Dor Na Cirurgia Quando Chove?

Dor Na Cirurgia Quando Chove
Como aliviar a dor e o desconforto – A melhor forma de evitar o surgimento ou a piora da dor que surge quando o clima esfria de repente e há previsão de chuva ou tempestade de verão, é mantendo o corpo bem aquecido, sem se permitir sentir o frio, e colocar uma compressa morna na articulação dolorida ou no local da cirurgia.

Porque a cicatriz dói quando vai chover?

Fisioterapeuta explica que a alteração na pressão do ar seria a responsável pela piora da dor, fazendo da articulação quase uma “previsão do tempo”. Entenda – Quem nunca ouviu uma pessoa mais velha falando que o tempo vai virar porque o joelho começou a doer? Embora pareça apenas superstição, há evidências científicas de que a mudança no clima pode mesmo provocar mais dores nas articulações daqueles que têm alguma patologia crônica, como a artrite ou uma hérnia de disco.

Aproximadamente 67% das pessoas com dores crônicas sentem piora em seus sintomas com alterações climáticas, e na maioria dos casos isso acontece antes mesmo da mudança do tempo realmente acontecer, ou seja, é como se a articulação funcionasse como uma previsão do tempo.

Dores crônicas tendem a piorar sob baixas temperaturas — Foto: Getty Images Embora não haja um consenso absoluto da razão desse fenômeno, ou se ele de fato é real, existem teorias plausíveis que tentam explicá-lo. A mais aceita fala sobre a mudança na pressão do ar e que ela seria a responsável pela piora da dor, e não a temperatura ou a umidade, que são as opções mais óbvias.

  1. A pressão atmosférica pode ser entendida como o “peso” do ar ao nosso redor;
  2. Se imaginamos uma articulação com problemas, que tende a inchar, quanto maior a pressão exercida por fora dessa articulação menor será esse inchaço;

E a pressão atmosférica tende a cair antes da chegada de um clima ruim, o que permite maior expansão da articulação que está sensível devido à processos inflamatórios, cicatrizes ou aderência. Tudo isso é microscópico, mas para quem tem sensibilidade parece ser perceptível.

Uma sugestão para quem sofre com dores nas alterações climáticas é manter a articulação ativa. A rigidez na região da dor pode piorar os sintomas ao invés de poupar a área dolorosa. Manter uma movimentação dentro do normal e os músculos fortalecidos, dentro do possível, é uma estratégia para lidar melhor com as mudanças do tempo nesse inverno.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte. com / EuAtleta. com. Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá.

Porque cicatriz de cirurgia dói no frio?

Por que meu corpo dói mais no frio? – O motivo é simples. No frio nós nos movimentamos menos, contraímos os músculos e ficamos mais encolhidos. Isso causa rigidez muscular e um possível desconforto ao se movimentar. Pessoas que passaram por uma cirurgia recente, por exemplo, podem sentir mais esse desconforto, as cicatrizes ficam mais retraídas, causando mais dor.

É normal sentir dor no local da cirurgia?

Após uma cirurgia é comum existir dor ou incômodo no local, por isso, o médico normalmente recomenda o uso de medicamentos analgésicos e/ou anti-inflamatórios, que ajudam a controlar a dor e o inchaço, como dipirona, paracetamol ou tramadol, por exemplo, dependendo do tipo de cirurgia e da intensidade da dor.

Como é a dor de friagem?

  • Home
  • Notícias
  • Saiba como prevenir dores musculares e nas articulações durante o inverno

Segundo fisiologista do HCor, a chegada do frio costuma fazer com que muitas pessoas deixem de praticar exercícios. Porém, manter-se em movimento é justamente a melhor maneira de combater os desconfortos físicos sentidos nesta época do ano Além de favorecer o aumento dos casos de doenças respiratórias , o inverno costuma desencadear desconfortos físicos que vão muito além de tremores e calafrios.

Nessa época do ano, um incontável número de pessoas também costuma sofrer com a sensação de fortes dores musculares ou nas articulações. “O frio faz com que os nossos músculos e vasos sanguíneos se contraiam para diminuir os efeitos da queda de temperatura.

E é justamente essa contração que costuma causar dores musculares e, em alguns casos, problemas de postura. Já as dores nas articulações, muito comuns entre os idosos, são provocadas quando o líquido sinovial – que auxilia a lubrificação das superfícies articulares – se torna mais espesso também em função do resfriamento corporal”, explica o fisiologista do HCor – Hospital do Coração, Diego Leite de Barros.

  1. Para prevenir tais problemas, Barros explica que a melhor opção é não ficar parado;
  2. Segundo ele, muitas pessoas deixam de fazer exercícios com a chegada do frio;
  3. Porém, manter-se em movimento é justamente a melhor maneira de evitar os desconfortos físicos trazidos por esta época do ano;

“Enquanto nos exercitamos, elevamos a nossa temperatura corporal – condição fundamental para a reversão dos processos que causam dores musculares e nas articulações. Além disso, fazemos com que o sangue seja bombeado com mais facilidade para locais onde costumamos ter mais frio – como as mãos e os pés –, o que também ajuda a nos manter aquecidos”, explica.

  • Para praticar atividade física nessa época do ano, porém, é preciso tomar algumas precauções;
  • Pessoas idosas, sedentárias ou com mobilidade reduzida, por exemplo, devem optar por exercícios mais leves no início, como alongamentos, caminhadas ou, se possível, corridas em ritmo moderado;

Pessoas que já praticam algum treino físico, devem continuar as suas atividades normalmente, porém, sem descuidar da hidratação, já que, no inverno, a sensação de sede tende a diminuir. “Em todos esses casos, também é importante fazer o aquecimento apropriado e sempre se agasalhar bem, principalmente, no caso de exercícios feitos ao ar livre.

Qual a pior cirurgia do mundo?

Qual é a cirurgia mais perigosa que existe? A hepatopancreatoduodenectomia.

Quem tem pino sente dor no frio?

Sim, como a densidade dos implantes (placa) é diferente da densidade dos tecidos do nosso corpo e o metal é um ótimo condutor térmico ( tem a habilidade de captar calor), mudanças de temperatura podem causar dor na região da cirurgia pois a placa fica sensível a essas mudanças.

Qual e o tempo de cicatrização interna de uma cirurgia?

Em geral, a camada mais fina da pele leva de sete a dez dias para fechar. Já a epiderme demora até 28 dias, e a derme — mais profunda das camadas — até seis meses para se regenerar. Especialmente durante o primeiro mês após a cirurgia, as recomendações médicas precisam ser adotadas à risca.

E normal sentir fisgada na cirurgia?

