Qual O Melhor Remédio Para Dor De Garganta Inflamada?

Qual O Melhor Remédio Para Dor De Garganta Inflamada
Para combater a dor e a inflamação da garganta, o mais indicado é utilizar Profenid Solução Oral. Antigripais: Quando a Dor de Garganta é causada por gripes e resfriados, os remédios antigripais podem resolver o problema e combater, de uma só vez, todos os sintomas incômodos.

Qual é o melhor remédio para inflamação na garganta?

O que fazer para curar infecção de garganta?

Qual o melhor antibiótico para dor de garganta?

O que é melhor nimesulida ou ibuprofeno?

Diferença entre a nimesulida e outros analgésicos, e anti-inflamatórios – Uma já falamos: ela só pode ser consumida sob prescrição médica. Mas não para por aí. Entre os anti-inflamatórios, a nimesulida é mais potente que o ácido acetilsalicílico (AAS). Por outro lado, não tem grande vantagem em relação ao diclofenaco e o ibuprofeno.

Como saber se a dor de garganta e vírus ou bactéria?

A ofensiva viral e a reação inflamatória despertada por ela afetam toda a mucosa da garganta, gerando vermelhidão, coceira, inchaço e dor. Na bacteriana, as amígdalas ficam inchadas e podem sediar uma placa esbranquiçada, o pus. A febre pode dar as caras em ambos os casos.

Quanto tempo dura uma inflamação de garganta?

Desde o fim de dezembro de 2021, por causa do aumento de casos de COVID pela variante Omicron , recebo diariamente muitas mensagens, áudios e ligações de pacientes com DOR DE GARGANTA. Em outros verões, o normal seria vermos muitas amigdalites bacterianas, mas, nesse momento, toda DOR DE GARGANTA acaba sendo COVID.

Muitos têm uma dor de garganta mais fraca, ou até mesmo uma irritação na garganta. Alguns apresentam dores mais intensas, necessitando de medicamentos mais potentes ou uma combinação de analgésicos. Felizmente, pela minha experiência pessoal como médico otorrinolaringologista até agora, todos os casos de DOR DE GARGANTA em função de COVID evoluíram de modo benigno, sem complicações ou necessidade de internação.

Certamente, mais adiante veremos estudos detalhando o comportamento patológico da variante Omicron, mas uma coisa me parece certa. Ela gosta da garganta mais do que todas as outras. Quando a criança ou o adulto apresentam uma dor na garganta ao engolir, normalmente deve se tratar de uma inflamação na faringe. A maioria das inflamações da garganta são causadas por vírus, como na gripe ou nos resfriados. Cerca de 10% dos casos porém, são causados por bactérias. O exame clínico com ajuda ou não de exames complementares como o hemograma, a cultura ou o teste rápido ajudam a diferencias estas duas situações. Entre as bactérias causadoras de faringoamigdalites, destaca-se o Streptococcus beta hemolítico.

Crianças muito pequenas normalmente param de comer ou choram ao se alimentar quando estão com a garganta inflamada. As Infecções faríngeas causadas por este germe devem ser prontamente tratadas, pois podem levar a complicações cardíacas sérias.

ins A amigdalite é uma inflamação específica das amígdalas, que se localizam na faringe. Nesta situação, as amígdalas se encontram inchadas, vermelhas e doloridas, eventualmente cobertas por uma secreção branca-amarelada. Pessoas que dormem com a boca aberta podem apresentar dor da garganta pela manha pelo ressecamento da faringe durante a noite.

  1. Neste caso, além do tratamento para correção da respiração bucal, pode-se usar alguma forma para umedecer o ambiente;
  2. Infecções nasais como as sinusites, que resultam em drenagem de secreções do nariz para a garganta, também podem causar dor;

Os tumores malignos da faringe também podem trazer dor de garganta, embora sejam bem mais raros. Embora logicamente a duração da dor de garganta dependa da sua causa, na maioria das vezes a faringite é viral e dura de 3-5 dias. Na infecção bacteriana os sintomas regridem rapidamente após o início dos sintomas, em cerca de 24-36hrs, período após o qual o quadro deixa de ser contagioso.

