O Que É Dor Fisica?

O Que É Dor Fisica
dor, afinal – física ou psíquica, tanto faz –, é sempre um fenômeno de limite. Ela emerge sempre no nível de um limite: o limite impreciso entre o corpo e a psique, entre o eu e o outro ou, ainda, entre um funcionamento re-gulado do psiquismo e sua desregulação.

O que e uma dor física?

” A dor não surge apenas por estimulação periférica, mas também por uma experiência da alma, que reside no coração. ” Platão Poucos vocábulos são tão autoexplicativos como a dor , entendida e compreendida em qualquer idioma, cultura ou civilização. Por outro lado, ainda que se trate de um conceito universal – não há ser humano que não a tenha vivenciado, salvo raras exceções, e ainda assim sob o prisma físico – a dor é sempre um conceito subjetivo , pois cada indivíduo a percebe de forma diferente, dependendo do quanto sofreu e como essas experiências afetaram sua existência.

  1. Ainda assim, a dor (e o sofrimento ) em todas as suas formas permanece como um desafio inesgotável de resiliência, posto que inevitável, em maior ou menor escala, mesmo no atual desenvolvimento da sociedade, com toda a tecnologia e saber (seja do ponto de vista médico seja dos inegáveis avanços sociais ) que acumulamos ao longo dos séculos;

Embora intuitivamente associemos a dor apenas ao sofrimento físico, resta fundamental consignar, em qualquer hipótese (e de forma diversa do que muitos especialistas acreditam), que o gênero humano padece de três diferentes modalidades de enfermidades: a dor física , a dor emocional e a dor social.

A dor física destaca-se como a espécie mais facilmente compreendida, uma vez que sua exteriorização se dá através de canais de comunicação de fácil percepção. Trata-se de uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos .

Como exposto alhures, cada indivíduo usa (e sente) o termo dor de acordo com suas vivências anteriores. Caracteriza-se primordialmente a dor física , particularmente em sua modalidade aguda , como um indicativo de que algo está errado com o nosso corpo, podendo gerar um grande impacto sobre o nosso bem-estar, caso o processo de recuperação não se desenvolva a contento.

Embora possa parecer estranho, a dor física é um efeito extremamente necessário: é o sinal de alarme de que algum dano ou lesão está ocorrendo. Cabe distinguir, em necessária adição elucidativa, que a dor física aguda , encontra-se notadamente (ainda que não exclusivamente) associada a instintos primários de sobrevivência, razão pela qual foi fundamental no processo evolutivo do Homem, permitindo que mecanismos de defesa ou fuga fossem adotados e aprimorados ao longo dos tempos, garantindo a continuidade da espécie, podendo ser suavizada ou até mesmo eliminada com técnicas de acupuntura, a guisa de exemplo.

No que se refere à dor física crônica, há uma persistência além do tempo de cura, sendo resistente à maioria dos tratamentos médicos, o que muitas vezes acarreta graves problemas para os pacientes, já que costuma ser classificada como de causa desconhecida.

  • Por outro lado, algumas condições como a síndrome da fadiga crônica, a fibromialgia , a doença inflamatória do intestino, dentre outras, são coexistentes com a dor crônica que, desta feita, alcança uma especial qualificação autônoma, na maioria das vezes (senão mesmo na totalidade dos casos) completamente desconexa com os mecanismos positivos de autopreservação da espécie;

Já a dor emocional (ou dor psicogênica), também conhecida como a dor da alma , remete às sensações produzidas pela parte cérebro-perceptiva (estando, pois, umbilicalmente associada à chamada inteligência emocional e, consequentemente, a capacidade individual de lidar com as emoções), acometendo os seres humanos em qualquer faixa etária.

  • Podemos traduzi-la ainda como a angústia da mente;
  • Sentimos  dor emocional ao nos depararmos com decepções, rompimentos, traições, mentiras ou a perda de um ente querido;
  • Não é menos dilacerante que a dor física , tanto que é descrita há séculos e séculos em poemas e canções repletas de sofrimento;

Traçando um paralelo entre a dor física (notadamente em sua modalidade aguda ) e a dor emocional , podemos afirmar que, enquanto a primeira nos alerta para o mal no nosso corpo ( carne ), a segunda nos avisa que nossa vida não está evoluindo segundo a nossa vontade, ou que estamos insatisfeitos frente a algo ou a alguém ( psique ), sendo certo que há muitos estudiosos que vêem similitude desta com a dor física crônica.

Diferentes estudos científicos constataram que a dor emocional é processada no cérebro da mesma forma que a dor física , ativando as mesmas áreas neurais, ou seja, não há como diferenciá-las pela mera análise de exames tomográficos.

Isso é emblemático: da mesma forma que a dor física (particularmente na sua espécie aguda ) nos avisa – e ajuda – a processar uma lesão, pelo mesmo mecanismo a dor emocional (e, para alguns, a própria dor física crônica) nos ajuda a entender que algo não está bem com nossos sentimentos (com eventuais reflexos físicos que se tornam crônicos) e que devemos  buscar algum tipo de auxílio.

A dor emocional é tão real que pode ainda transmudar-se em sintomas e sofrimentos físicos efetivamente graves (dor de cabeça, dificuldades respiratórias, cegueira, taquicardia, urticárias e etc), conduzindo muitas das vezes a uma situação de depressão , em suas mais diversas gradações, a ponto de confundir o diagnóstico médico .

Nestas situações, o paciente pode realmente padecer por longo tempo (cronicidade) dado ao caráter inconsciente do sofrimento, até que uma análise multidisciplinar possa enfim trazer melhora no quadro geral. Por fim, há ainda a dor social , que se destaca por ser a mais negligenciada de todas (não obstante, muito provavelmente, seja a de mais fácil solução curativa) e corresponde aos diversos fatores extrínsecos (ao homem) que determinam a sua forma de interagir com o mundo e, em particular, com a coletividade, desde os mais complexos e sutis (como status social, grau de empoderamento, prestígio, respeitabilidade, etc), até os mais elementares (como fome, falta de moradia, inexistência de acesso a esgoto, água tratada, segurança, etc).

Não há propriamente uma ordem hierárquica entre as modalidades de dor , sendo certo, ao reverso, que a intensidade do sofrimento , causada por cada tipo, remete necessariamente não apenas a idiossincrasias próprias, como bem assim à subjetividade (perceptiva) intrínseca de cada ser  individualmente considerado.

Como já pontuado, é preciso ainda observar a existência individualizada da dor , eis que percebida de diferentes maneiras por pessoas diversas, com igualmente distintas formas de resolução. Exemplificando, a dor física, de um modo geral, poderá ser aplacada com medicações, cirurgias, procedimentos não invasivos; enfim, todo o arcabouço médico que já foi descoberto, e o que ainda com certeza está por vir.

