Qual Remedio Mais Forte Para Dor De Cabeça?

Qual Remedio Mais Forte Para Dor De Cabeça
Quem sofre de dor de cabeça forte e enxaqueca pode utilizar remédios como  Migraliv, Naramig, Cefalium , que agem no Sistema Nervoso Central e nos vasos sanguíneos cerebrais. Outro remédio para dor de cabeça forte eficaz é Advil em cápsulas líquidas, até mesmo para as crises de enxaqueca mais intensas.

Outros remédios que podem ser utilizados em caso de enxaqueca e dores fortes tensionais são Doril Enxaqueca, Neosaldina e Dorflex. O paciente que apresenta dores de cabeça forte constantemente deve ser avaliado pelo médico para o correto diagnóstico e tratamento.

Cada remédio possui contraindicações específicas que devem ser respeitadas. A automedicação não é recomendada.

Qual é o melhor remédio para dor de cabeça muito forte?

Analgésicos – Os analgésicos, como o paracetamol (Tylenol) ou a dipirona (Novalgina), são remédios indicados para dor de cabeça, pois que agem inibindo a produção de substâncias no cérebro responsáveis pela dor, como as prostaglandinas ou ciclooxigenases.

Veja como tomar corretamente o paracetamol ou a dipirona. Esses remédios podem ser encontrados em farmácias ou drogarias, e embora sejam vendidos sem necessidade de apresentar receita médica, o ideal é que sejam tomados com indicação do médico, pois são contraindicados para pessoas com problemas de fígado ou que tenham a função da medula óssea prejudicada.

Além disso, o paracetamol, quando utilizado em doses maiores do que as recomendadas, pode afetar gravemente o fígado, causar hepatite medicamentosa e colocar a vida em risco. Saiba identificar os sintomas de hepatite medicamentosa.

Qual é o remédio mais forte para dor?

O vício em analgésicos se tornou prática comum entre muitas pessoas. A droga é usada para dormir, diminuir dores ou tentar sair de algum problema. Nesta semana, cientistas americanos divulgaram um novo composto químico experimental, que já foi testado em animais, e pode ser a esperança para quem faz uso deste tipo de remédio.

O que fazer se a dor de cabeça não passa?

Sofrer com uma dor de cabeça constante compromete o seu funcionamento no dia a dia e a qualidade de vida. A dor de cabeça que não passa representa um estágio mais avançado do problema. Trata-se de um quadro crônico, que é consideravelmente mais preocupante do que crises episódicas isoladas.

Siga a leitura para entender onde esse problema recorrente se encaixa entre os diferentes tipos de dor de cabeça. Dor de cabeça que não passa pode ser cefaleia crônica diária Cerca de 35% a 40% dos pacientes que buscam tratamento médico sofrem de dor de cabeça constante.

O diagnóstico mais frequente é o de cefaleia crônica diária, que é uma evolução da enxaqueca grave somada às características da dor de cabeça tensional. 1 Essa sensação de dor de cabeça que não passa é definida por uma frequência diária ou quase diária, com crises que duram mais de quatro horas por dia e se manifestam em mais de 15 dias por mês.

  • 2 Os tipos de dor de cabeça sentidos costumam ser em pressão, aperto ou pulsátil, com manifestação nos dois lados da cabeça ou em um lado que varia nas crises;
  • Tensão muscular na região da nuca e pescoço também é comum;

2 Além da dor de cabeça constante, a cefaleia crônica diária também pode vir acompanhada de outros sintomas da enxaqueca, como sensibilidade à luz e sons, náuseas, congestão nasal, ansiedade, depressão, distúrbios do sono e outras questões psicológicas.

1 2 O que faz com que crises episódicas evoluam para uma dor de cabeça constante? A cefaleia crônica diária também é conhecida como enxaqueca transformada. Isso porque o padrão de casos é um paciente que passa a sofrer com crises de enxaqueca, com ou sem aura, por volta dos 20 anos de idade, e progressivamente nota a frequência do problema aumentar, até se tornar um incômodo diário ou quase diário.

1 O processo da cronificação da dor de cabeça constante é mais comum entre os 20 a 40 anos, mas também pode acontecer na infância e terceira idade. 2 E qual o motivo? Uma série de fatores pode estar envolvida nesse agravamento, mas o abuso de analgésicos se destaca como o principal.

  1. O uso excessivo desses medicamentos é visto em mais de 80% dos pacientes com cefaleia crônica diária;
  2. 1 2 3 O aspecto psicológico também tem um papel significativo: depressão, ansiedade, estresse e distúrbios do sono causam a progressão da enxaqueca episódica para a cefaleia crônica diária em quase metade dos pacientes;

3 Como evitar e tratar a cefaleia crônica diária A evolução da enxaqueca episódica para a cefaleia crônica diária é um processo que acontece gradualmente. Raramente a dor de cabeça é crônica desde o início. 3 Portanto, existem formas de tentar frear essa progressão.

O primeiro passo é procurar um neurologista caso você sofra de enxaqueca. O neurologista Flávio Sallem compartilhou alertas a serem observados: “Os sinais mais importantes são alterações do sono, começar a abusar de analgésicos, ou seja, usar mais de um ou dois comprimidos ou tipos de analgésicos por semana, estresse em excesso, ansiedade causada pela dor e perda da vontade de realizar atividades que antes eram prazerosas”.

Como o uso indiscriminado de analgésicos é um grande causador da cefaleia crônica diária, é importante apostar principalmente no tratamento não medicamentoso. Cerca de 20% dos pacientes têm uma melhora nas crises de dor de cabeça constante apenas com a interrupção do consumo de analgésicos.

  1. 1 Técnicas de relaxamento e combate ao estresse, a prática regular de exercícios físicos, uma boa rotina de sono e alimentação regular são bons aliados;
  2. 2 “É possível amenizar os sintomas através da adoção de um estilo de vida e hábitos saudáveis e com um tratamento com medicações apropriadas para cada paciente”, conclui o neurologista;

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Como eliminar a dor de cabeça em 3 minutos?