  • Alívio da dor e da febre. Deve-se fazer uso de medicação analgésicas na dose apropriada para o peso e a idade, como a dipirona, o paracetamol ou o ibuprofeno, sempre atento à possíveis alergias ou intolerâncias medicamentosas.
  • Dieta. A inflamação torna a garganta inchada e dolorida o que dificulta a ingestão de alimentos sólidos. Prefira a consistência líquida ou pastosa.
  • Evite o uso de sprays analgésicos pois além de serem pouco ou nada efetivos, podem causar alergia ou irritação.
  • Nunca faça uso de antibióticos por sua própria conta. A chance de você errar na escolha, dose, tempo de uso ou hora de começar é enorme. Além disto, a maioria das inflamações na garganta são de origem viral o que não requer o uso de antibióticos.
  • Caso não se possa engolir nem líquidos
  • Caso haja dificuldade de respirar
  • Caso a criança ou o adulto pareçam muito doentes (mal estado geral)
  • .

    Estou com Covid o que tomar para dor de garganta?

    Em casos de dor de garganta forte, geralmente analgésicos, previamente prescritos, e uma hidratação adequada são suficientes. Caso o sintoma se agrave e apresente quadros além do normal, é necessário procurar um profissional de saúde.

    Pode tomar dipirona para dor de garganta?

    DOR DE GARGANTA: QUAL O MELHOR REMÉDIO? QUAL TRATAMENTO? VIRAL OU BACTERIANA?

    Afinal, a dipirona monoidratada serve para dor de garganta?  – Não há registros científicos que comprovem que a dipirona monoidratada serve para dor de garganta. Por ser um analgésico, a dipirona alivia dores de nível moderado ou intenso, então alguns médicos podem receitá-la para auxiliar contra a dor de garganta.

    Contudo, isso não é comum, tendo em vista que as dores de garganta possuem uma origem viral ou bacteriana. Um analgésico como a dipirona não solucionaria esse problema. Além disso, hoje em dia existem outros tipos de analgésicos feitos exclusivamente para aliviar as dores de garganta.

    Por conta disso, a dipirona não costuma ser receitada para esse tipo de dor. No caso de uma amigdalite (inflamação nas amígdalas que pode causar dor de garganta), o uso de dipirona pode requerer um cuidado redobrado. Isso porque essa doença pré-existente pode mascarar os primeiros sintomas de angina agranulocítica, um problema que, apesar de raro, pode aparecer quando se faz uso de dipirona monoidratada.

    O que é melhor para garganta inflamada azitromicina ou amoxicilina?

    ARTIGO ORIGINAL Comparação entre a azitromicina e a amoxicilina no tratamento da exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica * * Estudo multicêntrico Mara Rúbia Andre-Alves I ; José Roberto Jardim II ; Rodney Frare e Silva III ; Elie Fiss IV ; Denison Noronha Freire V ; Paulo José Zimermann Teixeira VI I Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS – Porto Alegre (RS) Brasil II Professor Associado de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo (SP) Brasil III Professor Adjunto de Pneumologia do Departmento de Clínica Médica da Universidade Federal do Paraná – UFPR – Curitiba (PR) Brasil IV Professor Titular de Pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC – FMABC – Santo André (SP) Brasil V Professor Adjunto de Pneumologia do Departmento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina – UEL – Londrina (PR) Brasil VI Pneumologista do Pavilhão Pereira Filho da Santa Casa de Porto Alegre – Porto Alegre (RS) Brasil Endereço para correspondência RESUMO OBJETIVO: Comparar a eficácia, segurança e tolerabilidade da azitromicina e da amoxicilina no tratamento de pacientes com quadro clínico de exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica.