  1. Por seu turno, a dor emocional , por mais abstrata que se caracterize, pode ser mitigada (e mesmo curada) através da interação social com a família, amigos, conhecidos; mediante ajuda profissional de psicólogos, psicoterapeutas, psiquiatras; ou ainda, para uma parcela considerável da população, através de práticas religiosas e crenças diversas;

No que diz respeito à dor social , a sua superação passa necessariamente pelo campo da atividade política e conseqüentes desdobramentos, como investimentos na qualidade de vida da população como um todo (saúde, educação, saneamento básico, segurança, lazer, desporto, dentre outros), o que indubitavelmente levará a um crescimento da nação, através de um necessário (e correspondente) amadurecimento humanístico.

  • Vale assinalar que a dor e o sofrimento , lamentavelmente, são situações inerentes à própria vida, e  que se exteriorizam (quase que permanentemente) ao longo de toda a curta  existência do homem sobre a terra;

A grande inquietação humana reside justamente em como lidar e melhorar a dor. Neste particular, cumpre destacar a diferença semântica entre sofrimento e dor. Conquanto sejam usados muitas vezes como sinônimos, podemos entender que a dor é o acontecimento e o sofrimento é a nossa reação frente ao problema.

  • Portanto, a dor (mesmo quando não apresentada em seu viés sensitivo ), na maioria das vezes, faz parte do crescimento humano, ensinando-nos a mudar, amadurecer e a sermos melhores;
  • Por óbvio, isto se tivermos consciência desta situação e não ficarmos presos ao sofrimento , mas sim o usarmos como um meio e uma oportunidade de aprimorar nossa existência;

Entre o estímulo que provoca a dor e a forma como respondemos à esta percepção, reside a nossa oportunidade de reação. Isto quer dizer que perante o sentimento de dor (que pode ser pontual e transitório), não temos necessariamente que transformá-lo em sofrimento.

  • A forma como respondemos à dor, o enquadramento e atitude que decidimos ter, pode conduzir-nos à vitimização e consequente sofrimento; ou à capacitação e consequente conforto e bem-estar;
  • Como disse Carlos Drummond de Andrade, ” A dor é inevitável; o sofrimento é opcional ” ;

Todavia, em algumas situações, nem mesmo o tempo ou a consciência dos que nos aflige é suficiente para assumirmos uma postura positiva e efetivamente assertiva para curar – ou ao menos amenizar – a dor. E nesse ponto devemos nos lembrar que não somos meramente um amontoado de indivíduos desconectados.

Somos uma sociedade , o que significa que estamos – e estaremos – sempre de alguma forma interligados. É da nossa natureza. Nem sempre sendo possível a superação da dor solitariamente, a solidariedade humana destaca-se como o fator primordial para a solução do problema (ou, no mínimo, para a mitigação de seus efeitos negativos) e corresponde, em praticamente todos os casos (ainda que mais acentuadamente na dor social e na dor emocional ), ao elemento-chave para a elucidação derradeira quanto aos necessários caminhos de superação, até porque, conforme preconizado pelo grande movimento Médicos sem Fronteiras : “somente um ser humano pode salvar a vida de outro ser humano”.

Mais que isso: o que se pode extrair dessas reflexões de forma inexorável, é que o ponto em comum para a amenização de todas as espécies de dor é a cooperação humana , aquilo que permitiu, em última análise, o desenvolvimento no decorrer da história da civilização: a cooperação , a consideração , a empatia , o trabalho em conjunto de uns com os outros, de um por todos e de todos para um.

  1. Destarte, se por um lado, é certo que a dor e o sofrimento são (em certa medida) impossíveis de se obstar, parece, da mesma forma, que apenas a integração e a cooperação humanas juntas é que farão a diferença para diminuir as aflições e angústias que não podemos resolver sozinhos;

Devemos, pois, refletir o quanto necessitamos uns dos outros e como, unidos, podemos ser mais fortes, evitando (ou no mínimo aliviando) uma vida de sofrimento e angústias desnecessárias. Em grupo evoluímos, e será em coletividade que melhoraremos ainda mais: somente seres humanos podem conferir a solução para a cura das dores humanas.

Notas Complementares Há uma raríssima desordem do sistema nervoso autônomo, denominada Síndrome de Riley-Day , e, dentre seus diversos sintomas, inclui-se a insensibilidade à dor e a incapacidade de produzir lágrimas.

Disponível em: http://www. sbed. org. br/materias. php?cd_secao=76 >. Acesso em 27 mar. 2017. Em uma linguagem simples a depressão pode ser definida como a inexistência de perspectiva subjetiva. Em outras palavras, ocorre quando não mais vislumbramos, para cada um de nós, um futuro existencial.

Sigmund FREUD e BREUER desenvolveram estudos no final do século XIX com o intuito de evidenciar a existência de uma doença de origem psicológica, com manifestações orgânicas – Histeria. Inicialmente tratada como um problema meramente feminino (o termo “histeria” é uma palavra de origem grega que significa útero ), a psicanálise foi evoluindo este conceito no decorrer dos anos, chamando-o atualmente de síndrome de conversão , que é exatamente a transformação de uma dor psicológica em uma dor física, que atinge ambos os gêneros.

Há correntes que atribuem esta expressão originariamente a Sidarta Gautama (Buda).

O que e dor física e emocional?

Emoções podem causar dores físicas

“A dor não surge apenas por estimulação periférica, mas também por uma experiência da alma, que reside no coração. ” (Platão) Poucos vocábulos são tão autoexplicativos como a dor, entendida e compreendida em qualquer idioma, cultura ou civilização. Por outro lado, ainda que se trate de um conceito universal (sendo certo que não há ser humano que não a tenha vivenciado, salvo raras exceções, e ainda assim sob o prisma físico), a dor é sempre um conceito subjetivo, pois cada indivíduo a percebe de forma diferente, dependendo do quanto sofreu e como estas experiências afetaram sua existência.

Destarte, cada indivíduo utiliza (e sente) o termo dor (necessariamente) de acordo com suas vivências anteriores, conforme muito bem esclarece o psiquiatra vienense VIKTOR FRANKL, fundador da logoterapia, em suas consagradas obras “Um Sentido para a Vida” (Ed.

