O Que A Diabetes Causa No Sangue?

O Que A Diabetes Causa No Sangue
O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento do açúcar no sangue devido à falta ou má absorção de insulina. A condição também é conhecida como diabetes mellitus. A insulina é produzida no pâncreas e é responsável por transformar as moléculas de glicose em energia.
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O que acontece com o sangue de quem tem diabetes?

Neuropatia Diabética Os nervos periféricos carregam as informações que saem do cérebro e as que chegam até ele, além de sinais da medula espinhal para o resto do corpo. Os danos a esses nervos, condição chamada de neuropatia periférica, fazem com que esse mecanismo não funciona bem.

  1. A neuropatia pode afetar um único nervo, um grupo de nervos ou nervos no corpo inteiro.
  2. A neuropatia costuma vir acompanhada da diminuição da energia, da mobilidade, da satisfação com a vida e do envolvimento com as atividades sociais.
  3. Tanto as alterações nos vasos sanguíneos quanto as alterações no metabolismo podem causar danos aos nervos periféricos.

A glicemia alta reduz a capacidade de eliminar radicais livres e compromete o metabolismo de várias células, principalmente as dos neurônios. Cuidado com os pés Pessoas com diabetes podem apresentar feridas com difícil cicatrização devido aos níveis elevados de açúcar no sangue e/ou circulação sanguínea deficiente.

É uma das complicações mais comuns do diabetes mal controlado. Problemas arteriais e amputações A doença arterial periférica, que reduz o fluxo de sangue para os pés, ocasiona a redução da sensibilidade devido aos danos que a falta de controle da glicose causa aos nervos. Essas duas condições fazem com que seja mais fácil sofrer com úlceras e infecções, que podem levar à amputação.

No entanto, a maioria das amputações são evitáveis com:

Cuidados regulares de examinar diariamente os pés, principalmente entre os dedos; Utilizar calçados adequados; Evitar andar descalço; Inspecionar e palpar o interior dos sapatos; Usar cremes e hidratantes, exceto entre os dedos; Não cortar calos ou verrugas, não tirar cutículas ou cantos das unhas; Lavar diariamente os pés, secando-os, especialmente entre os dedos.

Problemas nos olhos Se você gerencia bem a taxa de glicemia, é bem provável que apresente problemas oculares de menor gravidade ou nem apresente. Isso porque quem tem diabetes está mais sujeito à cegueira, se não tratá-la corretamente. Fazendo exames regularmente e entendendo como funcionam os olhos, fica mais fácil manter essas complicações sob controle.

Glaucoma; Catarata; Retinopatia diabética.

Pele mais sensível Muitas vezes, a pele dá os primeiros sinais de que você pode estar com diabetes. Ao mesmo tempo, as complicações associadas podem ser facilmente prevenidas. Quem tem diabetes tem mais chance de ter pele seca, coceira e infecções por fungos e/ou bactérias, uma vez que a hiperglicemia favorece a desidratação – a glicose em excesso rouba água do corpo.

  • Alteração de humor, ansiedade e depressão Ao receber o diagnóstico de diabetes, muitas pessoas apresentam várias reações emocionais, como choque, negação, medo, raiva, tristeza e ansiedade.
  • Isso é absolutamente normal.
  • O mental e o emocional podem ser afetados com o diagnóstico de alguma doença crônica, como o diabetes.

Ansiedade Muitas pessoas com diabetes apresentam distúrbios de ansiedade. A má interpretação de alguns sintomas de hipoglicemia como sendo ansiedade pode prejudicar a rápida correção exigida pelas baixas taxas de glicemia. Depressão A depressão ocorre duas vezes mais em pessoas com diabetes do que na população em geral.

  • Ocorre em aproximadamente 20% das pessoas com diabetes tanto no tipo 1 quanto no tipo 2, sendo a taxa de depressão maior nas mulheres.
  • Entretanto, a causa ainda é desconhecida.
  • Provavelmente é o resultado da interação entre fatores psicológicos, físicos e genéticos.
  • A contribuição de cada um desses fatores para a depressão varia para cada indivíduo.
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As restrições alimentares, o tratamento, as hospitalizações e o aumento nas despesas podem ser estressantes para a pessoa com diabetes. bem como lidar com as complicações, podem contribuir para a depressão. Problemas sexuais Os problemas sexuais são muito comuns e tomam uma maior dimensão, influenciados por uma imagem exagerada vendida pela mídia.

  • Hoje, já há uma série de soluções para vários desses problemas, mas é preciso haver um diálogo franco com o médico.
  • A saúde sexual também está diretamente relacionada às complicações do diabetes.
  • Alguns problemas comuns são: disfunção erétil e problemas de ejaculação A disfunção sexual do diabetes também pode afetar as mulheres.