    MÉTODOS: Seis centros brasileiros incluíram 109 pacientes com idades entre 33 e 82 anos. Desses pacientes, 102 foram randomizados para receber azitromicina (500 mg por dia por três dias, n = 49) ou amoxicilina (500 mg a cada oito horas por dez dias, n = 53).

    Os pacientes foram avaliados no início do estudo, após dez dias e depois de um mês. A avaliação clínica, de acordo com os sinais e sintomas presentes após dez dias e após um mês, consistiu na classificação dos casos nas categorias cura, melhora ou falha terapêutica.

    A avaliação microbiológica foi feita pela cultura de amostras de escarro consideradas adequadas após contagem de leucócitos e coloração de Gram. Avaliações secundárias de eficácia foram feitas com relação aos sintomas (tosse, dispnéia e expectoração) e à função pulmonar.

    RESULTADOS: Não houve diferenças entre as proporções de casos classificados como cura ou melhora entre os grupos tratados com a azitromicina ou a amoxicilina. Essas proporções foram, respectivamente, de 85% vs. 78% (p = 0,368) após dez dias, e de 83% vs. 78% (p = 0,571) após um mês.

    Também não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos quando comparadas as variáveis secundárias de eficácia e a incidência de eventos adversos. CONCLUSÃO: A azitromicina tem eficácia e tolerabilidade semelhantes às da amoxicilina para o tratamento da exacerbação aguda da Doença pulmonar obstrutiva crônica.

    Descritores: Amoxicilina/uso terapeutico; Azitromicina/uso terapêutico; Bronquite crônica/quimioterapia; Doença pulmonar obstrutiva crônica/qumioterapia; Estudo comparativo. Introdução A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição causada por limitação progressiva ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível.

    1. (1) A grande maioria dos casos ocorre em pacientes que foram ou são fumantes, sendo a DPOC caracterizada por um declínio acelerado do volume expiratório forçado no primeiro segundo;
    2. (2) A DPOC apresenta um espectro de alterações patológicas e manifestações clínicas;

    Dentro desse espectro, define-se a bronquite crônica como a presença de tosse produtiva por pelo menos três meses, em dois anos consecutivos. (3) A bronquite crônica caracteriza-se por obstrução de vias aéreas de pequeno calibre e produção aumentada de muco.

    • Muitos pacientes com bronquite crônica também apresentam graus variados de enfisema, caracterizado pela destruição de espaços aéreos e perda da elasticidade pulmonar;
    • (3) Assim, é por vezes difícil discernir a contribuição desses dois processos patológicos, bronquite crônica e enfisema, para as manifestações clínicas num paciente individualmente;

    Embora ainda não seja bem conhecida a epidemiologia da DPOC no Brasil, um estudo de base populacional conduzido na área metropolitana da Cidade de São Paulo demonstrou que cerca de 15,8% dos indivíduos com mais de 40 anos de idade preenchem critérios para DPOC.

    (5) Além disso, a DPOC foi a quarta maior causa de internação hospitalar no Brasil em 2002. (6) Pacientes com DPOC apresentam episódios freqüentes de exacerbação infecciosa. Durante esses episódios, ocorre piora rápida da função pulmonar, piora da obstrução das vias aéreas e produção ainda maior de muco.

    Estima-se que os pacientes com DPOC tenham, em média, até três episódios anuais de exacerbação infecciosa. (4) Embora a exacerbação tenha causa multifatorial a infecção é a principal, sendo responsável por 50 a 80% dos casos. (4,6,7) Entre essas infecções, as mais freqüentes são as bacterianas, sendo os patógenos mais comumente encontrados Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae.

    1. (6) Em comparação com placebo, o tratamento com antibióticos é considerado eficaz, encurtando o período de duração da exacerbação infecciosa;
    2. (8,9) Assim, pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC freqüentemente necessitam de tratamento com antibióticos de amplo espectro, que sejam ativos por via oral e que possam ser administrados de forma racional com segurança e expectativa de eficácia na maior parte dos casos;

    Diversas classes de antibióticos atualmente disponíveis se prestam a essa finalidade. O presente estudo teve por objetivo comparar a eficácia, segurança e tolerabilidade de dois antibióticos orais, a azitromicina e a amoxicilina, no tratamento ambulatorial de pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC.