Banhos, chás e até café são algumas dicas preciosas de como eliminar a dor de cabeça em 3 minutos sem necessidade de medicamentos.

Qual o nome da injeção para enxaqueca?

O erenumabe é uma substância ativa inovadora, produzida na forma de injeção, criada para prevenir e reduzir a intensidade da dor da enxaqueca em pessoas com 4 ou mais episódios por mês.

Qual o melhor remédio para enxaqueca crônica?

Qual Remedio Mais Forte Para Dor De Cabeça Dor de cabeça //iStock Publicidade Publicidade Dos 150 tipos de dor de cabeça , nenhuma é mais terrível do que a enxaqueca. Não basta um analgésico ou apagar as luzes do ambiente para aplacá-la. Ela se configura pela dor que pode durar de quatro a 72 horas, quase sempre unilateral, na fronte e na têmpora. Hoje, em todo o mundo, pelo menos 300 milhões de pessoas sofrem de enxaqueca.

No Brasil, são 30 milhões. A doença é incurável e atrapalha (e muito) a vida da pessoa. Para se ter uma ideia, sete em cada dez pessoas que sentem esse tipo de dor relatam algum efeito negativo no relacionamento amoroso – discussões, falta de interesse sexual.

No trabalho, idem. Para se ter uma ideia, os custos da perda de produtividade de funcionários com enxaqueca na Europa é de 27 bilhões de euros ao ano. Nos Estados Unidos, são 17 bilhões de dólares. A Organização da Nações Unidas classificou a doença entre as cinco mais incapacitantes, ao lado de tetraplegia, depressão , psicose e demência.

  1. A maioria dos remédios para o problema tem ação paliativa, ou seja, sem atuar diretamente na dor;
  2. Não é simples debelá-la, por envolver uma centena de mecanismos em sua formação;
  3. A ciência ainda desconhece a maioria deles;

A seguir, os principais remédios para a dor Erenumabe – Aprovado no Brasil em março deste ano, é o único medicamento a atuar diretamente no problema. Indicado tanto para a enxaqueca crônica – quando a dor persiste ao longo de pelo menos quinze dias – quanto para a episódica, mais breve.

  • Ele previne ou reduz as dores pela metade em 50% dos doentes;
  • Continua após a publicidade Antidepressivos (Tryptanol e Pamelor) – Aumentam no cérebro a disponibilidade de serotonina, substância associada ao bem-estar, o que ajuda no combate à dor Antiepiléticos (Zyvalprex e Topamax) — Estimulam a fabricação de um neurotransmissor com ação calmante no cérebro, o GABA;

Atuam para diminuir a síntese de glutamato, substância com efeito excitatório sobre o cérebro. Anti-hipertensivos (Propanolol e Atenolol). Inibem a ação da adrenalina, hormônio  excitante que estimula as crises de dor. Botox – Aplicado nas regiões da testa, têmpora, atrás da cabeça, no pescoço e nas costas a cada três meses, o composto bloqueia as substâncias inflamatórias no couro cabeludo, reduzindo a dor Continua após a publicidade

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O que é mais forte dipirona ou ibuprofeno?

ARTIGO ORIGINAL Comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris Ana Maria Magni I ; Daniel Kashiwamura Scheffer II ; Paula Bruniera III I Mestre, Pediatria. Professor instrutor, Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), São Paulo, SP.

  1. Chefe, Serviço de Pediatria Ambulatorial, Hospital São Luiz Gonzaga, ISCMSP, São Paulo, SP;
  2. Assistente, Gastroenterologia Pediátrica, ISCMSP, São Paulo, SP;
  3. II Mestre, Estatística;
  4. Instituto de Matemática e Estatística, Universidade São Paulo (USP), São Paulo, SP;

Professor instrutor, FCM, ISCMSP, São Paulo, SP. III Doutor, Pediatria. FCM, ISCMSP, São Paulo, SP, Brazil. Chefe, Hematologia Pediátrica, ISCMSP, São Paulo, SP. Correspondência RESUMO OBJETIVO: Analisar o comportamento da temperatura em crianças febris medicadas com dose oral única do ibuprofeno (10 mg/kg), dose recomendada para febre alta, comparado à dipirona (15 mg/kg), dose preconizada pelo fabricante, após 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas da medicação antitérmica.

MÉTODOS: Ensaio clínico, aberto e randomizado (1:1), em crianças de ambos os sexos, com doenças febris, com idade entre 6 meses e 8 anos, temperatura axilar basal entre 38,0 e 40,3 °C, e divididas em dois grupos: febre alta (> 39,1 °C) e febre baixa (38,0 a 39,1 °C).

A análise do comportamento baseou-se nos critérios de descontinuidade, segurança, resposta ao tratamento, tolerabilidade e eficácia terapêutica. RESULTADOS: Das 80 crianças, 31 permaneceram afebris ao longo de 8 horas (38,8%), 100,0% obtiveram decréscimo da temperatura com ambas as medicações nas 2 primeiras horas.

  1. No grupo de febre alta, 11 crianças medicadas com ibuprofeno foram mantidas até a 5ª hora (100,0%), e 11 com dipirona até a 3ª hora (100,0%);
  2. A eficácia antipirética na febre alta foi estatisticamente significante a favor do ibuprofeno na 3ª e na 4ª hora, e, na febre baixa, na 3ª hora após a medicação;

CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou que, em dose oral única, o ibuprofeno proporciona atividade antipirética mais acentuada do que a dipirona, principalmente na febre alta. Ambas as medicações foram bem toleradas e seguras em curto prazo. Palavras-chave: Febre, ibuprofeno, dipirona, anti-inflamatórios não esteroides, criança.

Introdução Na prática pediátrica, a febre sempre foi motivo de frequentes consultas aos serviços de emergência 1. Ela gera ansiedade aos pais e aos cuidadores, decorrente da percepção de que a criança está doente ou possa apresentar crise convulsiva 2.

