Dor De Bexiga O Que Fazer?

Dor De Bexiga O Que Fazer
Dicas para aliviar a dor na bexiga – Já que a grande maioria dos casos de dor na bexiga indicam uma infecção urinária, algumas dicas que podem te ajudar a se recuperar da infecção mais rapidamente são:

  • Tomar suco de cranberry ;
  • Incluir mais probióticos na dieta para repor a flora intestinal e minimizar o efeito do antibiótico no seu organismo.
  • Tomar mais água;
  • Evitar bebidas diuréticas como o café e o álcool;
  • Ingerir mais alimentos com vitamina C.

Além de ajudar no tratamento, essas medidas ajudam a prevenir a infecção urinária recorrente. Embora exista a possibilidade de um câncer de bexiga, é pouco provável que essa seja a causa da dor na bexiga. Assim, procure um médico para ter certeza de que não é nada muito grave e trate de acordo com as orientações dele.

O que fazer para passar a dor de bexiga?

Infecção urinária – A infecção urinária, pode afetar a bexiga, a uretra ou, quando mais grave, os rins, sendo a causa mais frequente de dor na bexiga. Normalmente, ela é acompanhada por outros sintomas como:

  • Dor na pelve ou na bexiga ao urinar;
  • Muita vontade de urinar, mas sair pouca quantidade;
  • Muita urgência para urinar;
  • Presença de sangue na urina;
  • Dor na uretra ou na bexiga durante a relação sexual;
  • Febre baixa.

Embora seja mais frequente nas mulheres, também pode acontecer em homens de todas as idades. Na presença dos sintomas de infecção urinária, deve-se procurar o urologista ou ginecologista, mas se a consulta for demorar, é necessário ir ao pronto-socorro para que seja feita uma avaliação com observação da região íntima e exame de urina. Saiba melhor como identificar os sintomas de infecção urinária.

Como tratar: Se for confirmada a presença de uma infecção, o médico poderá indicar o uso de antibióticos, como Norfloxacino, Sulfa ou Fosfomicina, por exemplo. Remédios analgésicos, como Paracetamol, ou anti-inflamatórios, como Ibuprofeno, podem ser usados para aliviar a dor e o desconforto.

Além disso, durante a recuperação, é importante beber cerca de 2 litros de água por dia e manter uma boa higiene íntima. O chá de arando é um ótimo remédio caseiro que pode combater esta infecção naturalmente.

O que é bom pra dor de bexiga caseiro?

O que pode ser quando a bexiga dói?

O que pode causar dor na bexiga em mulheres – Nas mulheres, a principal causa desse problema é a infecção urinária. Mas a dor também pode ser causada por alguma inflamação no útero ou no intestino. Outras causas comuns podem ser infecções, cálculo renal ou inflamações na bexiga , como a cistite. Dor De Bexiga O Que Fazer.

Qual melhor antiinflamatório para bexiga?

Anti-inflamatórios Os anti-inflamatórios para cistite indicados pelo médico, como o ibuprofeno ou o cetoprofeno, ajudam a reduzir a inflamação na bexiga, aliviando a dor e o desconforto urinário causado pela cistite.

Como é a dor de bexiga?

Os principais sintomas são urgência miccional, com vontade de ir várias vezes ao banheiro (mas geralmente com pequeno volume de micção em cada ida), polaciúria, dor suprapúbica, noctúria, disúria, dor perineal, sensação de espasmos vesicais, dispareunia, depressão e hematúria macroscópica.

Qual o chá que é bom para dor de bexiga?

Como aliviar dor na bexiga através de métodos caseiros – Como comentamos anteriormente, os sintomas de dor na bexiga não surgem sozinhos. Geralmente, eles vêm acompanhados de problemas relacionados a região pélvica do corpo. Nesse sentido, é importante consultar um urologista para realização de um diagnóstico adequado.

  • Os métodos caseiros podem ajudar na redução da dor na bexiga, mas não possuem o poder de resolver determinados quadros clínicos;
  • Chás medicinais: o chá de urtiga e dente de leão  são medicinais e auxiliam na eliminação do ácido úrico, assim como na limpeza dos rins;

A cavalinha é uma planta medicinal rica em minerais, que pode ser consumida em forma de chá, fortalecendo todo o organismo e auxiliando em sintomas de dor na bexiga. Bolsa de água quente: a bolsa de água quente é uma boa opção para auxiliar no alívio das dores de bexiga.

O que causa bexiga inflamada?

Cistite é uma infecção e/ou inflamação da bexiga. Em geral, é causada pela bactéria Escherichia coli, presente no intestino e importante para a digestão. No trato urinário, porém, essa bactéria pode infectar a uretra (uretrite), a bexiga (cistite) ou os rins (pielonefrite). Outros microorganismos também podem provocar cistite.

Homens, mulheres e crianças estão sujeitos à cistite. No entanto, ela ocorre mais nas mulheres porque as características anatômicas femininas favorecem sua ocorrência. A uretra da mulher, além de muito mais curta que a do homem está mais próxima do ânus.

Nos homens, depois dos 50 anos, o crescimento da próstata provoca retenção de urina na bexiga e pode causar cistite. Sintomas: – necessidade urgente de urinar com frequência; – quantidade pequena de urina eliminada em cada micção; – ardor durante a micção; – dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre; – febre; – sangue na urina nos casos mais graves.

Tratamento: O tratamento das cistites infecciosas requer o uso de antibióticos ou quimioterápicos que serão escolhidos de acordo com o tipo de bactéria encontrada no exame laboratorial de urina. Especialmente nas mulheres, o retorno das cistites pode ser frequente e mais grave, mas, se o tratamento for seguido à risca, a probabilidade de cura é grande.

Por isso, é preciso tomar os medicamentos respeitando o tempo recomendado pelo médico mesmo que os sintomas tenham desaparecido com as primeiras doses. Prevenção: – beba muita água. O líquido ajuda a expelir as bactérias da bexiga; – urine com frequência.