    Métodos Os pacientes candidatos ao estudo tinham idade entre 30 e 70 anos e diagnóstico clínico de exacerbação infecciosa da DPOC. O diagnóstico foi feito diante da presença de dois dos seguintes critérios: tosse aumentada, expectoração aumentada ou piora da dispnéia.

    Os pacientes deveriam estar em tratamento ambulatorial e apresentar radiografia simples de tórax, realizada nas 48 h precedentes à inclusão no estudo, que excluísse a presença de pneumonia. Pacientes do sexo feminino não poderiam estar amamentando, grávidas ou planejando engravidar durante o estudo ou até um mês após seu término.

    Além disso, mulheres em idade fértil deveriam praticar método contraceptivo eficaz. Foram definidos como critérios de exclusão: a hipersensibilidade conhecida à azitromicina ou à amoxicilina; o tratamento com antibióticos sistêmicos num período de catorze dias antes da inclusão no estudo; a previsão de uso de antibiótico para outra condição clínica ou de uso de alopurinol, probenecida, digoxina, varfarina ou ergotamina durante o estudo; história conhecida de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, bronquite aguda ou bronquiectasia, suspeita de abscesso pulmonar ou empiema, ou a história ou suspeita de tuberculose ativa, fibrose cística ou câncer primário ou metastático para o pulmão; a presença de qualquer condição clínica ou psicológica que, a critério do investigador, devesse impedir o paciente de participar do estudo; o histórico de abuso de álcool ou drogas; o tratamento com medicamentos imunossupressores, incluindo doses de corticosteróides superiores ao equivalente a 10 mg/dia de prednisona; a presença de qualquer uma das alterações laboratoriais contagem de leucócitos inferior a 2.

    500/mm 3 , contagem de neutrófilos inferior a 1. 000/mm 3 ou elevação de transaminases acima de duas vezes o limite superior do normal, ou de fosfatase alcalina ou bilirrubinas acima de 1,5 vezes o limite superior do normal; a doação de sangue durante ou por até um mês após a conclusão do estudo; e a participação em estudos clínicos, inclusive neste, no período de um mês antes da inclusão no presente estudo.

    Todos os pacientes incluídos no estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. O protocolo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa de cada um dos seis centros participantes do estudo, que foi conduzido segundo os princípios éticos da Declaração de Helsinque, as normas de Boas Práticas de Pesquisa Clínica e as resoluções federais referentes à pesquisa clínica no Brasil.

    Os pacientes candidatos ao estudo foram avaliados numa consulta inicial, durante a qual foram interrogados a cerca da história clínica e submetidos ao exame físico completos, e na qual foram solicitados exames laboratoriais, radiografia simples de tórax, espirometria e exame microbiológico de escarro purulento expectorado recentemente.

    1. A avaliação do escarro foi feita por coloração de Gram e cultura de amostras consideradas adequadas, definidas como aquelas em que havia mais que 25 leucócitos e menos de dez células epiteliais escamosas por campo observado através de lente ótica de pequeno aumento (100 x);

    (10) Os pacientes foram então aleatoriamente designados para tratamento com azitromicina, 500 mg por via oral por dia, por três dias consecutivos, ou amoxicilina, 500 mg por via oral a cada oito horas, por dez dias consecutivos. Depois de dez dias, os pacientes compareceram à segunda consulta e foram reavaliados por meio de história, exame de sinais vitais, espirometria e exame microbiológico de escarro.

    A terceira e última consulta foi realizada cerca de um mês após o início do tratamento e incluiu os mesmos procedimentos da segunda consulta. Todo medicamento usado durante o estudo deveria ser informado pelos pacientes, e as quantidades de azitromicina e amoxicilina utilizadas pelos pacientes foram contabilizadas para avaliar a adesão ao tratamento.