Aproximadamente 2/3 das crianças até os 3 anos de idade que procuram atendimento médico o fazem por causa de doença febril 3. Elas representam 30% das consultas pediátricas 4 e 20% dos telefonemas em horários inadequados 5. Febre é a elevação da temperatura corpórea controlada pelo sistema nervoso central em resposta a estímulo exógeno ou endógeno 3.

  • Ela é sintoma de várias doenças, infecciosas ou não 5,6 , e é decorrente de ajuste no ponto termorregulador, localizado no hipotálamo, em um patamar elevado;
  • As aferições têm demonstrado faixas de temperaturas normais ou subfebris que variam entre 36,0 e 37,9 °C;
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Quando a temperatura corporal se eleva acima dos 40,5 °C, muitas células se danificam. O desconforto que ela causa na criança tem sido, para muitos pediatras, justificativa suficiente para que se busquem medidas para aliviá-la 7,8. A escolha do melhor medicamento antitérmico sempre foi motivo de controvérsias.

  1. Os mais utilizados na prática pediátrica são ibuprofeno, paracetamol, também denominado acetaminofeno, e dipirona, também denominado metamizol;
  2. Existem muitos estudos sobre os dois primeiros e poucos que compararam a ação antipirética do ibuprofeno em relação à dipirona, talvez por a dipirona não ser comercializada mundialmente 9-11;

O ibuprofeno é derivado do ácido propiônico, inibidor da prostaglandina, prescrito na dose de 5 mg/kg para febre baixa e 10 mg/kg para febre alta. Ele é recomendado a partir dos 6 meses de idade, faz parte da lista de medicações essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é o anti-inflamatório que menos provoca sangramento gastrointestinal 9-12.

  • A dipirona é derivada da fenilpirazolona, prescrita na dose de 15 mg/kg (0,6 gotas/kg), recomendada a partir dos 3 meses de idade;
  • O risco de ocorrência de agranulocitose e anemia aplástica, relacionadas à dipirona, é uma questão extensamente discutida por Schönhöfer et al;

13 e ainda não esclarecida. Ambas as medicações têm ação com início após 30 minutos, em média, com pico plasmático em 2 horas após ingestão oral, metabolização hepática e excreção renal 9-11. O objetivo foi analisar o comportamento da temperatura em crianças febris medicadas com dose oral única do ibuprofeno (10 mg/kg) versus dipirona (15 mg/kg) em 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas após medicação antitérmica em relação à temperatura inicial.

Casuística e método Trata-se de ensaio clínico, randomizado por meio de envelopes lacrados não transparentes previamente numerados, aberto, comparativo de dose única de ibuprofeno versus dipirona em grupos paralelos, constituído por crianças febris atendidas no Serviço de Emergência do Hospital São Luiz Gonzaga, pertencente à Santa Casa de São Paulo (SP), Brasil, no período de setembro de 2000 a março de 2001.

O cálculo do tamanho amostral foi realizado levando em consideração a comparação da temperatura média entre os dois grupos e a diminuição dela ao longo do tempo. Os critérios de inclusão foram: crianças de ambos os sexos, idade entre 6 meses e 8 anos, peso > 6 e < 22 kg, febre há pelo menos 4 horas e no máximo 48 horas, temperatura axilar basal entre 38,0 e 40,3 °C, e termo de consentimento livre e esclarecido lido e assinado pelos pais ou responsáveis. Foram excluídas as crianças que receberam analgésicos, antipiréticos ou anti-inflamatórios nas 6 horas anteriores e antibióticos nas 12 horas que antecederam ao estudo, as que apresentavam doença de base, as alérgicas às medicações estudadas e as com contraindicação à administração oral de medicamentos.

  1. Os pacientes elegíveis foram incluídos quando a temperatura atingiu valores > 38,0 °C, definida como a segunda de duas leituras consecutivas aferidas com intervalo de 15 minutos entre uma e outra;
  2. A segunda medida foi considerada o valor aproximado da temperatura basal do estudo, desde que a oscilação fosse 0,3 °C, realizava-se a terceira leitura;

A terceira leitura foi considerada o valor aproximado da temperatura basal quando a oscilação foi 39,1 e 40,3 °C). Nos casos em que, após 2 horas do início do tratamento, houve aumento da temperatura após redução inicial, a observação foi interrompida e ofereceu-se outro antitérmico (paracetamol).

  1. Nos pacientes com diagnóstico de doença infecciosa bacteriana, foi introduzido o antibiótico pertinente;
  2. Foram realizados anamnese e exame físico completo, conforme ficha de avaliação clínica padronizada;

A inclusão foi realizada após aferição da temperatura basal de acordo com a ordem cronológica de captação dos casos, e a sequência dos envelopes era desconhecida pela pesquisadora. De acordo com a intensidade da febre, os pacientes foram randomizados (1:1) para o subgrupo do ibuprofeno ou da dipirona.

  1. As aferições foram realizadas com termômetro clínico digital Becton Dickinson ® , de precisão e qualidade aprovadas pelo Instituto Nacional de Metrologia (INMET), padrão validado no tempo basal 10, 20, 30, 45 minutos e de hora em hora até 8 horas após a administração da medicação;

Para este estudo, consideraram-se as aferições a partir do pico máximo de efeito dos medicamentos descrito na literatura como sendo após 2 horas da oferta da medicação. O frasco da medicação e o termômetro eram exclusivos por paciente. Uma enfermeira foi previamente treinada para seguir o protocolo e permaneceu durante todo o período de hospitalização (8 horas) exclusivamente para aferir a temperatura, supervisionada pela pesquisadora.

Os dados (peso, estatura, idade) obtidos neste estudo foram analisados por meio do índice de massa corporal (IMC), baseado em gráficos e tabelas para ambos os sexos. As crianças maiores de dois anos foram analisadas e comparadas com os dados das tabelas e gráficos do IMC segundo o gênero e idade por padronização elaborada por Must et al.