Segurar a urina na bexiga por longos períodos é uma contraindicação importante. Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário; – redobre os cuidados com a higiene pessoal.

Mantenha limpas as regiões da vagina e do ânus. Depois de evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás e, sempre que possível, lave-se com água e sabão; – evite roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias; – suspenda o consumo de fumo, álcool, temperos fortes e cafeína.

Essas substâncias irritam o trato urinário; – troque os absorventes higiênicos com frequência para evitar a proliferação de bactérias. IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo. Dica elaborada em junho de 2. 015. Fonte: Dr. Dráuzio Varella.

Como saber se estou com algum problema na bexiga?

Recursos do assunto A cistite é uma infecção da bexiga.

  • Normalmente, as bactérias são a causa da cistite.
  • Os sintomas mais comuns são uma necessidade frequente de urinar e dor ou queimação enquanto urina.
  • Os médicos podem frequentemente basear o diagnóstico nos sintomas, mas normalmente examinam uma amostra de urina.
  • Os medicamentos são necessários para tratar a infecção e, frequentemente, os sintomas.

A cistite é frequente nas mulheres, principalmente durante os anos férteis. Algumas mulheres sofrem de episódios recorrentes de cistite. Há várias razões para as mulheres serem suscetíveis, incluindo o curto comprimento da uretra e a proximidade da uretra com a vagina e com o ânus, onde as bactérias são comumente encontradas. As relações sexuais podem igualmente contribuir, porque o movimento pode causar uma tendência de as bactérias alcançarem a uretra, subindo daí para a bexiga.

As mulheres grávidas são especialmente propensas a sofrer de cistite, pois a gravidez pode interferir com o esvaziamento da bexiga. A utilização do diafragma aumenta o risco de desenvolver cistite, possivelmente porque o espermicida utilizado suprime as bactérias próprias da vagina e permite o crescimento de bactérias na vagina que causam cistite.

Ter relação sexual com um homem que usa preservativo com espermicida também aumenta o risco. Raramente, a cistite reaparece devido a uma ligação anormal entre a bexiga e a vagina (fistula vesicovaginal). A cistite é menos frequente nos homens. Em homens, a causa mais comum é infecção bacteriana da próstata Prostatite Prostatite é dor e inchaço, inflamação, ou ambos, da glândula da próstata.

Às vezes, a causa é uma infecção bacteriana. Pode ocorrer dor na área entre o escroto e o ânus, ou na parte inferior. leia mais que causa episódios repetidos de cistite e uretrite Uretrite A uretrite é uma infecção da uretra, o canal que transporta a urina da bexiga até o exterior do corpo.

As bactérias, incluindo aquelas que são sexualmente transmitidas, são as causas mais comuns. leia mais. Embora os antibióticos eliminem rapidamente as bactérias da urina presentes na bexiga, a maioria desses medicamentos não consegue penetrar o suficiente na próstata para curar rapidamente a infecção localizada nesta glândula.

  • Normalmente, os antibióticos são tomados durante semanas seguidas;
  • Consequentemente, quando o tratamento medicamentoso é interrompido, as bactérias que permaneceram na próstata infectam novamente a bexiga;

A cistite também pode ser causada por um cateter ou qualquer instrumento inserido no trato urinário que introduz a bactéria na bexiga. Os médicos normalmente podem diagnosticar cistite a partir dos sintomas típicos. Recolhe-se uma amostra do fluxo médio da urina (em um recipiente esterilizado) Como obter uma amostra de urina asséptica de forma a não ser contaminada pelas bactérias da vagina ou da ponta do pênis. Mergulha-se uma tira de papel especial na urina para realizar dois exames simples e rápidos de substâncias que normalmente não deveriam estar presentes na urina. A tira de teste pode detectar os nitritos que são liberados pelas bactérias. Essas tiras de teste permitem também a detecção de esterase leucocitária (uma enzima encontrada em certos glóbulos brancos), que pode indicar que o corpo está tentando limpar a urina de bactérias.

Em mulheres adultas, esses podem ser os únicos exames necessários. Além disso, a amostra da urina pode ser examinada no microscópio para ver o número de glóbulos vermelhos e brancos e se contém bactérias.

Algumas vezes, culturas de urina, nas quais as bactérias de uma amostra de urina crescem em um laboratório, são realizadas para identificar o número e tipo de bactérias. Quando há infecção, existe uma grande quantidade de determinado tipo de bactéria. Nos homens, é apenas necessária uma amostra do fluxo médio da urina para uma cultura.

Nas mulheres, a amostra tem mais possibilidades de se contaminar com bactérias da vagina ou da vulva. Quando a urina contém apenas uma pequena quantidade de bactérias ou vários tipos diferentes de uma só vez, é provável que tenha sido contaminada durante o processo de coleta.

Para ter a certeza que a urina não está contaminada, o médico deve obter uma amostra diretamente da bexiga através um cateter. É importante para os médicos encontrar a causa da cistite em vários grupos diferentes. A causa deve ser encontrada em

  • Crianças
  • Homens de qualquer idade
  • Pessoas com febre por pelo menos três dias ou evidências de lesão renal
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Nessas pessoas existe maior probabilidade de encontrar uma causa que necessite de tratamento específico além da administração de medicamentos para combater a infecção (por exemplo, um cálculo renal grande). Os médicos podem solicitar um exame de imagem, geralmente

  • Ultrassonografia
  • Tomografia computadorizada (TC)

