LB, Gold MR, Siegel JE, Daniels N, Weinstein MC, for the Panel on Cost-Effectiveness in Health and Medicine.
  2. The Role of Cost-effectiveness Analysis in Health and Medicine.
  3. JAMA 1996; 276(14):1172-7.10.
  4. Murray CJL, Lopez AD.
  5. The Global Burden of Disease.
  6. A comprehensive assessment of mortality and disability from diseases, injuries, and risk factors in 1990 and projected to 2020.

Cambridge: Harvard University Press; 1996.11. Paalman M, Bekedam H, Hawken L, Nyheim D. A critical review of priority setting in health sector: the methodology of the 1993 World Development Report. Health Policy Plan 1998; 13(1):13-31.12. Almeida Filho, N.
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Quais os problemas de saúde associados ao diabetes?

Neuropatia Diabética Os nervos periféricos carregam as informações que saem do cérebro e as que chegam até ele, além de sinais da medula espinhal para o resto do corpo. Os danos a esses nervos, condição chamada de neuropatia periférica, fazem com que esse mecanismo não funciona bem.

A neuropatia pode afetar um único nervo, um grupo de nervos ou nervos no corpo inteiro. A neuropatia costuma vir acompanhada da diminuição da energia, da mobilidade, da satisfação com a vida e do envolvimento com as atividades sociais. Tanto as alterações nos vasos sanguíneos quanto as alterações no metabolismo podem causar danos aos nervos periféricos.

A glicemia alta reduz a capacidade de eliminar radicais livres e compromete o metabolismo de várias células, principalmente as dos neurônios. Cuidado com os pés Pessoas com diabetes podem apresentar feridas com difícil cicatrização devido aos níveis elevados de açúcar no sangue e/ou circulação sanguínea deficiente.

  1. É uma das complicações mais comuns do diabetes mal controlado.
  2. Problemas arteriais e amputações A doença arterial periférica, que reduz o fluxo de sangue para os pés, ocasiona a redução da sensibilidade devido aos danos que a falta de controle da glicose causa aos nervos.
  3. Essas duas condições fazem com que seja mais fácil sofrer com úlceras e infecções, que podem levar à amputação.

No entanto, a maioria das amputações são evitáveis com:

Cuidados regulares de examinar diariamente os pés, principalmente entre os dedos; Utilizar calçados adequados; Evitar andar descalço; Inspecionar e palpar o interior dos sapatos; Usar cremes e hidratantes, exceto entre os dedos; Não cortar calos ou verrugas, não tirar cutículas ou cantos das unhas; Lavar diariamente os pés, secando-os, especialmente entre os dedos.

Problemas nos olhos Se você gerencia bem a taxa de glicemia, é bem provável que apresente problemas oculares de menor gravidade ou nem apresente. Isso porque quem tem diabetes está mais sujeito à cegueira, se não tratá-la corretamente. Fazendo exames regularmente e entendendo como funcionam os olhos, fica mais fácil manter essas complicações sob controle.

Glaucoma; Catarata; Retinopatia diabética.

Pele mais sensível Muitas vezes, a pele dá os primeiros sinais de que você pode estar com diabetes. Ao mesmo tempo, as complicações associadas podem ser facilmente prevenidas. Quem tem diabetes tem mais chance de ter pele seca, coceira e infecções por fungos e/ou bactérias, uma vez que a hiperglicemia favorece a desidratação – a glicose em excesso rouba água do corpo.

Alteração de humor, ansiedade e depressão Ao receber o diagnóstico de diabetes, muitas pessoas apresentam várias reações emocionais, como choque, negação, medo, raiva, tristeza e ansiedade. Isso é absolutamente normal. O mental e o emocional podem ser afetados com o diagnóstico de alguma doença crônica, como o diabetes.

Ansiedade Muitas pessoas com diabetes apresentam distúrbios de ansiedade. A má interpretação de alguns sintomas de hipoglicemia como sendo ansiedade pode prejudicar a rápida correção exigida pelas baixas taxas de glicemia. Depressão A depressão ocorre duas vezes mais em pessoas com diabetes do que na população em geral.

Ocorre em aproximadamente 20% das pessoas com diabetes tanto no tipo 1 quanto no tipo 2, sendo a taxa de depressão maior nas mulheres. Entretanto, a causa ainda é desconhecida. Provavelmente é o resultado da interação entre fatores psicológicos, físicos e genéticos. A contribuição de cada um desses fatores para a depressão varia para cada indivíduo.

As restrições alimentares, o tratamento, as hospitalizações e o aumento nas despesas podem ser estressantes para a pessoa com diabetes. bem como lidar com as complicações, podem contribuir para a depressão. Problemas sexuais Os problemas sexuais são muito comuns e tomam uma maior dimensão, influenciados por uma imagem exagerada vendida pela mídia.

  1. Hoje, já há uma série de soluções para vários desses problemas, mas é preciso haver um diálogo franco com o médico.
  2. A saúde sexual também está diretamente relacionada às complicações do diabetes.
  3. Alguns problemas comuns são: disfunção erétil e problemas de ejaculação A disfunção sexual do diabetes também pode afetar as mulheres.
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Altas taxas de glicose, lesões nos nervos, depressão e propensão a infecções genitais são alguns dos fatores que podem afetar a vida sexual da mulher com diabetes No diabetes, algumas complicações são críticas e podem levar à morte. Manter hábitos e estilos de vida saudáveis são a melhor forma de controlar e prevenir complicações da doença.
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Qual o Público-alvo da diabetes?

O tema deste ano é ‘A FAMÍLIA E DIABETES’, o público alvo do projeto são portadores de Diabetes e pessoas em grupos de risco, como: familiares de diabéticos, idosos, obesos e hipertensos.
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O que é diabetes Ministério da Saúde?

Diabetes (diabetes mellitus) Info É uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose(açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo.

  • O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos.
  • Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
  • De acordo com a, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional.