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Ideias e Letras, 2018) e “Em Busca de Sentido” (Ed. Vozes, 2014). “Viver é sofrer; sobreviver é encontrar sentido na dor. ” (VIKTOR FRANKL; Em Busca de Sentido, 25ª ed. , Petrópolis, Ed. Vozes, 2014) Ainda assim, a dor (e o sofrimento), em todas as suas formas, permanece como um desafio inesgotável de resiliência, posto que inevitável, em maior ou menor escala, mesmo no atual desenvolvimento da sociedade, com toda a tecnologia e saber (seja do ponto de vista médico seja dos inegáveis avanços sociais) que acumulamos ao longo dos séculos.

“VIKTOR FRANKL costumava perguntar a seus pacientes, perturbados por sofrimentos, por que não optavam pelo suicídio. A partir da resposta dos pacientes, ele encontrava as linhas da psicanálise a ser usada, pois, a partir dessas respostas, ele interpretava estar o sentido da vida para eles.

) Segundo FRANKL, viver é sofrer, e sobreviver é encontrar sentido na dor; se há, de algum modo, um propósito na vida, deve havê-lo também na dor e na morte. Cabe ao indivíduo buscar a capacidade de escolher a atitude pessoal diante de determinado conjunto de circunstâncias e uma visão positiva da aptidão humana de transcender qualquer situação e descobrir uma adequada verdade orientadora.

  1. Para ele, a vida tem um sentido potencial sob quaisquer circunstâncias, mesmo as mais miseráveis;
  2. Por ao menos duas vezes, em seus escritos, ele cita uma frase de NIETZSCHE, filósofo alemão do séc;
  3. XIX: ‘Quem tem por que viver, pode suportar quase qualquer coisa’;

Para ele, então, o sentido da vida está na maneira como ela é vivida. Ele registra como essencial a teoria de FIODOR DOSTOIEVSKI, segundo a qual, ‘o ser humano a tudo se habitua’. O sentido da existência consiste na atitude com que a pessoa se coloca face à restrição forçada de fora de seu ser.

Interiormente somos mais fortes que nosso destino exterior, e as situações exteriores nos dão a oportunidade de crescimento interior. O segredo está em acreditar que pode haver um futuro promissor, pois quem não acredita no seu futuro, perde o apoio espiritual, sucumbe interiormente e decai física e psiquicamente.

Ele diz que há uma estreita relação entre o estado emocional de uma pessoa e as condições de imunidade do seu organismo. Quem, portanto, acredita em si mesmo e tem atitude positiva diante dos acontecimentos, corre menos riscos de somatizar enfermidades.

  1. VIKTOR FRANKL, com sua Logoterapia, acredita que não importa o que temos de esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós;
  2. Não se deve perguntar pelo sentido da vida, mas experimentar-se a si próprio como o indagado, como aquele ao qual a vida dirige perguntas que precisam ser respondidas apenas por meio da ação, da conduta correta;

Viver não significa outra coisa senão arcar com a responsabilidade de responder adequadamente às perguntas da vida; seja cumprir as tarefas colocadas pela vida, seja cumprir a exigência do momento. Mesmo diante do sofrimento, a pessoa precisa conquistar a consciência de que nesse sofrimento está também a possibilidade de uma realização única e singular.

  • Quem se dá conta de sua responsabilidade perante a vida, jamais quererá se desfazer dela, seja no sentido literal seja no metafórico;
  • ” (Educar-se – Em Busca de Sentido, disponível em https://www;
  • folhadelondrina;

com. br/folha-2/educar-se-em-busca-de-sentido-806708. html) Embora intuitivamente associemos a dor apenas ao sofrimento físico, resta fundamental consignar que, em variadas hipóteses (e de forma diversa do que muitos especialistas acreditam), o gênero humano padece (potencialmente) de três diferentes modalidades de enfermidades: a dor física, a dor emocional e a dor social, todas, igualmente, relacionadas (ainda que de modos exteriorizantes diferentes), a uma efetiva ausência (eventual ou permanente) do bem mais precioso inerente à existência humana: a saúde (em sua acepção mais ampla).

“A saúde é a maior de todas as bênçãos que um ser humano pode receber. Sem uma boa saúde, nada mais conta muito. ” (EMMET FOX; Around the Year with Emmet Fox, Nova York, Ed. HarperCollins, 1958) A dor física destaca-se como a espécie mais facilmente compreendida, uma vez que sua exteriorização se dá através de canais de comunicação de fácil percepção.

Trata-se de uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos (Disponível em:. Acesso em: 27 mar. 2017). Nesse sentido, caracteriza-se primordialmente a dor física, particularmente em sua modalidade aguda, como um indicativo de que algo está errado com o nosso corpo, podendo gerar um grande impacto sobre o nosso bem-estar, caso o processo de recuperação não se desenvolva a contento.

Embora possa parecer estranho, a dor física é um efeito extremamente necessário: é o sinal de alarme de que algum dano ou lesão está ocorrendo. Cabe distinguir, em necessária adição elucidativa, que a dor física aguda encontra-se notadamente (ainda que não exclusivamente) associada a instintos primários de sobrevivência, razão pela qual foi fundamental no processo evolutivo do Homem, permitindo que mecanismos de defesa ou fuga fossem adotados e aprimorados ao longo dos tempos, garantindo a continuidade da espécie, podendo ser suavizada ou até mesmo eliminada com técnicas de acupuntura, a guisa de exemplo.

No que se refere à dor física crônica, há, de forma diversa, uma persistência além do tempo de cura, sendo resistente à maioria dos tratamentos médicos, o que muitas vezes acarreta graves problemas para os pacientes, uma vez que costuma ser classificada como de causa desconhecida.

Por outro lado, algumas condições como a síndrome da fadiga crônica, a fibromialgia, a doença inflamatória do intestino, dentre outras, são coexistentes com a dor crônica que, desta feita, alcança uma especial qualificação autônoma, na maioria das vezes (senão mesmo na totalidade dos casos) completamente desconexa com os mecanismos positivos de autopreservação da espécie.

“Sinal de alerta fundamental do corpo para indicar que algo está errado, a dor também pode se transformar de sintoma em doença, com suas vítimas vivendo anos, ou mesmo décadas, em sofrimento. ” (CESAR BAIMA: O Dilema no Tratamento da Dor, O Globo, 23/09/2018, p.

41) Já a dor emocional (ou dor psicogênica), também conhecida como a dor da alma, remete às sensações produzidas pela parte cérebro-perceptiva (estando, pois, umbilicalmente associada à chamada inteligência emocional e, consequentemente, a capacidade individual de lidar com as emoções), acometendo os seres humanos em qualquer faixa etária.

Podemos traduzi-la ainda como a angústia da mente. Sentimos dor emocional ao nos depararmos com decepções, rompimentos, traições, mentiras ou a perda de um ente querido. Não é menos dilacerante que a dor física, tanto que é descrita há séculos e séculos em poemas e canções repletas de sofrimento.