14 e pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) 15. As crianças entre 6 meses e 2 anos foram analisadas por meio de gráfico de peso para estatura de 0 a 36 meses 16. Para análise do comportamento da temperatura, consideraram-se descontinuidade, segurança, resposta ao tratamento baseada em critérios quantitativos, tolerabilidade e eficácia terapêutica.

O caso foi descontinuado quando, após 2 horas, houve falha terapêutica (temperatura manteve-se igual ou maior que a basal) ou elevação da temperatura (para igual ou maior que 38,0 °C, após ter atingido patamares menores, ou para mais de 0,3 °C entre uma aferição e outra).

A resposta ao tratamento foi avaliada de hora em hora e classificada como: excelente, quando houve queda da temperatura ( 38,0 °C, isto é, febril 6. A tolerabilidade foi verificada por meio de relatos dos cuidadores sobre qualquer intercorrência que os pacientes tivessem apresentado durante o período de observação.

A eficácia terapêutica foi analisada por meio da duração da ação antitérmica e por comparação das temperaturas ao longo do tempo em resposta às medicações para cada grupo. O estudo e o termo de consentimento livre e esclarecido foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e pela Comissão Nacional de Pesquisa (CONEP).

Utilizaram-se os testes qui-quadrado, t de Student, Mann-Whitney e Análise de Variância para Medidas Repetidas (ANOVA). O nível de significância foi de 5%. Resultados No presente estudo, 81 crianças preencheram os critérios de inclusão. Uma criança apresentou vômitos logo após a ingestão da dipirona e foi excluída da pesquisa.

  • Das 80 crianças, 41 foram medicadas com ibuprofeno (51,2%) e 39 com dipirona (48,8%);
  • De acordo com a temperatura inicial, 22 foram randomizadas para o grupo de febre alta (27,5%), dipirona (n = 11) ou ibuprofeno (n = 11), e 58 para o grupo de febre baixa (72,5%), dipirona (n = 28) e ibuprofeno (n = 30);

A média de idade foi de 27 meses com desvio padrão de 20 meses. Havia 45 crianças do sexo masculino (56,2%) e 35 do sexo feminino (43,8%). Quanto à raça, havia 47 crianças caucaisanas (58,7%) e 33 afrodescendentes (41,3%). E quanto ao estado nutricional, havia 64 crianças eutróficas (80,0%) e 16 desnutridas (20,0%).

  • Não houve diferença estatisticamente significante na distribuição dos pacientes por idade, sexo, raça, estado nutricional ou diagnóstico nos quatro grupos estudados, o que demonstra homogeneidade entre eles;

Os diagnósticos definitivos foram: 48 casos de infecção das vias aéreas superiores (60,0%), sendo 40 de quadros gripais, 5 de otite média aguda e 3 de laringite; 27 (33,7%) casos na mesma proporção, sendo 9 de gastroenterocolite, 9 de pneumopatia, e 9 de tonsilite; e 5 casos de outras doenças (6,3%).

  1. A resposta ao tratamento, analisada de maneira global e com ambas as medicações, foi excelente em 48,8, 61,0, 57,4, 63,0, 55,6, 64,3, e 67,7%, respectivamente para 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas;
  2. Ela foi estatisticamente significante a favor do ibuprofeno no grupo de febre alta após 3 (p = 0,014) e 4 horas (p = 0,047) da medicação;

Em relação à febre baixa, a resposta ao tratamento ficou no limite da significância, a favor do ibuprofeno, após 3 horas da medicação (p = 0,106). A Figura 1 demonstra que no grupo de febre alta observou-se diferença estatisticamente significante com p = 0,019 entre as duas medicações. Em ambos os grupos ocorreu diminuição da temperatura ao longo do tempo (p < 0,001). Nas Figuras 1 e 2, observou-se que, no início da atividade antipirética, houve queda da temperatura para os dois grupos tratados desde a aferição aos 10 minutos, porém, mais acentuada no grupo de febre alta. Na Tabela 1 , evidenciou-se que 100% das crianças no grupo de febre alta, medicadas com ibuprofeno, foram mantidas até a 5ª hora e que 100% das medicadas com dipirona foram mantidas até a 3ª hora.

No grupo de febre baixa, conforme Figura 2 , observou-se diferença estatisticamente significante com p = 0,022 entre as duas medicações. Após a 5ª hora, houve descontinuidade com ambas as medicações, sendo maior no grupo da dipirona.

Na febre baixa, houve descontinuidade do estudo a partir da 3ª hora, porém, ela se acentuou após a 6ª hora. Todos os critérios deste estudo foram cumpridos em 31 crianças, totalizando 38,8%. Na Tabela 1 , também são observadas as médias e desvio padrão para todas as medidas das temperaturas aferidas.

Houve diferença do efeito antipirético estatisticamente significante, a favor do ibuprofeno, para o grupo de febre alta, em relação às 3 e 4 horas (p = 0,007 e p = 0,025, respectivamente). Na febre baixa, o efeito antipirético foi estatisticamente significante com 3 horas de tratamento (p = 0,004).

Na aferição de 2 horas para febre baixa, o efeito antipirético ficou no limite da significância (p = 0,067). Houve descontinuidade por falha terapêutica em 14 pacientes (17,5%), e por elevação da temperatura, em 29 (36,2%). O consentimento foi retirado por 6 pais, após 6 horas do estudo, por as crianças estarem afebris (7,5%).

  • A descontinuidade ocorreu em todas as doenças, com perdas semelhantes quando comparadas entre si: 25/48 infecções de vias aéreas superiores (52%), 5/9 gastroenterocolites agudas (55,6%), 5/9 pneumopatias (55,6%), com exceção nas tonsilites (7/9), em que a descontinuidade atingiu 77,7%, em ambos os grupos e com ambas as medicações, sem diferenças estatisticamente significantes;

Houve ocorrência de 5 eventos adversos (6,3%). Dois foram considerados graves (internação), porém, não relacionados aos medicamentos, mas motivados pelas doenças apresentadas ( Tabela 2 ). As medicações foram bem toleradas durante todo o período de observação.