A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Comportamentos saudáveis evitam não apenas o diabetes, mas outras doenças crônicas, como o câncer.

A causa do tipo de diabetes ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é com práticas de vida saudáveis (alimentação, atividades físicas e evitando álcool, tabaco e outras drogas). O diabetes mellitus pode se apresentar de diversas formas e possui diversos tipos diferentes. Independente do tipo de diabetes, com aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure com urgência o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento.

Sabe-se que, via de regra, é uma doença crônica não transmissível, hereditária, que concentra entre 5% e 10% do total de diabéticos no Brasil. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. O diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também.

Pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue. O tratamento exige o uso diário de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose no sangue. A causa do diabetes tipo 1 ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é com práticas de vida saudáveis (alimentação, atividades físicas e evitando álcool, tabaco e outras drogas).

O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida, A causa do diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão.e hábitos alimentares inadequados. Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes.

  • Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo.
  • Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA): Atinge basicamente os adultos e representa um agravamento do diabetes tipo 2.
  • Caracteriza-se, basicamente, no desenvolvimento de um processo autoimune do organismo, que começa a atacar as células do pâncreas.

É quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2, É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com alterações nos lipídios.

  1. Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes que ainda pode ser revertida, prevenindo a evolução da doença e o aparecimento de complicações, incluindo o infarto.
  2. No entanto, 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes, mesmo com as devidas orientações médicas, desenvolvem a doença.

A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. Ocorre temporariamente durante a gravidez, As taxas de açúcar no sangue ficam acima do normal, mas ainda abaixo do valor para ser classificada como diabetes tipo 2.

  1. Toda gestante deve fazer o exame de diabetes, regularmente, durante o pré-natal.
  2. Mulheres com a doença têm maior risco de complicações durante a gravidez e o parto.
  3. Esse tipo de diabetes afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê.

Tipo: 1

Fome frequente;Sede constante;Vontade de urinar diversas vezes ao dia;Perda de peso;Fraqueza;Fadiga;Mudanças de humor;Náusea e vômito.

Tipo: 2

Fome frequente;Sede constante;Formigamento nos pés e mãos;Vontade de urinar diversas vezes;Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele;Feridas que demoram para cicatrizar;Visão embaçada.

Além dos fatores genéticos e a ausência de hábitos saudáveis, existem outros fatores de risco que pode contribuir para o desenvolvimento do diabetes.

Diagnóstico de pré-diabetes;Pressão alta;Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;Doenças renais crônicas;Mulher que deu à luz criança com mais de 4kg;Diabetes gestacional;Síndrome de ovários policísticos;Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos – esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar;Apneia do sono;Uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

: Diabetes (diabetes mellitus)
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Qual o maior problema de saúde pública?

Falta de leitos disponíveis para os atendimentos – A disposição de leitos no Brasil é um grande problema de saúde pública somada ao mal gerenciamento desse recurso. Isso significa que é possível ter leitos disponíveis em uma região enquanto em outras, os pacientes ficam alocados em macas situados nos corredores.

  • Esse processo foi minimizado pela criação das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), porém ainda são escassos os leitos disponíveis, o que impacta significativamente na assistência e acolhimento ao paciente.
  • Outro fator agravante é a permanência do paciente nos leitos hospitalares, muito em virtude das complicações clínicas adquiridas, aumentando os custos e gerando pouca rotatividade no sistema.

Esse problema pode ser causado também pela dificuldade de manutenção preventiva e corretiva dos leitos, e falta de renovação daqueles que estão sem condições de uso, reduzindo significativamente os números de leitos disponíveis.
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Qual o principal problema de saúde pública no Brasil?

Atualmente, os principais problemas de saúde pública no Brasil são a hipertensão, diabetes e obesidade. Essas doenças atingem grande parte da população e necessitam de uma estrutura adequada dentro do SUS para garantir um atendimento de qualidade para todos.
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Como promover a saúde em indivíduos diabéticos?

SciELO – Saúde Pública – Promoção da saúde e diabetes: discutindo a adesão e a motivação de indivíduos diabéticos participantes de programas de saúde Promoção da saúde e diabetes: discutindo a adesão e a motivação de indivíduos diabéticos participantes de programas de saúde

  • TEMAS LIVRES FREE THEMES
  • Promoção da saúde e diabetes: discutindo a adesão e a motivação de indivíduos diabéticos participantes de programas de saúde
  • Health promotion and diabetes: discussing the adherence and motivation of diabetics that participate in health programs
  • Jorge de Assis Costa; Rômulo Sangiorgi Medina Balga; Rita de Cássia Gonçalves Alfenas; Rosângela Minardi Mitre Cotta

Departamento de Nutrição e Saúde, Universidade Federal de Viçosa. Avenida PH Rolfs s/nº, Campus UFV.36570-000 Viçosa MG. RESUMO Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão sistemática, informações publicadas sobre a adesão e a motivação de pessoas portadoras de diabetes mellitus (DM) participantes de programas de saúde que visam ao estímulo à adoção de um estilo de vida saudável.

Deu-se ênfase à ingestão de dieta adequada e à realização regular de exercícios físicos, enfocando tanto percepções e conhecimentos acerca da doença pelo portador de DM e seus cuidadores quanto a importância da mudança no estilo de vida, evidenciando-se caminhos a se buscar para melhora da qualidade de vida, demonstrando que é possível viver bem mesmo sendo portador de uma doença crônica como o DM.

Para a revisão sistemática, consultaram-se publicações das principais bases de dados em saúde pública (Medline, Lilacs e Scielo, dentre outras) no período de 1994 a 2006. Foram selecionados 37 artigos que tratam do assunto saúde e doença versus diabetes nas mais variadas formas.

Retrataram-se dificuldades diárias sentidas pelo portador de DM e por seus familiares para o controle da doença. Tais dificuldades podem influenciar diretamente na adesão do portador de DM ao tratamento prescrito. Assim, os fatores comportamentais e emocionais apresentados por paciente devem ser considerados no planejamento de ações de saúde para assistência integral a essa população.