  1. “A dor psíquica vem da perda, do luto, ou de algo interno que faz transbordar o aparelho psíquico;
  2. E uma vez que este se encontre sobrecarregado, pode advir também uma dor somática, do corpo;
  3. A dor é um excesso de excitação;

” (MARÍLIA AISENSTEIN; A Dor é um Excesso de Excitação, O Globo, 20/06/2018, p. 2) Traçando um paralelo entre a dor física (notadamente em sua modalidade aguda) e a dor emocional, podemos afirmar que, enquanto a primeira nos alerta para o mal no nosso corpo (carne), a segunda nos avisa que nossa vida não está evoluindo segundo a nossa vontade, ou que estamos insatisfeitos frente a algo ou a alguém (psique), sendo certo que há muitos estudiosos que veem similitude desta com a dor física crônica, e também com a dependência de drogas dos mais variados tipos.

“Todos temos necessidades não apenas físicas, mas psicológicas: sentir que pertencemos a algo, que nossa vida tem propósito, que nos valorizam. E muitas destas necessidades psicológicas não são atendidas pela sociedade atual.

Esta é a principal razão pela qual as pessoas tornam-se dependentes (das diversas modalidades de drogas). Elas (simplesmente) estão tentando lidar com suas dores. ” (JOHANN HARI; Na Fissura: uma História do Fracasso no Combate às Drogas, São Paulo, Companhia das Letras, 2018) Diferentes estudos científicos constataram que a dor emocional é processada no cérebro da mesma forma que a dor física, ativando as mesmas áreas neurais, ou seja, não há como diferenciá-las pela mera análise de exames tomográficos.

Isso é emblemático: da mesma forma que a dor física (particularmente na sua espécie aguda) nos avisa – e ajuda – a processar uma lesão, pelo mesmo mecanismo a dor emocional (e, para alguns, a própria dor física crônica) nos ajuda a entender que algo não está bem com nossos sentimentos (com eventuais reflexos físicos que se tornam crônicos) e que devemos buscar algum tipo de auxílio.

A dor emocional é tão real que pode ainda transmudar-se em sintomas e sofrimentos físicos efetivamente graves (dor de cabeça, dificuldades respiratórias, cegueira, taquicardia, urticárias e etc), conduzindo muitas das vezes a uma situação de depressão, em suas mais diversas gradações, a ponto de confundir o diagnóstico médico.

Nestas situações, o paciente pode realmente padecer por longo tempo (cronicidade) dado ao caráter inconsciente do sofrimento, até que uma análise multidisciplinar possa enfim trazer melhora no quadro geral.

Por fim, há ainda a dor social, que se destaca por ser a mais negligenciada de todas (não obstante, muito provavelmente, seja a de mais fácil solução curativa) e corresponde aos diversos fatores extrínsecos (ao homem) que determinam a sua forma de interagir com o mundo e, em particular, com a coletividade, desde os mais complexos e sutis (como status social, grau de empoderamento, prestígio, respeitabilidade, etc), até os mais elementares (como fome, falta de moradia, inexistência de acesso a esgoto, água tratada, segurança, etc).

  1. Não há propriamente uma ordem hierárquica entre as modalidades de dor, sendo certo, ao reverso, que a intensidade do sofrimento, causada por cada tipo, remete necessariamente não apenas a idiossincrasias próprias, como bem assim à subjetividade (perceptiva) intrínseca de cada ser individualmente considerado;

Como já pontuado, é preciso ainda observar a existência individualizada da dor, eis que percebida de diferentes maneiras por pessoas diversas, com igualmente distintas formas de resolução. Exemplificando, a dor física, de um modo geral, poderá ser aplacada com medicações, cirurgias, procedimentos não invasivos; enfim, todo o arcabouço médico que já foi descoberto, e o que ainda com certeza está por vir.

  • Por seu turno, a dor emocional, por mais abstrata que se caracterize, pode ser mitigada (e mesmo curada) através da interação social com a família, amigos, conhecidos; mediante ajuda profissional de psicólogos, psicoterapeutas, psiquiatras; ou ainda, para uma parcela considerável da população, através de práticas religiosas e crenças diversas;

No que diz respeito à dor social, a sua superação passa necessariamente pelo campo da atividade política e consequentes desdobramentos, como investimentos na qualidade de vida da população como um todo (saúde, educação, saneamento básico, segurança, lazer, desporto, dentre outros), o que indubitavelmente levará a um crescimento da nação, através de um necessário (e correspondente) amadurecimento humanístico.

Vale assinalar que a dor e o sofrimento, lamentavelmente, são situações inerentes à própria vida, e que se exteriorizam (quase que permanentemente) ao longo de toda a curta existência do homem sobre a terra.

A grande inquietação humana reside justamente em como lidar e melhorar a dor. Nesse particular, cumpre destacar a diferença semântica entre sofrimento e dor. Conquanto sejam usados muitas vezes como sinônimos, podemos entender que a dor é o acontecimento e o sofrimento é a nossa reação frente ao problema.

  • Portanto, a dor (mesmo quando não apresentada em seu viés sensitivo), na maioria das vezes, faz parte do crescimento humano, ensinando-nos a mudar, amadurecer e a sermos melhores;
  • Por óbvio, isto se tivermos consciência desta situação e não ficarmos presos ao sofrimento, mas sim o usarmos como um meio e uma oportunidade de aprimorar nossa existência;

Entre o estímulo que provoca a dor e a forma como respondemos à esta percepção, reside a nossa oportunidade de reação. Isto quer dizer que perante o sentimento de dor (que pode ser pontual e transitório), não temos necessariamente que transformá-lo em sofrimento.

A forma como respondemos à dor, o enquadramento e atitude que decidimos ter, pode conduzir-nos à vitimização e consequente sofrimento; ou à capacitação e consequente conforto e bem-estar. Como disse CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, parafraseando SIDARTA GAUTAMA (BUDA), “a dor é inevitável; o sofrimento é opcional”.

“A dor, na obra de FREUD, era considerada fator desorganizador. Só a partir de 1920, com uma mudança na teoria psicanalítica, ele chegou à conclusão de que o ser humano se fixa na dor, que vira parte integrante dele. É o que FREUD chamou de enigma do masoquismo, quando a pessoa se impõe o sofrimento.