  • Homepage
  • Doenças
  • Meningioma
  • Operei A 60 Dias E Estou Bem, Acredito Que Fisgadas São Devido Ao Processo Pois São No Corte Sicratizado

1 respostas Operei a 60 dias e estou bem, acredito que fisgadas são devido ao processo pois são no corte sicratizado estou certo ??? o que gostaria de saber se é normal quando se deita a placa ( osso) ela volta ao normal e a cabeça fica redondinha no local , quando de pè ela afunda. tempo para normalizar. Bom dia! Sim, é normal sentir fisgadas, coceiras ou pontadas leves na cicatriz. Leva alguns meses para finalizar totalmente a cicatrização, desde que não saia secreção no local. Ainda assim pode ficar uma sensação diferente na incisão para sempre.

Quanto a movimentação da calota ou prótese de fechamento, não deve se movimentar não. Muitas vezes devido a fixação ter sido com fios ou materiais não tão rígidos como placas e outros dispositivos feitos para esse fim, o apoio se perde e a calota ou prótese se move.

Mas não deveria, de maneira ideal, se movimentar.

E normal sentir dor na cirurgia depois de 2 meses?

Tire todas as dúvidas durante a consulta online – Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa. Mostrar especialistas Como funciona? Dor Na Cirurgia Quando Chove Precisa discutir essa questão de “muita dor”. Isso precisa ser quantificado. O mais comum é sentir uma sensibilidade, principalmente na região da cicatriz, que com o tempo melhora. Agora, se for “muita dor”, precisa retornar com seu cirurgião. Daniel Mourão Cirurgião de cabeça e pescoço, Cirurgião geral Maceió

  • Boa tarde! Vou fazer uma cintilografia da tireóide e na Clínica me orientaram a ficar sem tomar Synthroid 0,88 por 30 dias. Há riscos?
  • Boa tarde, fiz uma cirurgia de tireoide total, quando posso voltar a trabalhar? trabalho no salão de beleza pois secador e chapinha é muito quente, tem algum problema? já faz 30 dias que eu me operei
  • Retirei totalmente glândula tireoide, depois disso comecei a ganhar insônia, a ponto de não dormir mais, as vezes 4 a 5 dias seguidos, é normal?
  • Olá boa noite, Há 9 meses operei de câncer ( papilifero) com metástases no linfonodo, estou bem , porém existe fibrose persistente , repuxa, ou seja, me encomoda, estou fazendo fisioterapia, existe outro metodo de tratamento para melhorar está sensação? Isto de fato atrapalha meu dia a dia. Obrigada
  • Retirei a tireoide há 2 anos e comecei a sentir contrações musculares nas pernas, pés ardendo e dores musculares. Já fiz vários exames e as taxas dos hormônios e cálcio sempre dão normais. Há outra variável além do T3, T4, TSH e cálcio que deve monitorada , após a cirurgia?
  • Pós cirurgia de tireoidectomia total com esvaziamento cervical a 5 mês tenho sensação de enforcamento e normal?
  • Fiz cirurgia de tireoidectomia. Ainda posso usar produtos fortes no cabelo? Como: fazer progressiva, pintar.
  • Recebi o resultado da biópsia da tireóide após tireoidictomia total. O Estadiamento Patológico apresentou pT2 pN0 pMx. O que significa?
  • Fiz tireoidectomia total a biópsia deu carcinoma papilifero com metástase linfonidal foi marcada a consulta com a medicina nuclear pra 7 meses após a cirurgia. Minha pergunta é posso esperar esse tempo todo a metástase não vai evoluir não?
  • Após fazer a tireoidectomia total o que devo evitar sobre alimentação?

Porque a cirurgia fica latejando?

Qualquer cirurgia plástica realizada na mama ou no abdomem é feita através de um descolamento dos tecidos para remoção do excedente de pele e ajuste do contorno corporal. Na recuperação, seu corpo gera um processo de cicatrização que podem gerar alguns sintomas.

⠀ Esse processo de cicatrização é relatado muitas vezes como sensação de peso, dor, fisgadas, em alguns casos até a limitação para alguns movimentos específicos. ⠀ O que posso dizer é que “fisgadas” leves são esperadas e habituais no pós operatório e estão relacionadas ao processo de cicatrização.

⠀ Mas é importante sempre a avaliação do seu cirurgião para acompanhar o seu pós operatório. Se a intensidade dessas fisgadas for importante e alterar as suas atividades habituais, talvez seja necessária uma investigação adicional ou tratamento específico ⠀ A fisioterapia também tem um importante papel na organização desse processo cicatricial e pode reduzir o período desses sintomas.

Quando a cirurgia começa a doer?

  • Homepage
  • Serviços
  • Evisceração Do Globo Ocular
  • Quanto Tempo Apos A Cirurgia E Normal Sentir Dor? O Que Se Pode Fazer Para Aliviar Essas Dores?

1 respostas quanto tempo apos a cirurgia e normal sentir dor? o que se pode fazer para aliviar essas dores? A dor pode estar presento nos primeiros dias após o trauma cirúrgico. Se não cede com analgésicos rotineiros, procure o seu médico.

Qual é a cirurgia mais dolorosa?

ARTIGO ORIGINAL Analgesia no pós-cirúrgico: panorama do controle da dor * Endereço para correspondência: Dra. Yvelise de Menezes Truppel Rua Alameda Doutor Muricy, 819 – Centro 80020-040 Curitiba, PR E-mail: lisetruppel@gmail. com Luciane Moreira I ; Yvelise de Menezes Truppel II ; Francisco Guilherme de Paula Kozovits II ; Valéria Aparecida Santos II ; Viviane Atet II I Professora Titular de Clínica Cirúrgica da Universidade Positivo; Médica Oftalmologista do Hospital de Olhos do Paraná.

Curitiba, PR, Brasil II Internos do Curso de Medicina da Universidade Positivo. Curitiba, PR, Brasil Endereço para correspondência Endereço para correspondência: Dra. Yvelise de Menezes Truppel Rua Alameda Doutor Muricy, 819 – Centro 80020-040 Curitiba, PR E-mail: lisetruppel@gmail.

You might be interested:  Dor Nas Costas Queimando O Que Pode Ser?

com RESUMO JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O tratamento da dor no pós-operatório, apesar de ter importância reconhecida, continua sendo descrito como inadequado. Assim, este estudo teve como objetivo expor o panorama do controle da dor pós-operatória em pacientes internados para cirurgia abdominal geral.

MÉTODO: Estudo transversal, quantitativo, observacional, descritivo e não randomizado, realizado por meio da aplicação de questionário em pacientes internados até 48h após cirurgia abdominal. O questionário abrange as variáveis: idade, sexo, procedimento realizado, horas de pós-operatório, presença de dor e intensidade por meio da escala analógica visual (EAV).

RESULTADOS: Foram entrevistados 165 pacientes; destes, 40 referiram dor, sendo 26 mulheres (28,57%) e 14 homens (18,92%). Os procedimentos aos quais os pacientes foram submetidos classificaram-se em abertos e fechados; os mais realizados foram os fechados.