Palavras-chave: Diabetes, Educação nutricional, Exercício físico, Promoção da saúde, Estilo de vida ABSTRACT The objective of the present study was to evaluate, by means of a systematic literature review, the adherence and motivation presented by diabetic patients that participate in health intervention programs, which stimulate the adoption of a healthy life style.

The ingestion of an adequate diet and the increase in physical activity, focusing in the disease perception, considering the diabetic patient knowledge, making evident the recommendations that should be followed to reach a better life quality, demonstrating that it is possible to live well even if you have a chronic disease such as diabetes.

A literature research in the main public health databases (Medline, Lilacs, Scielo, among others) was conducted from 1994 to 2006. A total of 37 studies focused in the interaction among the subject health and disease versus diabetes were selected. This study mentions some daily difficulties felt by the diabetic patient and his family to control the disease.

  1. These difficulties can directly affect the patient adhesion to the prescribed treatment.
  2. Therefore, the behavioral and emotional factors presented by each patient must be considered when the health activities are being planned to reach total assistance to this population.
  3. Ey words: Diabetes, Nutritional education, Physical activity, Health promotion, Life style Introdução O diabetes mellitus do tipo 2 (DM2) tem alcançado proporções alarmantes, chegando a ser considerado uma epidemia 1,

O número de adultos com diabetes no mundo subirá de 135 milhões, em 1995, para 300 milhões até o ano 2025. Este aumento numérico acontecerá principalmente em países em desenvolvimento. Haverá um aumento de 42%, de 51 milhões a 72 milhões, nos países desenvolvidos, e um aumento de 170%, de 84 milhões a 228 milhões, nos países em desenvolvimento.

Assim, antes do ano 2025, 75% das pessoas com diabetes residirão em países em desenvolvimento, em comparação com o índice de 62% em 1995 2, A campanha nacional de detecção de diabetes mellitus (DM), realizada no Brasil em 2001, detectou que em 70 milhões de pessoas avaliadas, ou seja, 71% da população-alvo, foram identificados 3,3 milhões de suspeitos de diabetes 3,

Números da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que, em todo o globo, 987.000 mortes no ano de 2002 ocorreram por conta do diabetes, representando 1,7% da mortalidade geral 4, Dados recentemente publicados, utilizando outro modelo de relação entre incidência, prevalência e mortalidade específica da doença, indicaram que o excesso de mortalidade global atribuível ao diabetes no ano de 2000 foi estimado em 2,9 milhões de mortes, equivalente a 5,2% da mortalidade geral, sendo 23% nos países pobres e mais de 8% em países desenvolvidos, tais como os Estados Unidos e o Canadá 5,

  1. Esse quadro se tornará cada vez mais grave em razão do aumento no número de doentes.
  2. Há uma perspectiva grande no aumento do numero de portadores de diabetes tipo 2 (DM2); a suscetibilidade genética não pode justificar isoladamente esse quadro, sendo indubitavelmente os fatores ambientais parte fundamental desse cenário.

Os hábitos de vida da sociedade moderna, caracterizados pelo elevado consumo de dietas desbalanceadas e reduzida prática de exercícios físicos, têm trazido numerosas implicações para a saúde da população, com aumento da ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, DM, resistência insulínica (RI) e síndrome metabólica 6,7,

Visando à prevenção da ocorrência de complicações associadas ao DM, órgãos como a Associação Americana de Diabetes 7 e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 8 propuseram algumas recomendações, como o uso da contagem de carboidratos, automonitorização da glicemia, uso de tratamento medicamentoso adequado, objetivando maior controle da doença.

No entanto, de acordo com a SBD 8, a adoção de um estilo de vida adequado, com a prática regular de atividades físicas e a ingestão de dieta adequada, é praticamente duas vezes mais efetiva que o tratamento farmacológico no controle do DM. Na perspectiva tanto do paciente como do profissional da saúde, o tratamento do DM é complexo e difícil de ser realizado, o que tem acarretado dificuldades no controle da doença.

  1. Modificações nos hábitos de vida relacionados ao tipo de dieta ingerida, à realização de atividade física, monitorização glicêmica, uso diário de medicamentos e de insulina constituem os fundamentos da terapia 8,
  2. Neste contexto, o presente artigo analisa, com base em uma revisão de literatura, aspectos relevantes da associação entre mudanças no estilo de vida resultantes da educação, da influência da família, dos amigos, dos cuidadores, do ambiente e do sistema de saúde, visando ao impacto na saúde do portador de DM.

Metodologia Realizou-se uma revisão sistemática sobre DM nas publicações das principais bases de dados em saúde pública (Medline, Pubmed, Lilacs e Scielo) durante o período de 1994 a 2006. Foram selecionados 37 artigos que tratam do assunto diabetes e saúde nas mais variadas formas, utilizando-se como palavras-chave os seguintes descritores e suas combinações: diabetes, physical exercise, diet, nutritional education e suas versões em português e espanhol.

Conceito de promoção da saúde e a importância de sua inserção na vida do portador de diabetes mellitus Segundo a Carta de Ottawa 9, a “promoção da saúde” deve ser entendida como a capacitação das pessoas e das comunidades para modificar os determinantes da saúde em benefício da própria qualidade de vida, resultando consequentemente em uma perícia natural no controle deste processo.

O desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis é complexo, sendo necessárias ações permanentes que não apenas foquem os indivíduos e as famílias de maneira isolada, mas que também levem em consideração os aspectos sociais, econômicos e culturais destes.

A baixa aderência aos tratamentos medicamentosos e, principalmente, a negligência quanto às mudanças necessárias de estilo de vida fazem com que aproximadamente 50% dos pacientes portadores de doenças crônicas como o DM não obtenham melhoras no contexto da doença 10, Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde 10, o aumento da realização de atividade física e a adoção de hábitos alimentares saudáveis não são apenas um problema individual mas sim um problema social, que exige estratégias de ação voltadas para a população, considerando os aspectos culturais apresentados por ela.