Discussão A literatura é vasta em trabalhos que comparam o acetaminofeno com o ibuprofeno e contempla estudos com a dipirona com acetaminofeno, porém, é restrita quanto aos que relacionam o ibuprofeno com a dipirona.

Os estudos de Wong et al. 9 , com aferição da temperatura timpânica por 6 horas, e Prado et al. 11 , com aferição da temperatura retal por 2 horas, são os dois únicos trabalhos disponíveis que comparam a eficácia antipirética e a tolerabilidade do ibuprofeno em relação à dipirona pela via oral.

  1. Yilmaz et al;
  2. 10 compararam a eficácia da dipirona intramuscular (10 mg/kg) com o ibuprofeno oral (10 mg/kg) e a nimesulida oral, com aferições axilares por 2 horas;
  3. Portanto, não há na literatura publicação comparando os dois medicamentos, utilizando as mesmas doses, a duração do estudo, a via e o local de aferição preconizados neste trabalho;

A dose por nós utilizada para o ibuprofeno foi de 10 mg/kg e é referida na literatura como a melhor dose no combate a febre 8,10,17,18 e, em metanálise, elaborada por Perrot et al. 19 Quanto à dipirona, optamos por 15 mg/kg, dose preconizada pelo fabricante e utilizada em outros estudos 9,11,20-22.

  • Muitos cuidadores e pediatras utilizam a dipirona na dose de uma gota/kg/peso (equivalente a 25 mg);
  • Provavelmente esse fator contribua para a percepção de eficácia antipirética superior da dipirona em relação a outras medicações 21;

Wong et al. 9 compararam a eficácia antipirética do ibuprofeno (5 mg/kg na febre baixa e 10 mg/kg na alta), da dipirona (15 mg/kg) e de um terceiro medicamento (acetaminofeno-12 mg/kg). Os autores consideraram eficácia quando houve decréscimo de 1,5 °C na temperatura e não criança afebril, assim como nós.

Essa queda foi mais acentuada entre 2 e 3 horas em 78% dos casos com o ibuprofeno e em 82% com a dipirona, diferença não estatisticamente significante. Após esse tempo, a temperatura elevou-se, porém, estatisticamente significante em menor intensidade com a dipirona.

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A elevação para a exclusão para Wong et al. 9 era de 0,5 °C, maior que a que preconizamos (0,3 °C); e a taxa de descontinuidade e desistência foi de 23% para ambos os medicamentos, bem menor que a taxa constatada por nós, porém com critérios diferentes.

  • No estudo de Prado et al;
  • 11 , as aferições foram até 2 horas, com o propósito de verificar se a dipirona (15 mg/kg) intramuscular oferecia melhor resposta antitérmica do que a dipirona (15 mg/kg) e o ibuprofeno (10 mg/kg) via oral, baseado no mito popular e, por que não dizer, até médico, de que a via intramuscular oferece melhor resposta terapêutica antitérmica;

A autora e seus colaboradores demonstraram que o decréscimo médio foi semelhante (1,2, 1,1, e 1,0 °C, respectivamente, para o ibuprofeno, dipirona oral e intramuscular). Neste estudo, obtivemos decréscimo médio de 2,3 e 1,9 °C na febre alta e 1,5 e 1,3 °C na febre baixa para ibuprofeno e dipirona, respectivamente.

Yilmaz et al. 10 concluíram que a dipirona intramuscular foi mais efetiva que o ibuprofeno oral, embora refiram que a via oral seja a mais indicada em crianças. Apesar de este estudo ter tido início 2 horas após a ingestão dos medicamentos, as temperaturas foram aferidas aos 10, 20, 30, 45 minutos e 1 hora após a ingestão, para termos controle rigoroso sobre a criança febril, e para serem tomadas medidas, se fossem necessárias.

É de conhecimento médico que o pico máximo dos antitérmicos estudados ocorre, mais ou menos, 2 horas após sua ingestão. Essa constatação repete a farmacocinética dos medicamentos analisados e nada acrescentaria aos estudos anteriores porque, para a medicação ser eficaz, considera-se o seu efeito antitérmico por 6 a 8 horas.

  1. As porcentagens de descontinuidade neste estudo devem-se principalmente aos critérios estabelecidos, pois essa elevação talvez pudesse comprometer o bem-estar das crianças 23;
  2. Neste estudo, ficou evidente que, em uma fase inicial da doença, nem sempre conseguimos combater a febre por um período de 8 horas, semelhante a outros autores 9,17;

Em 25 dos casos (31,3%), foi introduzido o antibiótico pertinente, pois não seria considerado ético deixarmos a criança sem tratamento adequado em um período de 8 horas. Devido à escassez de estudos científicos, procuramos comparar outros ao nosso, desde que houvesse conclusões isoladas sobre os medicamentos por nós pesquisados e não resultados comparativos com outros medicamentos.

  • Walson et al;
  • 17 avaliaram os medicamentos ibuprofeno nas doses de 5 e 10 mg/kg para febre alta (temperatura oral entre 39,2 e 40 °C) e febre baixa (38,3 a 39,1 °C), e acetaminofeno (10 mg/kg);
  • Após 8 horas do ibuprofeno na dose de 10 mg/kg, observaram que 54,1% das crianças permaneceram com valores menores do que a temperatura basal na febre alta e 38% na febre baixa;

Nossos resultados foram de 36,4 e 43,3%, respectivamente para febre alta e febre baixa. O estudo de De Chiara 21 com paracetamol (13 mg/kg) e dipirona (15 mg/kg) em crianças febris constatou que 32,5% das crianças mantiveram o descréscimo de 1,5 °C em relação à temperatura basal na 6ª hora.