Dentre os mais dolorosos, destacam-se as cirurgias abertas (colectomia, hernioplastia hiatal, coledocotomia, colostomia, gastrostomia), com 100% de dor, e a laparotomia com aproximadamente 60%. Dentre os procedimentos fechados, o que gerou menos dor foi a colecistectomia (88,33%), e apenas 11,67% apresentaram dor leve a moderada.

Observou-se a prevalência de dor leve nos adolescentes e de dor intensa na senescência. Houve um predomínio de dor leve a moderada em homens e moderada a intensa nas mulheres. CONCLUSÃO: A prevalência e a intensidade de dor verificadas no pós-operatório demonstraram que o controle desta está adequado para procedimentos laparoscópicos; entretanto se faz necessária a adequação em pacientes submetidos a procedimentos abertos, na senescência e nas mulheres.

Descritores: Analgesia, Cirurgia abdominal, Dor pós-operatória, Medição da dor. INTRODUÇÃO A dor foi definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) como “uma experiência sensorial e emocional desagradável que é associada a lesões reais ou potenciais ou descrita em termos de tais lesões.

A dor é sempre subjetiva, e cada indivíduo aprende a utilizar este termo por meio de suas experiências”. Essa definição demonstra que a dor é uma experiência que vai além de aspectos físicos, devendo ser considerada a forma como o paciente vivencia a sua dor.

  • Devido a sua característica subjetiva, em 1989, definiram a dor como “o que o indivíduo que a sente diz ser e existe quando a pessoa que a sente diz existir” 1;
  • A gravidade da dor não é diretamente proporcional à quantidade de tecido lesado, muitos fatores podem influenciar a percepção deste sintoma, como fadiga, depressão, raiva, medo, ansiedade pela doença, sentimentos de falta de esperança e amparo;

No Projeto Brasil sem Dor é descrito o conceito de “Dor Total”, que é constituída pelos componentes: físico, mental, social e espiritual. Diante dessa natureza pluridimensional, o uso de analgésicos é apenas uma parte da estratégia multiprofissional que compreende ações sobre as angústias físicas, psicológicas, sociais e espirituais de cada paciente 1.

  • Muito comum nos pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos, a dor vem sendo interpretada como algo natural nesses pacientes, apesar de ser frequentemente o sintoma que mais os incomoda;
  • Dessa forma, é priorizado o cuidado de outras complicações cirúrgicas, como fístulas, infecção, sangramento, dentre outros 2;

Para que seja possível um adequado manejo da dor e se ofereça um atendimento de qualidade ao paciente, é essencial que a dor seja avaliada sistematicamente em intervalos regulares, permitindo os ajustes necessários ao tratamento. A terapia antálgica deve ser sempre multimodal, com a associação de dois ou mais agentes ou técnicas analgésicas periféricas ou centrais, incluindo os métodos não farmacológicos, pois o sinergismo entre as diferentes técnicas permite o uso de menores quantidades de fármacos, minimizando seus efeitos colaterais e aumentando a sua atividade analgésica 3.

Visando aperfeiçoar o controle da dor no pós-operatório, a analgesia pode e deve começar antes mesmo do ato cirúrgico. A utilização de analgesia preemptiva ou preventiva consiste em administrar fármacos ou usar técnicas analgésicas antes da incisão, favorecendo uma resposta mais rápida do paciente e o reestabelecimento precoce de suas funções orgânicas, visto que a dor, nestas situações, pode levar a complicações no pós-operatório.

O melhor controle da sensação dolorosa em resposta à terapia analgésica preventiva ocorre ao se impedir a gênese ou condução dos estímulos dolorosos até o sistema nervoso central, evitando assim a sensibilização medular 3. Diante do exposto, esse estudo se justifica à medida que o tratamento da dor no pós-operatório, apesar de ter importância reconhecida e da existência de diversos fármacos e técnicas com esse fim, continua sendo descrito como inadequado em algumas situações.

  1. É essencial saber a magnitude do problema para que seja possível um adequado manuseio da dor e se ofereça um tratamento de qualidade ao doente;
  2. O objetivo deste estudo foi expor o panorama do controle da dor pós-operatória em pacientes internados para cirurgia abdominal geral;

MÉTODO Numa abordagem quantitativa, transversal, observacional, descritiva e não randomizada, realizou-se este estudo com os pacientes internados, pós-cirurgia abdominal, no Hospital da Cruz Vermelha do Paraná, na cidade de Curitiba, no período de julho a setembro de 2012.

A amostra foi o conjunto de pacientes entrevistados nesse período, constituindo um total de 165. Os critérios de inclusão utilizados foram: pacientes internados até as primeiras 48h do pós-operatório de cirurgia abdominal.

Foram excluídos os pacientes com déficit neurológico ou visual que os impedisse de responder a escala analógica visual (EAV) ou o entendimento das questões. Nesse hospital, é utilizada analgesia preemptiva que consiste na administração de dipirona, fentanil, paracoxibe e dexametasona durante a indução anestésica, sendo as doses ajustadas de acordo com cada paciente.

Além disso, na sala de recuperação, diante da queixa de dor, é administrado o tramadol ao paciente. Posteriormente à sala de recuperação, é prescrito dipirona a cada 6h e cloridrato de nalbufina, outro derivado opioide, se dor forte.

Os pacientes foram questionados, por meio de um instrumento de coleta de dados, pelos pesquisadores quanto a: idade; sexo; procedimento realizado, diferenciando entre aberto (laparoscópico) e fechado (videolaparoscópico); quantas horas de pós-operatório; se no momento da entrevista estava sentindo dor e qual a intensidade, estratificando em leve, moderada e intensa, de acordo com a EAV.

  1. Junto a esse instrumento, os pacientes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE);
  2. Os dados obtidos foram analisados percentualmente e interpretados de forma universal e separada;
  3. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Positivo, processo nº 062/2011;

RESULTADOS Entre os meses de julho a setembro de 2012, foram entrevistados 165 pacientes. Destes, 74 eram homens e 91 eram mulheres, correspondendo a 44,85% e 55,15% respectivamente. Das 91 mulheres entrevistadas, 28,57% (26) referiram-se a dor no pós-operatório, enquanto 71,43% (65) não a relataram.

Já dos 74 homens entrevistados, 18,92% (14) mencionaram algum tipo de dor após o ato cirúrgico e 81,08% (60) não a relataram. A idade dos entrevistados variou entre 18 e 86 anos, com média de 40 anos. Após a coleta dos questionários, foi possível distribuir os entrevistados de acordo com a divisão da vida utilizada em psiquiatria, determinando as fases da vida: adolescência entre 12 e 19 anos, fase adulta – que é dividida em adulto jovem (20 a 45 anos) e meia-idade (46 a 65 anos) – e, por fim, a senescência que corresponde a indivíduos maiores que 65 anos.