É necessário que haja uma transformação na maneira de pensar da população e principalmente na ótica dos técnicos de saúde envolvidos nesse processo. Para que tal fato ocorra, é preciso a promoção de processos participativos, que desenvolvam no indivíduo a capacidade de decisão ante os problemas.

A partir da formação do pensamento crítico, o empoderamento da população surge como uma perspectiva de melhoria no quadro da saúde no Brasil, criando um conjunto democratizado com estratégias propostas a partir da promoção da saúde, envolvendo a participação da população, do governo, das instituições públicas e privadas 11,

A extrapolação da saúde para além da prática clínica englobando condições de vida geradas por relações sociais é um importante elemento para se entender o processo saúde-doença 12, Destacam-se a seguir alguns aspectos relevantes sobre a importância da promoção da saúde na melhora da qualidade de vida do portador de DM, sua relação com seus cuidadores e profissionais da saúde no contexto saúde versus doença.

Ingestão de dieta adequada e prática regular de atividade física, hábitos essenciais na saúde do portador de diabetes A prática regular de atividade física é considerada primordial no tratamento do DM. A participação de programas que estimulem a realização de atividade física e o consumo de dieta nutricionalmente adequada, associados à assistência médica, pode reduzir o risco de complicações da doença, além de contribuir para a melhora da qualidade de vida do portador de diabetes 8,13,14,

Dentre os benefícios da atividade física, tem-se o aumento da utilização de glicose como combustível para o músculo em atividade, contribuindo para o controle da glicemia 15, A atividade física regular proporciona um aumento do turnover da insulina, pela maior captação hepática deste hormônio e maior sensibilidade dos receptores periféricos 16,

  1. A realização de exercícios físicos, associada à ingestão de dieta adequada, contribui para a melhora no perfil lipídico, diminuindo os riscos de doenças cardiovasculares 17,
  2. A obtenção do equilíbrio energético e a manutenção do peso corporal adequado, mantidos por meio do consumo de uma dieta balanceada e da prática regular de atividade física, são estratégias importantes na prevenção e tratamento do DM2 7,
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A dieta indicada para pacientes diabéticos deve conter alto teor de fibra alimentar, já que esta reduz a velocidade de absorção da glicose em nível intestinal, contribuindo para o controle glicêmico e melhoria do perfil lipídico 18, Além disso, a redução do consumo de gorduras, em especial as saturadas e as trans, em contraposição aos maiores teores de ácidos graxos ômega-3 da dieta, auxiliam na prevenção das complicações vasculares do diabetes 19, favorecendo a perda de peso e a adequação dos níveis sanguíneos de lipídios 20,

  1. A influência dos micronutrientes no risco de diabetes ainda não foi bem elucidada, embora se proponha que certos micronutrientes afetem diretamente a glicemia e o metabolismo de insulina 20,
  2. Diferentes estudos mostram que o serviço de saúde não está preparado para orientar corretamente o paciente portador de diabetes quanto aos cuidados a serem tomados quando o assunto é educação nutricional e mudança no estilo de vida 21-23,

Cotta et al.24, em estudo observacional de corte transversal, envolvendo 10,33% dos hipertensos (150 hipertensos) e 15% dos diabéticos (30 diabéticos) do município de Teixeiras (MG) identificou-se que os medicamentos (96,6%) eram a principal forma de tratamento dessas doenças.

Os exercícios físicos eram incorporados ao cotidiano de pequena parte dos entrevistados. Vale ressaltar que grande parcela dos entrevistados era analfabeta (40,9%) e a mediana da renda mensal deles era inferior a 0,5 salário mínimo. Foram identificados hábitos alimentares inadequados, representados pelo elevado consumo per capita diário de sal, açúcar e óleo, mostrando assim a necessidade de ações de intervenção por parte do serviço de saúde, voltadas para essa população.

Ações efetivas devem ser adotadas de maneira a orientar os indivíduos quanto à prática de hábitos de vida saudáveis, visando modificar os hábitos alimentares errôneos apresentados pela população estudada. Deve-se esclarecer a tais indivíduos que o controle da doença só será efetivo se o tratamento medicamentoso for incorporado em associação à adoção de hábitos de vida saudáveis.

Boog 21 pesquisou qual a percepção de médicos e enfermeiros acerca do assunto educação nutricional e como esses profissionais orientavam a mudança do hábito alimentar de seus pacientes. O estudo foi realizado em dois serviços de saúde do município de Campinas (SP). Foram entrevistados nove enfermeiras e oito médicos.

Apenas um médico e uma enfermeira afirmaram não ter encontrado dificuldades para abordar questões relativas à nutrição. Nesse sentido, pode-se inferir que a educação nutricional possui valor como ideia, mas há inconsistência quando o assunto envolve responsabilidade profissional.

  • Sem embargo, Guimarães e Takayanagui 23 pesquisaram a forma como os pacientes portadores de DM2 recebiam orientações do serviço público de saúde, em uma unidade básica e distrital de saúde da Secretaria Municipal de Ribeirão Preto (SP).
  • Foram entrevistados vinte indivíduos com diagnóstico de DM2, os quais receberam orientações para o tratamento da doença no momento do diagnóstico.

Tais orientações foram fornecidas, em sua maioria, por um profissional médico (96,5%), indicando a ausência da atuação de outras categorias profissionais nesse sentido. Dessas orientações, apenas 17,2% incluíam as recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes, referentes à dieta a ser ingerida, prática de exercício físico e uso de medicamentos.