  1. Neste trabalho, no grupo de febre alta (dipirona/6 horas), o decréscimo foi verificado em 54,5% e em 67,9% na febre baixa;
  2. Estudo realizado com ibuprofeno por Martinón et al;
  3. 24 revelou que a magnitude do efeito antipirético foi maior na febre alta na 3ª e na 4ª hora da ingestão do medicamento, a favor do ibuprofeno;

Resultado esse semelhante aos achados de Walson et al. 17 e de Nahata et al. 18 , em que houve diminuição da temperatura após 2 horas da medicação, com decréscimo máximo na 4ª hora do estudo. Os autores constataram que, mesmo se a temperatura se elevasse após 4 horas, ela não atingiria os patamares da temperatura basal.

A resposta terapêutica foi baseada em critério quantitativo e submetida à análise estatística, o que torna o seu resultado mais preciso. A avaliação realizada por Autret et al. 25 foi por meio de dados subjetivos (grau de desconforto apresentado pela criança, tal como choro e expressão facial interpretada pelos responsáveis); e a de Lomar & Ferraz 20 , por meio da opinião do pesquisador.

A resposta excelente e estatisticamente significante ocorreu, na febre alta, a favor do ibuprofeno na 3ª e na 4ª hora do estudo. Semelhante a outros estudos, a tolerabilidade foi excelente para as duas medicações 9,19,20,26. A eficácia terapêutica na febre baixa foi semelhante aos estudos de Walson et al.

17 , com diferença estatisticamente significante a favor do ibuprofeno após 3 horas, e se manteve até a 5ª hora. Os grupos foram homogêneos em relação a idade, sexo, raça, estado nutricional e diagnóstico, e essas variáveis parecem não interferir nos resultados do estudo, segundo Brown et al.

27. Como não conseguimos manter 49/80 crianças (61,2%) afebris por 8 horas, sugerimos que, quando há sintomatologia ou febrofobia, talvez deva ser considerada a alternância de medicações antitérmicas. Essa alternância é apoiada por Mayoral et al. 28 e pela metanálise de Sarrel et al.

  • 29 , os quais preconizam que, em fase inicial das doenças que frequentemente acometem as crianças que procuram os serviços de emergência, os antitérmicos sejam administrados a cada 4 horas, e consideraram que essa conduta não gera efeitos adversos, embora deva ser realizada com supervisão médica para que se evite superdosagem 6,30;

Neste estudo, o qual analisou o comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris, demonstrou-se que dose oral única de ibuprofeno proporciona atividade antipirética mais acentuada do que dose oral única de dipirona, principalmente na febre alta.

Ambas as medicações foram bem toleradas e seguras em curto prazo. Agradecimentos Os autores agradecem à Dra. Marta Pessoa Cardoso, Farm. Roberta Trefiglio e Farm. Patricia Monteiro pelo apoio operacional. Referências 1.

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  • Correspondência: Ana Maria Magni Rua Boquim, 304 CEP 05454-000 – São Paulo, SP Tel. : (11) 3021. 1007, (11) 9641. 1248 E-mail:
  • Artigo submetido em 02. 08. 10, aceito em 06. 10. 10. Este estudo foi realizado por intermédio de fundo de pesquisa patrocinado pela Janssen Cilag Farmacêutica. Apoio financeiro: Janssen Cilag Farmacêutica. Como citar este artigo: Magni AM, Scheffer DK, Bruniera P. Antipyretic effect of ibuprofen and dipyrone in febrile children.

    Qual é melhor tramadol ou codeína?

    FDA recomenda uso mais restrito da codeína e do tramadol, saiba os motivos – A Food and Drug Administration (FDA) está restringindo o uso de codeína e tramadol em crianças. A codeína é aprovada para tratar a dor e a tosse, o tramadol é aprovado para tratar a dor, ambos apenas para uso em adultos.

    Estes medicamentos apresentam sérios riscos, incluindo respiração lenta ou difícil e morte, que parecem ser um risco maior em crianças com menos de 12 anos, e não devem ser utilizados nesta faixa etária.

    Estes medicamentos também devem ser limitados em algumas crianças mais velhas. Também recomenda-se contra o uso de codeína e tramadol em mães que estejam amamentando devido a possíveis danos aos seus bebês. As novas recomendações limitam ainda mais o uso destes medicamentos, para além da restrição feita em 2013 do uso de codeína em crianças com menos de 18 anos para tratar a dor após cirurgia para remoção das tonsilas e/ou adenoides.

    Tem morfina no Tramal?

    Tramal é o mesmo que morfina? – Não. O Tramal contém tramadol que é uma substância extraído do ópio, assim como a morfina. Embora sejam ambos opioides usados como analgésicos, são moléculas diferentes, com indicações também diferentes, sendo que a morfina é usado em situações mais extremas.

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    Como saber se a dor de cabeça e grave?

    7- Dor com sintomas neurológicos – Sempre que a dor vier acompanhada de outro sintoma neurológico focal o atendimento deve ser imediato. Atentar para fraqueza muscular em alguma parte do corpo, alteração de sensibilidade, confusão mental, alteração visual ou dificuldade para falar ou caminhar.

    1. Nestes casos o receio é que haja algumas coisas causando a dor e alterando a função de alguma parte do cérebro, como tumores, abcessos, sangramentos, isquemias, trombose, etc;
    2. Importante destacar que essas são dicas gerais e não regras absolutas;

    Sempre que a dor de cabeça te incomodar muito e alterar o seu ritmo de vida é fundamental procurar ajuda especializada e de confiança para se certificar do diagnóstico exato e programar seu tratamento o quanto antes (mesmo que ela não preencha nenhum critério citado acima).

    O que pode causar uma dor de cabeça muito forte?

    Dificilmente encontraremos alguém que nunca teve um episódio de dor de cabeça. Se o problema for frequente, porém, é recomendável investigar com a ajuda de um especialista. Dor de cabeça, ou cefaleia, é uma condição frequente, de intensidade variável e características distintas.