Ao todo foram 5 (3,03%) adolescentes, 93 (56,36%) adultos jovens, 52 (31,52%) de meia-idade e 15 (9,09%) senescentes. Paralelamente, relacionou-se essa distribuição por fases da vida com a presença ou não de dor após o ato cirúrgico ( Gráfico 1 ). A maior porcentagem de dor foi observada nos pacientes senescentes, 73,33% (11), enquanto a menor taxa foi verificada entre os adultos jovens (15,05% ou 14 pacientes).

A tabela 1 exibe os 11 procedimentos (distribuídos em 7 categorias) aos quais os pacientes entrevistados foram submetidos, correlacionando a porcentagem desses procedimentos e a média de horas de pós-cirúrgico de cada um deles para a entrevista.

Considerando todos os procedimentos juntos, verificou-se que a média de horas de pós-operatório no momento da entrevista foi de 24,5h, tendo como o mínimo de 4h e o máximo de 48h. Ainda considerando os procedimentos, os mais realizados foram os fechados, dentre eles a colecistectomia com 36,36% (60); e os menos realizados foram os abertos, totalizando 9,7%.

  1. Dentre os procedimentos mais dolorosos, demonstrados na tabela 2 , destacam-se as cirurgias abertas (colectomia, hernioplastia hiatal, coledocotomia, colostomia, gastrostomia), com 100% de dor, e a laparotomia com aproximadamente 60%;

Paralelamente, dentre os procedimentos fechados, o que gerou menos dor foi a colecistectomia (88,33% ou 53 pacientes), sendo que apenas 11,67% (7) apresentaram dor leve a moderada após a cirurgia. Da mesma forma, apenas 14% dos pacientes (7) que realizaram apendicectomia e 16,66% (1) que realizaram laparoscopia, mencionaram dor na entrevista, variando entre leve e moderada.

  • Entretanto, dentre os procedimentos fechados que mais geraram dor, destacam-se a cirurgia do refluxo gastroesofágico com 50% (2 pacientes) e a cirurgia bariátrica com 34,48% (10 pacientes);
  • Ainda na tabela 2 é possível verificar a intensidade da dor que foi caracterizada pelos 40 pacientes que a relataram no momento da entrevista;

Assim, correlacionando intensidade da dor e tipo de cirurgia, observa-se que a maior parte dos procedimentos abertos desencadeou dor nos pacientes durante o pós-operatório: na laparotomia, 62,5% dos pacientes (5) referiram-se a dor, sendo que 4 a caracterizaram como leve e 1 como moderada; nos outros procedimentos abertos, 100% (8) dos pacientes se queixaram de dor, sendo que 3 a caracterizaram como moderada e 5 como intensa.

Analisando sexo e intensidade da dor, observa-se que a diferença percentual e numérica é pouca; entre os 14 homens e 26 mulheres que a relataram, conforme demonstrado na tabela 3. Entretanto, houve um predomínio de dor leve a moderada em homens e moderada a intensa nas mulheres.

O gráfico 2 relaciona a intensidade da dor e a fase da vida dos pacientes entrevistados. Nele, verifica-se que a fase que mais refere dor leve é a adolescência, correspondendo a 100% (1 paciente); seguida dos adultos jovens e meia-idade com 57,14% cada (8 pacientes cada) e, por fim, da senescência com 9,1% (1 paciente).

  • Além disso, é possível observar que a frequência da dor intensa foi diretamente proporcional à idade;
  • Entre adolescentes e adultos jovens não há relato de dor intensa, mas na meia-idade esse tipo de dor corresponde a 7,15% (1 paciente) e na senescência esse valor aumenta para 2 pacientes ou 18,18%;

DISCUSSÃO No presente estudo, a prevalência de dor no pós-operatório, nas primeiras 48h, foi de 24,24% (40 pacientes), diferentemente da literatura em que prevalências maiores são encontradas como as descritas por Ashburn (77%) 4 , Bassanezi e Oliveira Filho (80%) 2 e Couceiro e col.

  1. (46%) 5;
  2. O serviço do hospital em questão possui um protocolo para tratamento da dor pós-operatória bem-estabelecida, o que pode explicar a baixa prevalência encontrada, corroborando com os achados de Moizo e col;

6 , com prevalência ainda menor (2,2%) em um serviço que também possui condutas estabelecidas. É descrito que mulheres apresentam menor limiar e tolerância dolorosa, contudo questiona-se se isso não ocorre devido a melhor verbalização do sexo feminino e as diferenças no sistema opioide endógeno feminino, que possivelmente possui uma sensibilidade menor quando comparado ao sexo masculino, apoiando nossos resultados em que 28,57% das mulheres referiram dor no pós-operatório contra 18,92% dos homens 5.

As mulheres também referem dor de maior intensidade, assim como encontrado por outro estudo 7. A correlação entre idade e dor pós-operatória mostra-se, na literatura, inversamente proporcional 8 , resultado diferente do encontrado no presente trabalho, em que o extremo superior de idade referiu mais dor, quando comparado à média de idade (40 anos).

Talvez este fato possa ser justificado pela maior incidência de depressão na população senescente, que pode aumentar a frequência e intensidade das queixas de dor, assim como demonstrado em estudo de mensuração da dor no idoso 9. Com relação às outras faixas etárias, 100% dos adolescentes e aproximadamente 58% dos adultos jovens e de meia-idade queixaram-se de dor leve, novamente indo contra a literatura, uma vez que o extremo inferior e a média de idade geralmente apresentam escores de dor menores.

Autores 10 realizaram uma pesquisa sobre dor no Hospital das Clínicas de Goiás em 40 pacientes que realizaram colecistectomia. Nesse estudo, 16 apresentaram dor intensa, 15 dor moderada e 9 dor leve; no presente trabalho, foram 60 procedimentos para retirada da vesícula e apenas 4 pacientes referiram dor leve, 3 com dor moderada e nenhum com dor intensa, caracterizando o procedimento que menos gerou dor (88%) 10.

Diante desses achados e das comparações cabíveis, é possível estabelecer um paralelo entre os tipos de procedimentos realizados. No primeiro hospital citado, as colecistectomias foram todas convencionais, isto é, procedimento aberto; já no estudo atual os procedimentos foram todos videolaparoscópicos, o que vem para corroborar a literatura, em que a dor pós-operatória é menor em procedimentos fechados 11.

  1. Da mesma forma, outros procedimentos abertos acrescentaram aos resultados 8 pacientes com dor; destes, 3 com dor intensa e 5 com dor moderada;
  2. Frente a esse mesmo tópico, não se pode excluir a possibilidade de que os diferentes tipos de procedimentos, abertos/laparoscópicos ou fechados/videolaparoscópicos, podem ter sido um fator de interferência na avaliação global da dor;
You might be interested:  Dor Na Lombar Onde Fica?

Outro fator influente em relação ao controle da dor é a questão do ensino médico, e pelo Hospital da Cruz Vermelha do Paraná ser um hospital escola, no qual atuam acadêmicos e residentes, faz-se necessária esta discussão. Estudos mostram que estudantes de medicina e médicos recém-formados podem possuir pouco conhecimento a respeito de dor aguda, uma ausência de educação continuada, falta de experiência quanto a protocolos e rotinas para tratamento da dor, além de não serem bem orientados quanto à escolha dos métodos analgésicos.