  1. ” (MARÍLIA AISENSTEIN; A Dor é um Excesso de Excitação, O Globo, 20/06/2018, p;
  2. 2) Todavia, em algumas situações, nem mesmo o tempo ou a consciência dos que nos aflige é suficiente para assumirmos uma postura positiva e efetivamente assertiva para curar – ou ao menos amenizar – a dor, até porque temos sempre a consciência da finitude da vida e da inevitabilidade do evento morte;

“Cada vez que respiramos, afastamos a morte que nos ameaça (. ) No final, ela vence, pois desde o nascimento é o nosso destino e ela brinca um pouco com sua presa antes de comê-la. Mas, continuamos vivendo com grande interesse e inquietação pelo maior tempo possível.

  1. ” (IRVIN D;
  2. YALOM; A Cura de Schopenhauer, Ediouro, 2006, p;
  3. 6) E nesse ponto devemos nos lembrar que não somos meramente um amontoado de indivíduos desconectados;
  4. Somos uma sociedade, o que significa que estamos – e estaremos – sempre de alguma forma interligados;
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É da nossa natureza. Nem sempre sendo possível a superação da dor solitariamente, a solidariedade humana destaca-se como o fator primordial para a solução do problema (ou, no mínimo, para a mitigação de seus efeitos negativos) e corresponde, em praticamente todos os casos (ainda que mais acentuadamente na dor social e na dor emocional), ao elemento-chave para a elucidação derradeira quanto aos necessários caminhos de superação, até porque, conforme preconizado pelo grande movimento Médicos sem Fronteiras: “somente um ser humano pode salvar a vida de outro ser humano”.

  • Mais que isso: o que se pode extrair dessas reflexões de forma inexorável, é que o ponto em comum para a amenização de todas as espécies de dor é a cooperação humana, aquilo que permitiu, em última análise, o desenvolvimento no decorrer da história da civilização: a cooperação, a consideração, a empatia, o trabalho em conjunto de uns com os outros, de um por todos e de todos para um;

Destarte, se por um lado, é certo que a dor e o sofrimento são (em certa medida) impossíveis de se obstar, parece, da mesma forma, que apenas a integração e a cooperação humanas juntas é que farão a diferença para diminuir as aflições e angústias que não podemos resolver sozinhos.

Devemos, pois, refletir sobre o quanto necessitamos uns dos outros e como, unidos, podemos ser mais fortes, evitando (ou no mínimo aliviando) uma vida de sofrimento e angústias desnecessárias. Em grupo evoluímos, e será em coletividade que melhoraremos ainda mais: somente seres humanos podem conferir a solução para a cura das dores humanas.

“A vida humana sem um propósito coletivo e cooperativo é semelhante à (insignificância) de um grão de areia no deserto. ” (REIS FRIEDE; Fragmento de Palestra Proferida na Aula Magna da Universidade Santa Úrsula em 25/04/2019).

Qual e pior dor física ou mental?

TAYANE SCOTT Segundo estudo da Universidade de Purdue (EUA), lembranças de experiências emocionais dolorosas machucam mais do que a recordação de dores físicas e demoram muito mais tempo para cicatrizar. A pesquisa, realizada com voluntários que sofreram grandes perdas emocionais nos últimos cinco anos, apontou que a dor emocional permanece por mais tempo e com mais força na memória.

De acordo com o estudo, isso acontece porque a dor emocional tem uma capacidade única de voltar à mente e ferir de novo nossos sentimentos. A psicóloga das relações humanas da USP (Universidade de São Paulo) Sueli Damergian explica que o processo para esquecer um trauma emocional é muito mais difícil porque não tem um remédio que o cure.

“A dor física você pode tomar um remédio e passa. Já a dor emocional não vai passar nunca. O sofrimento psíquico é muito mais intenso que o próprio sofrimento físico, porque você tem a memória que fica cobrando o tempo inteiro”, diz. Tanto a dor física quanto a emocional acontecem no córtex, responsável por funções como julgamento e percepção no cérebro.

Porém, ainda não se sabe o que leva memórias ligadas à emoção a serem mais presentes. A única coisa que se tem certeza é que sentimentos negativos provocados pelo sofrimento podem mudar completamente a vida de alguém, além de resultar em repostas no corpo.

Celso Afonso, de 62 anos, sabe exatamente como funciona esse processo. O aposentado sofreu dois grandes traumas, um deles emocional e outro físico. Há 23 anos, o filho do morador de Santo André se matou enforcado em uma árvore. Mesmo tanto tempo depois do acontecido, Celso não consegue esquecer as lembranças.

“A minha mulher e minha filha tiveram mais força que eu e superaram mais rápido. Eu até hoje não aceitei a morte dele. Várias vezes, o coração aperta e eu lembro do meu filho e preciso ir chorar sozinho, em silêncio.

Não tem como esquecer essa dor”, conta. Como se não bastasse, há alguns meses Celso sofreu um grave acidente que o deixou em coma por 22 dias. Ao lembrar das duas dores, o aposentado é categórico. “Mesmo ainda me recuperando do acidente a dor física já passou.

  1. Jamais posso compará-la com a dor da perda do meu filho;
  2. O que aconteceu com meu filho não vai passar nunca”, afirma;
  3. A lembrança também é a maior inimiga de Maria Dolores Montejano;
  4. A morada de São Bernardo sofreu um seqüestro que a deixou muito abalada;

O trauma foi tanto que a dona de casa optou até por se mudar para o interior com o marido e não gosta quando precisa voltar ao local do crime. “Como meus filhos moram no Rudge vou ai algumas vezes para vê-los, mas eu não vejo a hora de ir embora. Sinto muito medo por mim e por eles.

Não gosto de ficar mais aí, não me sinto bem”, explica. Superação – A perde de um filho é a maior dor emocional que o ser humano pode enfrentar. Além dela, traição, difamação, queda financeira ou ser vítima de violência estão entre as piores dores a serem esquecidas.

Todas elas têm tratamento, mas este varia de acordo com a gravidade do trauma e a personalidade da pessoa. A psicóloga Sueli Damergian explica que não há uma receita que funcione com todas as dores emocionais. “Os tratamentos psicológicos vão depender do tipo de problema e muito mais da pessoa que o sofreu.

  • Cada tratamento é muito individual;
  • Podemos percorrer desde a psicanálise que vai atrás das causas do trauma até terapias cognitivas e comportamentais que trabalham as conseqüências do mesmo”, esclarece;

Nem Celso Afonso, nem Maria de Dolores buscaram terapias para tentar amenizar as lembranças. O primeiro escolheu como saída a ocupação da mente no trabalho e em atividades de lazer enquanto a dona de casa optou por uma mudança repentina de vida, indo morar no interior.