    1. Ela pode ser classificada, segundo suas causas determinantes, em cefaleias primárias e cefaleias secundárias;
    2. Ao primeiro grupo pertencem as dores de cabeça que indicam, ao mesmo tempo, a enfermidade e o sintoma;

    Ao segundo, aquelas que estão correlacionadas com outras doenças. Por exemplo: infecções bacterianas e virais ( sinusite , meningite , encefalite, gripes e resfriados , entre outras) fibromialgia , aneurismas , tumores cerebrais, AVC , hipóxia cerebral, lesões cranianas, distúrbios oftalmológicos e do ouvido etc.

    • Há casos, porém, em que não é possível definir a causa da dor de cabeça;
    • Veja também: Entrevista com especialista sobre dores de cabeça Dores de cabeça podem ocorrer em pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice;

    Essa queixa também comum na infância pode estar relacionada com um distúrbio físico, emocional ou psicológico, ou ainda ser efeito colateral de algum medicamento.

    Como aliviar dor de cabeça latejante?

    Latejante, pulsátil e pulsante são adjetivos sinônimos, usados para descrever a mesma sensação. Quem sofre de dor de cabeça latejante ou pulsante consegue usar essa característica para entender qual dentre os mais de 100 tipos de dor de cabeça melhor se encaixa com seu diagnóstico.

    1. Assim, é possível entender melhor o problema e saber como aliviar dor de cabeça da forma mais adequada;
    2. A boa notícia é que dor de cabeça latejante é um sintoma marcante que se destaca em um dos principais tipos de dor de cabeça;

    1 Siga a leitura para descobrir o que pode ser. Dor de cabeça latejante é um sintoma de enxaqueca A dor de cabeça latejante é uma das principais características da enxaqueca. Somando à sensação de pulsar, a dor de cabeça enxaquecosa se manifesta de forma unilateral, com intensidade moderada a intensa, em crises que duram de quatro a 72 horas.

    • Além da dor de cabeça latejante, a enxaqueca vem acompanhada de outros sintomas, que incluem sensibilidade à claridade e barulho e desconfortos gastrointestinais, como náuseas que podem provocar vômitos;

    Entre 10 e 15% dos pacientes enfrentam a enxaqueca com aura, que adiciona manifestações visuais, descritos como flashes de luz, traçados em zigue-zague ou visão com pouca nitidez, à lista de sintomas. 1 2 3 Os sintomas da enxaqueca são reconhecidos por terem um caráter incapacitante, que afeta diretamente o dia a dia do paciente.

    • Os incômodos não apenas atrapalham, como pioram com as atividades rotineiras;
    • 2 3 Isso provoca uma queda na qualidade de vida do paciente que é uma grande preocupação clínica e abre portas aos sintomas psicológicos da enxaqueca, como irritabilidade, ansiedade, depressão, distúrbios do sono, esgotamento mental, queda de produtividade e diminuição da concentração;

    1 Como evitar e aliviar crises de dor de cabeça latejante Durante uma crise de dor de cabeça latejante, o primeiro passo, antes de se medicar, é repousar em um quarto escuro e silencioso. Muitas vezes, esse descanso é o suficiente para abortar a dor. Os remédios mais usados contra a enxaqueca são analgésicos e anti-inflamatórios.

    1. 3 Porém, é importante que o tratamento farmacológico da enxaqueca seja acompanhado por um médico, porque o excesso de medicamentos, definido pelo consumo de analgésicos ou ergotamina mais de três vezes por semana, é um dos principais gatilhos para o agravamento da doença;

    1 Alternativas que compõem um estilo de vida mais saudável para pacientes com enxaqueca podem ajudar a prevenir e diminuir os episódios de dor de cabeça latejante. Praticar exercícios físicos regularmente, controlar os níveis de estresse com técnicas de relaxamento, ter uma boa rotina de sono e uma alimentação regular aumentam a sensação de bem-estar.

    Pode tomar ibuprofeno para dor de cabeça?

    O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteróide (AINE) indicado para o alivio da febre e da dor. Normalmente é usado para tratar dor de cabeça, dor muscular, dor de dentes, enxaqueca ou cólica menstrual, pois age reduzindo a produção de substâncias inflamatórias.

    Além disso, pode ser usado para reduzir os sintomas de gripe ou resfriado. Esse remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias na forma de comprimidos contendo ibuprofeno 600 mg, 400 mg ou 200 mg, gotas pediátricas de 50 mg/mL, ou suspensão oral de 30 mg/mL, com os nomes comerciais Advil, Alivium, Buscofem ou Ibuprotrat.

    O ibuprofeno pode ser usado por adultos ou crianças com mais de 6 meses de idade, e deve ser utilizado somente com indicação e orientação médica. Qual Remedio Mais Forte Para Dor De Cabeça.

    O que acontece no cérebro de uma pessoa com enxaqueca?

    Causas da Enxaqueca – Enxaquecas ocorrem em pessoas cujo sistema nervoso é mais sensível no que de outras. Para essas pessoas, as células nervosas do cérebro são facilmente estimuladas, produzindo atividade elétrica. Conforme a atividade elétrica se espalha pelo cérebro, várias funções, como visão, sensação, equilíbrio, coordenação muscular e fala, são temporariamente perturbadas.

    Esses distúrbios causam os sintomas que ocorrem antes da cefaleia (chamados de aura). A cefaleia ocorre quando o 5º nervo craniano (trigêmeo) é estimulado. Este nervo envia impulsos (incluindo impulsos de dor) dos olhos, couro cabeludo, testa, pálpebras superiores, boca e mandíbula para o cérebro.

    Quando estimulados, os nervos podem liberar substâncias que causam inflamação dolorosa dos vasos sanguíneos do cérebro (os vasos sanguíneos cerebrais) e as camadas de tecidos que cobrem o cérebro (meninges). A inflamação provoca cefaleia latejante, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

    A enxaqueca hemiplégica familiar, um subtipo raro de enxaqueca, está associada a defeitos genéticos do cromossomo 1, 2 ou 19. O papel dos genes nas formas mais comuns da enxaqueca está em estudo. Acredita-se que o estrogênio, o principal hormônio feminino, desencadeia a enxaqueca, o que explicaria o fato de ela ser mais frequente nas mulheres.