  • Assim, costumam buscar pelo fármaco mais frequentemente prescrito, e não pelo que é mais indicado ao paciente, o que pode resultar no retardo da recuperação e ocorrência de dor crônica pós-cirúrgica, causando interferência na qualidade de vida dos pacientes 5,9,12;

Ao mesmo tempo, a dor crônica é um fator limitante de funções que pode aumentar a agitação, o risco de estresse emocional e a mortalidade, principalmente no grupo dos idosos 9. Há controvérsias sobre qual é a forma ideal de controle da dor pós-operatória, mas pelos dados obtidos neste trabalho, verifica-se que este controle pode variar de acordo com a idade e o sexo.

  • Ainda neste contexto, uma abordagem multidisciplinar (médicos, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos e enfermeiras) é oportuna, pois oferece auxílio ao paciente antes e depois da realização do procedimento cirúrgico, podendo trazer benefícios, principalmente àqueles ligados à ansiedade da dor e do procedimento, bem como suas possíveis complicações;

Na medida em que esse paciente é instruído e escutado adequadamente, acontece um melhor controle dos fatores que podem interferir na intensidade da dor 12. CONCLUSÃO Diante dos resultados, o panorama de controle da dor foi exposto e pode-se concluir que está adequado para os procedimentos laparoscópicos.

  • Pode ser necessária a adequação do cuidado com a analgesia nos pacientes submetidos a procedimentos abertos, para a senescência e no sexo feminino, visto que nesses grupos foram encontradas maior prevalência e intensidade de dor no pós-operatório;

A falta de conhecimento do médico sobre a dor aguda e a ausência de uma educação continuada podem ser causas de conduta inadequada. Assim, um maior cuidado com a educação médica e a formação de equipes multidisciplinares podem contribuir para melhora da qualidade de atendimento, redução de complicações relacionadas à dor e diminuição do sofrimento dos pacientes.

  • Endereço para correspondência: Dra. Yvelise de Menezes Truppel Rua Alameda Doutor Muricy, 819 – Centro 80020-040 Curitiba, PR E-mail:
  • Apresentado em 14 de fevereiro de 2013. Aceito para publicação em 04 de junho de 2013. * Recebido do Hospital da Cruz Vermelha do Paraná (Hospital Escola da Universidade Positivo). Curitiba, PR. Endereço para correspondência: Dra. Yvelise de Menezes Truppel Rua Alameda Doutor Muricy, 819 – Centro 80020-040 Curitiba, PR E-mail: lisetruppel@gmail.

    O que e uma dor intermitente?

    Sinais e sintomas da dor neuropática – A dor neuropática é uma sensação de incômodo evidente. Pode ser contínua (presente durante todo o tempo) ou intermitente (em crises, surgindo em horários intercalados). A intensidade da dor varia de fraca a intolerável, dependendo do estágio da doença e do grau de comprometimento dos nervos. Os sintomas da dor neuropática podem trazer sensações como:

    • Queimação;
    • Agulhadas;
    • Choques,
    • Formigamento ou adormecimento.

    Ter um ou mais dos sintomas da dor neuropática não significa que você necessariamente tem a doença. Em casos de suspeita, consulte um médico. Apenas ele poderá avaliar o caso e dar o diagnóstico correto.

    Como acabar com as dores no frio?

    Quando eu aperto a barriga dói?

    Formada em Publicidade e Propaganda. Antes de migrar para o mundo jornalístico, trabalhou na área de comunicação interna e foi intercambista nos EUA. i Atualizado em 27 de dezembro de 2021 Publicado em 17 de dezembro de 2014 Sensibilidade no abdome é a dor ou desconforto que ocorre quando se pressiona uma área específica da barriga. A área do abdome é dividida em quatro quadrantes, que são:

    • Superior direto, que compreende o fígado e a vesícula biliar
    • Superior esquerdo, quadrante do estômago e duodeno
    • Inferior direito, que é o do apêndice
    • Inferior esquerdo, quadrante do cólon sigmóide

    A sensibilidade exacerbada no abdome geralmente é um sinal de inflamação em um ou mais órgãos localizados na área em que a dor está presente. Além disso, ela também pode ocorrer por uma torção ou obstrução de algum órgão. Outras principais causas da dor aguda abdominal são:

    • Apendicite
    • Abcessos abdominais
    • Diverticulite
    • Doença inflamatória pélvica
    • Hérnias
    • Torção das trompas
    • Cisto ovariano roto
    • Gravidez ectópica
    • Tumores
    • Ascite

    O diagnóstico e tratamento de sensibilidade no abdômen dependerão da doença que está causando o problema. Alguns dos casos, como a apendicite , precisam de intervenção cirúrgica de emergência. No serviço de emergência, o médico responsável vai precisar de algumas informações, então estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar tempo. Dessa forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

    • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
    • Histórico médico, incluindo outras condições que tenha e medicamentos, vitaminas ou suplementos que tome com regularidade
    • Se possível, leve um acompanhante

    O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

    • Qual a intensidade da sua dor?
    • Os sintomas têm piorado com o tempo?
    • Há algo que melhore ou piore os sintomas?
    • Tomou alguma medicação para aliviar a dor?

    Como grande parte das condições que podem causar a sensibilidade no abdômen são consideradas situações de emergência, é importante procurar ajuda médica quando o sintoma aparecer. Principalmente caso ele seja acompanhado de:

    • Perda de apetite
    • Dor abdominal ou abdômen distendido
    • Náusea
    • Vômitos
    • Prisão de ventre
    • Diarreia
    • Fezes claras
    • Icterícia
    • Desmaio
    • Febre
    • Presença de sangue no vômito ou nas fezes

    Healthline Dra. Cintya Miler De Faria Moler, gastroenterologista – CRM 93462 SP.

    Porque a cicatriz coca quando vai chover?

    E a casquinha coça porque a pele fica seca. Por isso, é preciso colocar vaselina para umedecê-la. A cicatrização acontece em todos os tecidos do organismo, não só na pele. E um bom processo de cura do corte ou ferimento depende do local e do tipo de pele.

    Em que fase da lua sentimos dor?

    A fase da Lua Minguante A mente pede menos pensar e mais sentir.

    É normal sentir dor no local da fratura?

    Uma fratura é uma rachadura ou quebra de um osso. A maioria das fraturas resulta de uma força aplicada ao osso.