Em mulheres com infecções do trato urinário (ITU) frequentemente recorrentes, os médicos fazem um exame pélvico para detectar quadros clínicos tratáveis, como atrofia vaginal Sintomas A menopausa é o fim permanente das menstruações e, consequentemente, da fertilidade. Por vários anos antes e logo após a menopausa, os níveis de estrogênio variam muito, as menstruações tornam-se. leia mais (adelgaçamento, secura e inflamação das paredes vaginais), divertículo uretral (a formação de uma bolsa ou saco ao longo da uretra), incontinência fecal Incontinência fecal A incontinência fecal consiste na perda do controle da defecação. A incontinência fecal pode ocorrer de forma breve, durante episódios de diarreia ou quando fezes endurecidas ficam alojadas. leia mais e prolapso vaginal Prolapso de órgãos pélvicos (POP) O prolapso de órgãos pélvicos consiste na queda (prolapso) da bexiga, uretra, intestino delgado, reto, útero ou vagina, causada por fraqueza ou lesão nos ligamentos, tecido conjuntivo e músculos. leia mais . Homens com ITU recorrentes devem ser avaliados para prostatite Prostatite Prostatite é dor e inchaço, inflamação, ou ambos, da glândula da próstata. Às vezes, a causa é uma infecção bacteriana. Pode ocorrer dor na área entre o escroto e o ânus, ou na parte inferior.

leia mais , uretrite Uretrite A uretrite é uma infecção da uretra, o canal que transporta a urina da bexiga até o exterior do corpo. As bactérias, incluindo aquelas que são sexualmente transmitidas, são as causas mais comuns.

leia mais e retenção urinária Retenção urinária A retenção urinária é a incapacidade de urinar ou de esvaziar completamente a bexiga. As pessoas que têm esvaziamento incompleto da bexiga podem ter polaquiúria ou incontinência urinária. Se. leia mais (esvaziamento incompleto da bexiga).

Se as mulheres tenderem a desenvolver infecções da bexiga após a relação sexual, elas podem ser orientadas a tomar uma dose de antibiótico imediatamente após a relação sexual. O uso de espermicidas e diafragma devem ser evitados e as mulheres devem urinar assim que for possível depois da relação sexual.

As pessoas com infecções frequentes da bexiga podem tomar continuamente doses baixas de antibióticos. As mulheres que tomam antibióticos regularmente para prevenir infecções da bexiga podem precisar discutir opções de contraceptivo com seu médico. As mulheres na pós-menopausa com infecções frequentes da bexiga e vaginite atrófica ou uretrite atrófica podem se beneficiar dos cremes com estrogênio aplicados na vulva ou supositórios de estrogênio inseridos na vagina.

  • Antibióticos
  • Analgésicos conforme necessário
  • Às vezes, cirurgia

Geralmente, a cistite é tratada com antibióticos. Antes de prescrever antibióticos, o médico determina se a pessoa padece de algum distúrbio que possa agravar a cistite, como diabetes, ou sistema imunológico deficiente (reduzindo a capacidade da pessoa de combater a infecção) ou mais difícil de eliminar, como uma anormalidade estrutural.

  • Beber grandes quantidades de líquidos pode ajudar a evitar uma cistite;
  • A ação de limpeza da urina remove muitas bactérias da bexiga;
  • As defesas naturais do corpo eliminam o restante das bactérias;
  • Acredita-se, normalmente, que a limpeza da frente para trás e evitar o uso de roupas íntimas não porosas e justas ajudam as mulheres a evitar infecções da bexiga;

Esses distúrbios podem necessitar de antibióticos mais fortes e durante um período de tempo mais prolongado, especialmente porque é provável que a infecção reapareça quando a paciente suspender os antibióticos. As pessoas com tais quadros clínicos também podem ter infecções causadas por fungos ou bactérias incomuns e podem precisar de algo além dos antibióticos mais comumente usados.

Nas mulheres, a ingestão de um antibiótico por via oral durante três dias é geralmente eficaz, caso a infecção não tenha sofrido complicações, embora certos médicos prefiram apenas uma dose única. Nas infecções mais persistentes, normalmente toma-se antibióticos durante sete a dez dias.

Para os homens, a cistite normalmente é causada por prostatite Prostatite Prostatite é dor e inchaço, inflamação, ou ambos, da glândula da próstata. Às vezes, a causa é uma infecção bacteriana. Pode ocorrer dor na área entre o escroto e o ânus, ou na parte inferior.

leia mais , e tratamento antibiótico é normalmente necessário durante semanas. Uma variedade de medicamentos pode aliviar os sintomas, especialmente a urgência frequente e insistente de urinar e micção dolorosa.

Fenazopiridina pode ajudar a reduzir a dor acalmando os tecidos inflamados e pode ser tomada por alguns dias, até os antibióticos controlarem a infecção. Pode ser necessária uma cirurgia para aliviar a obstrução física do fluxo da urina ou para corrigir uma anormalidade estrutural que aumente as probabilidades de infecção, como o caso do útero e da bexiga caídos.

Até a cirurgia ocorrer, a drenagem da urina numa área obstruída através de cateter ajuda a controlar a infecção. Geralmente, é administrado um antibiótico antes da cirurgia para reduzir o risco da infecção se espalhar por todo o corpo.

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Qual a diferença entre infecção urinária é infecção na bexiga?

O que é cistite? Cistite e infecção urinária têm sintomas muito parecidos, mas não são a mesma doença. Enquanto a cistite é uma inflamação da bexiga que pode se tornar uma infecção, a infecção urinária abrange todo o trato urinário, dos rins à uretra.

Qual remédio para infecção urinária que não precisa de receita?

O que é cistite é como se pega?

A cistite (CID 10 – N30) é o termo para descrever uma inflamação na bexiga. Muitas vezes a cistite confundida com uma infecção urinária , no entanto ela não é sinônimo de infecção urinária. Quando a cistite é de causa infeciosa existe uma bactéria ou fungo na bexiga.

Mas existem outros tipos de cistite e alguns não são causados por infecções como, por exemplo, a cistite actínica (provocada por radioterapia) e a cistite intersticial (causada por perda da camada protetora da parede da bexiga).

Podemos afirmar que por razões anatômicas (canal mais curto), geralmente as infecções da bexiga são mais frequentes nas mulheres, particularmente quando sexualmente ativas e após a menopausa. Algumas mulheres podem apresentar vários episódios em curto espaço de tempo sendo chamadas de “cistite de repetição”.