    Para efeito das avaliações de eficácia e segurança, foram consideradas duas amostras de pacientes. A avaliação de segurança foi feita na amostra de pacientes com intenção de tratamento (ITT, do inglês intention to treat ), formada por todos os pacientes que tomaram pelo menos uma dose de um dos medicamentos do estudo.

    A amostra de pacientes avaliáveis por protocolo (amostra PP) foi constituída pelos pacientes que tomaram quantidade adequada dos medicamentos, definida como entre 80 e 100% do total de comprimidos que haviam sido prescritos, e que não violaram o protocolo por quaisquer motivos.

    A resposta clínica dos pacientes foi classificada, na segunda e na terceira consulta, como cura, melhora ou falha. A cura foi definida como a resolução dos sinais e sintomas de exacerbação aguda, com volta dos mesmos ao padrão habitual de cada paciente.

    A melhora foi definida pelo desaparecimento da febre, quando presente, e da resolução incompleta dos outros sinais ou sintomas, sem a necessidade adicional de outros antibióticos. A falha foi definida como a ausência de resolução dos sinais ou sintomas ou a necessidade de uso adicional de antibióticos.

    A avaliação primária da eficácia terapêutica foi dada pela proporção de pacientes que apresentou cura ou melhora. Os parâmetros secundários de eficácia foram as avaliações de sinais e sintomas e os resultados das análises microbiológicas. Foram registrados todos os eventos adversos relatados pelos pacientes ou observados pelos investigadores ao longo do estudo.

    1. Também foi analisada a incidência de eventos adversos sérios, definidos como quaisquer ocorrências que resultassem em morte, hospitalização ou prolongamento de hospitalização, incapacidade persistente, ou significativa, ou eventos que colocassem a vida do paciente em risco;

    Foram avaliados os casos de interrupção do tratamento devida à sua ineficácia ou a eventos adversos a ele relacionados. As variáveis demográficas e características basais dos pacientes foram comparadas por meio do cálculo de medidas descritivas e teste de análise de variância (ANOVA), no caso de variáveis quantitativas, e pelos testes do qui-quadrado ou exato de Fisher, conforme o caso, para as variáveis qualitativas.

    As diferenças entre as proporções de pacientes com cura ou melhora em cada grupo foram comparadas por testes de proporção e seus respectivos intervalos de confiança de 95%. Na avaliação microbiológica, foi aplicada a mesma técnica estatística.

    Os resultados dos testes de função pulmonar foram analisados pela técnica de ANOVA para medidas repetidas. As análises estatísticas foram feitas com auxílio do sistema SAS ( Statistical Analysis System , Cary, North Carolina). Todos os testes de hipóteses foram bicaudais, e o nível de significância considerado foi de 5%.

    1. Resultados Dos 109 pacientes incluídos no estudo, 102 tomaram pelo menos uma dose de um dos antibióticos e constituíram a amostra com intenção de tratamento;
    2. Destes 102 pacientes, 19 tiveram seu tratamento interrompido pelos seguintes motivos: eventos adversos (n = 11), falta de eficácia terapêutica (n = 4), retirada de consentimento informado (n = 2), e violação de protocolo (n = 2);

    Assim, 83 pacientes completaram o estudo, tendo 41 deles sido tratados com azitromicina, e 42 com amoxicilina. A mediana da idade dos 102 participantes do estudo foi de 60 anos (intervalo de 33 a 82), e 59 pacientes eram do sexo masculino (58%). Estas e outras características demográficas e clínicas são mostradas na Tabela 1.

    Não houve diferenças significativas entre essas características, quando foram comparados os pacientes randomizados para os dois grupos. Após dez dias de tratamento, 97 pacientes eram avaliáveis quanto à resposta clínica.

    Dos 5 pacientes na amostra com intenção de tratamento que não foram avaliáveis, 2 haviam sido tratados com azitromicina, e 3 com amoxicilina. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos quando foram comparadas as proporções de pacientes com cura ou melhora.