O fato é que, não importa o caminho escolhido, é preciso ter muita força de vontade para aceitar e superar os traumas. “A dor emocional pode expor as pessoas a doenças, acidentes, comprometer a integridade física deixando-a muito mais fragilizada.

Mas pode sim ser superada desde que a pessoa entenda que há algo maior por trás disso, algo que não está em nosso alcance controlar”, finaliza a psicóloga.

Como n sentir dor física?

Quais os 3 tipos de dor?

Como a dor pode ser classificada?

Técnicas Invasivas – Devem ser indicadas e realizadas por profissionais especializados. As principais técnicas são a administração de opióides por via tecal, infiltração local de analgésicos, bloqueio neuronal e ablação cirúrgica de nervos, sendo geralmente indicadas para dores muito intensas e refratárias.

  • A dor pode ser classificada em quatro tipos de acordo com a fisiopatologia: nociceptiva, inflamatória, neuropática e funcional;
  • Tanto a dor nociceptiva quanto a inflamatória podem ser diferenciadas em somática ou visceral;

A Dor neuropática é resultado de lesões anatômicas do sistema nervoso, tendo como característica principal a dor em queimação ou “ferroada”. fibromialgia, síndrome do intestino irritável, cefaléia tensional e algumas formas de dor torácica não-cardíaca são exemplos de dor funcional                      Uma correta caracterização do quadro doloroso é fundamental para se estabelecer o diagnóstico diferencial e para se programar a abordagem terapêutica.

Na tentativa de se avaliar objetivamente um sintoma que é subjetivo, foram criadas as escalas de dor, sendo uma das mais utilizadas a numérica, que gradua a intensidade em níveis variando de 0 a 10.

Transtornos ansiosos e do humor podem interferir ou estar relacionados com a dor e são comuns em pacientes com dor crônica. Mais do que simplesmente tratar a dor, esta deve sempre ser considerada um sinal de alerta e ter sua causa esclarecida.

  1. Os opióides podem levar a tolerância, dependência ou adição, portanto o seu uso em casos de dor não oncológica deve ser criterioso;
  2. A meperidina é uma escolha menos apropriada do que a morfina, visto que, quando utilizada em repetidas doses, resulta em acúmulo de metabólitos tóxicos que atuam no sistema nervoso central, podendo levar a convulsões e confusão mental, além de induzir dependência mais freqüentemente que a morfina;

Recomenda-se extrema cautela com o uso de opióides, principalmente os opióides fortes, iniciando-se sempre na menor dose possível e aumentando-se gradativamente até atingir o efeito analgésico adequado, sempre monitorando os efeitos colaterais, principalmente sonolência, depressão respiratória e hipotensão.

O uso de analgésicos muitas vezes não é efetivo em casos de dor crônica, como é o caso da fibromialgia e outras doenças funcionais. O uso de analgésicos pode inclusive piorar o prognóstico em alguns casos, por exemplo, quando uma enxaqueca se torna uma cefaléia crônica devido ao abuso de analgésicos, ou quando o paciente   torna-se dependente de opióides devido ao uso prolongado.

É importante investigar a coexistência de quadros depressivos associados a dor crônica, pois o tratamento com antidepressivos, neste caso, facilitará o tratamento da dor. Os antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina, imipramina e clomipramina), são os mais usados no tratamento da dor crônica, sendo particularmente úteis em casos de cefaléia tensional, enxaqueca, fibromialgia e dores neropáticas.

Os antidepressivos tricíclicos devem ser evitados em pacientes com história prévia de arritmias, distúrbio de condução no eletrocardiograma e com insuficiência cardíaca, pois podem aumentar o risco de arritmias nesses pacientes.

Muitos anticonvulsivantes são úteis no tratamento de dor com características neuropáticas e na profilaxia de enxaqueca. Os beta-bloqueadores são as drogas de primeira escolha na profilaxia de enxaqueca, juntamente com os antidepressivos tricíclicos.

O calor (superficial ou profundo) está indicado em contraturas musculares, rigidez articular, mialgias localizadas e/ou generalizadas, na resolução de hematomas e na analgesia em bursites, tenossinovites, fibrosites, fibromialgia, tromboflebites superficiais, distrofia simpático-reflexa e lombalgias.

Nunca deve ser utilizado em lesões músculo-esqueléticas agudas, e deve ser evitado em processos inflamatórios agudos, hemorragia, alterações de coagulação, insensibilidade ao calor, obnubilação, comprometimento da regulação térmica (pelo uso de neurolépticos), em áreas com insuficiência vascular ou isquemia, pele atrófica, tecidos fibrosados, suspeita de tumoração maligna, regiões gonadais e gestação.

Como saber se a dor é emocional?

Dores de cabeça, tensão nos ombros e sensação de queimação na boca do estômago são sensações que podem estar relacionadas ao emocional.

Quais são os tipos de dor?

O que é uma dor moral?

A dor moral é um dos sinais patognomónicos das depressões melancólicas e pode ser analisada fenomenologicamente a partir das alterações do tempo, do espaço e do corpo vividos, isto é, das formas pessoais e internas como tempo, espaço e corpo são experimentados pelo sujeito como realidades fenomenológicas, com.

Qual é a pior dor emocional?

Algumas pessoas perguntam isso, qual é o pior tipo de dor: física ou emocional? Vários autores cientistas defendem a ideia de que a dor emocional ou mental é a pior. Mas nem sempre. Creio que vai depender de que tipo de dor emocional é, a intensidade que ela atinge a pessoa, quais recursos psicológicos a pessoa sabe usar, entre outros fatores.

  1. O doutor em psicologia, Guy Winch, publicou um artigo no site Psychology Today em 20 de julho de 2014 no qual ele dá cinco maneiras pelas quais a dor emocional é pior do que a dor física (www;
  2. psychologytoday;

com/us). Vamos dar uma olhada nisso e colocarei algumas ideias minhas também. Ele comenta que temos a tendência de monitorar nosso corpo e nossa saúde física mais do que nossa saúde emocional. As pessoas com condições financeiras ou com bom plano de saúde geralmente fazem check-ups ou avaliações clínicas ou físicas a cada ano.

Mas o que você acha da ideia de fazer um ‘check-up psicológico’? Não parece uma ideia estranha para nós? Sabemos que se uma pequena lesão física, como um corte, tornar-se mais dolorosa com o tempo, é sinal de infecção mais séria.

Mas se não conseguirmos promoção no trabalho isto pode ser emocionalmente doloroso após várias semanas, e talvez não teremos consciência de que começamos a ficar deprimidos por causa desta perda no trabalho. Ainda Guy afirma que “temos a tendência de reagir à dor física de maneira muito mais proativa do que à dor emocional.