Via de regra, são os próprios germes que colonizam (que moram) na região perineal que causam as cistites. Geralmente as bactérias do intestino são as mesmas que habitam a região próxima ao ânus, vagina e meator uretral (canal onde sai a urina).

Esses microorganismos podem deslocar-se para o interior da uretra (canal por onde urinamos) e para chegar no interior da bexiga. Além disso, a cistite entendida como inflamação da bexiga, pode acontecer depois de uma relação sexual, provavelmente porque a uretra sofreu traumas (normais do próprio coito) e tornou-se mais vulnerável à subida das bactérias.

  1. Nessa situação chamamos de uretrite / cistite traumática;
  2. Cistites são menos frequentes nos homens, pois a uretra é mais longa e o orifício por onde sai a urina fica mais protegido dos germes que moram em volta do ânus;

Mas existem situações específicas, onde a frequência de infecção masculina aumenta: nos meninos com doenças da uretra ou fimose e nos idosos que possuem hiperplasia (aumento) da próstata. O sistema urinário inclui rins, ureteres, bexiga e uretra. Todos têm um papel na remoção de resíduos do seu corpo: os rins filtram o sangue, retirando substâncias tóxicas, e também regulam as concentrações de muitas substâncias.

Os ureteres transportam a urina dos rins para a bexiga, onde é armazenada até que ele sai do seu corpo através da uretra. A causa da cistite pode variar, veja as principais: Ocorre geralmente quando as bactérias que habitam a região perineal conseguem penetrar pela uretra e se multiplicar na bexiga.

A maioria dos casos de cistite bacteriana é causada por bactérias do tipo Escherichia coli (E. coli). A atividade sexual é considerada um fator de risco para a ocorrência de cistites. Outro fator que já foi comentado é a existência de urina residual. Estas infecções ocorrem em pessoas que estão em uma clínica ou hospital para tratamento de alguma condição.

  1. As cistites são mais freqüentes em pessoas que estão acamadas, emagrecidas, com doenças crônicas ou que manipularam o trato urinário;
  2. Por exemplo: aquelas que precisaram utilizar um cateter vesical, uma prática comum antes ou após alguns procedimentos cirúrgicos ou exames;

Os cateteres são tubos próprios para manter a bexiga vazia, funcionam como um meio de drenagem urinária para idosos ou pessoas que não podem urinar espontâneamente. Outra situação que pode evoluir com cistite seria a de pessoas que realizaram algum procedimento cirúrgico envolvendo a introdução de aparelhos na uretra e bexiga. Alguns exemplos:

  • Cistite fúngica, mais comum em pacientes com diabetes e imunodeprimidos
  • Cistite intersticial, uma inflamação crônica de causa incerta
  • Certos medicamentos (como os quimioterápicos) podem causar inflamação da bexiga
  • Tratamento de radiação da região pélvica
  • Uso de um cateter durante longos períodos
  • Cistite “específica” associada com outras condições, como câncer ginecológico, doenças inflamatórias pélvicas, endometriose , doença de Crohn , lúpus , diverticulite ou tuberculose.

Os sintomas da cistite geralmente incluem:

  • Um desejo forte e persistente de urinar
  • Sensação de queimação (ardência) ao urinar
  • Urinar em pequenas quantidades e frequentemente
  • Sangue na urina (hematúria)
  • Urina turva ou com cheiro forte
  • Desconforto na região pélvica
  • Sensação de pressão no abdômen inferior
  • Febre baixa, inferior a 38 ºC (mais do que isso pode significar uma pielonefrite, situação grave em que as bactérias atingiram os rins)

Em crianças pequenas, fazer xixi na calça pode ser um sinal de uma infecção do trato urinário (ITU). Enurese noturna por si só não é susceptível de ser associada a uma UTI. No entanto, muitas mulheres podem apresentar cistites com nenhum ou mesmo com poucos sintomas. Se você tiver sintomas da cistite, vá a um hospital assim que possível. Além de fazer uma análise clínica, o médico pode solicitar estes exames:

  • Exame de urina
  • Cistoscopia
  • Raio x ou ultrassom.

Mas saiba que quando a sintomatologia é típica e não se trata de cistite de repetição, o médico está autorizado a tratar o quadro com medicamentos apropriados. Afinal o diagnóstico das cisitites é clinico, ou seja, baseado em sinais e sintomas. Prepare uma lista de perguntas a fazer ao seu médico sobre o diagnóstico de cistite. Coloque as dúvidas mais importantes em primeiro lugar, pois caso o tempo se esgote você já obteve o que era mais relevante. Algumas perguntas básicas para fazer incluem:

  • Qual é a causa mais provável dos meus sintomas?
  • Existem outras causas possíveis?
  • Preciso de todos os exames para confirmar o diagnóstico?
  • Que fatores você acha que podem ter contribuído para a minha cistite?
  • Que tipo de tratamento que você recomendaria?
  • Se o primeiro tratamento não funcionar, como vai ser?
  • Estou em risco de complicações?
  • Qual é o risco de que esse problema se repita?
  • Que medidas posso tomar para reduzir meu risco de uma recorrência?
  • E não esqueça da principal pergunta: como posso prevenir as infecções urinárias?
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Além disso, não hesite em fazer perguntas a qualquer momento durante a sua consulta. Algumas pessoas são mais propensas do que outras a desenvolver cistites ou cistites recorrentes. As mulheres costumam ter bastante o problema e uma das principais razões é que o contato sexual provoca uma mudança de germes que habitam a região vizinha à uretra.