    Conforme mostra a Tabela 2 , essas proporções foram de 85% no grupo tratado com azitromicina, e de 78% no grupo tratado com amoxicilina (p = 0,368). Um mês após o término do tratamento, foi possível avaliar a resposta clínica em 96 casos.

    Dos 6 pacientes não avaliáveis, 3 haviam recebido azitromicina, e 3 haviam recebido amoxicilina. Mais uma vez, não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos quando foram comparadas as proporções de pacientes com cura ou melhora.

    1. Estas proporções foram de 83% e 78% nos grupos tratados com azitromicina e amoxicilina, respectivamente (p = 0,571);
    2. Resultados semelhantes foram encontrados quando a análise de eficácia foi realizada na população de pacientes avaliáveis por protocolo (dados não mostrados);

    A resposta microbiológica pôde ser avaliada após dez dias em 97 pacientes, e após um mês em 86 pacientes. Os patógenos mais freqüentemente isolados em culturas, independentemente da fase do tratamento, foram bactérias dos gêneros Moraxella catharralis, Streptococcus alfa hemolítico, Haemophilus influenzae, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae ( Tabela 3 ).

    1. Não houve diferenças entre os dois grupos, quando foram comparadas as diversas categorias de respostas microbiológicas (dados não mostrados);
    2. Da mesma forma, também não houve diferenças quando foram avaliados os sintomas tosse, expectoração e dispnéia ( Tabela 4 ) ou a função pulmonar dos pacientes nos dois grupos depois de dez dias ou depois de um mês após o início do tratamento ( Tabela 5 );

    No grupo tratado com azitromicina, 96% dos pacientes tomaram as três doses do medicamento prescrito. No grupo tratado com amoxicilina, 92% dos pacientes tomaram pelo menos 90% dos comprimidos prescritos. Trinta e três pacientes tratados com azitromicina tiveram pelo menos um evento adverso, e 27 pacientes tratados com amoxicilina tiveram pelo menos um evento adverso.

    1. Os principais eventos adversos atribuídos ao tratamento foram de natureza gastrintestinal (náusea, dor epigástrica e diarréia);
    2. Esses eventos ocorreram em 5 pacientes tratados com azitromicina e em 9 tratados com amoxicilina;

    Cinco pacientes tratados com azitromicina e 2 tratados com amoxicilina apresentaram eventos adversos considerados sérios segundo o protocolo. Esses eventos foram piora do quadro respiratório e do broncoespasmo em 4 pacientes, 1 caso de crise convulsiva e 1 de fratura vertebral.

    Nenhum desses eventos foi considerado como secundário ao uso dos antibióticos do estudo. Discussão O presente estudo demonstrou que a azitromicina e a amoxicilina produzem resultados comparáveis, em termos de eficácia e tolerabilidade, em pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC.

    A taxa de resposta clínica, definida como a proporção de pacientes que atingiu cura ou melhora dos sinais e sintomas do quadro de exacerbação infecciosa, foi semelhante nos dois grupos e comparável aos resultados obtidos em outros estudos com delineamento semelhante.

    1. Da mesma forma, não houve diferenças significativas em outros parâmetros de eficácia ou na toxicidade atribuída ao tratamento;
    2. Diversos fatores devem ser considerados na escolha de um antibiótico para tratar pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC;

    (11) Entre esses fatores, destacam-se o espectro de ação, a taxa esperada de resistência bacteriana, a conveniência posológica e a penetração adequada em secreções respiratórias. Diversos antibióticos usados no tratamento da exacerbação infecciosa da DPOC reúnem várias destas características.

    A azitromicina é um antibiótico macrolídeo com amplo espectro de ação, incluindo os patógenos mais comumente encontrados em infecções respiratórias comunitárias. (12) Num estudo internacional, em que foram comparadas taxas de resistência in vitro de patógenos respiratórios a diversos antibióticos, os resultados de amostras oriundas do Brasil revelaram que S.

    pneumoniae e H. influenzae apresentam, respectivamente, 95% e 100% de sensibilidade à azitromicina. (13) A administração da azitromicina por três dias garante níveis adequados do antibiótico por até dez dias. Esta propriedade farmacocinética torna a azitromicina um antibiótico com posologia bastante satisfatória.