Altas taxas de glicose, lesões nos nervos, depressão e propensão a infecções genitais são alguns dos fatores que podem afetar a vida sexual da mulher com diabetes No diabetes, algumas complicações são críticas e podem levar à morte. Manter hábitos e estilos de vida saudáveis são a melhor forma de controlar e prevenir complicações da doença.
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Quais são os órgãos que a diabete pode prejudicar?

Marcello Bronstein é endocrinologista, professor livre-docente do HC da FMUSP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. postou em Entrevistas Diabetes pode apresentar consequências graves, como doenças cardíacas, renais e AVC. Saber como controlar o diabetes é fundamental para evitar essas complicações.

  1. Diabetes é uma doença do metabolismo causada pela falta de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, glândula que se localiza logo abaixo do estômago, entre esse órgão e o duodeno,
  2. Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: o aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações.

Primeira: o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Segunda: as células são resistentes à ação desse hormônio cuja função é quebrar as moléculas de glicose absorvida através da digestão para que as células possam assimilá-las e produzir energia. Veja também: Diabetes: Consequências e tratamento A ausência total ou parcial de insulina interfere na queima do açúcar e na sua transformação em outras substâncias como proteínas, músculos, gorduras etc.

  1. Maior concentração de glicose no sangue provoca um fenômeno inflamatório nas pequenas artérias que degenera, especialmente, suas terminações.
  2. Como consequência, diversos órgãos são atingidos, entre eles o coração (maior número de ataques cardíacos ), os rins (insuficiência renal), as pequenas artérias da retina (alterações na visão), do pênis (impotência sexual) e do cérebro ( derrames cerebrais ).

Nos membros inferiores, especialmente nos pés, podem surgir feridas que demoram a cicatrizar. Além de acometer as artérias, o aumento de glicose no sangue pode, ainda, alterar terminações nervosas fazendo surgir as neuropatias diabéticas. Existem dois tipos principais de diabetes: o tipo 1, que geralmente aparece na infância ou adolescência, e o tipo 2 que se manifesta, na maioria dos casos, em pessoas acima dos 40 anos.
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O que acontece com a glicose no sangue de um paciente diabético?

Diabetes Tipo 2 e Pré-Diabetes – Como vimos, o diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento de glicose no sangue. Isto acontece quando o pâncreas deixa de produzir insulina em quantidade suficiente para processar o açúcar presente no corpo.
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Quem tem diabete tem o sangue grosso?

DIABETES TIPO 2 – Ocorre por diminuio na produo de insulina, mas principalmente por um mal funcionamento desta. Existe insulina, mas as clulas apresentam problemas em us-la para captar a glicose. O diabetes tipo 2 ocorre em adultos, geralmente obesos e com histria familiar positiva. O tratamento feito com remdios que aumentam a afinidade das clulas pela insulina. Corresponde por mais de 80% dos casos de diabetes mellitus Com o tempo o paciente com diabetes 2 tambm apresenta leso das suas clulas beta do pncreas, passando a precisar tambm de insulina. Portanto, no se distingue o diabetes 1 do diabetes 2 apenas pela necessidade ou no de reposio de insulina. Existem, na verdade, outros tipos de diabetes, como o diabetes gestacional e diabetes pela pancreatite crnica (leia: PANCREATITE CRNICA E PANCREATITE AGUDA ), mas que sero abordados em texto prprio. Diagnstico do diabetes mellitus O diagnstico do diabetes normalmente realizado aps 2 medies (em dias diferentes) da glicose sangunea (glicemia) em jejum de 8 a 12 horas. Valores maiores ou iguais a 126 mg/ml, confirmados em 2 exames, indicam diabetes. O valor normal menor que 100 mg/dl. Pessoas com glicemia entre 100 e 125, apresentam sinais de resistncia a insulina. Esta fase o chamada de pr-diabetes. o momento de fazer dieta, emagrecer e comear a praticar exerccios, para evitar a progresso da doena. O exame de sangue deve ser feito preferencialmente em jejum, mas se o paciente apresenta sintomas de diabetes (descritos mais abaixo), um valor de glicose acima de 200mg/dl, mesmo que realizado sem jejum, tambm indicativo de diabetes mellitus. O exame correto para o diagnstico a analise de sangue. As fitinhas para avaliao de glicemia capilar so usadas para controle de diabticos j em tratamento e no servem para estabelecer o diagnstico. Obviamente, valores elevados nas fitinhas sugerem o diagnstico, mas devem sempre ser confirmadas com anlises de sangue. Para saber mais sobre o diagnstico do diabetes mellitus e o controle da glicemia, leia: GLICEMIA | HEMOGLOBINA GLICOSILADA | Diagnstico do diabetes Fatores de risco para diabetes mellitus