  1. Embora as infecções bacterianas sejam a causa mais comum de cistite, um número de fatores não infecciosos podem inflamar a bexiga;
  2. Essa mudança, associada ao trauma do coito que edemacia (incha) e inflama o canal, seria a causa dessa cistite;

Por isso que o uso de preservativos lubrificados póde ajudar: eles reduzem o atrito, o trauma sobre o canal e evitam as trocas de germes que desequilibram a flora genital. A identificação de fatores de risco para cistite ainda é motivo de discussão mesmo entre os médicos: uma das principais razões para algumas mulheres serem vítimas de cistite de repetição seria o revestimento da uretra que permitiria uma ascensão mais rápida de bactérias que chegariam na bexiga e se multiplicariam.

Como se em algumas mulheres o canal fosse uma escada mais simples de subir que em outras. Outra hipótese é que em algumas mulheres o líquido vaginal seria mais “bonzinho” com essas bactérias que chegariam mais facilmente e em maior número ao orifício uretral e em seguida à bexiga.

Existe ainda a questão da quantidade de hormônio feminino circulando. O estrogênio desempenha um importante papel protetor pois ele alimenta as células que revestem a uretra. O canal precisa do estrogênio para ficar fechado enquanto não urinamos. Somente durante a micção a uretra se abre como se fosse um zíper.

Por isso mulheres na menopausa , momento em que ocorre uma queda drástica do estrogênio, têm mais infecções urinárias. Mas não podemos esquecer que o principal mecanismo de defesa do organismo contra as cistites é natural: baseia-se no fluxo de urina.

Portanto beber pouca água e “prender muito tempo a urina” significam fatores de risco para infecções urinárias. O intervalo entre as micções e para quem bebe líquidos deve ser de no máximo duas horas durante o dia. O risco de cistite aumenta em pessoas que:

  • Bebem pouca água
  • Urinam raramente (prendem a urina por mais de duas horas)
  • São sexualmente ativas (e não usam preservativos)
  • Usam diafragma para controle de natalidade
  • Estão grávidas (pois a gravidez muda o corpo da mulher)
  • Sofrem obstruções ao fluxo de urina, como aquelas que têm cálculo renal, estreitamento da uretra ou próstata aumentada
  • Possuem sistema imunológico baixo (imunodeprimidos e diabéticos)
  • Fazem uso prolongado de cateteres no trato urinário.

Você provavelmente conversará com um urologista ou ginecologista, mas o problema também pode ser analisado por um clínico geral. Como as consultas médicas costumam ser muito curtas, você já pode chegar preparado:

  • Anote seus sintomas, incluindo os que parecem alheios à cistite
  • Faça uma lista de todos os medicamentos, vitaminas ou outros suplementos que você toma
  • Leve um caderno, tablet ou bloco de notas com você. Use-o para anotar informações importantes durante a consulta
  • Informe sobre cistites no passado e leve documentos, receitas, exames da época

Vá ao hospital imediatamente sentir esses sinais e sintomas:

  • Febre e calafrios
  • Dor nas costas ou de lado
  • Náuseas e vômito
  • Micção urgente, frequente ou dolorosa
  • Sangue na urina

Se os sintomas voltarem após um tratamento para cistite, também contate o médio. Você pode precisar de um tipo diferente de medicamento. Lembre-se que é recomendado em pacientes que já tiveram uma infecção recente controlar a cistite mesmo após a cura. Ou seja, fazer um exame de urina algum tempo depois do uso de medicamentos. Converse com seu médico.

  1. Se o seu filho começa a ter perdas de urina durante o dia, chorar na micção ou evitar urinar, ligue para o pediatra;
  2. Tudo começa com a recomendação de beber líquidos e urinar com frequência;
  3. Seria como uma tentativa de “lavar” a bexiga;

Os antibióticos são a primeira linha de tratamento da cistite quando ela é causada por bactérias. Quais os medicamentos usados e por quanto tempo dependerá de sua saúde, do histórico de doenças preexistentes e eventualmente das bactérias encontradas na urina.

Os sintomas costumam melhorar significativamente dentro de um ou dois dias de antibiotico se você tem uma cistite chamada “comum”. No entanto, é provável que você precise tomar antibióticos durante um, três dias, ou até por uma semana, dependendo da sua situação clínica, seu histórico e da gravidade da sua infecção.

Não importa qual a duração do tratamento, tomar todo o curso de antibióticos prescritos pelo seu médico para garantir que a infecção cessará completamente é importante. Se você tem cistites recorrentes, o médico geralmente solicitará uma cultura de urina inicial e outra ao final da terapia.

Ele poderá recomendar o tratamento com um antibiótico menos utilizado e fazer uma avaliação mais completa para tentar identificar fatores de risco que podem ser removidos. Tomar uma dose única de antibiótico após cada relação sexual também pode ajudar a controlar o problema.

Isso é chamado quimioprofilaxia. Mas este esquema só estaria indicado quando existe uma relação entre atividade e surgimento da cistite. Para cistites hospitalares o tratamento é mais complexo, uma vez que as bactérias encontradas nos hospitais são mais resistentes aos tipos comuns de antibióticos.

Por esse motivo, podem ser necessários diferentes tipos de antibióticos e diferentes abordagens de tratamento. Nesse caso não se usa esquemas de curta duração. Mulheres na pós- menopausa podem ser particularmente suscetíveis à cistite como já explicado.

Como parte do tratamento, o médico pode recomendar um creme vaginal de estrogênio para melhorar a proteção da uretra e até a lubrificação vaginal. Na cistite intersticial a causa da inflamação é incerta. Essa síndrome é complexa e mesmo os médicos têm muitas dúvidas sobre as causas e sobre o tratamento ideal. Terapias utilizadas para aliviar os sinais e sintomas da cistite intersticial incluem:

  • Medicamentos por via oral ou inseridos diretamente em sua bexiga
  • Procedimentos sob anestesia em que o urologista examinará sua bexiga para confirmar o diagnóstico e tentar melhorar os sintomas, tais como esticar a bexiga com soro fisiológico (hidrodistensão da bexiga) e em casos indicados cirurgia ou aplicação de toxina botulínica
  • Estimulação nervosa com impulsos eléctricos suaves para aliviar a dor pélvica e, em alguns casos, reduzir a frequência urinária.