Por sua vez, 82,8% dos pacientes foram orientados apenas para o tratamento com dieta e/ou medicação, sem qualquer instrução para a prática da atividade física. Assunção et al.22 realizaram um estudo transversal, de maio de 1998 a janeiro de 1999, coletando informações relativas ao atendimento dos pacientes diabéticos em 32 postos da rede de atenção primária à saúde da zona urbana de Pelotas (RS), na perspectiva de descrever e avaliar a estrutura de atenção primária em diabetes.

Foram entrevistados 378 pacientes e 108 médicos. Cerca de 85% dos médicos relataram prescrever dieta e 72%, exercício físico como forma de tratamento na consulta inicial. Naquele estudo, 15% e 28% dos médicos entrevistados não orientavam seus pacientes quanto à dieta e à prática de exercícios físicos, respectivamente.

  • Todos os médicos relataram solicitar glicemia de jejum e 60% hemoglobina glicosilada para a monitorização laboratorial dos pacientes.
  • O controle da doença variou de 6% a 11%, evidenciando baixo controle efetivo do DM.
  • Materiais para dosagem de glicemia, glicosúria e cetonúria foram encontrados em uma minoria deles; apenas três postos faziam a distribuição de insulina diretamente ao paciente, concluindo que a maioria deles apresentava deficiência nos requisitos mínimos necessários à promoção da saúde de pacientes portadores de DM.

Apesar de os estudos evidenciados terem sido realizados em nichos diversos, percebe-se que os resultados são similares. Tais estudos apontam para a necessidade de melhor capacitação dos profissionais de saúde para orientações aos portadores de DM que transcendam o tratamento puramente medicamentoso, e também para o fato de que a ausência de uma equipe multiprofissional leva à vulnerabilidade dos serviços de saúde quanto à adoção dos hábitos de vida saudáveis preconizados pela Sociedade Brasileira de Diabetes e pela Organização Mundial da Saúde.

  1. Percepções acerca da doença:
  2. conhecimento dos familiares e do portador de diabetes quanto à importância da mudança do estilo de vida
  3. As evidências científicas apontam para a importância da mudança no estilo de vida para o paciente portador de diabetes, proporcionando melhor controle metabólico e evitando o aparecimento de complicações causadas pela doença, como complicações macrovasculares e microvasculares como retinopatias, pé diabético, neuropatias, hipertensão arterial 25-27,

No entanto, a ocorrência de mudanças no estilo de vida para a prevenção de complicações e promoção da saúde no tratamento das doenças crônicas é caracterizada pela baixa adesão pelo portador de diabetes mellitus, Pace et al.28 avaliaram o conhecimento dos familiares acerca da problemática do portador de DM em um estudo descritivo realizado no ambulatório de endocrinologia e metabologia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP).

  • Foram entrevistados 24 familiares dos pacientes que compareceram aos retornos no período de abril de 2000 a março de 2001.
  • Os familiares relatavam conhecer as causas do DM de forma parcial, sendo que vinte deles informaram melhor sobre o que o diabetes pode causar.
  • Apenas 12 souberam informar corretamente o que é o DM; 17 entrevistados relataram que o paciente segue uma dieta prescrita, no entanto com grande dificuldade de adesão; e apenas oito praticam atividades físicas regularmente.

Apesar de o estudo ter apresentado amostra pequena, os seus resultados ilustram a necessidade das ações educativas no conhecimento dos familiares sobre a doença, pois a família é um fator importante de apoio na adesão do tratamento prescrito pelo portador de DM 29,

Não obstante, Peres et al.30, em um estudo descritivo exploratório qualitativo, entrevistaram oito mulheres portadoras de DM2, em uma unidade de saúde de Ribeirão Preto (SP). Neste estudo, foram avaliados o conhecimento, o pensamento e os sentimentos de mulheres portadoras de DM com relação à dieta prescrita.

Foi evidenciada uma dificuldade no seguimento da dieta prescrita, em razão de fatores como a perda do prazer de comer e beber, da autonomia e da liberdade para se alimentar. Para as entrevistadas, seguir uma dieta restritiva adquire caráter extremamente aversivo, entendendo que ela traz prejuízos à saúde.

A ausência de sintomas foi citada como um dos pontos que dificultam o seguimento da dieta. Outras dificuldades citadas por elas foram tocar, olhar e manipular os alimentos durante o seu preparo e não poder ingeri-los. Os alimentos doces despontaram como algo extremamente desejado. Transgressão e desejo alimentar foram relatados igualmente na vida das entrevistadas.

Para elas, seguir um padrão dietético recomendado resulta em tristeza, e o ato de comer, muitas vezes, vem acompanhado de medo, culpa e revolta. Vale ressaltar que este último estudo foi realizado com uma população de baixa escolaridade e renda. Welfer e Leite 31 realizaram uma pesquisa de natureza qualitativa, exploratória e descritiva por meio de entrevista, envolvendo onze portadores de diabetes, sendo dois do sexo masculino e nove do sexo feminino, com idades entre 42 e 80 anos, residentes no município de Ijuí (RS).

O estudo possibilitou identificar que os pacientes portadores de diabetes vivenciavam modificações em seu cotidiano, para a manutenção da estabilidade da doença, especialmente em respeito à alimentação. No entanto, os diabéticos expressaram apresentar certa indignação com relação à dieta prescrita, acumulando certa resistência e não cumprindo o que lhes é recomendado.

Outro fato relatado pelos entrevistados foi que às vezes eles alteravam a dosagem da medicação prescrita e ingeriam medicação por conta própria. Além disso, o esquema de rodízio das aplicações de insulina recomendado nem sempre era seguido. A atividade física não era realizada por boa parte dos participantes; a maioria deles desconheciam ser portadores de DM e se descobriram diabéticos quando já apresentavam sinais de complicações, principalmente macro e microvasculares.

  • Porém, os entrevistados relataram gostar de participar das reuniões de grupo, alegando que estas contribuem para o reforço das orientações sobre tratamento e controle da doença.
  • A descoberta tardia da doença demonstra a importância do diagnóstico precoce para minimizar as complicações causadas pelo DM.