    Enxaquecas podem provavelmente ser desencadeadas quando os níveis de estrogênio aumentam ou flutuam. Durante a puberdade (quando os níveis de estrogênio aumentam), a enxaqueca é muito mais frequente entre as jovens mulheres do que entre os rapazes da mesma idade.

    • Algumas mulheres têm enxaquecas antes, durante ou imediatamente após a menstruação;
    • Enxaquecas ocorrem com menos frequência e tornam-se menos graves nos últimos trimestres da gravidez quando os níveis de estrogênio estão relativamente estáveis, e se agravam após o parto quando os níveis de estrogênio diminuem rapidamente;

    Com a aproximação da menopausa (quando os valores de estrogênio ficam instáveis), a enxaqueca é particularmente difícil de controlar.

    O que pode ser uma dor de cabeça muito forte?

    A dor de cabeça é um incômodo extremamente comum e que pode afetar qualquer pessoa. A maioria das cefaleias não é motivo para grandes alertas e dispensa uma investigação profunda. Por outro lado, não se pode ignorar que existe uma minoria de casos em que uma dor de cabeça muito forte pode indicar problemas sérios de saúde.

    Como diferenciar esses dois perfis para saber a hora ideal de procurar um médico? Confira! Dor de cabeça muito forte pode ser enxaqueca Dor de cabeça forte pode ser um indício de enxaqueca. Esse é o segundo tipo mais comum de cefaleia e é sentido de forma latejante ou pulsante e unilateral, com episódios que duram entre 4 e 72 horas.

    Pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e cheiros. Por isso, muitos pacientes preferem descansar em um espaço escuro e silencioso durante a crise. 1 Aproximadamente um terço dos pacientes com enxaqueca episódica relata uma aura. Trata-se de um sintoma neurológico progressivo, visual ou sensitivo, que dura de cinco a 60 minutos.

    A mais comum é a aura visual em forma de linhas em zigue-zague ou de escotoma cintilante. 1 Quando a enxaqueca ocorre de forma pontual e dentro desses padrões, não há grandes indícios de urgência clínica.

    Nesses casos, o remédio para dor de cabeça forte pode ser paracetamol, dipirona, ibuprofeno ou aspirina com ou sem antieméticos, como domperidona. 1 2 Mas, vale lembrar que é sempre importante consultar um médico. Alta frequência da dor de cabeça forte é um alerta Passe a registrar a frequência e a duração do incômodo.

    Dor de cabeça forte que persiste por mais de 15 dias por mês e com mais de quatro horas de duração por dia é um problema considerado crônico. A cronificação pode acontecer em qualquer fase da vida, mas é mais comum entre os 30 e 40 anos de idade.

    3 O tipo de dor causado pela cefaleia crônica diária varia, mas tende a ser constante, em pressão ou aperto, mas também pode ser pulsante. Além da dor de cabeça, o quadro crônico pode ser acompanhado de outros sintomas, como: 3

    • Maior sensibilidade na visão, audição e olfato; 3
    • Alterações gastrintestinais, como náuseas; 3
    • Congestão nasal; 3
    • Tensão muscular no pescoço; 3
    • Incômodos oculares, como visão borrada, lacrimejamento, inchaço e vermelhidão; 3
    • Fadiga; 3
    • Dificuldade de concentração; 3
    • Irritabilidade; 3
    • Falha de memória. 3

    Se você se identificou com essas características, sem dúvidas, é hora de marcar uma consulta com um especialista. A cronicidade da dor de cabeça forte pode afetar sua qualidade de vida e causar problemas psicológicos. 3 Dor de cabeça forte como um sintoma neurológico grave A dor de cabeça muito forte que se manifesta como um sintoma de outra doença faz parte do grupo das cefaleias secundárias, que são mais raras que as primárias e também possivelmente mais graves.

    Um indicativo de cefaleia secundária é quando a dor de cabeça forte é acompanhada de febre, erupção cutânea e redução do nível de consciência. O diagnóstico correto pode salvar vidas e, por isso, é o momento de procurar um médico.

    1 Quando uma nova onda de dores de cabeça surge em pacientes com mais de 50 anos associada à febre, mal-estar, perda de apetite e de peso, suor noturno e insônia, há o alerta para buscar ajuda médica especializada. 1 Já para trombose venosa cerebral, as mulheres jovens que fumam e/ou tomam pílula anticoncepcional oral são o principal grupo de risco.

    O perigo é ainda maior imediatamente após o parto e quando há desidratação. A doença aumenta a pressão intracraniana e se manifesta com dor de cabeça forte durante a manhã, náuseas, confusão mental, papiledema e convulsões.

    1 Nestes casos acima, que são exemplos de doenças que apresentam a cefaleia secundária como sintoma, é fortemente indicado buscar ajuda especializada na apresentação das características citadas, mesmo que nem todos os sintomas mencionados surjam.

    Qual é melhor para dor de cabeça dipirona ou ibuprofeno?

    ‘O ibuprofeno também tem efeito anti-inflamatório’, diz o médico, que complementa: ‘Quando estiver em dúvida, se caso a dor de cabeça for leve, é preferível o paracetamol porque é menos prejudicial’.

    Qual o melhor remédio para dor de cabeça dipirona ou paracetamol?

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    • Paracetamol Se Torna Melhor Que Dipirona? Ou Não Há Diferença?

    1 respostas Paracetamol se torna melhor que dipirona? Ou não há diferença? Olá! Ambas as medicações são analgésicas. Se não há contraindicação para o uso de uma ou outra, a dipirona mostrou-se, em alguns estudos, mais eficiente para dor que o paracetamol. Porem, é muito importante levar em conta o risco de alergias e as doenças do paciente, por exemplo, doença dos rins ou fígado.

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