Se você é hipersensível a certos agentes químicos de produtos de banho ou de espermicidas (como aqueles que estão no diafragma), evitar esses produtos pode ajudar a aliviar os sintomas e prevenir novos episódios de uretrite e cistite. O tratamento da cistite que se desenvolve como uma complicação da quimioterapia ou radioterapia incide sobre o manejo da dor, geralmente com medicamentos e hidratação para expulsar substâncias irritantes da bexiga. A maioria dos casos de cistite induzida por quimioterapia tende a se resolver algum tempo após a conclusão da terapia. Os medicamentos mais usados para o tratamento de cistite são:

  • Amicacina
  • Amoxicilina + Clavulanato de Potássio
  • Ampicilina Sódica
  • Androfloxin
  • Bacteracin e Bacteracin-F
  • Cipro
  • Clocef
  • Clordox
  • Cloridrato de Lidocaína
  • Bactrim
  • Ceclor
  • Cefalotina
  • Ciprofloxacino
  • Clavulin
  • Cystex
  • Doxiciclina
  • Flanax
  • Macrodantina
  • Monuril
  • Nitrofen
  • Norfloxacino
  • Novamox 2x

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

  • Beba mais água e outros líquidos. Mantenha a cor da urina parecida com a água
  • Urine a intervalos regulares evitando mais do que 2 horas sem urinar
  • Quando você urinar, certifique-se de que esvaziou toda a bexiga
  • Urine imediatamente após a relação sexual, impedindo que as bactérias se movam para a uretra
  • Troque os absorventes com frequência
  • Ao usar o banheiro, a vagina deve ser limpada de frente para trás, para evitar a propagação de bactérias do ânus para o seu trato urinário
  • Se você tem cistite recorrente, pergunte ao médico sobre a possibilidade de tomar antibióticos logo após a relação sexual para prevenir a cistite
  • Mulheres na pós-menopausa podem fazer uso de estrogênio vaginal para prevenir cistite recorrente. Consulte seu ginecologista e lembre-se que nem todas as mulheres podem usar esses produtos
  • Faça a higiene adequada no pênis puxando a pele do prepúcio e expondo a cabeça (glande) no banho e toda vez que urinar. Urine com calma e depois da micção cubra a glande com o prepúcio (quando não for circuncisado)
  • Meninos que tiveram infecção urinária e irritação no prepúcio precisam visitar o urologista
  • Homens adultos devem verificar a saúde da próstata anualmente.

Cistite pode ser dolorosa, mas você pode tomar medidas para aliviar o desconforto:

  • Faça uma compressa quente para aliviar a dor
  • Mantenha-se hidratado
  • Urine com frequência
  • Tome um banho de assento.

Se você tem infecções urinárias recorrentes, avise seu médico. Juntos, vocês podem desenvolver uma estratégia para reduzir as recorrências e o desconforto que a cistite pode trazer. Quando tratada rapidamente e corretamente, a cistite raramente leva a complicações. Mas se não for não tratada pode se tornar algo mais sério, como infecção renal ou alteração na parede da bexiga.

Por isso, não há um tratamento único que funcione sempre – a conduta irá variar conforme o caso. Em ambos os casos, deve-se ser feito tratamento médico adequado e investigação de outras possíveis causas.

Revisado por: Urologista Valter Javaroni, membro do Departamento de Sexologia Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) (gestão 2012-2013) e membro do Departamento de Educação Continuada da SBU seccional Rio de Janeiro (gestão 2014-2015) Manual Merck Mayo Clinic Ministério da Saúde Sociedade Brasileira de Urologia.

Como saber se estou com cistite ou infecção urinária?

Afinal, qual a diferença entre Cistite e Infecção Urinária? – Basicamente, o que difere a cistite de uma infecção urinária é a região em que está acometida pela doença. Na prática, as cistites se caracterizam pela inflamação da bexiga. Já a infecção urinária pode acometer todo o sistema urinário, desde os rins até a uretra.

Pode tomar nimesulida para infecção de urina?

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  • Olá! O Medicamento Nimesulida É Eficiente Para Tratar Infecção Urinária?

1 respostas Olá! O medicamento Nimesulida é eficiente para tratar infecção urinária? Boa tarde. Não. A nimesulida é um antiinflamatório não esteroidal, classe de medicação que trata dores e inflamações. A infecção do trato urinário é uma condição causada, na maioria das vezes, por bactérias. O seu tratamento envolve o uso de antibióticos. Além da avaliação de hábitos de vida que aumento o risco de infecção urinária.

Qual é o melhor antibiótico para cistite?

Antibióticos Os principais antibacterianos indicados para o tratamento da cistite são ciprofloxacina, norfloxacina, amoxacilina e, sulfametoxazol com trimetropina.

Qual o melhor antibiótico para infecção urinária?

Os medicamentos mais indicados para tratamento da infecção urinária são os antibióticos, antissépticos e analgésicos. Suplementos e até uma vacina oferecem suporte para quem sofre com o problema, conforme revelou a farmacêutica Flávia Costa em artigo para o site Tua Saúde.

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Há casos que exigem atenção maior, quando a infecção atinge grávidas e crianças. É preciso também ficar alerta às interações medicamentosas. E todas essas informações são importantes que os farmacêuticos saibam, seja para a dispensação ou orientação de pacientes que estão com dúvidas relacionadas à prescrição.

Cada uma dessas medicações tem uma função específica, desde eliminar as bactérias causadoras da infecção, passando pelo alívio dos sintomas como dor ou queimação ao urinar, até mitigar a vontade de urinar frequentemente ou a sensação de peso na bexiga, que acomete os pacientes com o problema.

De acordo com Flávia, a infecção urinária é causada por bactérias do intestino, especialmente a Escherichia coli, que chegam ao sistema urinário da pessoa, sendo mais comuns nas mulheres, devido à proximidade entre a uretra e o ânus.