    • As fraturas geralmente resultam de lesões ou esforço excessivo.
    • A parte lesionada dói (sobretudo quando for usada), fica geralmente inchada e pode apresentar hematomas ou ter aspecto distorcido, flexionado ou fora do lugar.
    • Também pode haver presença ou desenvolvimento de outras lesões, como danos em vasos sanguíneos e nervos, síndrome compartimental, infecções e problemas articulares duradouros.
    • Às vezes, os médicos conseguem diagnosticar fraturas com base nos sintomas, nas circunstâncias que causaram a lesão e nos resultados de um exame físico, mas radiografias são geralmente necessárias.
    • A maioria das fraturas cicatriza bem e causa poucos problemas, mas o tempo que demoram para cicatrizar varia, dependendo de muitos fatores, como idade da pessoa, tipo e gravidade da lesão e presença de outros distúrbios.
    • O tratamento depende do tipo e da gravidade da fratura e pode incluir analgésicos, PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação [protection, rest, ice, compression, and elevation]), manobras ou procedimentos para recolocar os fragmentos ósseos em sua posição normal (redução), imobilização da parte lesionada (por exemplo, com gesso ou tala) e, às vezes, cirurgia.

    Os ossos são parte do sistema musculoesquelético, que também inclui os músculos e os tecidos que os ligam (ligamentos, tendões e outros tecidos conjuntivos, chamados tecidos moles). Essas estruturas conferem ao corpo sua forma, tornando-o estável e permitindo que se movimente. Além de fraturas, os tecidos do sistema musculoesquelético podem ser danificados dos seguintes modos:

    • Os ligamentos (que prendem osso a osso) podem sofrer ruptura (entorse).
    • Os músculos podem sofrer ruptura (estiramento).
    • Os tendões (que prendem músculo a osso) podem sofrer ruptura (rompimento).

    Fraturas e outras lesões musculoesqueléticas) variam consideravelmente quanto à gravidade e ao tratamento necessário. Por exemplo, as fraturas podem variar de uma pequena fissura em um osso do pé, que passa facilmente despercebida, até uma fratura pélvica grave, que coloca a vida em risco. As fraturas podem romper a pele (chamado fraturas expostas) ou não (chamado fraturas fechadas).

    1. Uma lesão que fratura um osso também pode danificar seriamente outros tecidos, incluindo a pele, os nervos, os vasos sanguíneos, os músculos e os órgãos;
    2. Essas lesões podem complicar o tratamento da fratura e/ou causar problemas temporários ou permanentes;

    Mais frequentemente, os membros sofrem fraturas, mas estas podem ocorrer em ossos de qualquer parte do corpo, como as seguintes: Quando a maioria dos tecidos, como os da pele, músculos e órgãos internos, sofre uma lesão significativa, sua restauração ocorre pela produção de tecido cicatricial para substituir o tecido lesionado.

    O tecido cicatricial muitas vezes parece diferente do tecido normal ou interfere na função de alguma forma. Em contraste, o osso se recupera produzindo tecido ósseo verdadeiro. Quando um osso se recupera por si só após uma fratura, muitas vezes a fratura acaba ficando praticamente indetectável.

    Até mesmo ossos que foram estilhaçados podem, muitas vezes, quando tratados adequadamente, ser reparados e funcionar normalmente. As fraturas curam-se em três estágios, que se sobrepõem:

    • Inflamação
    • Reparação
    • Remodelação

    As células imunológicas liberam substâncias que atraem mais células imunológicas, aumentam o fluxo sanguíneo para a área e fazem com que mais líquidos entrem na área danificada. Consequentemente, a área ao redor da fratura fica inflamada, ou seja, vermelha, inchada e sensível. O processo inflamatório alcança seu ponto máximo em alguns dias, mas demora semanas para desaparecer. Este processo causa a maior parte da dor que as pessoas sentem logo depois de uma fratura.

    Durante esse estágio e o estágio de reparo, a parte do corpo fraturada muitas vezes precisa ser mantida sem se mover (imobilizada) – por exemplo, com um gesso ou tala. O estágio de reparação começa alguns dias após a lesão e perdura por semanas a meses.

    É produzido osso novo (chamado calo) para reparar a fratura. Inicialmente, este osso novo, chamado calo externo, não contém nenhum cálcio (um mineral que confere ao osso sua força e densidade). Este osso novo é macio e tem textura de borracha. Desta forma, ele pode ser facilmente danificado e fazer com que o osso em processo de restauração saia do lugar (seja deslocado).

    • Além disso, ele não pode ser visto em radiografias;
    • No estágio de remodelação , o osso é decomposto, reconstruído e restaurado ao seu estado original;
    • A remodelação demora muitos meses;
    • O cálcio se deposita no calo, que passa a ficar mais rígido e forte e mais facilmente visível nas radiografias, e a forma e estrutura normais do osso são restauradas;

    Durante esse estágio, as pessoas podem começar gradualmente a usar a parte lesada, gradualmente. Elas devem retomar aos poucos suas atividades normais e aumentar aos poucos a quantidade de esforço ou peso que exercem na parte lesionada. O traumatismo é a causa mais frequente de fraturas. O traumatismo inclui

    • Força direta, como ocorre em quedas ou acidentes com veículo a motor

    A gravidade da fratura depende parcialmente da força do impacto. Por exemplo, uma queda em terreno plano geralmente causa fraturas de menor gravidade, mas uma queda de um prédio alto pode causar fraturas graves que envolvem vários ossos. Alguns distúrbios podem enfraquecer os ossos. Incluem

    • Alguns tipos de infecções

    Pessoas com um desses distúrbios estão mais propensas a fraturar um osso, mesmo quando houver apenas uma força discreta envolvida. Essas fraturas são chamadas fraturas patológicas. O sintoma mais óbvio de uma fratura é A parte lesionada dói, sobretudo quando as pessoas tentam colocar peso sobre ela ou usá-la. A área ao redor da fratura fica sensível ao toque. Outros sintomas incluem

    • Inchaço
    • Uma parte que parece distorcida, flexionada ou fora de lugar
    • Mancha roxa ou descoloração
    • Incapacidade de usar a parte lesionada normalmente
    • Possível perda de sensação (dormência ou sensações anormais)

    As fraturas normalmente causam inchaço, mas esse inchaço pode levar horas para se desenvolver e, em alguns tipos de fraturas, ser bem discreto. Quando os músculos ao redor da área lesionada tentam manter um osso fraturado no lugar, podem ocorrer espasmos musculares, causando mais dor. Os hematomas surgem quando há sangramento debaixo da pele. O sangue pode originar-se de vasos sanguíneos de um osso fraturado ou de tecidos circundantes.

    No início, o hematoma apresenta uma cor negra violácea, tornando-se verde e amarelo à medida que o sangue é degradado e reabsorvido pelo organismo. O sangue pode se mover a uma boa distância da fratura, causando um grande hematoma ou um hematoma a certa distância da lesão.

    Pode levar algumas semanas para o sangue ser reabsorvido. O sangue pode causar dor e rigidez temporárias nas estruturas circundantes. Por exemplo, fraturas do ombro podem machucar o braço todo e provocar dor no cotovelo e no pulso. A dor, bem como a fratura em si, muitas vezes impedem que a pessoa mova a parte fraturada normalmente.