Evidenciou-se ainda que, apesar de esses diabéticos fazerem parte de um grupo de apoio, nem sempre eles seguiam as orientações prescritas e ainda transgrediam as orientações medicamentosas, se automedicando, reforçando a necessidade de estabelecimento de estratégias que trabalhem a importância do cuidado e do controle na saúde desses indivíduos.

  • Nesse contexto, vale salientar a importância de trabalho multiprofissional nas diferentes unidades de saúde.
  • Experiências exitosas no tratamento do diabetes mellitus Com o objetivo de analisar o efeito do exercício físico regular no controle glicêmico de diabéticos tipo 2, Silva e Lima 32 recrutaram indivíduos com idades entre 45 e 75 anos, tratados e não tratados com insulina, na região do Vale do Itajaí (SC).

Foram realizados testes de glicemia jejum (GJ), hemoglobina glicada (HbA1) e glicemia capilar dos diabéticos. No total, 33 indivíduos foram submetidos a uma intervenção de exercícios físicos durante dez semanas. Os participantes do estudo foram reavaliados após este período, sendo obtidos os seguintes resultados: glicemia capilar média pré-teste= 179 mg/dL e pós-teste= 148 mg/dL; HbA1 média pré-teste= 9,5% e pós-teste= 8,5%; GJ média pré-teste= 164,8 mg/dL e pós-teste= 156,4 mg/dL.

De acordo com o Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) e UK Prospective Diabetes Study (UKPDS), a redução de 1% na hemoglobina glicosilada reduz a ocorrência de microangiopatia e neuropatia 8, Leite et al.33 realizaram um estudo para avaliar o impacto do Staged Diabetes Management (SDM) na melhora do controle glicêmico, perfil lipídico e pressão arterial, e a satisfação dos pacientes com este modelo de atendimento.

O SDM é um guia prático, que foi desenvolvido pelo International Diabetes Center (Minneapolis, MN, EUA). Desde 1998, tem sido utilizado como modelo para o treinamento de profissionais da saúde e atendimento aos pacientes no Centro de Diabetes do hospital privado Nossa Senhora das Graças (Curitiba, PR).

Tal estudo envolveu a participação de equipe multiprofissional, incluindo endocrinologistas, nutricionistas, enfermeiras e assistente social. Foram avaliados 78 pacientes que completaram um ano de acompanhamento. Do total de diabéticos envolvidos nesse estudo, 27 eram diabetes do tipo 1, e 51 do tipo 2.

Após um ano, a hemoglobina glicosilada diminuiu de 8,06%±2,25 para 7,49%±2,0 (p=0,045). O perfil lipídico e os níveis pressóricos não apresentaram mudanças significantes. Porém, 80% dos pacientes estavam satisfeitos com esse atendimento. Dentre algumas das causas para a não aderência ao tratamento prescrito, foram relatadas: residência em outra cidade, o que torna difícil a vinda ao Centro de Diabetes; não continuidade de pagamento do plano de saúde por falta de dinheiro; falta de tempo para ir ao médico; preferência por ser atendido por apenas um médico.

Os resultados mostram que mesmo quando os pacientes são atendidos por uma equipe multiprofissional, que tem como objetivo a abordagem da qualidade de vida deles, 20% não aderem ao tratamento por motivos diversos, o que nos leva à reflexão de que apenas a mudança do enfoque da equipe de saúde não é suficiente; é necessário encontrar mecanismos negociados entre os usuários dos serviços e a equipe, evitando assim o abandono ao tratamento e agravamento da enfermidade.

Destarte, Zanetti et al.34 também avaliaram a implementação do mesmo protocolo Staged Diabetes Management (SDM) no Centro Educativo de Enfermagem para Adultos e Idosos (CEEAI) da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP). Após um ano de estudo, os autores constataram a existência de um grande desafio para a equipe multiprofissional que acompanhou os pacientes, tanto em relação a sua capacitação em educação em diabetes quanto em relação à compreensão de que a aquisição do conhecimento não se traduz necessariamente em mudança de comportamento.

Os autores também constataram que, além da disponibilização de informações, o paciente diabético precisa ser acompanhado por um longo período de tempo, pois sua evolução não se faz da noite para o dia, e que estar ao seu lado é importantíssimo para que ele possa tomar decisões diante das complicações impostas pela doença.

Esse tipo de atendimento evidencia os propósitos da Organização Mundial da Saúde 1, que visa assegurar que o paciente diabético se perceba como regente de sua própria vida, responsabilizando-se pelos cuidados exigidos pela enfermidade. Registrou-se grande satisfação por parte dos usuários, havendo grande adesão ao plano alimentar e à atividade física.

Cazarini et al.35, não compreendendo a baixa adesão às atividades educativas realizadas no ambulatório de endocrinologia e metabologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) – que atende uma média de 350 pacientes a cada mês e conta, no entanto, com a participação de apenas vinte pacientes no grupo de educação -, realizaram um estudo descritivo com o objetivo de investigar o motivo pelo qual os pacientes não aderiam ao grupo de educação para diabéticos.

Foram entrevistados 66 diabéticos no período de maio a junho de 2000. Os resultados apontaram que 60,6% dos investigados sabiam da existência de atividade educativa no hospital, mas apenas 21,2% participam das atividades educativas oferecidas. Dos que sabiam da existência da atividade educativa, as principais causas mencionadas para a não participação foram: falta de interesse, horário inadequado e dificuldades de transporte.

Além disso, os pacientes relataram que não consideravam que as atividades educativas pudessem ser um instrumento capaz de ajudá-los no tratamento da doença e se sentiam desmotivados em participar do grupo. No entanto, os pacientes que participavam do grupo relataram gostar das atividades e informaram que aprendiam muito sobre como lidar com a doença e que os exercícios físicos realizados os ajudavam a diminuir a tensão.