Os sintomas podem estar acompanhados de febre baixa constante ou urina muito escura com cheiro forte. A farmacêutica selecionou cinco tipos de tratamento para infecção urinária que podem conferidos a seguir: 1. Antibióticos Os antibióticos mais indicados para tratar uma infecção urinária são:

  • Nitrofurantoína (Macrodantina): a dose recomendada é de 1 cápsula de 100 mg, a cada 6 horas, durante 7 a 10 dias
  • Fosfomicina (Monuril): a dose recomendada é de 1 sachê de 3 g em dose única ou a cada 24 horas, durante 2 dias, que deve ser tomada, de preferência, com o estômago e a bexiga vazios, preferencialmente à noite, antes de dormir
  • Sulfametoxazol + trimetoprima (Bactrim ou Bactrim F): a dose recomendada para adultos é de 1 comprimido de Bactrim F ou 2 comprimidos de Bactrim, a cada 12 horas, por no mínimo 5 dias ou até o desaparecimento dos sintomas
  • Fluoroquinolonas – ciprofloxacino ou levofloxacino: a dose recomendada varia com o tipo de medicamento utilizado, conforme orientação médica
  • Penicilinas ou cefalosporinas – amoxicilina, cefalexina ou ceftriaxona: a dose recomendada também varia de acordo com o medicamento prescrito

Flávia ressalta que todos esses medicamentos devem ser prescritos pelo médico e comprados na farmácia, com a devida receita. Segundo ela, geralmente, os sintomas de infecção urinária desaparecem em poucos dias de tratamento. “No entanto, é importante que a pessoa tome o antibiótico durante o tempo que foi determinado pelo médico”, assinala. “Caso seja uma infecção urinária severa, pode ser necessário realizar o tratamento no hospital, com administração de antibióticos na veia”, alerta.

Antiespasmódicos e analgésicos De acordo com a farmacêutica, geralmente, a infecção urinária provoca sintomas desagradáveis como dor e ardência ao urinar, vontade frequente para urinar, dor abdominal ou sensação de peso no fundo da barriga.

“Por isso, o médico pode prescrever antiespasmódicos como o flavoxato (Urispás), a escopolamina (Buscopan ou Tropinal) e a hiosciamina (Tropinal), que são medicamentos que aliviam esses sintomas”, diz Flávia. Além disso – continua ela – embora não tenha ação antiespasmódica, a fenazopiridina (Urovit ou Pyridium) também alivia a dor e a ardência características das infecções urinárias, já que é um analgésico que atua no trato urinário.

Antissépticos Os antissépticos como a metenamina e o cloreto de metiltionínio (Sepurin) também podem ajudar os sintomas como queimação ou dor ao urinar, além de evitar que a infecção piore e chegue aos rins ou bexiga, “pois também têm ação antibacteriana o que ajuda a eliminar as bactérias do trato urinário e a prevenir infecções recorrentes”, salienta Flávia.

Suplementos Outra opção sugerida pela farmacêutica são os suplementos. “Existe uma grande variedade de suplementos que têm na sua composição extrato de arando vermelho, conhecido por cranberry, que pode estar associado a outros componentes que agem impedindo a adesão das bactérias ao trato urinário”, diz Flávia.

Segundo ela, esses compostos promovem a reconstituição de uma microflora intestinal equilibrada, “criando um ambiente adverso ao desenvolvimento de infecções urinárias, sendo, por isso, muito útil como complemento ao tratamento ou para evitar recidivas”.

Vacina A farmacêutica destaca também o uso de um imunoterápico indicado para a prevenção de uma infecção urinária. “Uro-Vaxom é uma vacina em forma de comprimidos composta por componentes extraídos de Escherichia coli, que atua estimulando as defesas naturais do organismo, sendo usada para prevenir infecções recorrentes das vias urinárias ou como adjuvante no tratamento de infecções agudas nesse local”, diz Flávia.

Casos especiais e recorrentes Caso a infecção urinária ocorra em crianças ou grávidas, os medicamentos e a posologia podem ser diferentes, destaca a farmacêutica. No caso da infecção urinária na gravidez, os medicamentos devem ser prescritos pelo obstetra, devendo ser usados com muita cautela, para não prejudicar o bebê.

“Os antibióticos para a infecção urinária considerados mais seguros para tomar durante a gestação são as penicilinas ou cefalosporinas”, afirma Flávia. Já no caso da infecção urinária infantil, o tratamento é muitas vezes feito usando o mesmo tipo de antibióticos, mas na forma de xarope.

“Dessa forma, o tratamento deve ser sempre indicado pelo pediatra, sendo que a dose recomendada varia de acordo com a idade da criança, peso, sintomas apresentados, gravidade da infecção e micro-organismo responsável por causar a infecção”, diz a especialista.

Segundo Flávia, existem mulheres que sofrem de infecções urinárias várias vezes ao ano e, nesses casos, o médico pode recomendar um tratamento preventivo, para evitar as recidivas. “Ele consiste na ingestão diária de uma baixa dose de antibióticos, como o Bactrim, Macrodantina ou fluoroquinolonas, durante cerca de seis meses ou tomando uma dose única de antibiótico após o contato intimo, caso as infecções estejam relacionadas com a atividade sexual”.

Além disso, para evitar infecções urinárias recorrentes, a pessoa também pode tomar medicamentos naturais por um longo período de tempo ou imunoterápicos. “Durante o tratamento para infecção urinária, recomenda-se não tomar nenhum outro medicamento sem o conhecimento do médico e beber cerca de 1,5 a 2 litros de água por dia, o que ajuda a eliminar as bactérias do organismo”, diz Flávia.

Ela destaca também que, além dos medicamentos, algumas opções caseiras podem ajudar a aliviar os sintomas e complementar o tratamento médico, como o suco de arando, o xarope de uva-ursina e o chá de vara-de-ouro, “pois têm ação diurética e anti-inflamatória, ajudando a aliviar os sintomas da infecção urinária”, ressalta.