    1. Como dói muito mover a parte lesionada, algumas pessoas não querem ou não conseguem movê-la;
    2. Se as pessoas (como crianças pequenas ou pessoas idosas) não puderem falar, a recusa em mover uma parte do corpo pode ser o único sinal de uma fratura;
    You might be interested:  Azitromicina Para Que Serve Dor De Garganta?

    Contudo, algumas fraturas não impedem que as pessoas movam a parte lesionada. Conseguir mover uma parte lesionada não significa que não há fratura. As fraturas podem gerar ou vir acompanhadas de outros problemas (complicações). Entretanto, complicações sérias são incomuns.

    1. O risco de complicações sérias aumenta se a pele for lacerada ou se os vasos sanguíneos ou nervos forem danificados;
    2. Algumas complicações (como danos em vasos sanguíneos e nervos, síndrome compartimental, embolia gordurosa e infecções) surgem durante as primeiras horas ou dias após a lesão;

    Outras (como problemas com articulações e cicatrização) desenvolvem-se com o passar do tempo. Uma luxação no quadril ou joelho pode interromper o fluxo sanguíneo para a perna. Assim, os tecidos na perna podem não receber sangue suficiente (chamado isquemia) e podem morrer (chamado necrose).

    Se muitos tecidos necrosarem, parte da perna pode ter que ser amputada. Às vezes, fraturas do cotovelo ou da parte superior do braço podem interromper o fluxo sanguíneo para o antebraço, causando problemas semelhantes.

    A interrupção do fornecimento de sangue pode não causar nenhum sintoma até várias horas depois da lesão. Às vezes, os nervos são distendidos, contundidos ou esmagados quando ocorre fratura em um osso. Um golpe direto pode machucar ou esmagar um nervo. Essas lesões geralmente cicatrizam por si ao longo de semanas até meses a anos, dependendo da gravidade da lesão.

    Algumas lesões nervosas nunca saram totalmente. Em casos raros, os nervos sofrem ruptura, às vezes por fragmentos de ossos afiados. É mais provável os nervos sofrerem ruptura quando a pele for lacerada. Nervos rompidos não saram por si só e podem ter que ser reparados cirurgicamente.

    A embolia pulmonar Embolia pulmonar é a complicação grave mais comum das fraturas sérias do quadril ou da pélvis. Ela ocorre quando um coágulo de sangue se forma em uma veia, se solta (tornando-se um êmbolo), se desloca para um pulmão e ali bloqueia uma artéria. Sofrer uma fratura do quadril aumenta consideravelmente o risco de embolia pulmonar pois ela envolve

    • Lesão na perna, onde se forma a maioria dos coágulos que causam embolia pulmonar
    • Imobilidade forçada (ter que permanecer na cama) por horas ou dias, diminuindo a velocidade do fluxo sanguíneo e, assim, dando a oportunidade de coágulos se formarem
    • Inchaço ao redor da fratura, que também diminui a velocidade do fluxo sanguíneo nas veias

    Cerca de um terço das mortes de pessoas depois de uma fratura do quadril é decorrente de embolia pulmonar. A embolia pulmonar é muito menos comum quando a parte inferior da perna é fraturada e é muito rara quando o braço é fraturado. A embolia gordurosa ocorre raramente. Ela pode ocorrer quando ossos longos (como o osso da coxa) são fraturados e liberam gordura no interior do osso (medula óssea).

    Como resultado, o corpo pode não receber oxigênio suficiente. A gordura pode deslocar-se pelas veias, alojar-se nos pulmões e ali bloquear um vaso sanguíneo, causando embolia pulmonar Embolia pulmonar. Consequentemente, o corpo não consegue obter oxigênio suficiente, e as pessoas podem sentir falta de ar e dor no peito.

    Sua respiração pode ficar rápida e superficial e sua pele pode ficar salpintada ou azulada. Em casos raros, desenvolve-se uma síndrome compartimental Síndrome compartimental Síndrome compartimental é o aumento da pressão no espaço ao redor de certos músculos.

    1. Ela ocorre quando os músculos lesionados incham tanto que cortam seu suprimento de sangue;
    2. A dor no membro;
    3. leia mais;
    4. Por exemplo, ela pode surgir quando os músculos lesionados incham muito depois de uma fratura de um braço ou de uma perna;

    Como o inchaço exerce pressão nos vasos sanguíneos adjacentes, o fluxo sanguíneo para o membro lesionado fica reduzido ou bloqueado. Consequentemente, os tecidos no membro podem ficar danificados ou necrosar e o membro pode ter de ser amputado. Sem tratamento imediato, a síndrome pode ser fatal.

    • A síndrome compartimental é mais provável de ocorrer em pessoas com certas fraturas da parte inferior da perna Fraturas da perna As fraturas da perna ocorrem em um ou mais dos três ossos longos nas pernas: o osso da coxa (fêmur), o osso da canela (tíbia) e o osso menor na parte inferior da perna (fíbula);

    (Consulte também. leia mais , certas fraturas do braço Fraturas do cotovelo As fraturas do cotovelo podem envolver o osso do braço (úmero) próximo ao cotovelo, chamadas fraturas da parte inferior (distal) do úmero, ou o osso maior da região superior do antebraço (rádio).

    • leia mais ou uma fratura de Lisfranc Fraturas do pé As fraturas do pé incluem fraturas nos dedos e fraturas nos ossos medianos do pé ( fraturas metatársicas), nos dois ossos redondos pequenos na base do dedão ( fraturas sesamoides) ou nos ossos;

    leia mais (um tipo de fratura do pé). Geralmente, é necessário fisioterapia para prevenir a rigidez e ajudar a articulação a mover-se o mais normalmente possível. Muitas vezes, é necessário cirurgia para reparar a cartilagem danificada. Depois de uma cirurgia desse tipo, a cartilagem fica menos sujeita a formar cicatrizes e, se isso ocorrer, a cicatrização tende a ser menos grave.

    Algumas fraturas podem tornar a articulação instável, aumentando o risco de lesões repetidas e osteoartrite. O tratamento adequado, muitas vezes incluindo gesso ou tala, pode ajudar a evitar problemas permanentes.