  • No entanto, exceto por lesões ou doenças catastróficas, a dor emocional frequentemente afeta nossa vida muito mais do que a dor física;
  • ” E são citadas cinco razões pelas quais a dor emocional é pior do que a dor física: 1;

Memórias desencadeiam dor emocional, mas não dor física: relembrar a ocasião em que você quebrou a perna não a fará doer, mas relembrar a ocasião em que você se sentiu rejeitado por quem se sentia apaixonado ou apaixonada no colégio poderá causar dor emocional importante.

Usamos a dor física como distração da dor emocional, não vice-versa. Alguns adolescentes e adultos se automutilam, ou seja, ferem a si mesmos, por exemplo, cortando a pele com uma lâmina, porque a dor física que isso produz os distrai de sua dor emocional, oferecendo-lhes alívio.

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Mas o mesmo não funciona ao contrário, ou seja, querer usar uma dor emocional para aliviar ou resolver uma dor física. Em geral a dor física atrai mais empatia dos outros do que a dor emocional. Quando vemos um estranho sendo atropelado por um carro, estremecemos, ofegamos ou até gritamos e corremos para ver se ele está bem.

  1. Mas quando vemos um empregado numa loja recebendo uma bronca agressiva do seu chefe, coisa que produz dor emocional naquele funcionário, é improvável que façamos qualquer uma dessas coisas;
  2. A dor emocional produz ecos de maneiras que a dor física não faz isso;

Se você recebeu uma ligação sobre a morte de seu pai ao estar num almoço romântico com seu marido ou com sua esposa no dia de aniversário de casamento, provavelmente levará alguns anos antes que você possa voltar a desfrutar uma comemoração como esta sem ficar bem triste.

  • Mas se você quebrou o pé jogando futebol com amigos, provavelmente estará de volta ao campo assim que estiver totalmente curado da fratura;
  • Uma dor emocional, mas não física, pode prejudicar nossa noção de valor pessoal, nossa saúde mental a longo prazo;

A dor física deve ser extrema para prejudicar nossa saúde mental, claro, a menos que as circunstâncias também sejam emocionalmente bem traumáticas. Ser reprovado em um exame no vestibular ou Enem pode criar ansiedade e medo do fracasso, ou uma única perda dolorosa pode levar a anos de fugir de relacionamentos causando a consequente solidão.

Qual é a pior dor que existe no mundo?

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Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal. Fechar A matéria que você está lendo agora +0 Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal. Que tal saber mais sobre esse assunto? | Foto: Considerada como a pior dor do mundo, a Neuralgia do nervo trigêmeo pode ser confundida como dor de dente, enxaqueca e até a distúrbios psiquiátricos. Mas a verdade é que o atraso da dor só leva a mais sofrimento pelo paciente. Dr. Gustavo Franklin , médico neurologista do Hospital de Clínicas de Curitiba, Paraná, explica que a Neuralgia do trigêmeo é a síndrome gerada pela dor no território do nervo trigêmeo.

  1. “O nervo trigêmeo passa pelos dois lados do rosto e se divide em três ramos: o oftálmico, maxilar e mandibular, de acordo com a região onde está”, explica;
  2. “A dor aparece quando um ou mais desses ramos sofre com uma lesão, inflamação ou mesmo quando é comprimido por qualquer motivo”;

Essa dor costuma ser bastante intensa e pode se manifestar como pequenas fisgadas, um choque ou queimação, muitas vezes incapacitante. Existem diversas causas para que o nervo apresente esse distúrbio, conforme explica o neurologista. “A causa mais comum são os conflitos neurovasculares, ou seja, quando uma veia ou artéria encosta no nervo desencadeando a crise.

Mas existem outras como a esclerose múltipla e tumores no trajeto do nervo”, descreve. O diagnóstico é feito pelas características da dor e a causa do problema, normalmente é descartadas por meio de um exame de imagem, como a ressonância magnética de crânio.

O mais importante é que a Neuralgia do Trigêmeo pode ser tratada e desta forma o diagnóstico deve ser o mais precoce possível. O tratamento acontece primeiramente tratando a dor no instante em que ela surge por meio de medicamentos analgésico; mas também prevenindo prevenir futuras crises e, por fim, tratar as causas.

“Esse tratamento vai depender de cada caso, mas além dos medicamentos via oral existem outras opções, como a intervenção cirúrgica e a aplicação de toxina botulínica”, explica o neurologista. O especialista alerta para a importância de fazer o acompanhamento médico após o diagnóstico mesmo sem sentir dor.

“É muito comum, na neuralgia do trigêmeo, que o paciente tenha longos períodos sem sentir dor, mesmo sem fazer nenhum tratamento. Mas isso não significa que ele esteja curado e a dor pode retornar a qualquer instante. Por isso, o acompanhamento constante é fundamental”, finaliza.

Como é a dor?

A definição amplamente aceita da dor foi elaborada pela Associação Internacional para o Estudo da Dor : ‘A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão tecidular real ou potencial, ou é descrita em tais termos.

É possível se acostumar com a dor?

‘ Se a dor é repetida dezenas ou centenas de vezes, o corpo tende a se acostumar com ela’, afirma Oliveira Júnior.

É possível sentir dor psicológica?

Como mostra a psicloga, uma dor crnica pode surgir devido a vrios fatores, incluindo a questo emocional. Neste caso, a reao do corpo se d por um condicionamento (foto: Pixabay) A dor envolve diversos aspectos biológicos, psicológicos e sociais. De acordo com a Medicina, trata-se de uma sensação desagradável, uma espécie de sentimento e uma forma de reagir, portanto, a um comportamento.

É a maneira que o corpo encontra para dizer que algo está errado. “Quando alguém fala que tem dor, pode estar falando de várias coisas, referindo-se a conceitos diferentes: nocicepção , mecanismo ou outro estímulo que age nos receptores da dor para dar atividade às fibras nervosas ; percepção da sensação; sofrimento ou emoção sem prazer gerada nos centros nervosos superiores; comportamento de dor, todas as ações que temos para entender e comunicar a dor; e contexto social, onde o comportamento de dor ocorre”, explica a psicóloga Dirce Maria Navas Perissinotti, diretora administrativa da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor.

Como mostra a especialista, todos esses conceitos ocorrem simultaneamente. “As vias nociceptivas, o sistema biológico, precisam estar íntegras para que a percepção da dor esteja a contento. O sofrimento também deve ser considerado, já que interfere na maneira como o sistema biológico irá funcionar.

E o mesmo ocorre com respeito ao contexto social. Alguém que sofre intenso estresse social não tem as mesmas condições de responder aos apelos biológicos da mesma maneira se não estivesse nessas condições”, completa a psicóloga.