Idade acima de 45 anos sobrepeso ou obesidade ( IMC maior que 25 kg/m2) Histria familiar de diabetes Sedentarismo Hipertenso (leia: SINTOMAS E TRATAMENTO DA HIPERTENSO ) Histria prvia de diabetes gestacional Glicemia maior que 100 mg/dl em jejum (pr-diabetes) Ovrio policstico Colesterol elevado (leia: COLESTEROL BOM (HDL) E COLESTEROL RUIM (LDL) ) Uso prolongado de medicamentos como corticides (leia: INDICAES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICIDES ), tacrolimus, ciclosporina e cido nicotnico. Tabagismo (leia: COMO E POR QUE PARAR DE FUMAR CIGARRO ) Dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos e pobre em vegetais e frutas

Sintomas do diabetes O diabetes mellitus nas fases iniciais pode ser assintomtico. Os seus sintomas so normalmente relacionados ao excesso de acar no sangue: – Sede: A hiperglicemia aumenta a osmolaridade do sangue e desencadeia o mecanismo de sede. O diabtico, principalmente quando a glicemia est muito alta, bebe muita gua e tem muita sede.

– Urina em excesso: Normalmente o rim no elimina glicose na urina, mas em situaes de hiperglicemia, ele faz seu papel de rgo regulador do organismo: excreta o que est em excesso. Como no se pode urinar acar, para eliminar a glicose preciso dilu-la em gua, com isso, o volume de urina aumenta. O excesso de gua perdido na urina causa desidratao e contribui ainda mais para a sede.

Leia mais em URINA EM EXCESSO. O QUE PODE SIGNIFICAR? – Fome: Como as clulas no conseguem captar glicose, o corpo interpreta isso como um estado de falta de alimento e gera fome. O diabtico bebe muita gua e no mata sede. Come e no mata a fome. – Emagrecimento: O diabetes uma das causas de emagrecimento sem perda de apetite.

  • Viso borrada: Nveis elevados de glicose tambm causam alteraes na acuidade visual, que s vezes podem ser confundidos com miopia pelos pacientes.
  • Cetoacidose diabtica A cetoacidose diabtica uma complicao do diabetes tipo 1, devido a ausncia de insulina.
  • Como as clulas no recebem glicose, ela precisam arranjar outra fonte para gerar energia e no morrer.
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A soluo queimar gordura. O problema que alm de no gerar tanta energia como a glicose, a metabolizao das gorduras gera uma quantidade imensa de cidos (chamados de cetocidos) levando a cetoacidose. O pH do sangue cai muito e pode chegar a nveis incompatveis com a vida se no for tratado rapidamente.

  1. Ocorre normalmente com glicemias maiores que 500 mg/dl Estado hiperosmolar O estado hiperosmolar a complicao do diabetes 2 anloga a cetoacidose do diabetes 1.
  2. Como o problema no a ausncia da insulina, no ocorre a produo de cetocidos, porm, a glicemia pode ultrapassar 1000 mg/dl.
  3. Tanta glicose deixa o sangue espesso e com uma osmolaridade elevadssima podendo levar ao coma hiperosmolar.

Tanto a cetoacidose quanto o estado hiperosmolar tm quadro clnico semelhante. O doente apresenta desidratao grave, alteraes do nvel de conscincia, respirao rpida e dor abdominal (estes dois ltimos so mais comuns na cetoacidose). Ambas so consideradas urgncias mdicas.

Infarto do miocrdio (leia: SINTOMAS DO INFARTO AGUDO DO MIOCRDIO E ANGINA ) AVC / Derrame (leia: AVC (acidente vascular cerebral) ) Insuficincia renal (leia: INSUFICINCIA RENAL CRNICA – SINTOMAS ) Cegueira (leia mais sobre retinopatia diabtica em: A Diabetes e o Olho: Retinopatia Diabtica no blog www.medicodeolhos.com ) Insuficincia arterial e amputaes de membros Acometimento dos nervos perifricos lceras de pele. Sndrome do tnel do carpo (leia: SNDROME DO TNEL DO CARPO | Sintomas e tratamento )

O p diabtico uma complicao comum do diabetes mal tratado. A diminuio do aporte de sangue e a leso dos nervos (neuropatia diabtica) dos membros inferiores, diminuem a sensibilidade do p e das pernas fazendo que o paciente lesione esta regio sem sentir dor. A dor um dos nossos principais mecanismos de defesa e nos indica que algo de errado est acontecendo. Os doentes com neuropatia diabtica no notam quando h algo ferindo seus ps, por isso, no tomam as devidas providncias para proteger a pele. comum a formao de lceras e em casos avanados pode ser necessrio amputao do membro devido a necrose. O diabetes tambm a principal causa de insuficincia renal no mundo. Pode no s levar o doente dilise como tambm causar sndrome nefrtica pelo excesso de perda de protenas na urina. (leia: PROTEINRIA, URINA ESPUMOSA E SNDROME NEFRTICA ). O controle da proteinria um dos principais meios de evitar progresso da doena renal. Uma imagem triste, mas comum, a do paciente cego, com uma perna amputada, ligado uma mquina de hemodilise e que, depois de alguns anos, morre de infarto fulminante. Tpico eplogo do diabtico mal tratado.

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