Torres et al.36 relatam uma experiência de estratégia educativa desenvolvida em ambulatório de especialidade, cujo objetivo é estimular o indivíduo a refletir sobre seu estilo de vida cotidiano relacionado à sua patologia, caracterizando-o como um instrumento de educação em saúde em uma perspectiva de promoção de saúde, prevenção e controle da enfermidade.

Para tal, foi implementada uma dinâmica que teve por base o uso de jogos educativos realizados em grupos. As técnicas pedagógicas utilizadas para a sistematização da dinâmica foram: curso de orientação em DM, consulta individual, grupo operativo e uso de material educativo de comunicação e aprendizagem em forma de jogo.

Participaram do estudo 178 indivíduos; aproximadamente 148 destes tinham idades entre 51 e 70 anos, 73% e 70% eram do sexo feminino e masculino, respectivamente, sendo que 57% dos participantes informaram não saber ler nem escrever. Apesar do grande número de pessoas analfabetas, a dinâmica de grupo resultou em estimulação da relação entre os participantes e os profissionais de saúde, facilitando o diálogo entre as pessoas com os mesmos objetivos, possibilitando troca de informações.

Os participantes compartilharam suas experiências comuns, que auxiliaram no entendimento da doença, permitindo-lhes expressar dúvidas e expectativas e possibilitando o apoio mútuo. Maia e Araújo 37 relataram outro tipo de vivência no que se refere à educação em diabetes, na forma de colônia de fim de semana, oferecido pelo projeto educacional Diabetes Weekend (DW).

O objetivo do referido projeto é informar e alertar profissionais de saúde a respeito da importância de se prevenirem as complicações do diabetes mellitus do tipo 1 (DM1). Por meio deste projeto, portadores de DM são educados em relação aos riscos de complicações associadas à doença e orientados quanto às novas formas de terapia do DM1.

  1. No DW, a sala de aula é a natureza, e as lições são repassadas de maneira informal.
  2. A colônia ocorre sempre em sítios, fazendas e cidades históricas, próximas a Belo Horizonte (MG).
  3. No mínimo 20% das vagas são preenchidas por participantes de nível socioeconômico baixo, participando cerca de quarenta a cinquenta pessoas por vez.

Nos resultados obtidos, observa-se a ocorrência de maior conscientização. Dentre as varias faixas etárias que participaram do projeto, a maior aceitação com relação à doença foi dos adolescentes, após participação na colônia de fim de semana. Considerações finais Os eixos de discussão do referido estudo apontam as dificuldades apresentadas pelos portadores de DM e por seus cuidadores.

A obtenção de um bom controle metabólico está em geral intimamente relacionada à ingestão de dieta adequada, à realização regular de atividade física e ao seguimento da terapêutica medicamentosa prescrita. A falta de conhecimento acerca da doença tanto dos cuidadores quantos dos próprios pacientes, associada à inadequada capacitação e integração entre os profissionais de saúde, relaciona-se diretamente ao problema da adesão.

Essas constatações apontam para a ineficácia das estratégias tradicionais, sendo necessário que se incorporem nos serviços de saúde novas abordagens capazes de motivar os portadores de DM. Vale ressaltar a importância de se sensibilizar o paciente portador de DM para a adoção de novos hábitos e estilo de vida, conscientizando-os sobre os riscos a que estão submetidos.

  1. O apoio da família e dos amigos (rede de apoio) é primordial para a conscientização das mudanças necessárias ao sucesso do tratamento.
  2. O portador de DM deve estar sensibilizado sobre a importância de se promover saúde para melhorar sua vida cotidiana.
  3. Nesse caso, a promoção de saúde não se refere à busca de subsídios para que a doença não se estabeleça, uma vez que no portador de DM ela já se instalou; o enfoque, neste caso, refere-se à importância de que o diabético se conscientize que é possível levar uma vida saudável e normal quando se é portador de uma doença crônica.
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Nesse sentido, a mudança nos hábitos de vida é de fundamental importância, não só para o diabético mas também para aqueles que estão ao seu redor, evitando assim que indivíduos predispostos ao diabetes desenvolvam também a doença. A atuação da equipe multidisciplinar no cuidado à saúde do paciente é de extrema importância.

No entanto, antes de se iniciar a orientação específica sobre o diabetes, é fundamental que toda a equipe conheça os padrões individuais de resposta do paciente em relação aos seus sentimentos, angústias, ansiedades, conflitos e necessidades, estabelecendo um vínculo afetivo para, posteriormente, em conjunto, traçar estratégias, a serem alcançadas a curto, médio e longo prazos, que visem ao controle metabólico do paciente.

Por fim, vale salientar que no presente estudo foram retratadas algumas das dificuldades diárias sentidas pelo portador de DM e pelos seus familiares para o controle da doença. Essas dificuldades podem influenciar na adesão do portador de DM ao tratamento prescrito.

  • Colaboradores
  • JA Costa e RSM Balga participaram do planejamento, revisão bibliográfica e redação do artigo; RCG Alfenas participou da orientação, do acompanhamento do trabalho e revisão do artigo; RMM Cotta, da idealização, orientação, correção, acompanhamento do trabalho e revisão.
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  1. Artigo apresentado em 04/10/2007 Aprovado em 27/06/2008
  2. Versão final apresentada em 10/07/2008

: SciELO – Saúde Pública – Promoção da saúde e diabetes: discutindo a adesão e a motivação de indivíduos diabéticos participantes de programas de saúde Promoção da saúde e diabetes: discutindo a adesão e a motivação de indivíduos diabéticos participantes de programas de saúde
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Quais os 4ps da diabetes?

Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de peso (os ‘ 4 Ps ‘).
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Como citar as diretrizes da Sociedade Brasileira de diabetes?

Brasília: Sociedade Brasileira de Diabetes, 2017. BRASIL. Posicionamento Oficial SBD nº 01/2019 – Conduta Terapêutica no Diabetes Tipo 2: Algoritmo SBD 2019. Brasília: Sociedade Brasileira de Diabetes, 2019.
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Quantos diabéticos tem no Brasil 2022?

O Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), perdendo apenas para China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. A estimativa da incidência da doença em 2030 chega a 21,5 milhões. Esses dados estão no Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Mundialmente, o diabetes se tornou um sério problema de saúde pública, cujas previsões vêm sendo superadas a cada nova triagem. Por exemplo, em 2000, a estimativa global de adultos vivendo com diabetes era de 151 milhões. Em 2009, havia crescido 88%, para 285 milhões. Em 2020, calcula-se que 9,3% dos adultos, entre 20 e 79 anos (assombrosos 463 milhões de pessoas) vivem com diabetes. Além disso, 1,1 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos apresentam diabetes tipo 1. Há uma década, em 2010, a projeção global do IDF para diabetes, em 2025, era de 438 milhões. Com mais cinco anos pela frente, essa previsão já foi ajustada para 463 milhões. A crescente prevalência de diabetes em todo o mundo é impulsionada por uma complexa interação de fatores socioeconômicos, demográficos, ambientais e genéticos. O aumento contínuo se deve, em grande parte, ao aumento do diabetes tipo 2 e dos fatores de risco relacionados, que incluem níveis crescentes de obesidade, dietas não saudáveis ​​e falta de atividade física. No entanto, os níveis de diabetes tipo 1, com início na infância, também estão aumentando. Segundo o Atlas, a crescente urbanização e a mudança de hábitos de vida (por exemplo, maior ingestão de calorias, aumento do consumo de alimentos processados, estilos de vida sedentários) são fatores que contribuem para o aumento da prevalência de diabetes tipo 2 em nível social. Enquanto a prevalência global de diabetes nas áreas urbanas é de 10,8%, nas áreas rurais é menor, de 7,2%. No entanto, essa lacuna está diminuindo, com a prevalência rural aumentando. O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome do metabolismo, de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é o hormônio produzido pelo pâncreas responsável pela manutenção do metabolismo da glicose. Sua falta provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente. Tipos: – Tipo 1: causado pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos. – Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na sua secreção. Ocorre em cerca de 90% dos diabéticos. – Diabetes Gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida. – Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.). Principais sintomas do DM tipo 1: – vontade de urinar diversas vezes; – fome frequente; – sede constante; – perda de peso; – fraqueza; – fadiga; – nervosismo; – mudanças de humor; – náusea; – vômito. Principais sintomas do DM tipo 2: – infecções frequentes; – alteração visual (visão embaçada); – dificuldade na cicatrização de feridas; – formigamento nos pés; – furúnculos. Tratamento: DM tipo 1: exige o uso de insulina por via injetável para suprir o organismo desse hormônio que deixou de ser produzido pelo pâncreas. A suspensão da medicação pode provocar a cetoacidose diabética, distúrbio metabólico que pode colocar a vida em risco. DM tipo 2: não depende da aplicação de insulina e pode ser controlado por medicamentos ministrados por via oral. A doença descompensada pode levar ao coma hiperosmolar, uma complicação grave que pode ser fatal. A dieta alimentar equilibrada é fundamental para o controle do diabetes. A orientação de um nutricionista e o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras podem ajudar muito a reduzir o peso e, como consequência, cria a possibilidade de usar doses menores de remédios. Atividade física é de extrema importância para reduzir o nível da glicose nos dois tipos de diabetes. Complicações: O tratamento correto do diabetes significa manter uma vida saudável, evitando diversas complicações que surgem em consequência do mau controle da glicemia. O prolongamento das altas taxas de açúcar no sangue pode causar sérios danos à saúde: – retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos que podem provocar a perda da acuidade visual; – nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins fazem com que haja a perda de proteína na urina; o órgão pode reduzir sua função lentamente, porém de forma progressiva, até sua paralisação total; – neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas como: formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos; dores locais e desequilíbrio; enfraquecimento muscular; traumatismo dos pelos; pressão baixa; distúrbios digestivos; excesso de transpiração e impotência; – pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado; – infarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, somado à atividade física e medicamentos que possam combater a pressão alta e o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo, são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência deste problema é de 2 a 4 vezes maior nas pessoas com diabetes; – infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco de contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate aos vírus, bactérias, etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica. Prevenção: Pacientes com história familiar de DM devem ser orientados a: – manter o peso normal; não fumar; controlar a pressão arterial; evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas; praticar atividade física regular. Pacientes com DM devem ser orientados a: – realizar exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões; manter uma alimentação saudável; utilizar os medicamentos prescritos; praticar atividades físicas; manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas. Pacientes com longa história de diabetes, mau controle metabólico, presença de complicações e doenças concomitantes e, especialmente, os idosos (>60 anos), independente do tipo de diabetes, não tem maior risco de infecção da Covid-19, mas, sim, de maior gravidade da doença. Fontes: Associação Nacional de Atenção ao Diabetes Cooperativa Unimed de Itajubá Dr. Dráuzio Varella Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) Ministério da Saúde: Pesquisa Vigitel 2016 Sociedade Brasileira de Diabetes Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
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Quem cuida do diabetes?

Se você é portador de diabetes, se há casos na sua família ou se reconhece algum dos sintomas, procure um endocrinologista ou médico de família.
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Qual o papel do profissional de saúde frente ao paciente com diabetes?

Auxiliar o paciente a manter níveis adequados de glicemia como forma de proporcionar uma melhor qualidade de vida; Participar da prestação do cuidado aos pacientes que tiveram complicações e interagir em sua reabilitação familiar e social.
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Que dicas você poderia dar às pessoas para prevenir o diabetes?

Sendo assim, a dica é manter uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e com redução de carboidratos e proteínas. Também é importante evitar o consumo excessivo de doces. O fato de comer doce, em si, não provoca o diabetes, mas contribui bastante no aumento de peso.
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