    Em adultos, a cirurgia para reparar o osso da coxa pode resultar em uma perna ficando mais comprida que a outra. Às vezes, os ossos fraturados podem não voltar a juntar-se conforme esperado. Eles podem

    • Não voltar a juntar-se (chamado não união)
    • Voltar a juntar-se muito lentamente (chamado união retardada)
    • Juntar-se na posição errada (chamado má união)

    É mais provável que esses problemas ocorram quando

    • Os ossos fraturados não são mantidos próximos um do outro e não são impedidos de se mover (ou seja, não são imobilizados com gesso ou tala).
    • O fornecimento de sangue for interrompido.
    • Avaliação de um médico
    • Radiografias para identificar fraturas
    • Às vezes, imagem por ressonância magnética ou tomografia computadorizada

    Pessoas que acham que podem ter uma fratura, devem ir ou ser levadas para um pronto-socorro. Possíveis excepções são algumas lesões das pontas dos dedos das mãos ou dos pés. As pessoas também devem ser levadas ao pronto-socorro, muitas vezes de ambulância, se qualquer dos seguintes eventos se aplicar:

    • O problema é evidentemente sério (por exemplo, se tiver sido consequência de um acidente de carro ou se as pessoas não conseguirem usar a parte do corpo afetada).
    • Elas apresentarem diversas lesões.
    • Elas tiverem sintomas de uma complicação, por exemplo, se perderem a sensação na parte do corpo afetada, não puderem mover a parte afetada normalmente, a pele ficar fria ou azulada ou a parte afetada ficar fraca.
    • Elas não conseguirem colocar nenhum peso na parte do corpo afetada.
    • Uma articulação lesionada parecer instável.

    Se as lesões resultarem de um acidente sério, a primeira prioridade do médico será Os médicos fazem, por exemplo, o seguinte:

    • Medição da pressão arterial: A pressão arterial está baixa nas pessoas que perderam muito sangue.
    • Verificar o pulso e a cor e temperatura da pele: Pulso fraco ou ausente e pele pálida e fria podem indicar que o fluxo sanguíneo está interrompido. Esses sintomas podem significar que uma artéria está danificada ou que a síndrome compartimental se desenvolveu.
    • Verificar a sensação na pele para determinar se a pessoa pode sentir normalmente: Os médicos perguntam se a pessoa tem sensações anormais, como uma sensação de formigamento ou dormência. Sensações anormais sugerem lesão de nervo.

    Havendo quaisquer dessas lesões ou complicações, os médicos as tratam conforme necessário, depois prosseguem na avaliação. Os médicos pedem à pessoa (ou uma testemunha) para descrever o que aconteceu. Muitas vezes, a pessoa não se recorda como aconteceu a lesão ou não consegue descrevê-la com exatidão. Saber como a lesão ocorreu pode ajudar os médicos a determinar o tipo de lesão.

    1. Por exemplo, se uma pessoa relatar que houve um estalo ou estouro, a causa pode ser uma fratura (ou uma lesão a um ligamento ou tendão);
    2. Além disso, os médicos perguntam em que direção a articulação foi tensionada durante a lesão;

    Essas informações podem ajudar os médicos a determinar quais ossos e outras estruturas estão danificados. Os médicos também perguntam quando a dor começou e a sua intensidade:

    • Se ela tiver começado imediatamente após a lesão, a causa pode ser uma fratura ou entorse grave.
    • Se a dor tiver começado horas ou dias depois, a lesão é geralmente menos grave.
    • Se a dor for mais intensa do que o esperado para a lesão ou se a dor piorar continuamente durante as primeiras horas depois da lesão, pode ter havido desenvolvimento de síndrome compartimental ou interrupção do fluxo sanguíneo.

    O exame físico inclui os seguintes (em ordem de prioridade):

    • Verificar se há danos nos vasos sanguíneos próximos à parte do corpo lesionada, por exemplo, verificando o pulso e a temperatura e cor da pele
    • Verificar se há danos nos nervos (por exemplo, verificando a sensação) próximos à parte lesionada
    • Examinar e mover a parte lesionada
    • Examinar as articulações acima e abaixo da parte lesionada

    Os médicos apalpam delicadamente a parte lesionada para determinar se os ossos estão fragmentados ou fora de lugar e se a área está sensível. Os médicos também verificam se há inchaço e manchas roxas. Se não houver desenvolvimento de inchaço dentro de várias horas após a lesão, é improvável que haja uma fratura. Os médicos perguntam se a pessoa consegue usar, exercer peso sobre a parte lesionada e movimentá-la.

    Os médicos testam a estabilidade de uma articulação movendo-a delicadamente, mas se uma fratura for possível, primeiramente se tiram radiografias para determinar se é seguro mover a articulação. Os médicos verificam se há rangidos ou sons crepitantes (crepitação) ao mover a parte lesionada.

    Esses sons podem indicar uma fratura. Os médicos também examinam as articulações acima e abaixo da articulação lesionada e verificam quanto a lesões de ligamentos, tendões e músculos. Se a dor ou os espasmos musculares interferirem no exame, a pessoa pode receber um analgésico e/ou relaxante muscular por via oral ou injeção, ou um anestésico local pode ser injetado na área lesionada. Exames de imagem usados para diagnosticar fraturas incluem

    • Radiografias
    • Ressonância magnética (RM)
    • Tomografia computadorizada (TC)

    Radiografias são o exame mais importante e geralmente o primeiro e único exame realizado para diagnosticar uma fratura. Entretanto, as radiografias nem sempre são necessárias, dependendo de qual parte do corpo for afetada e de qual for a suspeita dos médicos. Por exemplo, se uma parte lesionada do corpo (como os dedos dos pés, exceto o dedão) tiver que ser tratada da mesma forma, independentemente de estar ou não fraturada, as radiografias geralmente não são necessárias. É possível fazer TC ou RM quando

    • Os resultados do exame sugerirem fortemente uma fratura, mas as radiografias não indicarem nenhuma.
    • Um especialista precisar de visões mais detalhadas da fratura para determinar a melhor forma de tratá-la.

    Também pode ser feita uma TC e RM para proporcionar mais detalhes sobre fraturas do que os mostrados nas radiografias de rotina. A TC pode revelar pequenos pormenores da superfície de uma articulação fraturada e áreas de uma fratura cobertas por um osso não danificado. A TC e, particularmente, a RM podem mostrar tecidos moles, os quais não costumam ser visíveis nas radiografias. A RM mostra os tecidos ao redor do osso e, assim, ajuda a detectar lesões nos tendões, ligamentos, cartilagem e músculos próximos.

    • Ou a parte lesionada pode ser imobilizada até que os espasmos parem, geralmente por poucos dias, e depois examinada;
    • Se as radiografias mostrarem uma fratura em um osso que parece anormal (por exemplo, se as áreas do osso parecerem incomumente finas), a fratura provavelmente ocorreu porque uma doença (como osteoporose) enfraqueceu o osso;

    Ela pode mostrar alterações causadas por câncer. A RM também revela lesões (inchaço ou manchas roxas) dentro do osso, podendo detectar pequenas fraturas antes que elas apareçam nas radiografias. Outros exames podem ser feitos para ver se há lesões relacionadas: Os exames de diagnóstico por imagem permitem aos médicos identificar o tipo de fratura e descrevê-la com exatidão.

    Porque o osso quebrado dói no frio?

    O inverno traz o frio, o qual provoca uma contração dos músculos e das articulações, bem como uma vasoconstrição dos vasos sanguíneos, agravando as dores.

    0
    Adblock
    detector