“Além disso, os alimentos diuréticos como a cebola, salsa, melancia, aspargo, graviola, pepino, laranja ou cenoura, também são ótimos complementos ao tratamento da infecção, pois ajudam a eliminar a urina, contribuindo para a eliminação das bactérias”, aconselha a farmacêutica.

Interações medicamentosas e o acompanhamento farmacêutico De forma geral, as interações medicamentosas podem ser causadas por alterações nos efeitos de um medicamento por conta do consumo concomitante de outro fármaco ou sua utilização juntamente com determinado alimento ou bebida.

  • Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos, é comum que as interações medicamentosas tendam a ser prejudiciais, especialmente entre os antimicrobianos – em particular os antibacterianos;

As interações podem ocorrer na fase farmacocinética (na movimentação do ativo, da absorção até excreção) e na farmacodinâmica (relacionado ao local de ação de um fármaco). As interações farmacocinéticas são as mais frequentes e influenciam de forma significativa a terapêutica medicamentosa. Entre as penicilinas, a amoxicilina pode interagir com os seguintes compostos:

  • Alopurinol – pode desencadear rash cutâneo
  • Aminoglicosídeos (Cagento) – pode apresentar perda da eficácia concomitantemente com amoxicilina
  • Metotraxato – pode desencadear quadro de toxicidade do MTX
  • Probenicida – pode aumentar as concentrações plasmáticas da moxicilina
  • Venlafaxina – pode desencadear síndrome serontoninérgica (tremores, rigidez muscular e taquicardia)
  • Varfarina – pode resultar em aumento do efeito anticoagulante

Já entre as cefalosporinas, a cefalexina pode ter algumas interações, pois o uso concomitante aumenta os níveis e a atividade da metformina, por diminuir sua secreção tubular. Receba nossas notícias por e-mail : Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente Para evitar interações entre medicamentos, a atuação do farmacêutico é fundamental, pois é ele quem deve verificar inicialmente o número de fármacos que o paciente faz uso e o que isso pode acarretar na combinação com um antibacteriano, por exemplo, e orientá-lo de forma adequada.

  • Segundo os especialistas, não há uma escala para classificar quais são as interações mais perigosas, pois elas estão dentro de um contexto de uso;
  • O professor Edson Luiz de Oliveira destacou, durante sua aula na pós-graduação em Farmácia Clínica de Endocrinologia e Metabologia  no ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, algumas dessas interações;

“Os antimicrobianos possuem uma finalidade clara: reduzir o crescimento de micro-organismos ou matá-los. O farmacêutico deve garantir que o paciente entenda a importância de seu tratamento”, frisa o farmacêutico e professor da pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica  no ICTQ, Rafael Poloni.

  1. publicidade inserida(https://ictq;
  2. com;
  3. br/pos-graduacao/pos-graduacao-em-farmacia-clinica-de-endocrinologia-e-metabologia-2-29) Essa orientação envolve o respeito aos horários de tomar o medicamento, bem como todos os outros quesitos para o seu uso racional do medicamento, evitando possíveis interações medicamentosas e efeitos adversos;

“Todo tratamento com medicamento antibacteriano deveria ter acompanhamento do farmacêutico, para instruir o uso correto do fármaco – dose, tomadas, interações e possíveis efeitos adversos”, explica o professor. “É aconselhável que o farmacêutico ressalte ao paciente a importância de fazer uso do medicamento no horário indicado pelo prescritor, não abandonando a terapia farmacológica na ausência de sintomas”, pontua.

  1. Nesse sentido, a coordenadora acadêmica dos cursos de pós-graduação  do ICTQ e especialista em farmácia clínica e prescrição farmacêutica, Juliana Cardoso, completa: “A ingesta de líquidos nesse período e a não retenção urinária auxilia o paciente durante o seu tratamento”, explica;

“O farmacêutico deve orientar o paciente também a ficar atento a quaisquer sinais de piora, como mudança de cor de urina, ardência, entre outros. Pode haver casos de resistência ao antibiótico utilizado e sinais de piora ou de não melhora dos parâmetros analisados que devem ser reportados ao médico imediatamente”, frisa Poloni.

  1. Juliana lembra que, em sua consulta, o profissional deve instruir o paciente que a adequada higiene íntima é essencial para reduzir a contaminação e diminuir as chances de infecção;
  2. “Cuidados depois da evacuação e após a relação sexual são aspectos que devem ser considerados como medidas preventivas”;

Por outro lado, ela lembra que o exagero na limpeza local, além de causar irritação, também pode favorecer a instalação de bactérias locais, principalmente quando são utilizados desodorantes íntimos ou produtos com propriedades cáusticas e esfoliantes.

“Um detalhe não menos importante são as roupas íntimas de material sintético, pois reduzem a ventilação e mantêm o ambiente úmido, fatores que podem facilitar a proliferação de bactérias. Já os tecidos de algodão ajudam a manter a região mais seca, tornando-a menos favorável às infecções”, esclarece Juliana.

Assista uma aula sobre medicamentos antimicrobianos com o professor da pós de Farmácia Clínica de Endocrinologia e Metabologia no ICTQ, Edson Luiz Oliveira: Participe também:   Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias farmacêuticas diariamente Obrigado por apoiar o jornalismo profissional A missão da Agência de notícias do ICTQ é levar informação confiável e relevante para ajudar os leitores a compreender melhor o universo farmacêutico.

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Qual é o melhor antibiótico para infecção urinária?

A infecção urinária simples pode ser tratada com medicações como Sulfametoxazol-trimetoprim, Fosfomicina, Nitrofurantoína ou as Cefalosporinas. Os antibióticos da classe das quinolonas (ciprofloxacina e outros) devem ser evitados como primeira escolha porque os efeitos colaterais podem ultrapassar os benefícios.

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