A escala da dor depende, portanto, de inúmeros fatores, e existem tratamentos para ela que dependem do maior problema apresentado, se relacionado ao sistema biológico, ou se à percepção da dor ou ao contexto psicológico. No entanto, todos os elementos andam juntos, não há como separá-los.

“Na dor crônica, salientam-se os fatores relacionados à frustração e ao sentimento de impotência, o que acaba por induzir mais facilmente a tendência à depressão e à ansiedade , muito comuns em pacientes com dor crônica e pouco tratados.

Sim, a dor crônica pode ser psicológica e isso não quer dizer que ela não exista. Não é coisa da cabeça! Não é simulação”, ressalta Dirce Perissinotti. Segundo a especialista, a dor psicológica existe porque, uma vez que o sistema biológico se encontra ‘ativo’, ele se habitua em responder do mesmo jeito aos estímulos, devido ao condicionamento.

  1. “A medicação, na maior parte das vezes, auxilia para que ocorra um certo apaziguamento do sistema de resposta da dor;
  2. Na maioria dos casos, sendo dor aguda ou crônica, o sofrimento, a percepção da dor e o contexto social, se não alterados, irão retroalimentar o condicionamento e fixar cada vez mais a mesma resposta;

Os tratamentos psicológicos ajudarão a modificar tais condicionamentos para que, com o auxílio da medicação, haja possibilidades de se aprender a modificar as respostas, criando outras mais eficazes”, esclarece a psicóloga.

Como se livrar de uma dor psicológica?

Quais são os tipos de dor?

Como descrever um tipo de dor?

Recursos do assunto A dor é uma sensação desagradável que sinaliza lesões reais ou possíveis. A dor é o motivo mais comum para uma pessoa procurar um médico. A dor pode ser aguda ou leve, constante ou intermitente, latejante ou estável. Às vezes, pode ser muito difícil descrever a dor.

Pode-se sentir num só local ou sobre uma área extensa. Sua intensidade pode variar de leve a intolerável. As pessoas toleram a dor de formas muito diferentes. Um indivíduo pode não tolerar a dor de um pequeno corte ou contusão e outro pode aguentar quase sem queixas a dor provocada por um trauma maior ou uma lesão com faca.

A capacidade de suportar a dor varia de acordo com o humor, a personalidade e as circunstâncias de cada indivíduo. É possível que um determinado atleta não perceba uma lesão grave, provocada em momentos de grande entusiasmo, durante uma competição, mas sinta dor após a partida, especialmente se a sua equipe tiver sido derrotada. Às vezes, o sinal provoca um reflexo como resposta (consulte a figura Arco reflexo: algo básico Arco reflexo: Algo básico ). Quando o sinal chega à medula espinhal, ele volta imediatamente pelos nervos motores até o ponto de origem da dor, provocando a contração muscular, sem envolver o cérebro. Por exemplo, quando tocamos em algo quente sem intenção, puxamos a mão imediatamente.

A dor devido a lesão é iniciada nos receptores especiais, que se encontram espalhados por todo o organismo. Esses receptores de dor transmitem os sinais por impulsos elétricos ao longo dos nervos, até a medula espinhal e, depois, até o cérebro.

Essa reação reflexa ajuda a prevenir lesões permanentes. O sinal de dor também é enviado ao cérebro. Somente quando o cérebro processa o sinal e o interpreta como dor é que as pessoas tomam conhecimento da dor. Os receptores da dor e suas vias nervosas diferem nas diferentes partes do corpo.

  1. Por esse motivo, a sensação de dor varia segundo o tipo de lesão e a sua localização;
  2. Por exemplo, os receptores de dor na pele são numerosos e capazes de transmitir informações muito precisas sobre a localização da lesão, distinguindo se a fonte da agressão é cortante (como uma lâmina) ou não cortante, como pressão, calor, frio ou coceira;

Por outro lado, os sinais de dor provenientes de órgãos internos, como o intestino, são limitados e imprecisos. O intestino pode ser beliscado, cortado ou queimado sem gerar qualquer sinal de dor. Entretanto, o alongamento e a pressão no intestino podem provocar uma dor intensa, mesmo por algo tão inócuo como bolhas de gás retidas nele.

O cérebro não consegue identificar a localização exata da dor intestinal, o que a torna difícil de ser localizada, podendo ser sentida numa área extensa. Por vezes, a dor numa zona do corpo que não representa exatamente o local do problema acontece quando uma dor é referida de outra área do corpo.

A dor referida é provocada quando os sinais nervosos de várias partes do corpo recorrem à mesma via nervosa, que os conduz à medula espinhal e ao cérebro. Por exemplo, a dor provocada por um infarto do miocárdio pode ser sentida no pescoço, no queixo, nos braços ou no abdômen.

Como explicar uma dor?

A dor é uma sensação que se manifesta quando algo de errado ocorre em nosso organismo por meio de estímulos enviados pelos nervos ao cérebro e esse, por sua vez, envia os estímulos ao córtex motor para que esse libere alguma reação. A reação liberada pelo córtex motor é enviada para o local da dor por meio dos nervos.

  • A sensação de dor é determinada em um indivíduo a partir das sensações que sentiu em seus primeiros anos de vida, ou seja, a primeira lesão que estimulou seu organismo a reagir liberando tal sensação foi determinante para a percepção da mesma;

Dessa forma, pode-se dizer que a dor é uma sensação individual e subjetiva. Existem vários casos que estimulam nosso organismo a liberar reações dolorosas como: nervosismo, ressaca, posição errada, deitar ou sentar de mau jeito, exagerar em exercícios físicos, permanecer por muito tempo em uma mesma posição, esforço repetitivo, estresse e outras.

A cada novo dia a dor em relação à percepção está relacionada aos hábitos diários, longevidade de um indivíduo, prolongamento de vida dos doentes fatais, mudanças de ambiente entre outros. É caracterizada pela sua freqüência, natureza, as causas, localização, a duração, qualidade e intensidade.

O tratamento da dor depende de seu estímulo gerador. Dessa forma, pode ser medicamentoso, auxiliar, fisioterapia, termoterapia, crioterapia, massagens, acupuntura, cinestesioterapia e outros. Existem formas de prevenir algumas dores como aliviar as tensões do dia-a-dia, manter a postura correta, dormir bem, praticar atividades físicas sem exagero, alongar o corpo quando se permanece muito tempo em uma só posição.

Qual e o conceito de dor?

A definição revisada pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) conceitua a dor como ‘uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada, ou semelhante àquela associada, a uma lesão tecidual real ou potencial’ 1.

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