    Além disso, a azitromicina apresenta excelente penetração em secreções respiratórias. (14) Outros estudos randomizados compararam a azitromicina e a amoxicilina no tratamento de pacientes com exacerbação aguda de bronquite crônica.

    Em alguns estudos a amoxicilina foi administrada em associação com o ácido clavulânico, um inibidor de algumas das beta-lactamases produzidas por patógenos respiratórios. Uma metanálise de catorze estudos randomizados que compararam azitromicina e amoxicilina mostrou que a azitromicina apresenta eficácia comparável à da amoxicilina, esta última com ou sem o ácido clavulânico, mas com menor incidência de eventos adversos.

    (15) Quando comparada a antibióticos de outras classes, a eficácia da azitromicina foi considerada equivalente à da moxifloxacina, (16) da levofloxacina (17) e da pivampicilina. (18) Em comparação com outros macrolídeos, a azitromicina também foi considerada equivalente à roxitromicina, (19) à claritromicina (20) e à diritromicina.

    (21, 22) Diante da eficácia comparável entre os diversos antibióticos empregados no tratamento da exacerbação aguda da bronquite crônica, é de interesse avaliar qual das drogas empregadas estaria associada a um perfil farmacoeconômico mais satisfatório.

    • Num estudo latino-americano, estimou-se que os antibióticos respondem por apenas 19,7% do custo direto do tratamento da exacerbação infecciosa;
    • (23) Apesar deste percentual relativamente baixo, em comparação com o custo global do tratamento, é possível que existam antibióticos com relações de custo-efetividade mais favoráveis;

    Em outras palavras, é possível que uma eventual diferença de custos entre diferentes antibióticos seja minimizada, ou mesmo invertida, quando são levados em conta outros custos associados ao tratamento, como sua eficácia e sua toxicidade. Nesse sentido, existem poucos estudos com resultados aplicáveis em grande escala.

    1. (24) Num estudo retrospectivo, o uso de antibióticos de terceira geração (azitromicina, ciprofloxacina e amoxicilina/ácido clavulânico) esteve associado a menores taxas de falha terapêutica e internação, maior intervalo entre episódios de exacerbação e tendência a menor custo global do tratamento, em comparação com drogas de primeira geração (amoxicilina, sulfametoxazol/trimetoprima, eritromicina e tetraciclina);

    (25) Os resultados do presente estudo confirmam a eficácia e a tolerabilidade da azitromicina para o tratamento ambulatorial de episódios de exacerbação infecciosa da DPOC. Nessa situação, pode-se esperar que o tratamento com azitromicina promova cura ou melhora clínica na grande maioria dos pacientes, com perfil de toxicidade e custo aceitáveis.

  • Endereço para correspondência: Dra. Mara Rúbia André-Alves Rua Ramiro Barcelos, 1. 056, Conj. 704 CEP 90035-002, Porto Alegre, RS, Brasil Tel 55 51 3222-8088 E-mail:
  • Recebido para publicação em: 28/6/2005. Aprovado, após revisão, em 12/4/2006.

  • * Estudo multicêntrico
  • Endereço para correspondência: Dra. Mara Rúbia André-Alves Rua Ramiro Barcelos, 1. 056, Conj. 704 CEP 90035-002, Porto Alegre, RS, Brasil Tel 55 51 3222-8088 E-mail: mara@orion. ufrs. br * Estudo multicêntrico.

    Qual a diferença entre amoxicilina e nimesulida?

    Tire todas as dúvidas durante a consulta online – Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa. Mostrar especialistas Como funciona? Qual O Melhor Remédio Para Dor De Garganta Inflamada Pode. A amoxicilina trata-se de um antibiótico, ja a nimesulida é um antiinflamatório. Associação comum, pois um trata a infecção e outro a inflamação.

    • Se eu tomar meu último nimesulida as 0:30 minutos, amanhã a noite posso tomar bebida alcoólica?
    • Olá, tomei uma nimesulida as 2 da manhã, e gostaria de tomar um corticortein às 9 da manhã, pode fazer mal?
    • Tomei diclofenaco de potássio para dor de garganta as 16:00h Eu posso tomar nimesulida as 23:00h ou só no outro dia que devo começar??
    • Posso tomar nimesilan e coristina d pro para gripe?
    • Estava com a gengiva inchada, fui ao dentista que receitou Amoxicilina de 500mg de 8 em 8 horas + Nimesulida de 12 em 12 horas. Depois de 3 dias tomando as combinações já ditas, minha gengiva continua inchada, mas saindo pus, é o Amoxicilina que está expulsando a bactéria?
    • Tomei azitromicina e nimesulida na mesma hora. Deu tontura sensação de desmaio e tremedeira no corpo. É normal ?
    • Fiz uma extração do dente 27 e depois de 6 dias, meu rosto ficou em extremo inchado e com dor, voltei no cirurgião-dentista que verificou se eu não tive aveolite mas, estava sem nada de pus ou infecção, tirei à radiografia do dente 27 da arcada superior e o cirurgião – dentista constatou que também não…
    • Bom dia, estou com uma gripe muito forte. Tô tomando nimesulida e expec e estou fazendo inalação soro fisiológico e 5 gt d brometo d ipratrópio. Mas estou muito preocupada porque tem tido uma secreção parecendo abacate, é normal isto? faz três dias que eu tô assim
    • Estou tomando nimesulida d 8 em 8 pois estava com gengiva inflamada, hj faz 2 dias de repente minha voz ficou fanha e estou sentindo c se estivesse surda, pode a ver c o remédio?
    • Tenho alergia a dipirona posso tomar nimesulida e ibuprofeno?

    Qual é o remédio mais forte para dor?

    O vício em analgésicos se tornou prática comum entre muitas pessoas. A droga é usada para dormir, diminuir dores ou tentar sair de algum problema. Nesta semana, cientistas americanos divulgaram um novo composto químico experimental, que já foi testado em animais, e pode ser a esperança para quem faz uso deste tipo de remédio.

    Para que o nimesulida é indicado?

    Para que serve Nimesulida Este medicamento é destinado ao tratamento de uma variedade de condições que requeiram atividade antiinflamatória (contra a inflamação), analgésica (contra a dor) e antipirética (contra a febre).

    O que acontece se não tratar infecção de garganta?

    A garganta começa a incomodar, você sente aquela raspadinha ao engolir a saliva e geralmente já associa o sintoma a uma gripe ou resfriado. Se não for acompanhada de febre então, é comum que as pessoas se automediquem e esperem que passe. O problema é que nem sempre o incômodo vai embora e mesmo assim não recebe a devida atenção.

    O que pode causar uma infecção na garganta?

    O que causa garganta inflamada? – A garganta inflamada pode ser causada por uma gripe, resfriado, amigdalite, laringite ou faringite. A inalação de substâncias tóxicas também podem causar irritação na garganta, assim como o consumo exagerado de bebidas alcoólicas ou refluxo de alimentos para a garganta.

    1. A dor de garganta é um sintoma comum em diversas doenças;
    2. Normalmente, a inflamação envolve faringe e as amígdalas simultaneamente,o que chamamos de faringoamigdalite, podendo afetar também a laringe (laringite);

    Infecções bacterianas, alergias, refluxo, uso excessivo da voz e até secura na garganta,são algumas das outras causas que podem causar garganta inflamada.

    Qual a diferença entre infecção e inflamação na garganta?

    Inflamação e infecção na garganta Uma inflamação traumática, por gritar muito no futebol, é um exemplo. Já a infecção é algum microrganismo que está ‘agredindo’ a mucosa e/ou as estruturas da garganta ‘, explica o otorrinolaringologista Rodrigo Pozzi.

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